O que realmente vale à pena.
Nesses dias assisti a um filme que se chama “Guerreiro,” conta a história de dois irmãos que lutam MMA (artes marciais mistas). Um dos irmãos atua como professor, pois deixou a vida de lutador tentando procurar outro estilo de vida para sua família, e se vê obrigado a lutar por causa de uma dívida financeira.
A situação para sua família é tão preocupante que se não pagar, perderá sua casa. Então se inscreve em um torneio e coloca tudo o que possui (sua vida, sua família) para ganhar e não perder sua casa.
Você pode olhar este exemplo e pensar em milhões de pessoas que diariamente sacrificam alguma coisa de valor por algo que em suas mentes vale à pena. Você irá encontrar jovens que estão deixando de aproveitar a vida, o tempo e a família, para sair de manhã e retornarem à noite no lar, porque estão trabalhando e estudando, e em suas mentes vale a pena, pois procuram um melhor meio de renda profissional.
Também podemos pegar muitos trabalhadores que se esforçam para manter seu ganho diário, pois ao chegar a casa, encontra esposa e filhos, então sente que vale a pena todo esforço diário para manter sua família.
O que dizer também daqueles que de alguma forma luta pelo direito das pessoas, em bairros, trabalhos, saúde ou no próprio governo. Essas pessoas gastam um bom tempo da vida, porque deseja de alguma forma alcançar o direito de cada cidadão. Muitas vezes colocam suas vidas em risco, indo contra a injustiça, pois mantém um foco de realização, crê valer a pena lutar pela situação.
Então lançamos uma pergunta de introdução para cada leitor deste artigo:
O que realmente vale à pena?
Em qual situação vale mesmo à pena lutar?
Existe uma causa para cada pessoa neste planeta?
Se existe, será que realmente estamos dispostos a lutar?
Todos possuem uma Causa comum para lutar
Gostaria que relembrássemos algo que ocorreu na história. Um desastre na madrugada de 26 de Abril de 1986, onde um dos reatores da usina nuclear de Chernobyl explodiu e um inferno de chamas coloridas alcançou quase 1000 metros de altura nos céus da Ucrânia. Existe um documentário "O Desastre de Chernobyl" que acompanha a luta contra o tempo que milhares de soviéticos jamais poderão esquecer.
Durante os oito meses que se seguiram à explosão da central nuclear, oitocentos mil jovens soldados, mineiros, bombeiros e civis de todas as regiões da antiga União Soviética, trabalharam sem descanso na tentativa de diminuir os efeitos da radioatividade, e com isso tentaram salvar o mundo de outra provável tragédia.
O pior acidente nuclear da história, onde produziu uma chuva radioativa que pôde ser detectada desde a antiga União Soviética, passando pela Europa Oriental, Escandinávia, Inglaterra e atingindo até a costa leste dos Estados Unidos.
Algo interessante que chama a atenção nesta história é ver o relato das pessoas que moravam próximos à usina, pois tiveram de ser retirados por causa da radiatividade. As pessoas diziam que estavam lutando contra um inimigo invisível; não podiam ver, nem sentir, mas que estava ali destruindo tudo que tinham construído.
Quarenta e três mil pessoas tiveram de abandonar suas casas, suas posses, sua história, pois o acidente produziu total destruição. Com este exemplo desejo mostrar que ainda existe um inimigo presente em qualquer sociedade. Este inimigo invisível se chama o “mal”. Sem qualquer ajuda ou esforço, o mal começa como agente invisível penetrando na sociedade, nas leis, na família, nos valores e sem ao menos você perceber, já perdeu tudo aquilo que prezava tanto.
Se cada cidadão hoje possui um lar, um emprego, benefícios e até lugares para passear, pode ter certeza que muitos lutaram e até sacrificaram suas vidas para que hoje tenhamos essa liberdade. Agora se achamos que podemos usufruir dessas coisas, levantar um muro e fingir que nada ocorre ao nosso redor, estamos completamente enganados, o “mal” não descansa e está cada vez armando de formas diferentes para destruir nossos valores.
Todos nós temos uma causa comum, defender nossos valores que são concentrados nos valores recebidos por Deus. Nossas famílias, a justiça, o direito de cada cidadão e a liberdade.
