Saudades do Amado



     É muito gracioso relembrar determinados relacionamentos (amigos, familiares) que temos em nossas vidas e que nos fazem caminhar em muitas decisões para estarmos perto, convivendo e crescendo juntos.

     Podemos ver mães que são intimamente ligadas com seus filhos, criando um forte vínculo de amizade. Irmãos que conseguem ultrapassar a força do próprio sangue, criando no relacionamento um aspecto afetivo de amizade e companheirismo. Também podemos ver duas pessoas, que crescem em lares distintos, com ideias diferentes, passam a caminharem juntos e conseguem criar uma amizade significativa, inabalável e eterna. Todos esses sentimentos são significativos, todos com uma importância tremenda, criando uma história e fundamentando vidas.

     Mas desejo falar de um amor que é diferencial, e todos concordam comigo que quando duas pessoas se unem através desse amor, nada no mundo mais importa (na mente de duas pessoas apaixonadas). Esse amor os envolve de tal forma, que suas vidas (planos, idéias, motivações, atenções, planejamentos) giram em torno do bem e do conforto de cada um. 

Quantos não gostam de assistir um filme romântico, onde duas pessoas totalmente diferentes com nenhuma possibilidade de ficarem juntas, são totalmente impactadas por esse amor? 

     Desta forma desejo levá-los a compreender um pouco deste amor, que une duas pessoas distintas para uma nova história. O amor do Pai existe por nós, como filhos, mas devemos meditar e saber que esse amor não pode se restringe apenas ao que conhecemos. A parábola do filho pródigo (Lc.15) nos leva a conhecer um pouco mais do amor do Pai, mas também existe outro aspecto do amor, que é o amor por parte de uma mãe (Isaías 49:15 – “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti), que surpreende nossa razão. À partir dessa compreensão, iremos notar que em Deus, está toda conclusão do verdadeiro amor, e na sociedade, existem focos desta manifestação. 

O Amor do Pai.


     Às vezes restringimos o amor de Deus em um só aspecto, sendo assim, nossas ações se limitam há uma determinada noção. Obviamente Deus é um Pai para nós, somos filhos gerados através da Sua graça e do Seu grande amor (Jo.1:12). Crendo nessa verdade, somos levados a entender nossa postura diante do Pai e quais são os privilégios de um filho.

     Mesmo entendendo todo o privilégio de um filho (receber amor, ter uma saudável comunhão, abraços e palavras de carinho) estaremos limitados ao nosso crescimento e para aquilo que nossa própria natureza irá necessitar.

     Um filho natural permanece na casa do pai, mas mesmo esse pai sendo presente, acompanhando seu filho, nunca poderá dar aquilo que em breve seu crescimento como homem irá pedir (o amor de uma mulher e futuros filhos).

     Á maneira natural de vermos as coisas, entendemos que um pai é limitado em poder suprir as necessidades de seu filho ao se tornar homem. Isso lhe faz (filho) procurar o amor de uma mulher e encontrar aquilo que o pai nunca irá suprir. Nesta mesma analogia, desejo abrir em nossa mente, que se olharmos apenas Deus como um Pai, nunca iremos entender o propósito real da vinda de Cristo e a realização do propósito eterno - A Igreja e o final da história. Por quê? Cristo deseja uma Noiva, Ele deseja casar. Mas a intenção do casamento não pode estar apenas no interesse de Cristo, mas também no interesse da Noiva (Igreja). Ef.5:25,26 – “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”.

O Amor de uma Mãe e de um Amigo.




     Como é bom chegar em casa e vê-la toda arrumada, roupas lavadas, quarto limpo, comida quentinha e alguém que você sabe que te ama te esperando. Como é bom receber uma ligação de alguém te procurando, porque você passou do horário normal de chegar em casa. Como é bom ter uma mãe, que você pode conversar, deitar no colo, brincar e as vezes pegar dinheiro emprestado, e na hora em que você vai pagar, ela diz que não precisa.

