A Manifestação do Espírito D. A. Carson, (Resumo da pag. 139-191, apresentado na aula de Teologia Sistemática na faculdade Presbiteriana Mackenzie)
Considerações sobre Línguas, milagres e batismo no
Espírito Santo em Atos.
Precisamos
compreender que estamos diante de um caso de “xenoglossia”, idiomas humanos reais nunca antes aprendidos por
aqueles que falavam. O que ouviram não foi uma palavra aqui e outra ali,
aparecendo acidentalmente em uma “verborreia
lexical” uma mera inevitabilidade estatística, mas sim, “as grandezas de
Deus” (At.2:11). Essas grandezas foram anunciadas em idiomas de grupos
linguísticos reconhecidos (partos, medos, elamitas). Foge ao texto argumentar
que esse foi um milagre da audição, e não da fala, pois o propósito de Lucas é
associar a vinda do Espírito Santo com a atividade do Espírito entre os crentes
e não postular um milagre do Espírito entre aqueles que ainda não eram crentes.
Julgando
pelo livro de Atos, não devemos duvidar seriamente que essa experiência do
Espírito, no dia do Pentecostes, é apresentada por Lucas como o cumprimento da
profecia de João Batista: depois dele viria alguém que batizaria como Espírito
Santo (Mt.3:11; Mc.1:8; Lc.3:16; Jo.1:33). Essa promessa é retomada pelo Cristo
ressurreto em Atos 1.5, texto que serve de base para ficarem em Jerusalém até o
Espírito Santo vir.
Este
foco histórico também é confirmado pela apresentação da profecia de Joel (At.2:16-21),
Joel previu que nos últimos dias certas coisas ocorreriam no que diz respeito
ao derramar escatológico do Espírito em todas as pessoas (At.2:17), e de acordo
com Pedro, estava relacionado aos acontecimentos ocorridos ao seu redor
(At.2:16). A ênfase de Lucas em Atos 2 certamente não está em paradigmas para
experiências pessoais, mas sim no cumprimento da profecia. É mais notável que
Pedro tenha entendido o fenômeno das línguas como o cumprimento daquilo que
Joel falou: “Os vossos filhos e as vossas
filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, os vossos velhos terão
sonhos; e naqueles dias derramarei do meu Espírito sobre os meus servos e sobre
as minhas servas, e eles profetizarão” (2.17,18). Em outras palavras,
profecia é uma expressão que também abrange línguas, ou de forma mais
generalizada, profecia, sonhos e visões reveladores são todos colocados em uma
única categoria, como a atestação esperada que o Espírito foi derramado. O único a fazer diferença entre os dons é
Paulo em Coríntios, mas o uso da diferença dos dons não está na sua raiz e sim
no seu uso para com o público, o mesmo não se pode ser feito em Atos 2, porque
as línguas foram compreendidas, sem a necessidade do dom da interpretação.
Não há
evidência de que os três mil convertidos (2:41) aqueles que aceitaram a
mensagem de Pedro e foram batizados, de fato foram os que falaram em línguas. “Todos” (2.4) foram os apóstolos (1.26),
provavelmente os que estavam reunidos em um lugar quando o Espírito veio (2.1).
Ainda
que essas línguas tenham sido idiomas humanos reais e mensagens cognitivas
comunicadas, não é claro que essas mensagens fossem essencialmente
evangelísticas. A multidão ouviu aqueles
que falavam em línguas, declarando “as
grandezas de Deus” (2:11;10:46;19:17), em Atos 2; as pessoas ouvem adoração
em seu próprio idioma e isso gera questionamentos e não conversões. É a
pregação de Pedro que gera conversões. Isso está entendido quando Paulo fala
sobre as línguas em I Coríntios 12-14, que são direcionadas primeiramente a
Deus, um dom usado na oração (14.14). A igreja precisa aprender o poder da
oração desinibida, mesmo que seja um testemunho indireto para os descrentes.
Mas as línguas em Atos 2 estão em desigualdade com as mencionadas em Coríntios,
pelo fato dos descrentes entenderem mesmo sem o uso do dom da interpretação.