"Fazer a justiça esperar é uma injustiça."
(Jean de La Bruyère)
"Não há nada mais relevante para a vida social que a formação do sentimento da justiça."
(Rui Barbosa)
A necessidade por uma Causa:
te impulsiona a Lutar!
Usamos o exemplo de Chernobyl e relatamos como um desastre gerou uma necessidade em uma geração, tirando-os do conforto de suas casas para lutarem contra uma catástrofe. Oitocentos mil jovens soldados, mineiros, bombeiros e civis de todas as regiões da antiga União Soviética tinham uma causa para lutar e sacrificaram suas vidas, sendo contaminados - mas valeu à pena, pois salvaram muitas vidas futuras através de seus atos.
Ao mencionar a história podemos também partir para a segunda guerra mundial e encontrar heróis sem nome que entregam suas vidas para salvar o mundo. Existe uma série que se chama “Band of Brothers” (irmãos de guerra), onde mostra uma geração de jovens que abandonaram seu conforto, suas famílias, seu futuro, pois existia uma necessidade urgente mexendo com o mundo.
Adolf Hitler erguera um exército de jovens para escravizar a humanidade, mas aprouve a Deus encontrar jovens que ouviram a necessidade gritar e largaram suas vidas para lutar por uma causa.
Em todo o lugar no mundo, ou na história, você irá encontrar desastres, tragédias, fomes, injustiça, desigualdade e um mal operando numa geração. Ao olhar isso você sentirá tristeza e falta de esperança; mas terá de aprofundar um pouco mais nessas histórias, pois encontrará jovens que ouviram de alguma forma o grito dos inocentes e sem possibilidade alguma de resolver a situação. Não pensaram em si, abandonaram tudo para tentar mudar aquela realidade. Quando descobrimos esse lado oculto da história, encontramos os heróis sem nome, que de alguma forma viram causas que valia a pena se sacrificar, muitos não ganharam medalhas, não são lembrados, mas tiveram prazer em gastar a vida por algo que acreditavam.
“Há coisas nesse mundo pelas quais vale à pena lutar e morrer.”
(frase retirada do filme “os três mosqueteiros”)
Um Guerreiro, sempre Guerreiro
No próprio filme “os três mosqueteiros”, existem um momento em que D’Artagnan (mosqueteiro) deixa sua família para encontrar os três mais famosos mosqueteiros da Inglaterra (Athos, Porthos e Aramis). Mas para a sua surpresa, ele encontra os três melhores guerreiros da Inglaterra em casa, bebendo até morrerem. Espantado, D’Artagnan pergunta: - Porque vocês estão aqui parados e bebendo assim? Então um deles responde; - Porque não há nenhuma causa para lutar.
Quando um guerreiro perde seu compromisso de luta, ele gasta sua vida com coisas desnecessárias, e com o tempo vai matando em seu instinto a força de combate e seu fim é morrer frustrado.
Todo homem possui um instinto de vitória, de conquista, de uma guerra para vencer e quando isso não ocorre, ele começa a viver dando voltas em torno de fantasias, criadas por uma sociedade sem visão.
Atualmente ganhar, ter uma boa profissão, um bom salário, status, uma enorme casa se tornou uma luta diante da sociedade com mais valor do que a misericórdia, a justiça e a luta por uma causa.
O Coração do Guerreiro
O escritor John Eldredge aponta três anseios no coração masculino; “todo homem deseja ter uma batalha para lutar, uma aventura para viver e uma donzela para conquistar”. Quando o coração do Guerreiro ignora seu próprio instinto tentando encontrar outros valores, outro objetivo, ele perde o rumo, é apenas um prisioneiro para ser visto diante de um público.
Faça um teste você mesmo, pegue sua família e vá para um zoológico e procure o rei dos animais naquele ambiente, o Leão. Você o encontrará, chegará perto, tirará fotos, saberá que ele é terrível; mas não o temerá, pois sabe que ele está preso, não há perigo, você e sua família estão em segurança. Agora mude o passeio, pegue sua família e vá para a África, onde os Leões vivem sem nenhum controle humano, são livres, indomáveis. Tente chegar perto ou tirar foto, obviamente você não fará isso, pois sua vida e da sua família estará em risco. O Leão nesta situação se tornará um animal terrível, sem controle, um verdadeiro rei da selva.
