PALAVRA PROFÉTICA - A JUSTIÇA VEM

Oh terra azul!
Terra de servos surdos,
Terra de filhos rebeldes,
Terra de criaturas independentes.
Oh esfera, portadora da responsabilidade do mal.
Esfera possuidora dos irresponsáveis do bem.
Esfera contribuinte para aumentar o reino das trevas,
Esfera aliançada com a cultura do erro.
Quem vos levará para longe do olhar da justiça?
Quando ela passar para acertar as contas com seus atos.
Quem lhes dirá o caminho da fuga?
No momento em que o sol fugir e não haver mais luz.
Existe alguém que pode parar minha espada?
Existe algum oponente para enfrentar minha lamina?
Há séculos espero por esse dia tão louvado em minha alma.
Há longas décadas tenho treinado para esse dia de resolução.
Quantos treinamentos fizemos, pelo tempo em que se divertiam habitantes miseráveis.
Enquanto estavam despreocupados com seus atos, nós guerreiros suávamos pela causa.
Anotamos cada recado ignorado entregue a vocês, que nos atrasou pela misericórdia do sangue.
Éramos os portadores do recado, sabíamos das chances que eram desperdiçadas.
Não confiamos em vocês, não depositamos nenhum investimento aos titulados adãos.
Vocês carregam a personalidade do primeiro traidor, nosso inimigo mortal.
Quando olhamos enxergamos ele, nas suas atitudes medíocres e orgulhosas.
Vocês são raças de víbora, filhos da ira, criaturas destinadas a sentir nossa espada.
Cada dia que passava, cada treinamento, cada mensagem dispensada por seus orgulhos.
Mais estávamos dispostos a se dedicar, a sermos aperfeiçoados na matança de vossas almas.
Em cada momento, sonhávamos no dia de encontrá-los para cobrá-los da justiça merecida.
A ira Santa nos invadiu de tal forma, que não pensávamos mais em outra finalidade, senão destruir tudo o que vocês construíram.
Não iremos mais avisar ou alertar, nem para declarar ou orientar.
Iremos para arrasar suas vilas, construções, sonhos, famílias, serviços e vidas.
O machado já nos foi entregue, ele está em nossas mãos para o usarmos como quisermos.
O Mestre não queria fazer isso, ele nos evitava pela misericórdia que corre em suas veias.
Mas até isso vocês conseguiram afetar, criaturas terrivelmente assustadoras.
Suas atitudes encheram o cálice da ira vindoura, a ponto de transbordar pelos céus.
Todo o domínio foi afetado, pelo terrível pensamento humano que se descontrolou.
A raça que deveria ser orgulho do Criador, se tornou discípulos da carne que os devastou.
A chance se finalizou, o sino tocou, e a ordem do cajado desceu com vontade.
O próprio Rei nos apareceu, confiante do desejo de aniquilá-los.
O exército da causa está em festa, pelo momento preciso no qual tanto aguardavam.
Milhares de guerreiros perfeitos, um batalhão imperante, motivado para uma finalidade.
Destruir, aniquilar, combater, queimar, desfazer, matar, acabar, arrancar, cortar, arrebentar.
Todas as criaturas que negaram por atos ou pensamentos, o valoroso sangue do puro cordeiro.
Espadas com cortes jamais vistos por ninguém, nunca usadas, nunca em ação,
Foram feitas apenas para um fim, acabar com o reino das criaturas opositoras ao Reino.
Soldados criados para um fim, agir sem piedade e sem devolução nas ordens do apocalipse.
A Justiça virá por meios naturais
Iremos nos revelar através do vento, da água, do fogo, do terremoto, do furacão,
Do tornado, do redemoinho, do vulcão, da erupção, da fúria do mar.
Do descontrole da natureza, da revolta do sol, da lua, das estrelas e do tempo.