     Não preciso gastar muitas palavras em reverenciar a criação de Deus no aspecto de uma mãe, ela é única, e todo filho sabe o seu valor. Mas mesmo tendo esse total valor, nunca irá conseguir satisfazer em completo as carências de um filho. O homem (mulher) precisa de algo há mais, um amor mais excelente que contribua para o continuar de uma vida normal.

     Da mesma forma posso imaginar um amigo que caminha ao meu lado, por mais que seja presente, e que nossa amizade tenha altos e baixos, sempre haverá uma insatisfação. O amor de um amigo e de uma mãe são incompletos para aquilo que o homem necessita como um todo. Uma mãe nunca poderá gerar em um filho o amor de um pai ausente, por mais que o tente, nunca será igual.

     Da mesma forma um pai não conseguirá suprir o vazio de uma mãe para uma filha, ou também um amigo que tenta fazer o papel dos pais para outro amigo. Todo o Amor que está na natureza do Deus Pai foi distribuído para a humanidade. O homem em si é incompleto, mesmo estando em família.

     É muito difícil de entendermos que em Deus está o amor do pai, da mãe, do amigo e também do noivo. Mas para que possamos compreender com mais exatidão o plano eterno de Deus, precisamos ter revelação desse imenso amor.

Limitados ao entender esse Amor.




     Talvez ainda seja difícil compreendermos como no Pai existe toda a natureza do amor, e se eu não entendê-lo, irei limitar minha compreensão. Para nós o amor do Pai foi distribuído, então (eu) como homem, possuo apenas uma característica masculina, dotado de um sentimento masculino. Você não irá encontrar em mim formas femininas, ou ações de uma mãe. Da mesma forma, não irá encontrar ações masculinas de formação e caráter na vida de uma mãe natural.

     Nós estamos limitados a isso, há um propósito de Deus para que toda a humanidade possa conviver juntos, aprendendo uns com os outros. O problema nesta questão, é que o homem em seu entendimento racional, vendo Deus apenas em um aspecto, deixou de lado as outras características. É fácil entender a linha de raciocínio; quando você pensa em Deus, qual forma você O visualiza? Ou quando você conversa com Deus, como você O trata? Eu creio que muitos cristãos hoje tem falado com Deus de uma forma limitada. Alguns tratam Deus como um pai, talvez isso os agrade, eles não conseguem ver uma característica de mãe neste Deus. Outros tratam como uma mãe, sempre O vêem dessa forma, maleável, sem ira, carinho demasiado. Também há outros que O vêem como um amigo. Conversam, conseguem um bom tempo de relacionamento, mas não são íntimos. O propósito d’Ele não é me limitar há um nível de conhecimento, mas é gerar em mim total liberdade em discernir por completo tudo o que Ele possui.

A esse respeito Jack Frost comenta:

"Há um coração de mãe na natureza de Deus: o amor storge que nos alimenta e incentiva em ternura e compaixão. Ele está presente desde o começo dos tempos, até mesmo na criação do mundo (Gn 1.26,27). Como Deus poderia ter criado a mulher "a Sua imagem" se não há algum aspecto em Sua natureza e personalidade que é feminino? Embora eu não esteja levando esse raciocínio para a direção em que algumas pessoas seriam capazes de dizer que Deus é na verdade mulher, a natureza de Deus de fato abrange a masculinidade e a feminilidade. O coração masculino clama por fazer, formar e criar, iniciar, conhecer o saber e racionalizar e intelectualizar. O coração feminino deseja ser útil; está ansioso por comunhão e ligação, vincular-se e conhecer, e se fazer conhecer sob o ponto de vista emocional. O poder de receber está na feminilidade; o poder de dar está na masculinidade. (Jack Frost. Sentindo o Abraço do Pai, BvBooks, 2014, p.147)".         

Proponho uma questão mais surpreendente para que você possa meditar. Se eu olhar Deus apenas como um Pai, serei restringido em outros aspectos, mas mesmo se eu olhar Deus com outros aspectos, ficarei limitado segundo Seu propósito eterno. 

Qual é esse propósito? 

O Filho deseja casar. Ele quer uma Noiva, Ele deseja passar a eternidade com a Igreja.


