Palavra Profética - A Terra

A Terra
(Os soldados estão prontos para ferir os moradores da terra)
Terra, terra.
Esfera azul ou mar de rancor.
Terra de amor, hora terra de dor,
Terra de esperança, ou lugar habitado pelo desastre.
Terra de morte, terra do renascimento.
Oh! Globo selvagem, possuidor da autoridade que não conhece.
Tem em mãos, o controle temporário do universo e ainda rejeita.
Não sabes que atuam para o início da vida, ou para o fim?
É tão difícil raciocinarem, sobre as ações feitas na terra que ecoam na eternidade.
O relógio celestial anda de acordo com o acerto, feito pela obra prima do Eu Sou.
Obra criada da terra, soprada pelo vento eterno, e introduzida ao leito das dores.
Um ser dependente, com traços da independência, agindo pelo controle da força maior.
Realizador de bons atos, ou arruinador das flores, que crescem nos campos.
Idealizador das boas novas, ou precursor do desastre ambiental.
Conquistador dos corações fracos, herói sem série, enganador dos séculos.
Pedinte da esmola da fé, interessado no privilégio da cruz.
Contribuinte na ceia da morte, participante do cálice da crucificação.
Oh! Homem mistério, que a cada segundo tira do seu alforje uma arma frontal.
Medidor de façanha, invicto de múltiplas personalidades, gerador da característica grotesca.
Controlador da balança do bem e do mal, para quem deseja afrontar.
Possuidor da decadência familiar, que vai eliminando com tempo e a dor.
Oh! Promulgador da seita dos orgulhosos fracassados, titulados vencedores.
Que impõe sua doutrina como verdade absoluta, sem exatidão de erros.
Pensas pela razão, sem medir a noção da conseqüência.
Torturador de si, negligente nas ações que levam os cegos ao precipício.
Até quando irá bater, contra a muralha da vontade Divina!
Procura uma brecha, para entrar no Muro da Justiça!
Cava uma vala, e tenta penetrar na Cidade da Perfeição!
Escala os céus, para alcançar o comando que rege as nações!
Louco, desvairado, ignorante por base e burro na essência.
Esta noite convenço meu companheiro de guerra, para visitá-lo.
Meu amigo do princípio, matador da origem do mal.
Nascido na guerra, lutador da justiça, defensor da lei, Senhor da espada.
Atua por força, visita para definir, se aproxima para arrasar e não espera para aniquilar.
Age pela Lei que rege seu coração, defende a Santa vocação que o mantém vivo.
Não exulta no vacilo, não aparece para recados, não desembainha a espada para assustar.
No seu interior, uma voz grita dia e noite por Justiça, contra aqueles que querem a Glória da Coroa.
Sua face é terrível, seu olhar mata o desorientado, sua luz arranca o carniceiro.
São como águias. Saem para caçar e não voltam sem ter aniquilado a presa.
Seu comando é exato, cumprem com perfeição uma ordem de extermínio.
Não se arrependem, não olham para trás, não se quebrantam com o choro do recém nascido.
Foram criados para apenas um propósito, desde a criação do universo.
Destruir tudo e todos que se opõem ao caminho da luz.
Não agem de maneira diferente ou contrária,
Sua natureza rege suas ações, no extermínio de toda injustiça ao Trono.
São dedicados, perfeitos, soldados, fortes, valentes, destemidos, revoltados, bravos.
Cheios de poder, de força, de arranque, de coragem, de afirmação e ostentação.
Lutam sem horas ou por horas, sem tempo ou com tempo para realizar.
Não cansam, não fadigam, não comem, não reclamam, não falham.
São peças fundamentais, para aperfeiçoar os justos para a guerra.
Também são armas destruidoras, para arrasar o caminho do injusto.
Não poupam ninguém que vêem na lista do julgamento.
Arrasam cidades se for preciso, para manter a ordem e a decência.
Na sua patente grava a ordem:
Honra ao Santo que ressurgiu no terceiro amanhecer.
Em sua espada soa:
Justiça que abate os inimigos, da perfeita mensagem da Cruz.
Na sua voz, ouve-se:
Revolução contra o domínio que escraviza os santos.
Em sua saída representa:
Perigo para os habitantes cegos da terra azul.
Preparem-se moradores sem noção!
Meu livro de registro está no final,
A tinta do meu instrumento se esvazia, a cada amanhecer.
A ira Divina está no ponto de descer.
A Palavra Profética é Rejeitada.
(O coração duro dos irracionais os levam a ruína).
Foi-se a Fé!
Foi-se também o Amor, a paz, a pureza e a consciência.
Pode-se dizer também,
Foi por águas correntes o recado do Patrão.
Águas fortes, turbulentas, perigosas, tremendas.
Que seguem com passagem só de ida,
Deixando morte para a vida camuflada,
Trazendo vida para a morte injustiçada.
Traz alegria ao aflito
Dor ao injusto
Longa vida,
Ao cansado Justo.
Tantas águas!
Preciosas, coroadas, louvadas, permanentes.
