Filhos de Deus ou escravos de Faraó?


   Nascemos em um mundo governado por sistemas, e esses sistemas podem ser definido como capitalismo, globalização, moda, origem, meios, normas, costumes, finalidades, formas e culturas em localidades que vão regendo a vida de cada ser humano.

   Neste aglomerado de idéias humanas, existe um sonho Divino (Ap.13:8), pairando sobre o alto e desejando encontrar pessoas que o entendam, e decidam cooperar para sua realização (1Cor.3:9). O Pai permanece procurando esses servos (Jo.4:23) para seu sonho possa se concretizar na terra.
Mas onde estão esses servos? Que ambiente estão vivendo os filhos de Deus? Que lugar estão crescendo os escolhidos para realizar Sua vontade? A resposta é simples: No Egito, isso é fato. A Igreja está crescendo e recebendo a herança desse lugar. Note Moisés, (At.7:22 – “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras”).

   Os filhos de Israel cresciam neste ambiente, era o forte sistema que oprimia o povo para se moldarem conforme os caprichos do Egito. Moisés seguia esse mesmo rumo, com certeza suas roupas, fala, gesto, maneiras e até cultura estavam direcionados aos meios daquele governo. Mas havia um diferencial neste príncipe, o sangue que corria em suas veias era do povo escolhido por Deus, e isso não havia como mudar.

   Estamos na mesma situação, crescendo com a mesma mente que governa o mundo, que dita regras como individualismo, egoísmo, desejos, caprichos, ganância, conquista, rejeição, poder, particularidade e toda espécie de obra carnal. Assim crescemos, como filhos de Deus, submetidos a esse meio, correndo com nossas vidas, crendo no Salvador, mas sobrevivendo dentro de um sistema falido, onde o regente se chama Faraó.

Qual é o propósito de Deus? 



Rom.12:2 – “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

O propósito de Deus é transformar o mundo pela renovação da nossa mente. Existem dois fatores importantes que precisamos meditar.

1- Transformar o mundo por algo 

que já está renovado em minha mente.


   Se pegarmos o exemplo de Moisés iremos ver que sua primeira ação (Ex.2:11) para ajudar seu próprio povo foi um fracasso, ao ponto de ser excluído daquele ambiente. Porque isso ocorreu desta forma? Simples! Não se pode tirar o Egito da mente dos filhos de Deus se você ainda está com a mente de Faraó.

   Moisés ainda tinha na cabeça todo o ensino do Egito, e se Deus o permitisse fazê-lo, atrapalharia todo o propósito Divino. Foi preciso haver na vida de Moisés um processo de restauração, para que se livrasse de todo preceito que vinha do Egito.

   Pense nesta questão atual, você deseja mudar o século que vive com a mente de Cristo (1Cor.2:16), ou mantém em seu estilo de vida as ações normais de uma criatura que possui apenas no intelecto a palavra de Deus? A Bíblia fala que devemos mudar este século com a renovação já feita dentro de nós. Que renovação é essa? É a nova aliança, o propósito eterno de Deus para os homens, aquilo que era escândalo e se tornou o evangelho vivo no início de Atos.

Vejamos apenas alguns pontos da Nova aliança:




a) Todos fomos chamados para ministrar, não dependendo mais de sacerdotes para entrar e falar com Deus, somos convidados a sermos ministros do Senhor (Ap.5:9/20:6/Rm.5:17).

b) Todos nós conheceremos ao Senhor, não necessitando mais de alguém para nos levar a Ele (Jr.31:33,34/Hb.8:10,11).

c) Sermos uma família sem falsidade (At.2:46,47)

d) Termos unidade na fé (Ef.4)

    Esses são apenas alguns pontos da Nova aliança, que nos faz sermos completamente contrários ao sistema do mundo, inclusive a religião. Então pensemos irmãos! Como estamos atuando neste século, em questões práticas da vida Cristã. Nossas ações são conseqüência de uma renovação que já existe em nossa mente, ou ainda estamos na mesma situação que Moisés, somos filhos de Deus, com a herança da eternidade, mas agimos como escravos de um sistema regido por Faraó?

