Os Puritanos







 Quem eram os puritanos?

O puritanismo foi parte do movimento da Reforma Protestante na Inglaterra. Nenhuma data ou evento específico marcaram seu início. Assumiu primeiro a forma de um movimento organizado nos anos de 1560. Seus predecessores intelectuais e espirituais incluem figuras como o tradutor da Bíblia, William Tyndale,  o evangelista Hugh Latimer e Thomas Becon. O puritanismo começou como um movimento especificamente eclesiástico, pois na perspectiva dos puritanos, a Igreja da Inglaterra permanecia reformada apenas pela metade. O puritanismo foi então, em parte, um fenômeno distintamente inglês, consistindo no descontentamento para com a Igreja da Inglaterra, mas também foi parte do protestantismo europeu. Acabaram se tornando separatistas dissidentes com o passar dos séculos, mesmo contra sua vontade. O movimento não possui uma data certa de início e nem uma data certa para o enfraquecimento e término do movimento.

Algumas das principais características do Puritanismo

Deve-se compreender como um movimento religioso mesmo havendo manifestações politica, social e econômica. Tanto nas suas manifestações privadas como nas públicas, o movimento puritano foi povoado de pessoas obcecadas por Deus. Um general do exército de Cromwell escreveu: “Meu senhor, permita que o esperar em Jeová seja o melhor e mais importante negócio que tenha durante o dia; tenha em conta isto mais do que comer, dormir e trocar ideias juntos”. Eles consideravam importante a questão do certo e do errado e viam a vida como um conflito contínuo entre o bem e o mal. Os crentes poderiam, com a ajuda de Deus alcançar vitórias por meio da vigilância, vida correta e mortificação.   
O movimento puritano foi um movimento visionário motivado por nada menos do que uma visão de uma sociedade reformada. Resume-se da seguinte maneira: “A convocação para uma reforma foi um chamado à ação, primeiro para transformar o indivíduo num instrumento capaz de servir à vontade divina, e depois para empregar esse instrumento para transformar toda a sociedade”.
Foi também um movimento de protesto como era o movimento protestante, pois eram contra posturas do catolicismo romano. O puritanismo inglês diferente do americano era um movimento de minoria, embora tivessem ganho imenso poder dentro da sua sociedade, eles tinham um forte senso de fidelidade interna a princípios comuns, um sentimento de vulnerabilidade, uma tendência para o pensamento bipolar, em que o mundo se divide em dois campos: nós e eles.
Foram também uma minoria perseguida, alguns arrastados ao tribunal por realizarem encontros religiosos em suas casas, alguns jovens puritanos que não assinassem o Ato de Uniformidade não se graduavam nas universidades de Oxford e Cambridge. Ministros que se recusavam a vestir trajes anglicanos ou a apoiar a cerimônia anglicana, lendo os cultos do livro de oração comum, eram removidos de suas posições.           

Algumas das principais doutrinas puritanas

Os puritanos eram calvinistas, isso significa que tais doutrinas como a soberania de Deus, a salvação pela fé em Cristo, a eleição por Deus das pessoas para a salvação, a irresistibilidade da graça de Deus e a depravação humana, eram verdades inquestionáveis para os puritanos.
A doutrina da graça permeava o pensamento puritano desde a salvação até a propriedade material. A graça de Deus é a fonte de todo benefício humano e que não se pode adquiri-la por mérito humano. A regeneração pessoal ou a conversão era a raiz da questão, estava ligada totalmente a santificação, ou ao viver santo. Richard Sibbes diz que: -“A apreensão do amor de Cristo ao perdoar os pecados constrange a uma santa veemência na realização de todos os deveres”.
Havia também o conceito do pacto, uma base que providenciou todos os relacionamentos importantes para os puritanos, pois denotava uma relacionamento mútuo de confiança e obrigação, explicava o tratamento de Deus para com a pessoa individualmente e era a base filosófica para instituições puritanas como a família, a igreja e o Estado. Sobre autoridade, os puritanos defendiam a Escritura como a autoridade final para a crença e para a prática religiosa. Eles possuíam uma doutrina da criação, acreditavam que Deus havia criado o mundo físico e humano e que portanto era bom em princípio, um puritano dizia que um cristão pode considerar “sua loja um lugar tão santo quanto sua capela”. Os puritanos eram por excelência o povo que via Deus nos eventos de todo dia, escreveram diários pois sentiam Deus no quotidiano, como na leiteria, estábulo, celeiro, e outros lugares.
Sobre o chamado ou vocação, era uma aplicação específica da providência de Deus à vida pessoal de cada cristão. Eles dividiam entre chamado geral que era ser um cristão redimido e santo em todas as áreas da vida e o chamado particular era Deus dirigindo uma pessoa a um trabalho ou carreira específica da vida.   
A visão puritana da pessoa se resume da seguinte forma, em uma maneira tríplice: perfeita como criada por Deus, e portanto boa em princípio; pecaminosa em virtude do pecado original de Adão imputado a ela e por suas próprias más escolhas; e capaz de redenção e glorificação pela renovadora graça de Deus.