     Se você restringir sua visão de Deus, ou vê-lO apenas da maneira que deseja, nunca irá desejá-lO para uma intimidade maior, sempre estará de fora, nunca entrará em sua recâmara. Leia Cantares, e você notará a figura feminina representando a Igreja e a masculina representado Cristo, todo o dialogo está envolvido nessa intimidade (Desejo abrir nossa mente para essa intimidade) Não olhe o sexo de forma carnal, como apenas um ato entre duas pessoas. Também não o olhe de forma banal, como o mundo o usa. Mas olhe o sexo, como o mais profundo ato intimo entre um casal. É conhecer, é saber, são os segredos que passam a serem descobertos através do amor, da paixão. O ato intimo leva o casal ao conhecimento, ambos irão se deliciar em um momento único, é a intimidade sendo gerada pelo amor.

"Deus deseja que tenhamos essa intimidade com Cristo"

Despertando o Amor.




O que é uma descoberta? 

É o desvendar de algo que passa a servir como beneficio para todos. Imagine comigo várias descobertas sobre coisas normais do dia a dia. Transporte, saneamento básico, tecnologia, ciência, etc. Existe algo que toda descoberta proporciona. Controle. Se em uma descoberta não houver controle, ela fica sem direção. Agora com o controle necessita mais uma questão, o manter. Sempre ao descobrir algo, você terá de mantê-lo, senão acabará perdendo tudo e voltará para o inicio.

     Um homem vai acampar em um montanha, nesse lugar ele necessita acender uma fogueira (alguém há muito tempo atrás descobriu o fogo e uma forma de controlá-lo), o homem acende a fogueira, e passa algum tempo tendo de mante-la acessa. Se ele parar, em breve o fogo irá se apagar, pois o fogo criado por ele (descoberto), precisa ser mantido através da sua força.

     Parece que muitas coisas da vida passam por essa mesma lição. O homem cria determinadas condutas e para que elas ainda se mantenham acessas, ele necessita diariamente gerar ações para que permaneçam vivas. Veja o exemplo de um jogador de futebol que é reconhecido pelos gols que alegra sua torcida. Quanto mais ele marca, mais lembrado é, mas, se deixar de marcar os gols, em breve sua fama irá passar. Da mesma forma, o próprio jogador sabe, que para ele ser lembrado, precisa sempre balançar as redes, ou seja, ele sempre tem que manter aquilo que criou, ou conquistou.

     O amor criado ou conquistado pelo homem segue o mesmo rumo. Desperto em alguém um interesse, e a forma que consegui essa conquista, foi baseado em algum ato, que gerou nessa pessoa uma expectativa. Sempre terei de continuar fazendo algo, porque senão, o perigo da chama do amor se apagar é enorme. Parece que a humanidade caminha nesse sentido, ela desperta o amor nas pessoas (relacionamento ou amizade) e precisa mantê-lo, senão corre um grande perigo de apagá-lo.

     Completamente diferente do amor de uma mãe. Um filho nasce sem ter feito nada. Só ocupou espaço, deu enjôo à mãe, e o nascer lhe proporcionou uma dor insuportável. Na lógica, uma mãe teria algum interesse em amar essa criança? A criança não fez nada, não deu um cartão de visita, não conquistou seu coração com alguma ação, ela apenas nasceu. E a mãe a amou e a amará para sempre. Percebe? Nenhuma ação foi feita para que essa mãe amasse essa criança, ela apenas o amou. Um sentimento foi gerado, um amor sem controle ou sem criação humana e que permanece para sempre. Um filho não precisa ficar todo momento acendendo a chama do amor para com sua mãe, ela o ama independente do que seja, o amor permanece, ele não foi criado.

“A noiva que se preocupa mais com seu vestido e com o ornamento da sua festa do que com o Noivo, não é digna de ter o Noivo”

Quando o Amor Desperta.




     Existe um texto muito interessante no livro de Cantares 2:7: 

Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que (Ele) queira”. 

Consegue notar neste texto vida no amor e não controle de alguém de fora? 