Quando um jovem se submete ao valor de uma sociedade que é um valor criado no século, sem propósito algum, ele se torna um Leão enjaulado num zoológico criado por uma sociedade que visa apenas um meio; apresentá-lo como espetáculo diante do mundo. O jovem guerreiro se torna apenas uma atração, ele não é uma ameaça, não representa perigo, apenas gera dinheiro para um sistema que visa à glória de homens.
Um jovem assim é temível diante do mal (satanás e seus demônios), mas não representa perigo, pois está enjaulado. O mal sabe que se ele sair, então terá de se preocupar, mas enquanto está enjaulado (vivendo uma irrealidade) não é um perigo.
Quantos Leões (jovens) nesta atualidade estão enjaulados? Porque negaram seu instinto de guerreiro e hoje vivem escravos de uma pressão. Alguns vivem em busca de um ideal capitalista, porque os pais exigem. Outros porque se casaram, e a esposa deseja um padrão de vida melhor, então pressiona seu marido total disposição no trabalho para bancar sua regalia. Outros estão submetidos ao valor da geração, diploma, alto salário, carros, casas, status para serem notados. Então entregam todo seu tempo para alcançarem. Sem menos perceber, estão enjaulados, não mostram perigo algum ao reino das trevas.
Existe uma frase gravada numa espada e é contada no filme (Robin Hood), “Lute, lute de novo, até cordeiros se tornarem Leões”. Um jovem que encontra a verdadeira luta na qual ele foi destinado a guerrear, se torna um valente diante de Deus e uma arma terrível contra as trevas. O coração desse jovem guerreiro só pode se submeter a uma realidade, a verdadeira causa de Deus para os homens. Albert Schweitzer, um filósofo alemão diz –“a tragédia da vida é aquilo que morre no coração de um homem enquanto ele vive”. Precisamos levantar uma bandeira todos os dias com nossa luta clara em nosso coração e não desistir de alcançar a vitória por Cristo.
Você está ouvindo?
Uma geração aprisionada.
Relembre uma das histórias mais marcantes no mundo, contada por Hollywood através do filme “coração valente”, no final de sua vida William Wallace (interpretado pelo ator Mel Gibson) está preso e será levado para a morte. A rainha da Inglaterra tenta de todas as formas salvá-lo, e quando o visita na cela, lhe pede para tomar um remédio para poupá-lo da dor, ela não queria sua morte. Então William lhe responde: - “Todos os homens morrem, mas nem todos vivem”. Sabe o que ele queria dizer? Viver sem um ideal, sem uma luta, escravos de algo, não é viver, é apenas ser marionete de um pensamento do mal. Viver de verdade é lutar pela liberdade. A morte de William Wallace se finaliza com um grito de Liberdade diante do regime da Inglaterra que aprisionava os Escoceses.
Olhe ao seu redor Jovem (Leão), as pessoas não pensam, acordam de manhã sem um ideal, gastam todo seu tempo em um propósito criado por uma geração que serve ao mal. Estão infelizes, machucados, sem visão, lutando pelo seu bem estar. Será que é tão difícil vermos que somos escravos de um inimigo invisível? O tempo está matando nossos corações selvagens por guerra, precisamos realmente acordar e encontrar a luta que Cristo preparou para cada um de nós e nos entregarmos até o fim.
“A história é feita por aqueles que quebram as regras.”
Evangélicos atuais!
Pelo o que estão lutando?
Um jovem caminha rumo a sua casa e se depara com um grupo de jovens sentados perto de sua residência. Esse grupo o chama e começa a caçoar de algumas coisas que existem em sua família. Uma irmã obesa, um pai calvo, uma mãe com problemas de remédio e outras coisas existentes num contexto familiar. O jovem se aborrece e briga com aquele grupo, defendendo sua família. Isso é a situação mais normal do mundo. Todas as famílias possuem seus problemas e ao mesmo tempo, possuem integrantes que a defendem.
