Palavra Profética contra a Religião.


O Grito Enganador da Religião


Tudo está pronto!
Os convivas estão em seus lugares,
A noite colabora com seu brilho único,
O ar cheira perfume nardo,
A democracia impera como sempre.
Elites se assentam nas melhores poltronas,
Cada convidado é possuidor de um traje.
Um traje criado pelas próprias idéias,
Todos torcem pelo envio das noivas,
Cada cidade ou localidade enviou sua candidata.

Muitos líderes se achegam com placas, todas escritas com o nome de sua indicada.
Grupos de diversas partes se aproximam, com camisas escritas,
Todos torcem fervorosamente, para que sua noiva seja a escolhida.
Muitos soam seus gritos de guerra,
Alguns optaram em por anúncios na rádio,
Outros comerciais na TV.

Há grupos que estão debatendo com outros,
Uns acenam o prontuário de sua noiva nas mãos,
Defendem com muito orgulho sua candidata,
Definem sua vida como a verdadeira noiva.
Outros já estão negociando, caso sua noiva perca.
Todos querem levar algo em cima disso,
Ninguém quer sair perdendo.

As noivas apostam em si.
Mostram com intensidade seus encantos,
Orgulham-se em apresentar suas jóias,
Seus talismãs, suas maquiagens.
Com seus brilhos templários,
Com seus vestidos de caldas sem fim.
Elas são perfeitas aos terrenos.
Seus olhos são penetrantes,
Suas bocas são volumosas,
Seu corpo é exemplar,
Sua voz é penetrante.

Onde elas passam, deixam homens encantados.
Todos criam em seu coração inveja.
Elas estão entregando tudo por uma chance.
Estão dando suas vidas, para serem escolhidas.
Algumas conversam no camarim,
Dão as mãos por cima do muro.
Outras evitam umas as outras,
Algumas chegam até brigar e ameaçar.
Uma pequena parte diz ser amiga, se a outra for escolhida.
Tem aquelas que nem se conhecem,
Também têm outras que nem querem conhecer.
Existem noivas que ainda não chegaram.
Outras que acabaram de nascer,
Mas já foram escritas pelo seu líder.

Algumas estavam velhas, quase morrendo,
Souberam da escolha, vieram mesmo assim.
O barulho é terrível,
Elas não param de falar e planejar,
Mandam abraços e cantam desafinado o tempo todo,
Estão decididas, querem a vaga a qualquer custo.
Algumas escondem o vestido da adversária,
Outras pegam sem pedir, a maquiagem da mais forte.

Todas lutam como podem, para ser a primeira.
Cada uma veio baseada no que espera acertar, o gosto do Noivo.
Nenhuma delas teve contato com o Príncipe,
Nem seus pais souberam, qual seria o desejo do Senhor.
Todos estão apostando na intuição.
Cada traje, cada canção, cada roupa, cada diamante, cada fala.
Tudo esta sendo criado nas escuras,
Ninguém sabe realmente o gosto real.

Medo misturado com apreensão,
Cerca todo ser que respira.
Uma espera dolorosa, para quem tem a temer.
A terra se prepara para o Rei aparecer,
Os moradores se arrumam, para um Senhor que não conhecem.
As Noivas se preparam, sem saber seu gosto real.

O Otimismo Enganador da Religião

A notícia se espalha,
Os jornais vendem como nunca,
A mídia chega ao seu auge,
As conversas centralizam num tema só.
A escolha da noiva pela chegada do Rei.

A trombeta soa como trovão,
Várias vozes são entoadas num mesmo pensamento,
A viva palavra motiva os moradores da terra azul.
Os mercadores fecham, mediante o épico sonoro.
A terra para, perante o começo de uma nova história.

