AQUELES QUE CHORAM
Bem – Aventuranças
AQUELES QUE CHORAM
Mt.5.4 –“Bem- aventurados os que choram
(πενθεω pentheo; prantear, lamentar), porque serão consolados (παρακαλεω
parakaleo; o que pode ser feito por meio de exortação, solicitação, conforto,
instrução)”.
O Cristão x o Homem natural
O mundo evita o choro, sua propaganda é ser feliz e nunca chorar, nunca
ter tristeza. Mas a realidade dos cristãos é outra, felizes são aqueles que
choram. Este chorar não está relacionado às coisas do mundo; tribulação,
perseguição ou lutas. Este choro está relacionado com a convicção do nosso
estado diante de Deus. John Wesley
comenta: “Quando você não enxergar Jesus,
o mundo se alegrará e triunfará sobre você[1]”, pois a
cultura dominante da alegria, só pode ser destruída de nossas mentes, quando tivermos
revelação de Quem é Jesus. Observe a contribuição do Lloyd Jones:
Esse choro espiritual é algo que,
necessariamente, resulta do fato de ser alguém “humilde de espírito”. Esse é o
resultado inevitável. Quando contemplo Deus e a Sua santidade, e em seguida
contemplo a vida que se espera que eu viva, então é que realmente vejo a mim
mesmo, o meu total desamparo e desesperança. Ora, isso desvenda para mim a minha
qualidade de espírito; e imediatamente isso me entristece. Cumpre-me lamentar o
fato que sou assim[2].
Na realidade
Cristo menciona o choro direcionado, os olhos do ser humano são voltados para a
sua condição e algo ocorre, uma revelação da realidade, neste caminho se torna
impossível não haver lágrimas, John Stott
comenta que: “Felizes os infelizes[3]”, pois a cegueira foi retirada. Devemos compreender como é profundo este impacto, de
revelar a condição do nosso coração, e ao mesmo tempo, valorizar como é
profunda a nossa resposta para Deus, J.
Dwight, comenta que: “Na maioria
dos casos, as lágrimas não indicam fraqueza; são, antes, prova de um profundo
sentimento que deleita o coração de Deus[4]”, assim observamos aqueles que são o deleite de
Deus, pois respondem da forma que Deus deseja (“os que agem fielmente são o seu deleite[5]”).
Para finalizar
este ponto, precisamos receber de modo Bíblico, como existe uma enorme relação
entre a humildade e o choro, e para explicar essa unidade, mencionaremos uma citação
de Mike Bickle, que diz: “Humilde de espírito é como vemos a nós
mesmos; lamento é como nos sentimos sobre o que vemos[6]”.
O Primeiro Impacto do Evangelho
O primeiro impacto do evangelho
não te leva à abrir seus olhos para o mal e injustiça que há no mundo – o
primeiro impacto do evangelho não é abrir seus olhos para o erro do irmão – o
primeiro impacto do evangelho não é abrir seus olhos para o erro dos líderes ou
da igreja; mas o primeiro impacto do evangelho é abrir os olhos para nossa condição,
como estamos diante do ideal que Deus deseja para nós. Para compreendermos este
ideal, devemos meditar no texto de Paulo, e saber que existe um padrão desejado
por Deus para seus filhos – este padrão de vida, que envolve tudo o que somos,
é estabelecido naquilo que o Filho é e foi na terra.
Porquanto
aos que de antemão conheceu, também os predestinou (προοριζω, proorizo; predeterminar,
decidir de antemão, no NT do decreto de Deus desde a eternidade, preordenar, designar de antemão) para serem conformes
(συμμορφος, summorphos; tem a mesma forma que outro, similar, conformado a) à imagem
(εικων, eikon; imagem, figura, semelhança, imagem das coisas, usado da
semelhança moral dos homens renovados com Deus a imagem do Filho de Deus, a
qual os verdadeiros cristãos são transformados, é semelhante não somente ao
corpo celestial, mas também ao estado de mente, mais santo e abençoado) de seu
Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos[7]
Note no texto
que as palavras em grego, nos fornece
como é profundo esse desejo de Deus para seus filhos, Ele os “predestinou”, que pode ser compreendido
como “decidiu de antemão”, ou seja,
estabeleceu nossa origem e humanidade n`Ele, no exemplo do Filho na terra. Este
caminho deve nos moldar a “imagem” no que Ele é, em todas as funções que
existem no homem, submetidas à semelhança do Filho. Devemos ser realistas neste
caminho, não é fácil, é doloroso, triste, angustiante, pois é uma luta contra
nossa falsa personalidade, moldada segundo padrões do mundo – mas devemos
resistir e prosseguir, sabendo que Ele nos dará consolo. Mike Bickle coloca essa caminhada da seguinte forma: “O lamento ou choro
espirituais são trabalhos sobrenaturais do Espírito Santo que nos levará à
salvação ou libertação de um espírito abatido e de um ministério sem impacto.