Mas esse é o único lugar do Novo Testamento em que elas desempenham tal função.
Usá-las de modo evangelístico é um engano, pois elas não são primeiramente
evangelísticas mesmo em Atos 2.
Em Atos 8 os samaritanos creem no evangelho
pregado por Filipe e são batizados (8:12), contudo não receberam o Espírito
Santo até Pedro e João chegar e colocar as mãos sobre eles (8.17). O texto não
diz que eles falaram em línguas, mas que tiveram algum tipo de fenômeno
poderoso, por isso Simão oferece dinheiro aos apóstolos. Os carismáticos podem
afirmar que os Samaritanos eram cristãos, crendo na mensagem de Filipe, e que o
recebimento do Espírito Santo pode ser uma experiência de segundo estágio. Os
não carismáticos, afirmam que os samaritanos não eram convertidos até que o Espírito
Santo veio sobre eles. Mas a linguagem de Lucas sobre os samaritanos, antes de
receberem o Espírito Santo, era a forma normal de declarar um cristão. Mas
parece que Lucas está longe de uma abordagem particular de uma ordem normativa
da fé, batismo nas águas, experiência com o Espírito Santo e coisas
semelhantes.
Vejamos
alguns lugares onde Lucas explicitamente menciona as línguas em relação com o
Espírito Santo, em Atos 2, derramado sobre os judeus, em Atos 8, sobre os
samaritanos, o episódio com o Cornélio em Atos 10 e 11; e os discípulos de João
Batista em Éfeso em Atos 19. Em casa caso, Lucas introduz um novo grupo até que
não haja mais nenhum grupo de pessoas faltando. Em cada caso, a manifestação da
presença do Espírito Santo por meio das línguas é parte de uma experiência
corporativa. Em Atos essa experiência nunca é de um indivíduo só. Parece que em
Atos 8, o dom do Espírito Santo é retido com a finalidade de se apresentar a
relação que se estabeleceu entre os samaritanos e a Igreja de Jerusalém, por
meio dos Apóstolos Pedro e João, isso geraria uma relação e dependência pública
da igreja de Jerusalém.
Em Atos
10-11, o Espírito Santo desce sobre Cornélio, sua família e amigos enquanto
Pedro falava, e um forte derramar, depois é seguido pelo batismo nas águas,
ritual ligado inteiramente com a conversão. Lucas relata tanto no capítulo 10
como no capítulo 11, parece haver uma forte ênfase sobre a história dos gentios
recebendo o Espírito Santo. Vemos que as línguas faladas nessa situação não
representa nada para os descrentes, ou seja, não há nenhum descrente. Os judeus
ficam impressionados sobre o derramar do Espírito Santo sobre os gentios,
parece que na mente deles, antes de se receber o Espírito Santo, necessário era
se converter para o pensamento dos judeus. A razão de saberem que os gentios
receberam o Espírito Santo é relatada no versículo 46, “Porque os ouviam falar
em línguas e engrandecer a Deus”. A partir disso não se sabe se a adoração eram
as línguas ou ocorria isso paralelamente, mas o fato é que compararam com as
mesmas que tinham recebido (10.47), e não houve menção de interprete.
Em
Atos19 nos dá entender que aqueles homens aparentemente se tornaram discípulos
de João Batista, receberam seu batismo e o seguiram tempo suficiente para ver
que apontava para Cristo. Mas eles não sabiam nada sobre o pentecostes, a vinda
do Espírito Santo. Parece que a fuga após a morte de Cristo, limitou esses
irmãos para saberem das coisas que o Espírito Santo estava fazendo. Então
podemos entender que o recebimento do Espírito Santo na conversão é normal, mas
hoje em dia não seria normal alguém saber sobre Cristo e não compreender sobre
a atuação do Espírito Santo.
