O Tempo da Tua visitação - Você está discernindo este Tempo?
A Bíblia fala sobre a questão do tempo (Ecl.3), nele está o plano de Deus e também o nosso dever de discerni-lo. Quando entendemos o tempo conforme o desejo de Deus, passamos a caminhar na realidade divina, conseqüentemente nossa incessante luta contra as vontades carnais passa, pois compreendemos que em determinado tempo é momento de chorar pela Noiva, ou pular de alegria por um milagre de Deus, abraçar algum ferido, ou se distanciar dos laços do inimigo.
O tempo é vital para compreendermos os planos de Deus numa geração, se conseguirmos entender o tempo, iremos caminhar conforme o plano de Deus. Todos nós estamos vivendo em um século movimentado, tudo o que gira em torno dessa agitação possuí dois objetivos. O primeiro é tomar todo o seu tempo, fazendo-o um homem extremamente ocupado com as coisas do mundo, e o segundo é fazê-lo ingressar nos valores do mundo. Vamos estudar esses dois pontos para recebermos melhor o espírito da palavra.
1- O Tempo e a Ocupação.
Este século caminha em torno da ocupação exagerada, todos que desejam crescer neste “reino” precisam a cada dia se especializar em algum novo curso, sendo exigido pelo sistema. É uma espécie de controle mundial, as crianças são inseridas em escolas para desenvolverem seu melhor, neste aprendizado procuram se ocupar de futuros já certos e caminhos que vão traçar futuramente.
O problema não está no ensino, mas na ocupação de um sistema mundial preocupado apenas com o crescimento do capitalismo, comandando o futuro das pessoas. Usamos o exemplo das crianças, mas pense sobre os jovens, que necessitam diariamente crescer de algum modo neste sistema mundial. Para serem o melhor, precisam doar seu tempo familiar, seu tempo ministerial, seu tempo com os amigos e o pior, seu tempo com Deus. Podemos falar também dos pais, que tem a obrigação de sustentar seus lares, mas passam mais tempo numa empresa ou em algum curso de aperfeiçoamento, para garantir seu cargo ou uma futura promoção.
Observe que tudo está ocorrendo diante dos nossos olhos, essa forma de guiar nossas vidas está sendo dirigida por um sistema mundial, que tem apenas um objetivo, ocupar todo nosso tempo, fazer de nós apenas contribuintes sem discernimento do que ele é capaz. “Se fossemos seres independentes, ou deuses autoritários que podem realizar o que querem neste mundo, dotados da vida, do poder da morte e do tempo, sem ninguém além de nós, então diria a você, não se preocupe, caminhe neste tempo e apenas siga a corrente das idéias”. Mas a realidade é outra, principalmente por sabermos que existe um Grande Deus, e que nos chamou para um propósito, estabelecer Seu plano através das nossas vidas
Então saiba que você está diante de uma guerra, por um lado o mundo lhe influência a gastar todo o seu tempo para ocupá-lo, em crescer nesta terra, por outro, existe um Deus tremendo, cheio de amor e com um plano maravilhoso, e exige de você também todo o seu tempo para concretizá-lo.
Então o que fazer? Qual será nossa prioridade?
Qual o equilíbrio para contribuir com a vontade de Deus?
Com certeza Deus deseja que você trabalhe, e ainda por cima irá lhe dar saúde e sua benção para que prospere e seja um homem de honra em sua localidade. Mas Ele também deseja que você reserve a primícia do seu tempo, para que através da sua vida, seu nome também seja honrado. Por isso seja equilibrado no tempo que o próprio Deus te dá, porque é deste tempo que Ele também lhe pedirá contas.
Ecl.8:5,6 – “Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.Porque para todo o propósito há seu tempo e juízo; porquanto a miséria do homem pesa sobre ele”.
2- O tempo do homem versus o Tempo de Deus.
Como já vimos no livro de Eclesiastes, existe o tempo para todas as coisas, e o mandante deste controle é o Senhor. É Ele que determina qual é o melhor tempo para nós, para que possamos caminhar e crescer. Quando reconhecemos a importância de ter este discernimento em nossas vidas pelo tempo de Deus, começamos a caminhar e investir corretamente naquilo que o Pai está pensando para uma geração. Por isso Jesus diz para olharmos a figueira, e pelo tempo adequado, saberíamos qual seria a hora certa da Sua vinda.
Lc. 21:29,30,31,36 – “E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto.Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem”.
É de extrema importância a Igreja saber qual é o tempo de Deus para esta geração, para sabermos o que fazer mediante a isso. O mundo caminha conforme seu tempo, e se olharmos para isso iremos ocupar nossas vidas com valores errados. O tempo atual do mundo é progredir, enriquecer, dominar e aproveitar.
Mas e a Igreja?
E o tempo de Deus?
Qual é sua vontade específica para cada um de nós?
Talvez seu tempo hoje seja de trabalhar, construir e formar uma família, você sabe disso e o faz não para o seu ego, ou apenas com o propósito de aparecer, ou competir, mas o faz porque sabe que através disso, estará no mesmo tempo que Deus e tudo será para engrandecimento da Glória do Pai. A questão está quando Deus deseja que você não trabalhe, mas use sua força para ganhar almas, ou quando Ele deseja que você não namore, mas use sua carência para orar e orientar outras pessoas, ou quando o Senhor quer que você chore pela Noiva, mas ao invés disso você está promovendo festas e saindo para aproveitar seus finais de semana.
Creio que isso deva ser o maior problema dos cristãos atuais, Deus está chamando intercessores para passar noites clamando por sua Noiva dividida, mas esses estão gastando suas vigílias com conversas bobas numa esquina. Deus deseja formar uma elite de jovens apaixonados, mas esses estão apenas preocupados com futebol, trabalho, fofoca e namoro.