A Religião se Justifica com Hipocrisia


Todos os moradores investem suas vidas e seus ideais.
Todos apostam estarem na verdade absoluta.
Dias e dias de cumprimento religioso,
Anos e anos sentados num banco no dia domingo.
Cantando músicas, orando pela família, pedindo bênçãos,
Ofertas, dízimos, propósitos, campanhas e o que vier mais.
Coleta de alimentos, trajes decentes, vocabulário santo,
Inimigos dos bagunceiros, longe das rodas dos escarnecedores,
Amigos de justos e daqueles que decoram versículos.

Guardadores do domingo, o dia santo diferente dos demais,
Intercessores na madrugada, oradores sem cansar.
Épocas de jejum sem uma gota de água,
Disciplinadores dos filhos e conselheiro dos pais,
Perseguidor do pecado, matador da fornicação.
Cortador do mau pela raiz, ao princípio do mexerico na congregação.
Pagador dos impostos, contribuinte fiel das causas injustas do governo.
Residente permanente, inquilino correto nas suas obrigações,
Família exemplar, filhos criados no evangelho,
Trabalhador, desperta nas manhãs sem nunca perder a hora.
Oh religioso! Cumpre com êxito tudo o que faz,
Mas o faz para si próprio, e não para Aquele que o deu forças para fazer.

Abraça alguns, briga com outros.
Passam-se dias de hipocrisia, contendo uma falsa santidade,
Bem vestidos por fora, mas pobres por dentro.
Apedrejando pecadores, mas ao mesmo tempo,
Lavando mãos perante pecados oportunos.
Mantêm-se fiéis numa norma religiosa,
Prestam mais honras há um culto, do que ao Senhor do ritual.
Conhece na palma da mão cada passo da cerimônia.
Criam, elaboram, mantém, lutam por ela com suas vidas.
São íntimos, amigos, aliançados, comandados, servos e escravos.
Respiram para isso, vivem a mercê dessa filosofia de vida.
Entregam seu tempo, seus bens, seus caprichos, suas famílias, suas almas.
Estão cegos, loucos, malucos, desorientados, perdidos, viciados.
Estão dormindo sem saber, respirando sem ver, comendo sem ter fome.
São homens titulados, como salvadores do mundo,
Mas suas atitudes são de matar pequenos, antes de nascerem.

O mundo geme aguardando que se revelassem,
E se revelaram, com uma marca de destruição e difamação.
A ignorância perdeu o controle do raciocínio,
Ao ponto de incluírem o sócio Cristo, em suas atuações maquiavélicas.
A poderosa mensagem da cruz, que aniquila a velha criatura,
Tornou-se um convite para o vagabundo carnal, encontrar seu pote de ouro no arco íris.

A exigência do desentendido moribundo ambulante, chamado agora de crente,
Mantém sua lábia afiada para crer e passar, que o Rei do Universo,
Mora numa lâmpada emprestada pelo doador Aladim.
Uma aberração sem limite, para todos os ditos beneficiários do plano.
Que ainda dizem com toda força de suas almas presas,
Que são famílias abertas, para receber pecadores.
Oh! Ignorância sem limite, que dominou a mente dos candidatos.
Oh! Raciocínio medíocre, que manipulou o cotidiano dos embaixadores do Eterno.
A Religião atingiu seu auge da incompatibilidade com a realidade,
Separados do mundo, criaram um sistema adverso de sobrevivência.
Onde agem de maneira camuflada, separando cleros de leigos.
Acepção escancarada, passada como verdade imperante.
Vivendo numa estufa e agindo como que se o mundo não existisse.

A Criação se Revolta e Confronta a Religião



Que droga é essa!
Suas lágrimas são reservadas apenas, para chegados mortos.
Que mentira é essa!
Seus olhos são abertos apenas para ver o ladrão, que rouba seus bens.
Que negócio é esse!
Levantam-se para protestar, apenas quando mechem com sua liberdade.
Que porcaria é essa!
Todos estão morrendo ao seu redor, e ainda só querem bênçãos para seu proveito.

Mistura e impureza, contaminação e relação, união com junção que opera neste presente.
O puro que desceu do alto, como solução para os habitantes cegos,
Foi compreendido errado, pelos idiotas engravatados e cheios de orgulho.
A solução para o perdido, foi lançada no lamaçal, pela ingratidão da soberba teológica.