    Aqui diz para você não despertá-lo e nem acordá-lo. É o sentimento do amor que decide o momento correto de aparecer. Parece que nossa geração não entendeu essa força do amor, pois fomos criados num sistema de controle e de bem estar. “Tenho tudo o que eu quero no momento que desejar”. Qualquer comida, qualquer objeto, qualquer pessoa, qualquer cargo, amizade, profissão. Não existe em meu dicionário a impossibilidade de adquirir, posso agir e um dia irei ter. Só que sempre irei me deparar novamente com as mesmas palavrinhas, “descoberta, controle, manter”, então me torno escravo daquilo que crio, e assim mais “um” numa sociedade vazia e sem amor.

     Usei o exemplo de um filho que nasce e nas circunstâncias, ele só proporciona ações que faria uma mãe odiá-lo (dores, enjôos), mas antes de nascer, ela já o ama. O amor de Deus se mantém nesse mesmo aspecto. Olhe um texto interessante no livro de Jeremias (1:5) –“Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta”. Antes desse jovem nascer, falar, cometer erros, agir com condutas contrárias as ideias do Pai, ele já era amado. A palavra conhecer aqui está ligada a intimidade. Esse menino já era amado por seu Pai. Note algo; a figura usada neste texto é de um Pai, mas o sentimento é figura de uma mãe. Este texto mostra como o amor está em completo na natureza do Pai.

     Existe outro texto que diz: Rm.8:29 – “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Novamente vemos o conhecer ligado ao chamado se sermos filhos de Deus. Pergunte a uma mãe se ao gerar uma criança ela conhece o filho que acabou de conceber. Ela dirá que sim. Pois carregou esse menino por nove meses dentro do seu ventre. Agora pergunte a criança (tente) se ela conhece a mãe que a gerou. Lógico que não, o processo de conhecimento da criança ocorrerá com o tempo, a amamentação, o carinho, o cheiro e o dia a dia.

     Da mesma forma podemos introduzir essa palavra ao nosso conhecimento, e quebrar de uma vez por todas esse limite, de entender a escolha e o amor do Pai por nós. O Pai não passou a me amar só no dia em que tive revelação do seu amor (se você deseja entender melhor, talvez foi no dia em que levantou a mão para aceitá-lo). O Pai me amou antes da fundação do mundo (Efésios 1:4 –“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”). Eu ainda não tinha nascido, ainda não tinha cometido tantos erros que hoje tenho vergonha de lembrar, ainda não havia cometido nenhum mal; o Pai já me amava. Com isso desejo e peço ao Espírito de Deus que abra por completo nosso entendimento, para que possamos compreender que esse amor não pode ser gerado por um homem, não pode ser controlado e nem arquitetado.

     Talvez você possa pensar que optou em estar com Cristo, olhou para mundo e o seu prazer e depois para Sua Igreja. Conseguiu pesar os dois lados e decidiu vir para Cristo. Respeito quem pensa dessa forma, mas gostaria de compartilhar minha forma de pensar. Repense sobre a forma que está analisando as coisas.

     O amor de Cristo é completo e um deles é o atrair para uma vida romântica, por isso vemos Deus chamando o profeta Oséias (homem) para se casar com uma prostituta (mulher), porque na mente de Deus, o amor entre duas pessoas completa seu propósito eterno. Cristo e a Igreja, o Noivo e a noiva (Jo.3:29/Mt.25/Apc.21). A questão nesse princípio é; não é você que desperta esse relacionamento com o Noivo, mas é Cristo que te conquistou para um casamento.

    O homem natural nunca desejaria se relacionar com Deus. Leia o livro de Romanos e você entenderá que nascemos no pecado, debaixo da lei e estamos com uma natureza totalmente caída, produzindo ações que deseja nos levar à morte (1:18/2:1/3:9-12,20-31). Mas nessa situação aparece o Amado, alguém que nos ama, e pelo Seu sangue nos conquistou (I Pedro 1:18-19,Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”).

"Não existe possibilidade de resistir a Sua conquista"


“DEUS ESPERA SER DESEJADO”
(Tozer)

Levados ao Deserto.