Este lamento é um presente de Deus para nós. O seu desejo por Deus é o presente
d’Ele para você[8]”.
Chorando hoje para rir amanhã
Se alegrando hoje para chorar amanhã
O propósito de Deus é que possamos entender hoje Sua vontade, reconhecer
como devemos chorar pela nossa atual condição, para que alcancemos em Cristo, o
ideal de Deus – mas hoje, a mensagem do engano é preparar as pessoas para serem
felizes e correrem deste choro, mas as Escrituras declaram, que o tempo dos
Cristãos é diferente do homem natural, hoje eles devem lamentar pelo seu estado
e buscar consolo, mas amanhã irão se alegrar; mas quem inverte a ordem, e hoje
estão despreocupados, no futuro, irão lamentar: “Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar[9]”.
Lloyd Jones coloca que: “Essa afirmativa condena aquelas risotas, aquela jovialidade
e felicidade aparentes que os homens deste mundo exibem[10]”
Este ponte é de extrema importância, porque alerta contra outro engano no
mundo, que direciona as pessoas em uma centralidade, retirando sobre suas
mentes, que não irão prestar contas a um Ser superior, um tribunal de leis.
Tornam-se independentes em suas ações, acreditam que sua rebeldia nas ordens
estabelecidas por Deus, não ocorrerá uma cobrança. Até mesmo os cristão são
alertados nas Escrituras, todos nós, iremos estar diante do Tribunal de Cristo
e receberemos a recompensa, daquilo que fizemos na terra, tanto o bem quanto o
mal, observe o texto de Paulo: “Porque
importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada
um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo[11]”.
Paulo teve essa agonia, ao receber iluminação de quem era e, de quem Deus
desejava que ele fosse, há um padrão de Deus para todos nós, Paulo sentia este
caminho de luta em seu coração (Rm.7.24
–“Desventurado (ταλαιπωρος, talaiporos;
aflito, desgraçado) homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?)”.
O cristão deve reconhecer quem realmente ele é, o mal que existe em seu
coração, o mal que habita em si. Ele deve chorar por desejar ter Cristo em sua
realidade de vida (Rm.7.19,20 –“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal
que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o
faz, e sim o pecado que habita em mim”). Paulo chorava por este desejo de
mudança (Rm.8.23 –“E não somente ela, mas também nós, que temos
as primícias do Espírito, igualmente gememos (στεναζω, stenazo;
suspirar, gemer) em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do
nosso corpo”, (2Cor.5.1,2 –“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste
tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por
mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos (στεναζω
stenazo, suspirar, gemer), aspirando por sermos revestidos da nossa habitação
celestial”).
É fundamental compreendermos hoje, um final de prestação de contas e
recompensas, pois isso nos leva a ter um posicionamento atual, Wesley diz: “Chore pelo mundo, até que o Deus de todas as coisas dê fim à miséria,
ao pecado e ao sofrimento. Virá um tempo em que Ele enxugará todas as lágrimas.
Será aquele dia em que o conhecimento de Deus cobrirá a terra como as águas
cobrem o mar[12]”.
Terminamos este ponto com uma ótima abordagem do Bickle: “O cristão que nunca sentiu a dor de sua deficiência espiritual,
perderá tudo o que Deus desejou para ele[13]”.
Revelação de Jesus
Quanto mais vermos sobre Cristo - mais da Sua glória, Sua plenitude, Seu
andar na Terra, Sua posição e Seu agir - muito mais agonia e choro iremos ter por
nossa condição, e mais desejo haverá em nós de parecer como Ele é, pois a revelação de
Cristo, de quem Ele é, inspira-nos a imitá-lO. A figura de Cristo não nos leva
ao desânimo, de desistir e se contentar com nossa condição. A revelação da imagem
de Cristo, através do Espírito que geme dentro de nós, impulsiona-nos a desejar
ser como Ele é. Lloyd Jones coloca da
seguinte forma:
“A maneira certa de se experimentar
isso, como é lógico, consiste em se ler as Escrituras, em se estudar e meditar
a respeito delas, em se orar a Deus para que Seu Espírito revele-nos o pecado
que há em nós, e então para que Ele nos revele o Senhor Jesus Cristo em toda a
Sua plenitude[14]”
Jesus é incomparável, formoso, esplêndido,
magnífico, charmoso, bravo, valoroso, cavalheiro e irresistível – é
impossível ter revelação de Jesus e não se apaixonar por Ele. É impossível para
um homem, ver quem é Jesus e não desejar ser como Ele.