Tantas águas!
Rejeitadas e negligenciadas.
Águas seguras, cheias de Amor, paixão, compreensão e decisão.
Águas preparadas, reclinadas, ferozes e irresistíveis.
Águas de vida, com vida, recados, definição e conclusão.
Águas preparatórias, águas puras, águas divinas, águas do trono.
Águas raras, com um peso de Glória, com um peso do Pai, com o peso do Filho.
Águas de suporte, águas com propósito, águas delicadas, águas direcionadas.
Águas conclusivas, águas que vem para alertar, águas que vem para aquilo que o Rei deseja se deparar.
Passou como flecha do guerreiro,
Passou como bala do soldado,
Passou como foco de luz,
Passou como acidente inesperado.
A pérola foi lançada propositalmente, aos porcos irracionais.
O santo presente foi entregue aos cães, com precisão do plano vindouro.
O conselho da Santa vontade tinha razão, tudo saiu conforme se esperava.
Os porcos pisaram na pérola, e os cães venderam o Santo para comprar o profano.
A lua rejeitou o conselho dos anciãos, optando seguir sua paixão doentia.
As estrelas assumiram personalidade própria, intitulam-se deuses e se assentam em tronos.
O sol não quer mais promover a justiça, às vezes deixa de aparecer para reinar a noite.
O céu esconde o arco da aliança, tenta apagar na memória dos terrenos, a existência do Todo Poderoso.
O ar está contaminado, todos que respiram, passam a ser maus uns com os outros.
Os pássaros preferem viver em gaiolas, e receber comida dos pombos.
Os pombos se cansaram das praças, e querem se assentar nas mesas dos humanos.
Os humanos estão trocando de lugar com os cães, mordem quem se aproxima e andam de coleira, precisando ser orientados em tudo.
As árvores não conhecem mais umas as outras, perderam a memória e a paixão.
As flores deixaram de nascer, para expor com orgulho seus espinhos para ferir.
Os campos torcem para serem queimados, preferem à seca do que a relva.
Os seios das mães estão em greve, os recém nascidos precisam enfrentar fila para se sustentar.
O leite se tornou água,
A água virou sangue,
O pão endureceu,
E a terra se recusa a colaborar.
O tempo fechou,
O clima pirou,
A chuva tirou férias,
E a natureza dormiu.
As represas não conseguem mais, comportar a força suja das águas.
As nuvens estão no limite, estão cansadas de enviar água.
A terra gira com muito esforço, a cada dia um pensamento triste a deixa mais pesada.
A camada de ozônio torce para ser rompida, porque ela sabe que assim irá assar os culpados.
A neve poetiza, tentando conquistar o sol para se derreter.
Os vulcões fecham acordo para explodir ao mesmo tempo.
Os terremotos se reúnem, para atingir os quatro cantos da terra.
Os furacões arquitetam que novas cidades vão julgar.
O canto da vida sumiu dos pastos, das praças, das ruas e das igrejas.
A palavra perdão saiu dos postes, das placas, dos outdoors e das canções.
O respeito fez as malas, e foi morar em plutão, em júpiter, marte ou saturno.
A esperança possue novo endereço, no cemitério Tiradentes.
As aves deixaram de alimentar os profetas, e migraram para o seio de Jesabel.
Os urubus descem nas catedrais sagradas, para comer e depois rir.
O vento traz consigo modas, que desfiguram a honra da sociedade.
O brilho do gesto amigo se perdeu, com a preocupação da vaidade.
Existe uma força doentia, que coopera para empurrar os cegos no abismo.
Essa força invisível reina, mediante ao apoio que recebe.
Ela se alimenta dos surdos, cegos, soberbos, autoritários e fechados.
Titulada pelo vocabulário terreno, de corações endurecidos.
A noite adora começar seu plantão de dor e aflição.
A morte precisou tirar férias, pelo stress de tanto trabalhar.
O frio não vê motivo para aparecer,
Todos já estão com seus corações gelados, antes de senti-lo.
Os porcos participam da ceia que deveria ser santa.
Os gatos se assentam, e cruzam as pernas nos bancos.
Os cães cantam com vida e enganação.
Os cavalos estão andando de marcha ré.
Os soldados, só querem se aproveitar da manada.
Os recrutas entram para a faculdade do erro.
Os professores ensinam a obedecer à voz do engano.
As ovelhas vendem sua lã, para pagar a sobremesa da elite barriguda.
Os filhos dos erros mamam na teta da vaca mãe.
A conseqüência dos leigos são os restos, que caem da mesa.
A herança da elite é gozar no seio do complô de Abraão.
A realidade dos pequenos é viver seus sonhos, apenas no pensamento.
O mar se acostumou com a conseqüência da doença, preferem festejar com a morte.
As montanhas trocaram à revolução, pelo silêncio e água fresca do éden.
As águias perderam a visão, batem uma nas outras e não descem mais para caçar.
O Trono selvagem está sem rei, o Leão foi embora porque ninguém atentava ao seu rugir.
Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)
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