Da guerra, da guerrilha, da revolução, do contrabando, do tráfico, do seqüestro,
Da morte, do assassinato, do roubo, da corrupção, da mentira, da traição, da violência.
Do sexo, do ódio, do rancor, da amargura, do homicídio, do acidente, do vicio, da dor.
Da bebida, da mentira, da raiva, da competição, da murmuração, da inveja, da religião.
Do jogo, do rancor, do ladrão, do torturador, do opressor, do intruso, do malvado.
Da tristeza, da angustia, da miséria, da pobreza, da sujeira, da mistura, da pornografia,
Da traição, da discórdia, da divisão, da discordância, da ignorância, da impaciência.
Da irresponsabilidade, da falsidade, da irregularidade, da injuria, da soberba, da riqueza.
Através da prostituição, da impureza, da lascívia, da idolatria, da feitiçaria.
Da inimizade, da contenda, do ciúme, da facção, da dissensão, dos partidos.
Da bebida, da orgia, da queixa, da arrogância, do interesse, do escarnecedor, do devasso.
Do adúltero, do afeminado, do sodomita, do avarento, do maldizente, do roubador.
Do transgressor, do insubordinado, do irreverente, do pecador, do ímpio, do profano.
Do parricida, do matricida, do homicida, do perjuro, do blasfemador, do perseguidor.
Do incrédulo, do condenado, do impiedoso, do enganador, do tolo, do insensato.
Do falso, do escarnecedor, do contaminado, do vingativo, do escandaloso, do difamador.
Da história, da marca, do documento, do registro, do identificador, do inaugurador.
Das autoridades, das leis, das armas, das negociações, das finanças, das alianças.
Dos acidentes, das catástrofes, das calamidades, dos absurdos, das aberrações.
Dos holocaustos, dos enterros, das inclinações, das dúvidas e de todas as situações.
Não ousaremos por a mão no morto satisfeito. Vocês respiram, pensam, agem, mas já não existe vida.
Estão vazios como ossos secos, andam pela misericórdia do Autor.
Nossa função vai além de apenas os enfrentarmos. Não existe chance para vocês,
Não teria a menor satisfação destruí-los por nossas espadas, não existe honra nisso.
Iremos agir motivados pelo desejo de vê-los auto se destruírem.
Vocês e seus orgulhos são nossas armas principais.
Vocês e seus desejos de crescerem, são nossas bombas sem falha.
Precisamos apenas lhes dar um incentivo, pois o próximo passo deixaremos por conta de sua ignorância e sede por poder.
Vocês adoram competir, adoram ganhar, adoram ver seus irmãos sendo massacrados.
Sentem prazer em ver alguém que possue tudo, sendo humilhado por seu heroísmo banal.
Raça misteriosa que ainda nós guerreiros não entendemos. Destroem a si mesmo, sabendo que estão enfraquecendo suas forças.
O que lhes causa divisão? Terra, cor, idéias, crenças, religião ou sede por poder.
O que lhes faz se matarem? Dinheiro, ouro, mulher, títulos ou sede por poder.
O que lhes faz machucarem uns aos outros? Desejo, paixão, satisfação, felicidade ou poder.
Adoram ser poderosos, vemos isso em seus olhos quando observamos seus passos.
Gostam de olhar perdedores, e ver que por causa de suas idéias são vencedores.
Adoram ver derrotados enquanto se acham vitoriosos.
São tão cegos que não percebem que a cada morte, seus exércitos se tornam mais fracos.
A Justiça declara a Hora
Epa! Para o tempo que chegou sem receio de cobrar,
A justiça inesperada veio como ninguém imaginava.
O momento de separar esquerdas e direitas.
Ovelhas para o sossego de não mais ver bodes.
Guarda chegou à hora?
Guarda avisou os habitantes dessa hora?
Sim...
Já passou da hora meu Rei,
Passou-se, o que há tanto tempo
Homens e mulheres esperam confiadamente.
