Estamos soprando...Ou gerando vida?


     Como é fácil e benéfico usufruirmos no dia-a-dia da comunicação. Pois através dela nos relacionamos, sobrevivemos, mantemos os negócios, conhecemos uns aos outros e podemos construir uma história.

     Deus é superior. Gerou no homem um meio, neste caso a comunicação, pelo qual necessita no mínimo de duas pesssoas com capacidade de raciocínio para poderem se entender. Sem estes requisitos, é impossível ao homem conseguir ter um relacionamento ou desenvolver qualquer tipo de trabalho. Temos um exemplo claro nas Escrituras, quando o homem foi bloqueado por Deus nessa via de comunicação, ele foi detido de continuar qualquer tipo de trabalho naquele ambiente (Gn.11:7-9, “Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. 8 Destarte, o SENHOR os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. 9 Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela”).

     O exemplo da Torre de Babel se encaixa perfeitamente em duas observações; A primeira é a necessidade da comunicação, sem ela é impossível ao homem conseguir um relacionamento íntimo.
A segunda observação está relacionado ao prosseguir de qualquer idéia ou trabalho. Essas duas questões foram cortadas por Deus no exemplo da Torre de Babel, sem a comunicação não haveria como os homens se relacionarem, e, consequentemente o trabalho seria interrompido.

Herança confusa

     Uma das doutrinas básicas do evangelho é a herança de Adão. Toda a raça humana nasce em pecado, porque se origina do primeiro, ou seja, todos pecaram (Rm.5:12,19 –“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram ” –“Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos”), esta é a herança de Adão, não há como fugir desta realidade, a Bíblia é clara sobre esta questão.

     Gostaria de chamar sua atenção mais uma vez para o espisódio de Babel.
Note que no versículo sete de Gênesis Deus diz: -“desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro”, obviamente isso se relacionava a todos os que estavam envolvidos na construção de Babel. Mas, agora iremos observar o versículo nove onde Deus diz: - “Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda terra”. O alerta que desejo fazer neste versículo está relacionado no fato que o Senhor confundiu a linguagem de toda a terra. A partir daquele momento, toda a terra estaria confusa por parte de Deus, Ele assim decretou.
O nome Babel significa “confusão” e a palavra “confundir” no hebraico é “balal” que quer dizer: - misturar ou mesclar.

     Existe uma herança do pecado de Adão, relacionado ao nascimento (Salm.51:5 –“Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe”), isso é fato em nossa doutrina Cristã. Mas parece haver também, um conflito herdado e digo isso nas influências exteriores e não igualando com a herança de Adão. O homem onde quer que esteja começará a ter conflitos de idéias com outros, porque parece haver uma enorme confusão na situação.

Geografia confusa

     Hoje nosso planeta é dividido em nações, tribos, povos e linguas (Ap.7:9). Em cada lugar irá existir uma realidade contextualizada, um pensamento, uma lingua, uma religião, um deus, uma esperança, um modelo habitacional, uma culinária e outros requisitos.
Cada povo terá sua terra e seu modelo de sobrevivência. O mais importante, cada integrante desse povo nascido nessa contextualização, possui uma história, uma forma de viver. É a realidade de quem são e de como são.

     É fácil compreender: Sabemos de onde vieram determinadas pessoas pelo jeito que se vestem, falam, comem e agem, ou seja, elas carregam a história do seu povo.
Algumas são mais patriotas, intoleráveis, assumem com orgulho a verdade sobre a realidade do seu povo tentando de forma direta impor sua vida e história sobre as outras pessoas, desejando que se submetam a sua verdade particular.

     Um exemplo claro sobre isso é o termo “helenismo” bem difundido pelo Imperador Alexandre O Grande, que ao conquistar outros territórios implantava o ideal da Grécia. Esse pensamento esta enraizado no ideal absoluto, ou seja, chegar a um ambiente, ignorar a história daquele povo e impor outro pensamento.

     Por outro lado existe pessoas mais mansas, brandas que talvez não sejam tão radicais. Essas pessoas conseguem manter seus ideais, sua cultura e serem abertos para receberem outros de forma curiosa ou amigável. O brasileiro se encaixa muito neste parecer, por não sermos tão impositores.

A origem da confusão, Babel


     Acredito que você deva olhar ao seu redor e ver como inúmeras denominações estão se abrindo em seu Bairro.