Uma bagunça generalizada se espalhou, pelos quatro cantos do globo.
O que era para ser simples de sabedoria, e ao mesmo tempo definitivo,
Tornou-se impossível, complicado, absurdo de viver.
O caminho estreito foi enterrado, por caminhos aleatórios.
A porta estreita se escancarou, perdendo seus batentes.
Até o Titanic passaria, com a torcida do Corinthians.

Mas quem está preocupado, com a verdade?
Afinal, o que é a verdade, perante uma elite que tem nomes de reis.
Simples, olha o sarcasmo.

A verdade está com aqueles, que possuem o livro de capa preta.
Um livro cheio de livros, e todo aquele que o põe debaixo do braço,
Passa a ser um representante, sem erro e sem falha da verdade.
Esta é a filosofia da religião sem vida,
A verdade está nas letras, e não no Autor das letras.
Os religiosos conhecem sem vacilar, cada palavra das sagradas letras.
Mas não conhecem o Senhor, que escreveu a sagrada linguagem.

A Maldita Religião não se Abate com o Confronto da Criação, 
e o Religioso se Mantém Orgulhoso.



Como disse: Quem está preocupado?
O Religioso idiota, diz com veemência:
- Cumpri minha obrigação, fui aos cultos, acordei cedo ao invés de dormir.
Sou merecedor, das ruas de ouro da cidade celestial.
Quero meu carro feito pelas nuvens,
Quero meu assento em destaque, para ouvir o coral celestial.
Minha cabeça já esta preparada, para receber a coroa de vencedor.
Nela irei por uma pedra valiosa, escrita com meu novo nome.
Por bem, creio que sou digno de receber um assento nas cadeiras apostólicas.
Minhas mãos estão sedentas, para receber o bastão da autoridade.
Com ele vou julgar esse mundo hostil, e os anjos que não foram fiéis como eu.
Oh perdedores! Sintam a ira de um vencedor, que cumpriu com êxito seu ritual terreno.

Vou me sentar com Moisés e questioná-lo, sobre a ira de bater na pedra.
Também irei puxar a orelha de Davi, por ter cometido adultério, que vergonha!
Imagine Pedro, negou o Salvador três vezes e ainda esta assentado naquela cadeira.
Terei uma conversa séria com o Rei, creio que por ser tão amoroso acabe não sendo justo.

O que dizer de Jacó que enganou seu irmão.
Ou de Gideão, que depois de tudo voltou à idolatria.
Olha sansão, não dominou a si próprio.
Todos esses não escaparão, de uma conversa com o Religioso que sobe feliz.

Feliz por ter em sua cabeça, cumprido seu chamado com toda força.
Afinal, fiz o que me mandaram fazer.
E fiz melhor que qualquer um,
A ponto de ter sido chamado pelos outros de escolhido.
Olha o privilégio, olha a carga, olha a responsabilidade, olha o peso.
Ninguém sabe o que passei por esses anos, numa terra cega e corrupta.
Quanta inveja, quanta raiva, quantos quiseram meu lugar e meu nome.
Quantos fizeram de tudo para me derrubar, ou para me fazer desistir.
Mas sobrevivi, fui forte, mantive a cabeça erguida em meio às lutas.
Escondi meu choro, limpei minhas lágrimas e acabei com todos que me queriam mal.
Sempre crendo, que meu Salvador olhava minha causa, e apostava em mim.
Quanto aos outros, eu tinha até misericórdia, por estarem lutando contra o queridinho do Papai.

Coitados! Não sabiam que lutavam contra o escolhido.
Não sabiam que batiam de frente, contra aquele que desde o ventre foi chamado.
Eles não viam, porque eram cegos. Era óbvio que em minha testa havia o sinal, A menina dos olhos do Rei.
Como disse, era um peso, mas fui fiel até o fim.

Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)

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