     Nesses dias estava meditando sobre a vida do profeta Oséias e nele consegui descobrir o segredo de Deus; o Pai deseja realmente que seu filho se case e com isso a história da humanidade seja transformada.

-Se você observar a história no livro do profeta irá notar Israel (noiva) muito amada por Deus (2:23), tanto que em nenhum momento existe no Senhor um sentimento de deixá-la. O sentimento de amor é tão forte que o Senhor luta contra outros fatores que estão roubando o amor que pertence só a Ele. 

Olha que surpreendente; a história mostra um marido (Jesus) que foi trocado. Mas esse marido não a abandona, ele a resgata, compra-a novamente (3:2) e tenta reconquistá-la, porque seu amor não é inigualável. Israel (noiva) preferiu outros amores, amantes que deixaram a Deus muito magoado. O caso aqui é que toda atenção dada apenas a um homem, foi aberta para outros. Deus não gosta de dividir. O amor d’Ele é tão forte que deseja total exclusividade. 

Então o que Deus faz? 

Ele resgata sua noiva e a leva para o deserto para reconquistá-la 

Oséias 2:14 – “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração”.

Pense comigo: se você olhar Deus apenas com uma restrição de Pai, amigo ou mãe, nunca irá entender seu propósito final, o casamento que finalizará a história. Jesus deseja se casar com uma noiva que também está interessada em se casar com Ele. Se existe em você um sentimento de ser “amigo de Deus, de estar no colo d’Ele, de vê-lo enxugar suas lágrimas e lhe falta um sentimento de intimidade, casamento, paixão e saudades” procure chorar, pois o propósito final de Deus é ver seu Filho se casando.

“Jesus é o único noivo que conheço que tem uma noiva que quase não fala com Ele”
(George Otis – palavra distração)

     Termino este artigo sobre algo que Jesus deixou para seus discípulos no livro de Mateus (9:15) – “E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”. Jesus estava dizendo que um dia o esposo seria tirado, e os filhos iriam jejuar por saudades do Noivo. Percebe? Eu creio que Deus irá levantar uma geração, que não deseja viver na terra sem a presença do Amado. É como uma esposa (Igreja), e o marido lhe proporciona tudo; casa, comodidade, dinheiro, estabilidade, tempo e capricho. Mas essa esposa não vê o marido, pois ele passa mais tempo fora trabalhando do que em casa. Então essa esposa consegue viver com toda regalia que o marido lhe proporciona. Ela não sente mais falta do seu amor, consegue suprir sua carência temporariamente, com as coisas que ele coloca em casa. Ela trocou seu carinho por uma televisão. Trocou seu amor por amantes. Trocou sua companhia pela companhia dos próprios filhos. Trocou sua presença, por tempos gastos em shoppings, compras, amizades e salões de beleza. A Igreja trocou Jesus pelos atributos do Pai (coloco a palavra atributos, nas coisas criadas que refletem a glória de Deus), ela consegue amar esses atributos (tudo o que a terra proporciona de bom para nós) sem a presença genuína de Jesus. Mas Deus irá nos levar ao deserto, e ali seremos reconquistados por Ele e saberemos que só Ele basta para sermos suficientemente satisfeitos em seu amor.

RONALDO, pastor, ronjvicente@gmail.com


 Ronaldo José Vicente, pastor e marido de Clarissa Alster Vicente. A Igreja se reune na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha). 

https://www.facebook.com/groups/374908422689555/
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"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576

Comentários

  1. "AINDA FALTA ALGO PARA QUE EU POSSA ENTENDER ESSE AMOR"...

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  2. Sinceramente Zé, quando não vejo mais munição em lugar nenhum, quando já nem sinto mais aquele cheirinho de pequenas balas... Quando realmente não encontro nenhum desejo, emoção e vontade de voltar pra guerra... Me aparece vc com essas armas, lotadas de munições... Muito bom... Que o Senhor sempre esteja com vc a te usar cada vez mais... Sinceramente, ver isso me faz querer respirar...

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