     Essa questão está tão forte que parece ter mais denominações (tituladas como Igreja) do que lojas, bares ou padarias. Poderíamos olhar para essa situação e louvar a Deus, agradecer, pois o evangelho esta sendo divulgado. Mas creio que deveríamos nos preocupar um pouco além sobre essa situação; porque o analisar das massas, multidões e resultados não nos traz alegria.

     Hoje a maioria dos evangélicos trocam de Igreja igual trocam de roupa. Quando são disciplinados, optam em não se submeterem. A maioria não possui uma vida disciplinada de oração, não possuem relacionamentos fortes e confiáveis para haver confissão de pecados, não são acompanhados por ninguém, não conversam com seus pastores, mantém uma vida escondida, não querem se relacionar com outras pessoas por estarem machucados. Se formos avaliar realmente o que é ser um cristão e comparar com essa grande massa de evangélicos no Brasil, iremos concluir que poucos são realmente cristãos. A verdade é que é mais um grupo de religiosos hipócritas como qualquer outra religião.

     A forte questão é; porque tantas Igrejas, tantas denominações, tantas placas, tantas idéias diferentes. Esse é o ponto de idéias e pensamentos diferentes.

     Como fizemos no começo deste artigo ao lembrar do início da história, Babel iniciou-se em harmonia humana, mas é uma harmonia diabólica, porque os homens queriam fazer algo sem Deus. O resultado disso foi à confusão generalizada pelo próprio Deus em toda a terra. Agora parece que a investida é outra e todos nós não estamos percebendo. Vou chamar isso de conflito de idéias.

Conflito de Idéias

     Da mesma forma que fiz uma analogia sobre cada cidadão desta terra ter sua história e nela haver uma verdade contextualizada pelo o que a pessoa é, e foi formada. Obviamente irá haver também em cada cristão uma idéia de quem é Deus, uma verdade, um ideal, uma maneira de conduzir as situações. É nesse momento em que chegamos ao ponto.

Como essa pessoa age?
Como ela se relaciona com as outras?
Como ela passa essa idéia?
O que ela realmente tem em seu coração? A maioria das divisões nas Igrejas ocorreram da seguinte forma.

     Havia um líder com seu ideal, ele mantinha a Igreja e caminhava com seu povo. Este viu a necessidade de treinar uma pessoa. Um novo líder surge e começa a ajudá-lo. Mas parece que com o tempo começou o “conflito de idéias” e o novo líder começou a ter problemas com o líder principal.
É sutil, não vem de uma hora para outra, começa devagar e chega ao ponto em que há a divisão. Tudo porque existe uma confusão no ambiente. O pior é o prosseguir da história, porque aquilo que ocorreu neste lugar, ocorrerá também no novo lugar (nova denominação) em que esse líder estará atuando, mas agora outro irá querer uma parte do “bolo”.

FRASE “Viva a Verdade; pois ela te matará (alma), mas nunca te condenará”
Ronaldo José

Imposição Evangélica


     Quantos de nós já soubemos de evangélicos que cruzaram florestas para pregar o evangelho em uma tribo indígena. Isso é glorioso. O desastre nesta questão é saber que depois de um tempo, aquilo deixou de ser uma tribo indígena, porque os indíos foram submetidos a serem iguais ao estilo de vida de um evangélico religioso. Eles não podiam mais sair para caçar da forma que estavam, agora teriam de usar terno e gravata na floresta.

     As mulheres não poderiam mais amamentar suas crianças como faziam diante de outras, agora teriam de cobrir todo o corpo e serem iguais às mulheres desses grupos religiosos. Acredito que aquilo que começou bem se tornou desastroso.
O que realmente é isso? É o Reino de Deus chegando? Não! Isso é o “helenismo” disfarçado, posso chamá-lo de imposição evangélica. Chego a um lugar, simplesmente pego toda aquela cultura e a descarto. Então implanto minhas idéias como verdades absolutas.

     Agora chamo sua atenção para uma realidade mais proxima no qual estamos lidando; será que isso ocorre dentro de uma denominação? Será que isso ocorre dentro de uma família cristã? Claro que sim e como disse, ocorre e cresce de forma sutil.
     
     Em uma Igreja sempre irá haver vários líderes e neles haverá uma disposição em agirem e tentarem     exercer algo. É nesta situação que precisa-se haver um enorme cuidado, e também uma forte observação particular sobre o que estamos fazendo.

     Se nós como cristãos atuantes em uma localidade, não conseguirmos conviver com outros que exercem uma influência ou autoridade, pois divergem de nossas opiniões; então estamos com sérios problemas e o nosso caminho será de confusão e um próximo dividir no futuro.