Toda família cresce em um método de educação, convívio, respeito, defesa, horários e regulamentos. Os filhos são educados a manter esse regime, pois então cada família ficará protegida e se manterá na sociedade. Com esse exemplo desejo aumentar nossa visão para as centenas de famílias evangélicas espalhadas pelo mundo. Quando digo famílias, estou me referindo agora as centenas de denominações, porque quando elas aumentam sua membresia, passam a chamar seus adeptos de um novo membro da família.
Cada denominação neste país possui um líder, uma família que se mantém a frente do trabalho, uma placa, um sistema de culto, regras básicas para cada integrante, como roupas, convívio social, músicas, e todos precisam da fidelidade de seus fiéis, defendendo-a a qualquer custo.
Atualmente a maior guerra que está ocorrendo no mundo evangélico e sendo assistido pelo mundo está baseada entre placas denominacionais (todo regulamento e pensamento de uma denominação). As pessoas brigam por músicas, escândalos de seus líderes, os de fora acusam e aqueles que estão dentro o defendem. Ensinos como teologia da prosperidade, batalha espiritual, atos proféticos; alguns optam em seguir, outros se fecham e perdem o contato. Emissoras de televisão disputam em horários nobres na sociedade brasileira. Existem também brigas internas numa denominação, como pregações, louvor, cargos, liderança, presbitério e até a presidência de uma denominação.
Em todos os integrantes da denominação, na mente de cada, vale a pena defendê-la, vale a pena proteger seus líderes, vale a pena lutar por aquilo que acreditam. E com isso estão gastando toda sua vida e sua fé.
A pergunta base para esse nosso artigo e a colocamos neste contexto evangélico; será que lutar por tudo isso vale realmente à pena?
Evangelho: O que realmente vale à pena lutar?
Começo esse tópico meditando sobre a vida de Abraão, que é chamado por Deus com setenta e cinco anos (Gn.12:4). Nessa idade Abraão deixa uma realidade na qual vivia com seu pai para sair para outra terra. Ele não sabia ao certo o caminho, pois passa a depender totalmente da voz de Deus. Toda a vida de Abraão é contada em desertos, caminhando e peregrinando sobre a terra, morando em tendas, ouvindo a Deus, obedecendo, fazendo altares, sacrifícios, caminhando conforme o plano do Senhor.
Tanto tempo andando em desertos, e mais; ele não viu a promessa se cumprir, não viu um povo herdar a terra e nem conquistá-la, mas ele creu e gastou toda a vida nessa promessa (Hb.11:8-10 –“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador”).
Podemos lembrar também de Moisés, e como Deus o chamou. Um homem de oitenta anos para libertar seu povo escravo no império do Egito.
Pense comigo: um homem fugido no deserto por ter cometido um crime. Esse homem se encontra com Deus e é levado a voltar e desafiar um Faraó. Depois passa por mais quarenta anos caminhando em um deserto, doutrinando um povo, gastando dia a dia para conhecer a Deus e sua lei (Ex.24:12). Ou, o que dizer dos profetas? Vemos Elias enfrentando sozinho quatrocentos e cinquenta profetas de Baal (IRs.18:19), sua vida corria perigo, pois Jesabel queria matá-lo a qualquer custo. Também vemos o profeta Micaías, o único que se mantinha fiel a Palavra do Senhor, não se submetia aos falsos profetas e nem ao próprio Rei, era totalmente fiel a Deus (IRs.22:14), e teve de pagar um preço caro por essa atitude.
Isaías teve de andar por trê anos nu diante do povo, como palavra profética (20:3). Deus levanta o profeta Ezequiel pelas tranças, ele se alimenta perto de excremento, perde a esposa, tudo pela palavra profética (Cap.3-4/8:3/24). Jeremias chora pelo povo e não é ouvido, é posto diante dos profetas e tido como falso diante de todo o Israel (Cap.28). Oséias é ordenado a se casar com uma prostituta, para mostrar a prostituição de Israel (Cap.1-2), Daniel é levado a cova dos Leões por causa da sua fidelidade com Deus na Babilônia (Cap.6). Os três jovens judeus são lançados na fornalha porque não se prostaram diante da estatua de Nabucodonosor (Cap.3), Jonas é engolido por um grande peixe, e devolvido a cidade de Ninive, porque Deus tinha uma palavra para aquele povo (2:10). Todos esses homens gastaram suas vidas, pois acreditavam em algo superior, e nada podia pará-los, nada podia tapar suas bocas, nem a própria morte (Hc.3:17,18 –“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação”).