Não adianta, cada um de nós precisa saber qual é o tempo desejado por Deus, e prosseguir em cima dessa vontade para podermos ver a glória do Senhor sobre nós.
Ecl.9:8 – “Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”.
O tempo da Tua Visitação.
Lc.19:41-44, “E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, Dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação”.
Os Judeus estavam recebendo diante dos seus olhos a visitação de Deus, através de Jesus. Por Jesus ocorreram milagres, maravilhas, palavras proféticas, algo jamais visto pelo povo escolhido, mas mesmo assim eles não conheceram o tempo desta visitação.
Aquele que passeava no meio deles era alguém prometido (At.2:29-31), aguardado, esperado como esperança para um novo poder ser derramado sobre um povo escolhido. A triste realidade é saber que quando houve a manifestação de Jesus, o próprio povo que deveria esperá-lo e segui-lo, foram os que o crucificaram. Por quê? Como pode um povo que aguarda não ver o Enviado? Como esse povo escolhido por Deus, pôde matar o filho? Porque eles não discerniram o tempo, e nele não entenderam qual era o propósito de Deus.
O povo passava por uma escravidão, eles estavam debaixo do domínio de Roma, não eram livres, eram opressos por um regime de guerra. Quando Jesus se manifesta, os Judeus tentaram fazer de Jesus um líder conforme o desejo de seus corações, mas o Senhor tinha um outro propósito entregue pelo Pai.
Jo.6:14,15 – “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte”.
Os Judeus já tinham um propósito em mente, eles desejavam um rei para os livrarem da opressão de Roma e serem uma nação livre. Para eles esse era o tempo, agiam neste propósito, e quando viram que Jesus não faria o que aguardavam, começaram a persegui-lo.
O povo não entendeu o tempo e o propósito divino, criaram um enviado que faria aquilo que esperavam, e quando esse se manifestou (Jesus) não o desejaram, pelo fato de já estarem corrompidos.
A Medida.
Para cada geração existe uma medida de iniqüidade, e quando ela é passada, a Ira divina não poupa para derramar sua justiça, vejamos alguns exemplos:
Gen.15:15,16 – “E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia”.
Havia uma medida para os amorreus, povo que estava na terra prometida, enquanto essa medida não foi ultrapassada, o povo de Israel permaneceu em outra terra. Outro exemplo desta questão está em 1Ts.2:16, onde o apóstolo Paulo comenta sobre os Judeus, que não entenderam a visitação e mataram a Jesus e perseguiram os Cristãos. Irmãos! Isso é muito grave, um povo que se autodenominava próximos de Deus, estavam há séculos mantendo a palavra, ouvindo os profetas, não entenderam o tempo da visitação, e quando ela ocorreu, estavam tão cegos que ultrapassaram a medida da iniqüidade, e se tornaram opressores da vontade divina, matando o próprio filho de Deus.
Mt.23:32-34, “Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno? Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade”.
O capitulo 23 de Mateus fala sobre a desordem que o povo caminhava, homens que deveriam estar apegados a vontade de Deus, cientes da visitação do Senhor, estavam completamente cegos, guiando outros ao caminho da perdição e sendo barreiras para a mensagem do Senhor. Por isso Jesus se aproxima de Jerusalém e chora por ela. Porque Jesus fez isso? Qual era a tristeza do Senhor? Jesus via o que ia acontecer com Jerusalém, à cidade seria destruída, os inimigos cercariam aquele local, e tudo estaria acabado, porque não viam a paz que havia se manifestado, Jesus era a paz (Jo.14:27), o povo não entendeu o tempo da visitação.
Pensemos sobre nós, sobre o corpo de Cristo na terra. Será que o tempo da visitação se aproxima, e os cristãos estão tão envolvidos com suas placas denominacionais, que estarão cegos diante desse mover? Em breve Deus pode levantar uma geração que sairá do meio da Igreja, e começará a fazer milagres, proclamar o reino de Deus e a própria Igreja perseguirá essa geração, como os judeus perseguiram seus próprios irmãos, e não aceitaram o mover vindo através de Jesus.
Tudo isso porque estavam cegos num ritual religioso, eram fiéis ao sistema, mas estavam distantes da vontade divina. Creio que a mesma história está para ocorrer diante dos nossos olhos, existe um “povo” que aguarda ao Senhor e crê veemente que está de acordo com vontade de Deus, acorda nas manhãs e bate no peito dizendo que Deus está ao seu lado, mas estão como Sansão, já se venderam para a prostituta “Dalila”, pensam que o Senhor ainda está com eles, mas Deus já se foi há muito tempo.
Jz.16:20 – “E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei. Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele”.
Ao que podemos ser comparados? Será que também seremos uma geração que não dança conforme a música celestial? Que Deus tenha misericórdia de nossas ações e arranque o véu de nossas mentes, para que possamos realmente entender a voz que está sendo entoada.
Lc.7:30-35, “Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele. E disse o Senhor: A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes? São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes. Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio; Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos”.
É fato que Deus levantará uma geração no meio deste sistema, esses serão como o menino Samuel, crescem na guarda de Eli, o sacerdote da época, mas são chamados por Deus (1Sm.3). Ou como o menino Davi, que crescia diante do sistema de Saul, que foi rejeitado por Deus (1Sm.15:28).
O tempo da visitação trará a vontade divina sobre nós, e revelará uma geração que realmente proclama o reino de Deus na terra e prepara o caminho para Jesus voltar, essa é a geração sem face, que apenas anuncia a chegada do Cordeiro.
Jo.1:19-23, “E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías”.
Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)
Ronaldo José Vicente, pastor e marido de Clarissa Alster Vicente. A Igreja se reune na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha).
"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com) - Adquira o livro clicando: http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576
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