     Talvez eu seja um “helenista” disfarçado. Convivo com alguém pelo interesse de destruir suas idéias para impor as minhas. Porque não aprovo o que ele faz e estou apenas destruindo suas idéias lentamente, porque em breve irei impor meus pensamentos, como um conquistador. Isso não é Reino de Deus, é imposição evangélica, de idéias que julgo por eu mesmo serem verdades absolutas. Não respeito meus irmãos, acredito estar com a mensagem absoluta dos últimos dias e quero apenas que as outras pessoas se submetam, impondo com minhas ações que podem ser diretas ou indiretas. Nestes dias estamos agindo assim, esse nosso coração precisa ser curado.

FRASE Eu procurei pela Igreja e a encontrei no mundo; Eu procurei pelo mundo e o encontrei na Igreja
(Andrew Bonar –compositor, frase citada por Ravenhill)

Cuidado com os ventos

     Estive meditando sobre os ministérios e algo interessante que passei a analisar foi sobre o alerta de Paulo à Igreja. Ele menciona a palavra “vento de doutrina”. Colocarei o texto todo para termos dimensão do conteúdo que está sendo tratado. Ef.4:11-14, “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente”.

     Paulo está falando que os ministérios visa o aperfeiçoamento dos santos, ou seja; colabora para o crescimento, capacitação dos irmãos, edificação e unidade, um maior conhecimento do Filho de Deus. Paulo alerta-nos para que não mais sejamos meninos inconstantes levados por qualquer vento de doutrina.

     A palavra vento no grego é “anemos” que significa uma agitação violenta e a palavra doutrina é “didaskalia” que significa ensino, instrução, preceitos. Se o apóstolo está alertando os santos contra esse vento, isso significa a possibilidade deste fato ocorrer.

     Agora irmãos, a maioria das vezes mantemos nossa posição do lado correto e lançamos a posição do erro para aqueles que não gostamos. O evangélico faz isso, ao ler esta passagem ele dirá que está do lado dos ministérios, aperfeiçoando os santos e que os ventos errados de um ensino falso, está vindo daqueles que ele já classificou em sua mente como errados e por coincidência, esses são aqueles que tem uma idéia ou visão diferente.

     Então neste momento levanto um alerta para que cada um de nós possamos realmente avaliar de maneira honesta aquilo que temos ensinado e gerado na Igreja.

“- O que realmente estamos lançando sobre a Igreja?
- Estamos soprando sobre a congregação mais idéias?
- Estamos criando um grupo, arranjando adeptos para sermos a massa mais forte, criando um departamento como na política para soprarmos mais e conseguirmos dominar?” Nenhum homem seria honesto em dizer que sim, porque nosso coração é enganoso, mas a prática diz realmente aquilo que está em nosso coração, porque estamos sendo enganados por nós mesmos (Jer.17:9 –“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”).

FRASE A Igreja não está sofrendo pelo pecado do mundo; mas o mundo está sofrendo pelo pecado da Igreja
(Leonard Ravenhill)

O Reino não é imposto

     O texto de Jeremias mostra que Deus é quem conhece o nosso coração, e Ele esquadrinha (examina detalhadamente, investiga, explora) nosso coração. Posso me sentar e tentar ser honesto comigo mesmo, avaliar minhas ações e caminhar ao máximo para pesar minhas atitudes e intensões em uma balança justa, para chegar a um veredito sobre quem é o culpado. Com certeza aquele que está com idéias diferentes das minhas será o culpado. Sabe por que fazemos isso? Porque somos humanos, carnais, protetores de si mesmo, amantes da alma, escravos do pecado. Mas existe uma diferença quando realmente nos submetemos ao deixar o Senhor avaliar nosso coração e depois ter coragem para ouvi-lo.

     A Bíblia fala que o nosso Deus é como fogo (Hb.12:29 –“porque o nosso Deus é fogo consumidor”) e é fato que ao crescemos no evangelho, nos aproximamos mais, então sabemos o resultado. No fogo só permanece aquilo que é fogo, ou materiais que podem permanecer no fogo, caso o contrário, tudo se consome. Paulo fala sobre nossas obras passarem pelo fogo (Icor.3:12,13 –“Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará”) e só permanecerão se realmente forem feitas por materiais a prova de fogo.