O Cristão deve chorar também
Existem aspectos relevantes pelos quais um Cristão deve chorar, ele deve
chorar pelo estado de um irmão; ver no
espírito como Deus deseja a vida deste irmão, este é um olhar de pai, uma
análise que devemos ter com nosso irmão, ver pelo olhar de Deus, pois o Senhor
deseja o amadurecimento do nosso próximo, então descobrimos como devemos nos
posicionar.
O Cristão deve chorar também pela miséria do mundo, ver a injustiça, como
as coisas estão completamente fora do padrão de Deus. Ele sabe que tudo isso é
por causa do pecado. O cristão olha toda a realidade e lamenta. Assim foi Jeremias ao ver a realidade do povo, e
saber que Deus iria destruí-los, ele chorou. Dwight comenta que: “Sentindo o
peso da gravidade de sua mensagem e dos sofrimentos do povo, ele não pôde
refrear as lágrimas[15]”,
assim ocorreu com o profeta
Jeremias, ele lamentava pelo povo, assim devemos fazer, lamentar por nossa
sociedade (“Prouvera a Deus a minha
cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em fonte de lágrimas! Então,
choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo[16]”).
Jesus caminha no mesmo sentido que Jeremias, ao chegar em Jerusalém,
Jesus lamenta e chora pelo povo (Lc.19.41), devemos sentir o coração de Deus em
relação as pessoas, em relação ao mundo; Wesley
diz que: “Os cristãos choram pelo pecado
da humanidade. Choram com os que choram.
Choram por aqueles que choram, não pos si mesmos, mas por aqueles que pecam
contra a própria alma[17]”.
Devemos nos
espelhar nesses homens, pois suas lágrimas mexem com o trono de Deus, existe um
segredo nessa ação, homens descobrem na terra como tocar os céus através das
lágrimas. Stott diz: “Nós também deveríamos chorar mais pela
maldade do mundo, como os homens piedosos dos templos bíblicos[18]”.
Serão Consolados
Mt.5.4 –“Bem- aventurados os que choram, porque serão
consolados (παρακαλεω, parakaleo; o que pode ser feito por meio de
exortação, solicitação, conforto, instrução)”.
Todo Cristão em Cristo será consolado, encontrarão conforto, pois o choro
em Cristo nos dá esperança. O Salmista
diz que: “Porque não passa de um momento
a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas
a alegria vem pela manhã[19]”.
O privilégio de um filho de Deus, é que Ele nunca ficará desamparado, esta
bem aventurança, é uma promessa, um pronunciar do Pai, dizendo aos seus filhos,
que Ele os guardará para sempre. Lloyd
Jones coloca que quando Cristãos enxergam a si mesmo, surge o processo de
arrependimento, e lamento pelo seu estado pecaminoso, mas é nesse momento que
ocorre o consolo: “No momento em que ele
se volta para Cristo, sua paz e sua felicidade retornam, e ele é consolado[20]”.
Devemos compreender o consolo de Deus, pois há uma harmonia na palavra em grego,
relacionado ao Espírito Santo de Deus, no qual Jesus o menciona como o Consolador (“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador (παρακλητος, parakletos; , a fim de que esteja para sempre convosco[21]”), Ele está
conosco, habita em nós (ICor.3.16), e estará conosco para sempre.
A Esperança do Cristão está em uma
glória vindoura
Um corredor que corre sem almejar o troféu, está perdendo o sentido de seu
esforço, pois o troféu em si não é nada, mas a conquista dele, representa o
alcance de uma glória. No filme “A lenda de Beowulf” conta a história do
demônio Grendel, que aterroriza uma
vila, muito ouro foi oferecido para qualquer um que matasse o demônio - Beowulf desce a praia com
seus terríveis soldados e um habitante lhe pergunta: - “vieste pelo ouro” e ele responde: - “Não! Viemos pela glória”. A glória está enraizada na busca do
homem, caminhar em algum feito para receber glória, em reconhecimento de uma
força maior. Pedro falou de uma
glória vindoura, (“Nós, porém, segundo a
sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça[22]”),
devemos também entender que todos caminhamos nesta agonia terrena, mas olhando
para uma glória que há de vir. Cristo sofreu, compreendendo da mesma forma,
havia uma alegria, um gozo eterno que lhe estava proposto (“olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em
troca da alegria (χαρα, chara; alegria, satisfação) que lhe estava
proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia (αισχυνη, aischune;
sentimento de vergonha, desonra), e está assentado à destra do trono de Deus[23])”.