Diversas considerações em Atos
O modo
como Lucas expõe o livro de Atos não nos fornece um meio de estabelecermos um
método prático da vida cristã normal, pois o evangelho está crescendo e se
propagando. O atraso ou a espera pelo Espírito Santo está relacionado com o
pentecostes, e o dom muito ligado com a atuação dos apóstolos; também Luca relata
várias ocasiões de pessoas cheias do Espírito e que não falam em línguas
(At.4:8,31;6:3,5;7:55;9:17;11:24;13:9,52). Se o modo de Deus agir para com eles
era ser cheio do Espírito Santo sem falar em línguas, fica difícil entender por
que o falar em línguas deve se tornar exigência nos dias de hoje. Acredita-se
que Paulo em seus escritos e pensamentos, não se permita uma teologia da
segunda benção, mas Lucas sim. Mas também fica contraditório colocar ambos
autores com disputas teológicas e contradizentes.
Os
carismáticos erraram ao tentar ler um paradigma individualizante em um material
que não oferece isso. Contudo, os não carismáticos tem ficado satisfeitos em
delineara função desempenhada pelas línguas com base nas passagens de Atos em
que elas aparecem, sem reflexão adequada sobre o fato de que, para Lucas, o
Espírito não simplesmente inaugura o novo tempo e então desaparece; pelo
contrario, ele caracteriza o novo tempo. Sob a antiga aliança Deus uso
determinadas pessoas, cheia do Espírito Santo, mas na Nova Aliança, cada pessoa
iria precisar atuar de Deus, o derramar seria para todos, atingindo proporções
inimagináveis. E todos os que participam, desfrutam do dom desse “espírito
profético”, como uma experiência vívida, transformadora, carismática e vital. É
a chegada da nova era que foi sinalizada pelo Pentecostes e por isso que a
citação que Pedro faz da profecia de Joel é tão significante. É neste sentido
que todos na nova aliança são profetas, pois desfrutam desse revestimento do
Espírito. João Batista previu isso na vinda do Messias, que Ele batizaria com o
Espírito Santo, e quando fosse, deixaria entre nós. De fato o Consolador é o
substituto de Jesus durante o período entre “o já” e o “ainda não”, Ele é o
meio pelo qual o Pai e o Filho continuam a se manifestar nos crentes
(Jo.14:26).
A vinda
do Espírito Santo não é meramente associada com o início da nova era, mas sim
com sua presença, não meramente no pentecostes, mas em todo o período desde o
pentecostes até o retorno de Jesus, o Messias. Alguns dons, notavelmente as
línguas, funcionam em Atos, relacionados ao início da era messiânica, e não se
parece que Lucas os vê que cessem, pois estão ligados com a nova era
messiânica, um período contínuo. O crente conhece pessoalmente o Senhor pelo
Espírito, ele o sente, desfruta da sua presença. O Espírito de uma maneira
cristocêntrica, manifesta-se no crente e para o crente.
O único
dom limitado é o apostolado, de acordo com um sentido mais restrito e a razão
não é a relação com o Espírito, mas sim em sua ligação com o Cristo ressurreto
e exaltado, que não aparece mais a seres humanos como o Senhor ressurreto e
pessoal. As curas e os outros milagres de Jesus são ligados explicitamente não
somente à pessoa de Jesus, mas também a nova era que Ele inaugura. Em
Mt.8:16-17, liga explicitamente os milagres de cura e exorcismos de Jesus com a
expiação que ainda não havia ocorrido. Eles servem de antegosto e são
predicados na obra da cruz, que é a base e justificação deles. Quando um
carismático insiste que há cura na expiação, ele tem toda razão.
Observamos
em Atos que as línguas só ocorrem em grupos, mas em Coríntios, elas recaem
sobre indivíduos, podem ser usadas na privacidade se usadas em público e não
servem a nenhum propósito de atestação.