     João Batista dizia em sua pregação para o povo: (Mt.3:10-12) –“Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível”. O que realmente ele estava querendo dizer? João com uma palavra profética estava alertando ao povo sobre a vinda do Reino de Deus, por isso que também dizia (Mt.3:2), “arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”, e depois Jesus anunciava-o da mesma forma (Mt.4:17).

     Então podemos perguntar: o que é o Reino e onde ele se inicia? Se fossemos responder sobre o que é o Reino iriamos gastar muitas páginas, mas, responder sobre como ele se inicia nos daria uma base certa e uma compreensão melhor sobre muitos questionamentos e comportamentos.

     Quando vieram até Jesus perguntar sobre o Reino Ele disse: (Lc.17:20,21) “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós”. A resposta de Jesus foi que o reino de Deus está dentro de nós. Se formos ajuntar todas essas passagens para termos uma linha de pensamento, seria muito claro finalizar da seguinte forma.

O Reino está dentro de nós, porque pela graça e misericórdia de Deus através de Cristo, o evangelho gerou arrependimento em nossos corações e conseguiu derrubar dentro de nós um reino humano. Antes do evangelho nos impactar, nosso coração não estava desocupado, ao contrário, nosso coração estava tomado pelo pecado, pelo desejo humano e pelo maior inimigo, o “eu, pois é um reino onde estamos assentados em um trono de falso poder, assentados sobre outros, exercendo dependência e com uma coroa de palha. O Reino de Deus invade nosso coração e o primeiro impacto é o arrependimento. Consigo ver como meu trono é imundo, pois o poder que exercia estava fundado na tristeza de outros. Tenho nojo das minhas vestes, porque elas foram presentes de escravos que desejavam me agradar pelo próprio interesse, e eu também os tinha por interesse, pois meu reino humano só se sustenta quando há alguém onde eu possa dominar e reinar. O Reino de Deus invade nosso coração para que o fogo de Deus consuma hoje tudo aquilo que é humano”.


FRASE Por que o mundo precisa te levar a sério; se nem você leva Deus a sério?” 
“Por que é que o Mundo precisa acreditar nas palavras que você diz; se nem você mesmo acredita?” 

(Leonard Ravenhill)

A visão da mesa

Estava em um seminário no ano de 2011 e tive uma visão da segunite forma.
“Havia uma enorme mesa, e ao redor dela estavam os líderes de várias denominações. Cada líder tinha uma espécie de pequeno pergaminho nas mãos, eles seguravam de forma muito forte, convincente. Em um momento da visão, um Homem (Jesus) chegou diante da mesa e olhou para os líderes. O olhar d’Ele os desafiava a lançar o pergaminho que seguravam para a mesa. Os líderes aceitavam o desafio e lançaram sobre a mesa. O Homem se aproximou diante daqueles pergaminhos e colocou as mãos, delas saiam fogo, consumindo-os. Onde havia uma grande quantidade de pergaminhos lançados, agora sobrou apenas alguns”.

     A mensagem desta visão está de acordo com o pensamento deste artigo. O pergaminho dos líderes são nossas idéias, nossa visão, nosso pensamento, aquilo que achamos ser o correto e tentamos implantar em nossas Igrejas.

     Temos que aprender algo como cristãos. Primeiramente precisamos passar pelo fogo de Deus, e após passarmos, vermos se ainda teremos nossas idéias como absolutas, pois se ainda as tivermos, então nossa visão é a visão de Deus, mas se não as tivermos mais - é porque era “palha” e se consumiu.

Nestes dias Deus nos desafiará a passar pelo fogo da sua aprovação em nossos ministérios.

FRASE “Se algo não queima em mim; porque deveria queimar em você?
Leonard Ravenhill

Semeando vento colhendo tempestade


Os.8:7, “Porque semeiam ventos e colherão tormentas; não haverá seara; a erva não dará farinha; e, se a der, comê-la-ão os estrangeiros

     Iremos terminar este artigo concluindo sobre a consequência que herdaremos se continuarmos a semear idéias humanas, assoprando sobre a Igreja nossos ventos de ensino.
O livro de Oséias nos mostra que quando semeamos “vento”, colhemos o pior; tempestade, tormenta ou vendaval. A questão é: como isso ocorre?

     Todas às vezes que tento impor uma idéia acabo submetendo ao meu coração doente. Minha visão é apenas uma forma camuflada de quem sou; a realidade é o que realmente está em meu coração. Esse meu semear não está enraizado no verdadeiro evangelho, arrependimento, amor, justiça, misericórdia e fé (Mat.23:23). Logo, onde esse vento passar, irá gerar mais confusão. De um pequeno vento, poderá surgir uma grande tempestade. De pequenos grupos pode surgir grandes proporções de problemas e inúmeras pessoas machucadas.