Ninguém é inocente.
Não há indesculpáveis.
Não haverá misericórdia.
Não existirá segunda chance.
Soa-se a trombeta, o terror aumenta.
A hora chegou, todos estão aflitos.
Corram e tentem escapar,
A terra esta em minhas mãos,
Não há para aonde ir.
Tentem fugir! Da ira da Justiça.
Tentem saltar! Do julgamento que os aguarda.
Levanta-se o cajado ao soar da trombeta.
Invocados para o silêncio porque o Rei vai falar.
Oh! Terra de tantas dores,
Oh! Servos de tantas vozes,
Oh! Criaturas avisadas do porvir,
O que fez seus ouvidos atentarem para seu enganoso coração.
Por quê?
Alguém me diga por quê?
Por que gastaram tanto tempo em algo que não me agradava?
Porque fizeram tudo para seu prazer? Não se preocupando com o meu?
Que vestido é esse nesta noiva?
Que jóias são essas?
Que adorno é esse?
Que dança ridícula é essa?
Que apresentação horrorosa estão fazendo estas ditas Imaculadas?
Aparência, toque, pureza facial, andar significativo, olhar metódico.
Dança sem vida, intimidade exigida, vidência no achar, morte no tratar.
Orgulho aparente, competição clara, egoísmo disfarçado, busca individual.
Negócios da vida, amizade com a alma, intimidade com as cobras, envolvidas no mal.
Aliança mantida com causas desconhecidas, passado presente, desejo impotente.
Sujeira interior, riqueza exterior, imundícia escondida, verdades camufladas.
Mentira, ódio, pecado, blasfêmia, divisão, ostentação ativa, em normas humanísticas.
Amizades, doença, orgulho mantido, alianças nas rodas dos meus inimigos.
Interesse, soberba, matança, sabedorias terrenas, intelectualidade vistas para o mau.
Troca, negligência com a verdade, passeando no abismo, brincando com o inferno.
Rindo dos céus, divertindo com meu sangue, bebendo prostituição, querendo destruição.
Esquecendo a origem, maltratando ovelhas, alimentando os lobos, ensinando o falso.
Mudando princípios, amantes do erro, propagadores da blasfêmia, divisores do bem.
Pai, mestres, professores, instrutores, guias, mediadores, palestrantes e pregadores.
Indesejosos, afastados, excluídos, desviados, egocêntricos, intolerantes, fechados.
Estrelas errantes, pastores de si mesmos, nuvens sem água levados pelo vento.
Árvores sem folhas, frutos sem árvores, ondas de destruição, murmuradores, queixosos.
Obstinados para maquinar o mal, instigados ao erro, valentes na astúcia de matar.
Mãos cheias de sangue, guardadores da covardia, espalhadores da palavra da morte.
Armados para ferir, ferozes para prender, laçar, manter, aprisionar, torturar e enriquecer.
Velozes em ganhar, passar por cima, crescer nas custas dos humildes,
Desprezando justos, escolhendo amigos, interessados naquilo que lhe beneficiam.
Adoradores de si mesmos, honrados pelo próprio ventre, titulados pela elite pagã.
Ditos reis, embaixadores, escolhidos, primícias, primogênitos, príncipes, heróis, servos, fortes, honrados, humilhados, pastores, apóstolos, profetas, videntes, sacerdotes.
Ah!
Senhores feudais do século atual, portadores das varas que abrem um mar de devassidão.
Ah!
Nomeados imperadores, que jogam com as vidas que comprei com dor e sangue.
Ih!
Doutores cegos, que guiam, mas não conseguem ver a mosca que pousa em seu nariz.
Oh!
Noivas horripilantes, jeitosas no pedir e ingratas no entregar.
Oh!
Multidão titulada discípulos, estranhos como povo, criaturas como filhos.
Ah!
Crianças que pensam serem adultas, bebês que não conseguem comer sozinhos.
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