Considerações sobre a teologia da segunda benção
Existe
o pensamento sobre os dois estágios da vida cristã, o primeiro sendo essencial
para a vida eterna, e o segundo para a vitória cristã e para o serviço efetivo
e isso está ligado com as línguas, é o batismo no Espírito Santo. Mas não fica
claro que o batismo no Espírito Santo é um termo técnico usado em referencia a
um revestimento do Espírito após a conversão e que deve ser buscado pelos
crentes. Mesmo que esse conceito seja adotado, é difícil ver sobre qual base o
dom de línguas se torna um critério para o batismo no Espírito Santo. Um ponto
de vista que torna o falar em línguas uma evidência de que alguém foi batizado
no Espírito, outro ponto de vista que torna o falar em línguas a única
evidência de que alguém foi batizado no Espírito. Loyd Jones argumenta que o
selo do Espírito Santo em Ef.1:13 é uma distinta experiência do Espírito pós
conversão. Vemos algumas ideias bíblicas de pessoas após a conversão serem
chamadas a buscar o Espírito (Ef.5:18). Em resumo existe apoio bíblico para a
tese de que apesar de todos os verdadeiros crentes terem recebido o Espírito
Santo e terem sido batizados no Espírito Santo, ainda assim o Espírito Santo
não foi derramado sobre cada um em quantidade precisamente igual. Apesar de não
encontrar apoio bíblico para a teologia da segunda benção, encontro apoio para
uma teologia da segunda, terceira, quarta ou quinta benção. Apesar de não ver
nenhum charisma estabelecido biblicamente como critério para um segundo
revestimento do Espírito, vejo que existem níveis de unção, benção, serviço e
alegria santa.
Considerações sobre Revelação
Vejamos
o modo de inspiração e o resultado da inspiração; o resultado é um texto
verdadeiramente de Deus, até nas palavras usadas, embora estas sejam, ao mesmo
tempo, palavras do autor humano; entretanto isso não significa que o modo de
inspiração exija que Deus dite o texto. De qualquer modo ao se referir à
revelação que o profeta recebe, seja em categorias conceituais, seja em
palavras, nos leva a mensagens resultantes para o modo de inspiração. Por
exemplo, quando Pedro faz sua confissão é necessário que lhe seja dito que o
Pai revelou essa verdade a ele (Mt.16.17); aparentemente a revelação pode
ocorrer sem que o individuo saiba. Em Gálatas 1:15,16, Deus se agradou em
revelar-se a Paulo, isso remete a conversão de Paulo. Então, a caminhada cristã
são as revelações que vão ocorrendo na vida do crente, na medida em que cresce
na graça e no entendimento. Portanto quando Paulo pressupõe, em I Coríntios
14:30 que o dom de profecia depende da revelação, não estamos limitados a uma
forma de revelação autorizada, que ameace a finalidade do cânon. A profecia que
Paulo tem em mente é reveladora e suscita pelo Espírito e pode lidar
grandemente com questões de aplicação do evangelho, nada disso significa que
ela seja necessariamente autorizada e infalível, ou que ameace o cânon.
Mas não
quer dizer que a partir do momento da conversão, o crente entende tudo sobre o
Filho que lhe foi revelado, ou que ele possa verbalizar as experiências com
afirmações infalíveis. Mais revelações acontecem na vida do crente, à medida
que ele cresce na graça e entendimento.
Nem
todas as visões ou revelações mediadas pelos apóstolos estavam acima de um
exame cuidadoso. Um apóstolo não estava isento de erro ou pecado, pelo simples
fato de ser um apóstolo. Entre os que observam de perto o fenômeno da profecia
contemporânea, de que a pessoa que pronuncia tem controle sobre seu idioma.
Considerações sobre a evidência da história
Nas evidências
históricas pelo menos em relação a igreja primitiva, parecem que as línguas
eram extremamente raras depois do inicio do segundo século, porém a profecia
era conhecida na igreja até o surgimento do montanismo.
