A Geração está Gemendo


Acordar não é um alívio, e sim um desespero de coragem para enfrentar um novo combate.
Tento repousar, se é que posso defini-lo como descanso nesta cama de dores,
Ou nesse mar de ruína, que não corre tempo e nem etapas, tudo se para e o que apenas circula é o filme dos erros da vida.

Miséria estampada no corredor da morte feliz.

O que seria benéfico? Respirar forçadamente por não ter opção, ou aceitar a morte que vem com uma declaração!

Horrenda coisa seria cair na honestidade que ninguém reconhece.

Injustiça! Seria estar andando com a cabeça tranqüila pelo puro racional, mas estar preso pela religião dos cegos.

Oh morte! O quanto fugi de comungar ao seu lado, mas hoje preparo uma mesa para que venha cear comigo.

Nem tu, o pesadelo dos anciãos, o terror das velhas, o visitante não esperado pelos jovens, a tragédia das mães, o colapso da sociedade - Quer vir e se assentar ao meu requisitado aposento?
O que fazes passar por minha cela e não desejar entrar?
Porque caminha sobre minha cidade titulada prisão, e não vem me dar o privilégio da sua visita?

Até a solidão já se achegou, trazendo mala e alguns amigos. Estão promovendo uma festa, mas ela dura por alguns segundos, porque todos preferem ficar ausentes.

A fome também apareceu, mas por não haver nada para devorar, foi-se sem deixar um cartão postal.

Outra vez, no conto do jornal louco da prisão, adivinha a primeira página?

Caos total na cela do moribundo que convida a morte.

Todos atenderam ao recado, e apareceram para tentar preencher a vaga imerecida.

Lá vem a destruição, com ventos terríveis e muita perturbação; Também veio a aberração, com imagens grotescas e cheias de superstição.

Correm de antemão o par inseparável. Injustiça e desonestidade chegaram de mãos juntas abanando seus rabos, como prostitutas antes de dar.

Depois uma loucura! Sem contar ou sem chance de averiguar; Com nomes e sem chance de haver ordem na genealogia, como gafanhotos mortos de fome, igual a leões na caçada pela sobrevivência.

Doença, mediocridade, orgulho, soberba, realeza disfarçada, ordem do aproveito, violência, culpa, fuga, desordem, rebelião, prostituição, praga, sujeira, suicídio, assassinato, inveja, loucura, ilusão, rebelião, conseqüência, acusação, maldade, roubo, maquinação, fome, sede, seca, tragédia, indisciplina, dureza, mesquinharia, fanatismo, grito, desespero, loucura, assombro, terror, escuridão, solidão, mas sem definição.

Como torcida ou como contrabando, todos estão menos o capitão.

Vêm cheias de barganhas, malas, convites, saídas, dinâmicas, direções;
Mas não trazem a ordem de levar e aniquilar por vez, o sofrimento de um desiludido.

Diga-se pelo alto, as injúrias do abismo contido no coração de quem sente. Não há forma de transmitir a dor enclausurada, que cresce nas noites desesperadas.

O que quero não posso e o que desejo jamais me alcançará.

Gritar para ninguém ouvir, chorar sem alguém saber, sorrir sem motivo, correr sem direção, morrer sem autorização.

Olhem o segredo; se há valor, ele ainda não se apresentou e nem deu seu cartão de visita.

Se há esclarecimento. Ele ainda não voltou das férias que lhe deram no princípio de todas as coisas.

Se ainda existe um propósito. Eu apenas o vejo trancado, morto, cheirando mal e prestes a ser enterrado.

Ouçam! Conseguem atentar para esse barulho. É o barulho da desilusão, da falsidade, da mentira e do engano.

São as chaves que batem uma nas outras, passando pelo corredor que tanto odiamos.

Esse som se foi e penetra apenas naqueles que ainda tem esperança, mas para aqueles que já morreram não há espaço.

O único problema é que ainda respiramos...


Rm.8:22, “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora”

Ronaldo.

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