     Tenha a curiosidade de olhar o documentário de um homem chamado Jim Jones, que impôs suas idéias sobre inúmeras pessoas, dominando-as de tal forma que o final foi o maior suicídio em massa, novecentas pessoas mortas sendo orientadas por Jim Jones.
Toda vez que tento impôr minhas idéias sem passar pelo fogo de Deus, haverá problemas. Porque no vento de doutrina não existe a Vida, é vazio, não há como gerar vida. Podemos comparar com o relacionamento de um homem (pai) com uma mulher (mãe).

     Porque existe o gerar de um filho na relação dos dois? Porque os dois possuem condições para gerar uma nova vida. A semente do homem pode gerar uma nova vida dentro da mulher. Quando o homem está com a mulher, ele não esta gerando vento no útero dela, pois há vida através do seu espermatozóide.

     Se eu for um homem de Deus, a minha semente irá gerar vida no útero da Igreja, mas se eu for um homem que ainda não passou pelo fogo de Deus, aquilo que falo, prego, influencio não gerará vida, pois eu não tenho condições para isso, a minha palavra é vento de doutrina. Obviamente há consequência disso na Igreja; soprará vento e não gerará vida (Is.26:18 –“Concebemos nós e nos contorcemos em dores de parto, mas o que demos à luz foi vento; não trouxemos à terra livramento algum, e não nasceram moradores do mundo”). Você consegue ver a dimensão deste texto de Isaías? Se nós semearmos vento iremos sofrer, porque teremos as mesmas dores de parto, mas ao nascer não haverá vida, porque a semente foi de vento. Qual será o resultado? Não haverá livramento e não haverá uma geração que reine na Terra. Irmãos, isso é muito sério! Precisamos urgentemente passar pelo fogo de Deus e permitir que Ele queime nossas verdades interiores e que a verdade do evangelho esteja unicamente em nossos corações.

     Existe um outro texto de Oséias que diz: (12:1) -“Efraim apascenta o vento e persegue o vento leste todo o dia; multiplica mentiras e destruição e faz aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito”, prosseguir com nossa dureza e não reconhecer a ignorância de continuar com nossas ações é apascentar o próprio vento. O que isso quer dizer? A palavra apascentar ai é (ra’ah) , cuidar, alimentar, proteger. Se eu defendo mais as minhas idéias, protejo, cuido ao ponto de ignorar outros, machucando muitas vezes a Igreja, é óbvio que haverá um multiplicar de mentiras em volta de minhas idéias.

     Atualmente nas denominações uma determinada visão é mais importante do que as pessoas, isso é perseguir o vento e ser escravo dele.
Mas existe um diferencial para aqueles que realmente passam pelo fogo de Deus. Esse diferencial está na semente que carregam e ela está cheia da vida do Evangelho. A semente do Evangelho vem com arrependimento, amor, justiça, fé, verdade, luz, palavra, e glorifica apena Um - Jesus Cristo nosso Senhor.

     Que a cada dia estejamos mais parecidos com Ele e mais mortos para nosso “eu”. Então assim iremos semear, e semear da forma correta, semear com lágrimas pela causa de Cristo. Amém.

Salm.126:5,6 –“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.6 Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes”.

FRASE O que eu acredito não se sustenta na necessidade do seu acreditar, pois o fruto da minha desobediência me fez encontrar a realidade que hoje vivo, que prego e que por ela irei morrer

Ronaldo, pastor











Comentários

  1. Excelente texto; pura realidade.
    Ao desenrolar fui me desfrutanto de cada palavra.
    Sempre que posso dou uma passadinha por aqui.
    Aprecio muito o que vc escreve Pastor Ronaldo.

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  2. Sábias suas palavras. Inspiradas por Deus !
    Muito bom mesmo o texto .

    Quanto as frase que você apresentou no seu artigo do "Leonard Ravenhill" é um livro? Qual o nome desse livro?

    Graça e Paz.

    ps. Postei alguns trechos do seu texto no meu face (coloquei a fonte tb é claro);

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  3. Ola Prisca, as frases são de pregações do Leonard Ravenhill, vc pode ir no youtube e procurar por frases do Ravenhill e ver, existem muitas, coloquei algumas apenas

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