Há evidências suficientes de que uma forma de dons carismáticos continuou na
historia da igreja, mas muitas vezes em grupos pequenos e a margem do
cristianismo. Também os grandes movimentos de piedade e reforma que, pela graça
de Deus, renovavam a davam animo à igreja não eram deficientes porque seus
líderes não falavam em línguas. A literatura devocional dos puritanos era algo
profundo, a transformação da sociedade pelo Howell Harris, George Whitefield,
John e Charles Wesley, é sem paralelos com o movimento carismático
contemporâneo. Seria uma conclusão um tanto estranha dizer que carismáticos
atuais vivem em um nível espiritual mais elevado que por exemplo, Agostinho,
Balthasar Hubmair, Jonathan Edwards, Conde Von Zinzendorf ou Charles Spurgeon,
visto que nenhum deles falava em línguas. Muitos dos grupos que enfatizavam o
uso dos dons carismáticos eram hereges ou levavam rapidamente seus dons a tais
extremismos que sua práxis se tornava um perigo para a igreja. Por exemplo, com
um grau variável de rapidez, os líderes do Evangelical Awakening, vieram
alertar as pessoas contra os perigos dos assim chamados profetas franceses.
Mesmo os líderes que, em um primeiro momento, tinham a esperança que essas
pessoas demonstrassem a presença do Espírito finalmente concluíram que no fundo
eles estavam tão desequilibradas em suas posições, tão desesperadamente
aficionadas em suas celebradas experiências, tão profundamente não ensináveis
que os jovens crentes deveriam ser separados delas. Mesmo Edward Irving, apesar
de seus dons e consideráveis pontos fortes, adotou uma cristologia estranha, um
entendimento extraordinariamente subjetivo da liderança do Senhor, uma postura
decididamente arrogante para com seus colegas. Por fim, ele caiu em profundo
desespero por causa de sua falsa crença na cura.
As
profecias podem ter sido enfraquecidas, principalmente por causa dos
montanistas, a igreja como forma de combater esse movimento, se fechou nas
profecias. Calvino parece estar aberto a essa possibilidade, ao fazer um
comentário sobre os profetas em Ef.4:11, ele sugere que eles são “aqueles que
sobressaíram por uma revelação especial” e, então, acrescenta que “nenhum deles
existe hoje, ou que eles se manifestam menos hoje”.
Suspeita-se
que a profecia pode ocorrer com mais frequência do que se reconhece nos
círculos não carismáticos e com menos frequência do que se reconhece nos
círculos carismáticos.
Considerações sobre o movimento carismático
Quanto
ao que há de negativo precisa avaliar no movimento carismático o apelo ao falar
em línguas como critério para qualquer coisa. O fato de alguma forma de línguas
ser encontrada em qualquer grande herança religiosa não desqualifica seu
potencial como um dom dado por Deus na herança cristã, mas deveria nos alertar,
pelo mesmo motivo, que o falar em línguas não é um indicador confiável de nada
– nem sequer é indicador de ser cristão. Se minha exegese estiver somente
próxima do correto, então não há garantia bíblica para tratar o falar em
línguas como evidência crítica e normativa de algum nível de experiência ou
vitalidade espiritual. Isso não é a mesma coisa que retornar, sorrateiramente,
a uma posição anticarismática, descartando automaticamente qualquer instância de
um suposto falar em línguas, sem mais exame e reflexão.
Outra
questão é a impensada justificativa que se dá a proclamações em línguas,
profecias e visões que são extraordinariamente banais, às vezes heréticas,
raramente examinadas, só ocasionalmente controladas, ou pastoralmente
estúpidas. Chamar uma bobagem de profecia não a faz deixar de ser bobagem.
Também
existe o abuso de autoridade onde cristão carismáticos, humildes e atenciosos,
mas alguns que acabam na arena pública chegando a reivindicar algo muito
próximo do divino. Também existe o profundo e enraizado amor pelo
sensacionalismo e pelo triunfalismo e o pouco conhecimento do que é tomar a sua
cruz.
Mas em sua melhor
forma, entretanto o movimento carismático tem sido uma benção para a igreja. É
injusto avaliá-lo, assim como seus frutos, somente com base no que há de pior
por aí, como se a prolonga recitação dos maus exemplos descartasse a
necessidade de um julgamento imparcial das imensas bênçãos que tem vindo a nós
por intermédio dele.
Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)

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