Os discípulos deixaram tudo crendo na profecia de um Messias, e começaram a caminhar com um homem conhecido como beberrão, comilão e amigos das prostitutas (Mt.11:19). Jesus era considerado louco até por seus familiares (Mc.3:21), os apóstolos passaram por provas, mas não desistiram de seguir a Cristo. Um dos discípulos, João, morre bem velhinho na cidade de Éfeso, depois de ser prisioneiro na Ilha (Patmus), recebendo revelações do fim dos tempos. Paulo após o encontro com Jesus pregou o evangelho em lugares terríveis, apanhou, esteve perto da morte, mas nunca parou com o objetivo que tinha em sua vida, o peso pelos judeus, pelos gentios e pela a Igreja.
(ICor.4:9-16, “Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos. Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores”).
A forma que podemos resumir esses homens e suas ações é; “Eles não amaram o mundo e não esperaram que o mundo os compreendessem”. Por isso Cristo terá prazer de receber esses heróis diante do Pai e apresentá-los como aqueles que entregaram suas vidas para cumprir Seu propósito aqui na terra (Ap 3:5 –“O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”).
Confessarei: exomologeo – reconhecer alegre e abertamente, a honra de alguém
A história não parou
Um dos privilégios que temos é o poder de estudar a história e descobrir como homens que entregaram suas vidas por uma causa na Bíblia, contagiaram milhões no futuro. Então posso lembrá-los dos mártires do Coliseu, famílias inteiras eram colocadas na arena para serem devorados por Leões e ainda cantavam louvores a Deus.
No século XII aparece a figura de Francisco de Assis, um jovem rico e com uma carreira promissora diante de nobres numa cidade, após ter uma revelação de Jesus, larga toda sua riqueza para se dedicar aos pobres, limpando leprosos e levando uma geração ao mesmo pensamento. Podemos também lembrar de Jan Hus pregando o evangelho sobre a justificação pela fé e sendo queimado vivo pela Igreja católica no século XIV. Jonh Wesley no século XVIII, um grande pregador que sacudiu toda a Inglaterra, em cinquenta anos pregou mais de quarenta mil sermões, percorreu a cavalo quatrocentos mil km, seria o mesmo que dar dez voltas na terra pela linha do Equador.
Zimzendorf, um nobre que acabou recebendo famílias cristãs fugindo da perseguição em sua propriedade, com isso ocorreu o avivamento dos Moravianos enviando missionários por todo o mundo, e com uma torre de oração que durou cem anos. David Brainerd (1718-1747) um missionário que amava os indios pele-vermelhas, mesmo sofrendo de tuberculose, com uma saúde debilitada prosseguia sua missão, pregando o evangelho com muitas dificuldades e passando por várias provações e privações, David Brainerd pregou a dezenas de tribos americanas, apesar de seu corpo franzino e de sua pouca saúde. Perdeu-se muitas vezes nas florestas, onde passou todos os tipos de dificuldades, em pântanos, chuvas e temporais, intenso calor do verão e o terrível frio do inverno. Passou fome, dormiu ao relento e debilitou ainda mais seu corpo, morreu aos vinte e nove anos.
John Sung (1901 1944) um chinês que foi para os EUA e se tornou um brilhante químico, mas ao ter uma forte experiência com Cristo, volta à China e na viagem lança todos os diplomas ao mar e começa a pregar o evangelho. John Sung foi um dos maiores pregadores que já passou pela China.
George Muller (1805 -1898), um pregador que montou um orfanato pela fé, sustentava quase cinco mil crianças. Em todas as manhãs reuniam todas para agradecer pela fé o café da manhã, após a oração sempre alguém da cidade vinha para ajudar no orfanato. Exército da Salvação, comandado pelo General Willam Booth, na Inglaterra, no dia 10 de abril de 1827 onde milhares de jovens saiam para as ruas com grande desejo de ganhar almas para Cristo, pessoas eram curadas, avivamentos ocorriam em vários lugares. Esses homens passavam boa parte de suas vidas nas ruas, com fome, sendo perseguidos e mesmo assim continuavam firmes.
