O Desejo pela Coroa que Pertence ao Rei (poesia)



(Os soldados da Causa defendem a Coroa dos ladrões).

O registro marca com exatidão,
Cumpro minha função com grande respeito ao Salvador
Não deixo de anotar cada fala, palavra, ou gesto.
Dia e noite,
Noite e dia na hora dos cegos.

Tanto faz como tanto fez o humor,
O clima e o tempo não me impedem.
Faça sol ou chuva,
Névoas ou tempestades.
Minhas mãos estão sempre prontas para anotar,
Meus olhos atentos para ver,
Minhas asas preparadas para acompanhar.



Anoto o sussurro, como também o pensamento.
Registro o olhar como também o desejar,
Marco o ato, como também a falta de fazer o bem.
Escrevo a intenção, como também a murmuração.
Escrevo também a postura de receber algo santo,
Marco também, a falta de postura em falar algo sagrado.
Registro também o dizer e não viver,
Anoto com precisão, cada ação do cristão.

O que dizer; Dos passos, horários, idéias, pensamentos, intenções, intuições.
Ou então; Das posturas, atitudes, viagens, solidões, namoros, trabalhos e aberrações.
Por mais; Nascimento, choro, raiva, ódio, maldade, cumplicidade e abandono.
Senão a briga, rancor, violência, fofoca, mexerico, maledicência, negligência.
Falta de perdão, falta de amor, falta de vergonha, falta de arrependimento.
Falha no amar, no demonstrar, no agir, no defender, no bater, no repreender.
Omissão no bem, no mal, na hora, no tempo oportuno, no tempo vindouro.
Precisão no momento, na passagem, na idéia correta ou na espera da inspiração.


Detecto cada ação, cada fração, cada segundo ou centésimo, num piscar mal intencionado.
Vejo anúncios, reportagens, artigos, falas, acusações, justiças alheias, injustiça no pobre.
Considero a lágrima, o choro, o rancor, o desespero, a ausência, a solidão e o suicídio.
Anoto a depressão, a comilança, o desagrado, o orgulho, a inveja e a falta de hospitalidade.
Observo atentamente o mau trato, a pornografia, a masturbação, a promiscuidade e a libertinagem.
Vejo fotos, sites, zines, revistas, jornais, comerciais, programas, entrevistas, TVs abertas ou pagas.
Denuncio às criações, as deduções, as obras literárias, as descobertas científicas, os conteúdos irracionais.

Vigio a bebedeira, a orgia, o paganismo, a festa liberal, a graça barata e a lei imposta.
Dou gargalhada do pão duro, mão de vaca, bolso furado, colchão poupança, mãos fechadas.

Olha! O pagador de promessa. O imbecil torturador do próprio corpo, comprado pelo sangue do meu Mestre.
Vejo! Nitidamente o irracional cheirar, fumar, beber, se entupir de porcarias, destruindo o corpo que não é seu.


Olho o mestre, o titulado, o honrado, o reverenciado, o pastor, o bispo, o apóstolo.
Recebedor de aplausos, o ganhador do Oscar, o chefe das cinco estrelas, que tem seu pé na calçada da fama.

Distribui autógrafo, vende CDS, disco, fama, sucesso, e conquista corações.
Se orgulha em passar, e ver todos falando do seu nome.
É revolucionário, é artista, é astro, é percussor de um novo caminho.
Sempre recebe de mãos abertas o que lhe oferecem,
Acha que participa da honra do Mestre, do Senhor, do Messias, do Enviado.
Se abre em querer um pedaço da Glória.
Quer sentar ao lado do Trono, ao invés de se ajoelhar perante Ele.
Deseja andar pelo caminho Real, vestindo o manto da justiça.
Quer se acomodar no centro, reservado para o Rei do universo.

Imaturo, louco, amigo da ruína, filho da perdição, interesseiro nas mãos do Autor.
Não penses que escapas do julgamento que lhe aguarda,
O Senhor da vida, não divide a glória Dele com ninguém.
O Senhor da morte, não permite reis competirem ao seu lado.
Eis uma testemunha peculiar, fundamental para lhe opor.
Para isso fui criado, fui formado para guerrear contra aqueles que desejam o Trono.
A minha função é defender a Glória, que pertencente ao Único.
Vivo para ser muro, muralha, barreira, impedimento de seu crescimento.
Vou aniquilar seu desejo de construir babel,
Irei confundir sua língua, irei espalhar seus amigos,
Vou matar sua família, jogar seus filhos na parede, destruir seus bens e animais.


Ah! Miserável percussor, dessa revolução ordinária.
Quem te chamou de escolhido, entre homens cegos?
Maldito o dia em que registrei sua fecundação,
Ordinário foi o tempo, em que seu pulmão recebeu o primeiro ar.
Eu estava lá, eu vi seu primeiro sinal de dor.
Registrei sua primeira prova, fui percussor da sua primeira vacilada.
Livrei-o da morte do atropelamento,
Salvei-o da desgraça do afogamento,
Orientei-o na saída do incêndio,
Para tu! Oh homem cego, retribuir ao Mestre essa vagabundagem traidora.
O que deu em você! Habitante cego do globo azul.

Não deveria nem estar de pé, se não fosse o eterno amor do Criador.
É criado, guardado, respeitado, recebedor de autoridade para decidir.
E retribui dessa forma, desejando receber as honras, que são devidas ao Soberano?
Os aplausos são Dele, as honras e as homenagens são só para Ele.
É Dele, o resultado de uma boa obra ou de uma salvação.
É só Dele a conseqüência, de tudo criado ou descoberto no planeta azul.
Aonde pensa que vai chegar com essa postura?
Já tens um exemplo clássico, do primeiro que tentou subir, mas agora permanece no chão.

Humilhado, revoltado, desfigurado, transtornado, desiludido e já julgado.
Porque vais pelo mesmo caminho, oh homem cego!
Porque não ouves os profetas sem face.

Pensas que poderá ter em sua cabeça, a Coroa do Rei?
Eu vejo o que escondes no profundo de sua alma.
Já descobri o que guarda longe dos olhos racionais.
Seu segredo está registrado em meu livro, de forma explícita.
Anotado com cor vermelha, para expô-lo diante dos homens.
Lembre-se, eu sou inimigo da causa que carrega nesse seu coração enganador.
Vou enfrentá-lo e humilha-lo perante seu ser racional.

Minha espada é meu registro de suas ações,
Minha esperança é incomodar a justiça, para que chegue logo na sua vida.
Não tolero suas iniciativas mentirosas.
Você não me engana, guardador de um presente inesperado.
Estou nos seus passos, vigiando-o como sentinela.
A ponto de destruir seu altar que guardas em sete chaves.
Esta apegado a ele, não é senhor da iniqüidade?
Os porcos entram em sua sala e você nem percebe.
Guarde essa minha mensagem final.

Eu não descanso, não durmo, não fadigo e nem tiro férias.
Sou uma sentinela registrando tudo para entregá-lo.
E farei isso, sem peso ou remorso para a Glória do Reino que virá.

Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com) 


Ronaldo José Vicente, pastor e marido de Clarissa Alster Vicente. A Igreja se reune na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha). 

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"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576

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