Neste ponto Lloyd Jones coloca
como “bendita esperança”, ele coloca
da seguinte forma: “O crente sente-se
consolado. Ele sabe que há uma glória vindoura; ele sabe que rairá um dia em
que Cristo retornará, e no qual o pecado será banido da face da terra. Então
haverá novos Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados[24]”. Stott coloca sobre o estado de glória,
que ocorrerá só no final, sobre um consolo eterno, ele diz: “Só no estado final de glória o consolo de Cristo será completo, pois só então
o pecado não existirá mais, e Deus enxugará dos olhos toda lágrima”.
Iremos encerrar esta Bem-aventurança
enfatizando as promessas de Deus aos seus filhos descritas no livro de Apocalipse, são promessas maravilhosas,
que devem nos impulsionar a lutar aqui na terra, há uma esperança futura, algo
glorioso, precisamos desejar intensamente essa realidade vindoura (“Jamais terão fome, nunca mais terão sede,
não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no
meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus
lhes enxugará dos olhos toda lágrima[25]”), e no final
do livro existe o seu complemento (“E
lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá
luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que
está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E
acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras[26]”). Dwight resume este ponto de forma esplendida, observe: “O quadro
confortador que João nos deu de nosso relacionamento eterno com Jesus Cristo é
que ele removerá de tal modo a causa que já não haverá lágrimas a correr-nos
pela face[27]”.
Colocaremos duas definições feitas por Martyn Lloyd Jones e John Wesley, ótimas
para que possamos compreender mais sobre aqueles que choram, Deus abençoe e
espero que este estudo tenha esclarecido um pouco sobre o Sermão do Monte.
Pr. Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)
Bem- aventurados os que choram, alguns autores
(D. Martyn Lloyd Jones e John Wesley)
“Esse choro espiritual é algo
que, necessariamente, resulta do fato de ser alguém humilde de espírito. Esse é
o resultado inevitável. Quando contemplo Deus e a Sua santidade, e em seguida
contemplo a vida que se espera que eu viva, então é que realmente vejo a mim
mesmo, o meu total desamparo e desesperança. Ora, isso desvenda para mim a
minha qualidade de espírito; e imediatamente isso me entristece”.
“O homem que realmente viu a
si mesmo, tendo-se examinado em sua pessoa e vida, é alguém que se viu forçado
a chorar em vista dos seus pecados, em vista das coisas malignas que pratica.
Ora, os mais profundos conhecedores da vida do espírito sempre recomendaram o
auto-exame. Todos eles o recomendam e praticam pessoalmente. Afirmam que é
conveniente ao indivíduo fazer uma pausa no fim de seu dia e começar a meditar
sobre si mesmo, repassando rapidamente os acontecimentos do dia e indagando: o
que fiz? O que disse? O que pensei? Como foi que me conduzi no tocante a meus
semelhantes? Ora, se você fizer tal coisa, qualquer noite dessas, descobrirá
que fez muitas coisas que jamais deveria ter feito, tomará consciência de haver
nutrido pensamentos, ideias e sentimentos bastante indignos. E, ao perceber
tais coisas, qualquer crente sente-se profundamente afetado pelo senso de
tristeza e pesar, por haver sido capaz de tais ações ou pensamentos; e isso
leva-o a lamentar-se”.
(Livro, Estudos no Sermão do
Monte, D. Martyn Lloyd Jones, pag.52)
“Quanto mais crescemos na
graça, mais ganhamos consciência da perversidade do nosso coração. Quanto mais
avançamos no conhecimento e no amor de Deus por meio de Jesus, mais discernimos
a nossa alienação dele. Por intermédio das palavras e ações de Jesus, ganhamos
consciência da inimizade que reside na nossa mente carnal. Vemos a necessidade
de sermos inteiramente renovados na justiça e na santidade”.
(Livro – O Sermão do monte,
John Wesley, pag.73 )





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