    Talvez esse seja o motivo de não vermos mais os pregadores falarem do inferno, porque não existe mais esse temor dentro de seus corações. Ou falarem da renúncia de coisas naturais ou áreas financeiras, como as bem- aventuranças, pelo fato de pregarem apenas a prosperidade e andarem seguindo essa mentalidade, enriquecer através da fé.

    Só iremos ver novamente a palavra combatendo o pecado, a ganância, a falsidade, a fofoca, a divisão, quando os filhos de Deus se revoltarem contra esse mal e o vencerem através do sangue do Cordeiro, para obterem autoridade para enfrentar esse vento negro que está assolando este século.

2- Não podemos nos conformar com o mundo.




    O mundo caminha por fases, se você estudar a história irá notar acontecimentos que foram comandados por uma ideologia. O problema que essa fase que direciona os homens a viverem, se educarem, criarem seus filhos, está baseado num único objetivo: afastar o homem de Deus. A história mostra isso, os fatos demonstram essa tragédia e toda conseqüência nesse meio é a mesma; os jovens entregando sua juventude ao pecado, as famílias se destruindo e os velhos decepcionados.

    O terrível mal nesta questão não está no fato desses acontecimentos aparecerem, as ideologias do inferno, os meios de sistemas criados pelo raciocínio. Mas o problema está no povo de Deus, que aceita isso como normal ou como impossível de combater.

    Se o mundo que vivemos está indo “de mal a pior”, é nossa função ser apenas telespectadores, sem amor, sem intercessão e sem alguma atuação? Então rasgue sua Bíblia, crie uma outra religião e convide um outro deus para ser o regente, porque o evangelho entregue por Cristo era de não se conformar com o mundo mas transformá-lo através de ações, promovendo a glória de Deus.

Podemos concluir que; Não se conformar com o mundo é: Olhá-lo por cima de uma impossibilidade de condutas, e crer que o evangelho é mais poderoso para libertar as mente cativas desse mal.

O mal deste século



    Existe o capitalismo, a globalização, a tecnologia, a ganância e outras coisas acentuando a conduta moral da nossa sociedade. Mas existe um mal que está matando a Igreja, paralisando os jovens e prendendo pregadores, esse mal se chama “a cobiça da carne” (1Jo.2:16). Nele está o envolvimento da Noiva de Cristo, os jovens estão a cada dia sendo terrivelmente bombardeados pela mídia, nunca foi tão fácil ter o sexo como banal diante dos séculos que já passaram.
O mundo caminha com a ideologia da busca pelo prazer, a liberdade de progredir em descobrir seus parceiros, sua sexualidade.

    O jovem Cristão não enfrenta essa questão como deveria, pelo fato de estar apreensivo nesta luta. Hoje é mais fácil encontrar desertores do que soldados que odeiam esse mal. O jovem cristão é tão derrotado na questão do sexo que sua mente progride em espalhar a teologia da normalidade, ou da derrota, do que desejar ainda lutar e odiar esse pecado. Os nossos adolescentes estão crescendo vendo uma elite que deveria correr atrás de santidade e levantar uma bandeira de luta contra essa mentalidade do século XXI, mas o quadro é diferente, os jovens vivem como escravos diante de uma luta impossível, levantam suas bandeiras brancas e se entregam sem lutas contra o pecado.

    Infelizmente essa é a realidade que vivemos, mas a questão não está nisso e sim naquilo que o evangelho trata. Deus não nos chamou para permanecermos em pecado, nunca Deus vai baixar a guarda ou mudar sua natureza em relação aos séculos. A proposta de Deus está baseada no sangue do seu próprio Filho, e nela está apenas uma ordem para todos os que o amam, “sermos santos, porque Ele é Santo”. Não adianta correr, não adianta questionar, e nem tentar arranjar desculpas para essa questão. Esse é um fato claro na palavra que não existe contestação. A santidade é o único meio de vê-lo e de agradá-lo.

Hb.12:10 – “Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade”.

1Jo.3:2-9, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade.E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo.Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.

Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)

Ronaldo José Vicente, pastor e marido de Clarissa Alster Vicente. A Igreja se reune na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha). 

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"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576

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