Gastaríamos páginas e páginas se fossem escrever todas as ações que grandes homens fizeram no decorrer da história, mas o que precisamos entender é que essas pessoas gastaram suas vidas em algo que acreditavam. Eles tinham paixão pelo que lutavam nada podia pará-los. Creio totalmente que cada um, ao se encontrarem diante de Deus, pode olhar para seus atos aqui na terra e dizerem, “valeu a pena, realmente valeu a pena”. Que cada um de nós possa descobrir o chamado de Deus e fazê-lo valer a pena enquanto vivemos.
“Tudo por Ele e somente Ele, tudo pela Causa que é somente d’Ele”.
Definição da palavra causa: Desejar acontecer uma causa através de ações que ainda não foram determinadas. A causa está baseada numa manifestação de um propósito ainda inexistente, e que corre para um meio tentando encontrar adeptos para se manifestar.
Jr. 11: 20 -“Mas, ó SENHOR dos Exércitos, justo Juiz, que provas os rins e o coração, veja eu a tua vingança sobre eles; pois a ti descobri a minha causa”
“Enquanto as mulheres chorarem, como choram agora, eu lutarei; Enquanto criancinhas passarem fome, como passam agora, eu lutarei; Enquanto homens passarem pelas prisões, entrando e saindo, como eles o fazem agora, eu lutarei; Enquanto há um bêbado remanescente, enquanto há uma pobre menina perdida nas ruas, Enquanto restar uma alma que seja nas trevas, sem a luz de Deus - eu lutarei, Eu lutarei até ao último instante”.
(General William Booth, na sua última pregação, junho de 1912)
"Bem, se eu puder por isso em uma frase, diria que eu resolvi que o Deus Todo-poderoso deveria ter tudo de William Booth."
“Declaro, agora, que estou morrendo, que não teria gasto minha vida de outro modo, ainda que em troca do mundo inteiro”.
(David Brainerd)
Ronaldo José Vicente. É casado com Clarissa Alster Vicente e tem uma filha chamada Esther Alster Vicente. É Pastor da Igreja PorTuaCasa, localizada em São Paulo. É teólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente, faz mestrado em Antigo Testamento pelo Andrew Jumper. Escritor, lançou um livro que se chama: “O Profeta em Israel e a Justiça Social”, lançado pela Editora Reflexão. Desenvolve seus artigos no blog:www.lagrimasportuacausa.blogspot.com.br. É músico (baterista), autor de várias composições. Exerce seu trabalho com sua banda chamada Templo de Fogo.
Igreja PorTuaCasa. Localizada na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha).
Facebook: https://www.facebook.com/groups/374908422689555/
"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com) - Adquira o livro clicando: http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576
Banda Templo (ICor 3.17) de Fogo (Hb 12.29)
CD – O VIDENTE
Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!
I. Você pode adquirir o CD no valor de 20,00 + custo de correios 8,00, total = 28,00
Você também pode adquirir o livro “o Profeta em Israel e a Justiça Social”. Este livro é do Pr Ronaldo José Vicente, baterista da banda. O livro foi a ideia inicial para o trabalho que se desenvolveu no CD (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-pr…)
II. Você pode adquirir o livro no valor de 30,00 + custo de correios 8,00, total = 38,00
III. Você pode adquirir o livro e + CD no valor de 50,00 + custo de correios 8,00, total = 58,00
Transferindo ou fazendo o depósito nas contas:
Banco Itaú. Ag 1664 Conta Corrente 28767-7 /Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente. Banco Santander: Ag 0201 Conta Corrente 01062968-1/ Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
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https://www.youtube.com/channel/UC6Ssw2z7AFZrC8yFSevLtTg/featured

















Muito bom do início ao fim.
ResponderExcluirMuito mais do que bom, mas revolucionário. Diria que o autor do texto está cumprindo muito bem a sua causa de inspirar e alertar guerreiros para o mundo. Acredito que não seja qualquer pessoa que tenha a capacidade de renunciar a própria vida em prol de um bem maior coletivo. Fantástico texto, muito profundo. Continue com a sua missão de conscientizar as pessoas para o verdadeiro bem, da melhor maneira que puder.
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