Do que os puritanos gostavam e não gostavam

Eles caminhavam na ideia do dever, deixando de lado a autorrealização, obrigações de uma pessoa dentro de uma comunidade, consideravam uma responsabilidade do pacto com uma condição de vida dentro de qualquer unidade social, pois toda relação que os homens tem uns com os outros, incumbem-se de deveres recíprocos.
Os puritanos também eram contra ostentosas aparências externas, quando foram pintar Cromwell ele pediu para mostrar como realmente era, com verrugas e tudo. Eles chamavam isso do “princípio interno de vida na pessoa”, pois este tipo de valor na aparência, prejudicava os sermões, pois se mostrava mais a aparência que a força da palavra.
O puritanos também davam grande valor à verdade religiosa, havia atenção a verdade de fé que alguém carregava. Thomas Hooker dizia que: “Toda a verdade, seja a menor que Deus revele, não é melhor do que o mundo todo”.  John Owen ensinou os cristãos a olhar a verdade como uma pérola, algo melhor que o mundo todo e que deve ser comprado a qualquer custo.

A Família Puritana

O puritano era casado e tinha uma família, a família era organizada e hierárquica. O marido era o cabeça e responsável pelo lar, especialmente em exercícios religiosos, embora a mãe tivesse suas esferas de autoridade. A educação e o culto familiar com leitura bíblica e oração, recebiam alta prioridade. Também muito da vida religiosa girava em torno de uma igreja local, por meio do culto coletivo, e ensinos onde a doutrina era inculcada e as crianças eram catequizadas. A igreja não se restringia apenas ao prédio, mas uma reunião em casa no meio da semana era parte comum da vida da igreja.
A vida para o puritano era assunto sério, não havia tempo para ociosidade. Considerava-se que todo o cristão foi chamado para o trabalho árduo e para realizar negócios seculares de maneira cristã e moral. Não sentiam pelo trabalho secular e nem pelo dinheiro que podiam produzir. O ponto alto da semana era o domingo e esportes neste dia eram totalmente proibidos. Na noite do domingo, a família se reunia após o jantar para repassar os pontos principais do sermão da manhã.
Resumindo as característica do puritano ele era trabalhador, árduo, econômico, sério, moderado, prático em sua perspectiva, doutrinário em assuntos religiosos e político, bem informado a respeito dos últimos acontecimentos políticos e eclesiásticos, argumentativo, bem-educado, e inteiramente familiarizado com o conteúdo da Bíblia. Para alcançar este nível os puritanos eram autodisciplinadores.
Os puritanos consideravam que a família é para glorificar a Deus, pois consideravam que marido e mulher tem a tarefa de erigir e estabelecer o reino glorioso de Cristo em sua casa. Criam veemente que Deus estabeleceu a família na terra. Eles criam que a família é a unidade fundamental de uma sociedade santa, tal como é a família, assim será a igreja e a comunidade.

A liderança do marido

Baseava-se numa hierarquia de autoridade, que pode ser resumida em uma simples fórmula, eles aceitavam a autoridade do marido e pai como um mandamento bíblico e prosseguiam definindo a natureza dessa liderança de uma maneira responsável. O pai era responsável por tudo o que acontece, e, no fim das contas, responsável por assegurar que coisas essenciais estejam acontecendo na família, eles caminham pro aquilo que Calvino dizia: “Que o marido reine de tal forma que seja o cabeça de sua mulher. Que a mulher ceda modestamente a suas demandas”. Os puritanos criam na liderança do marido, dizendo que o marido é como a cabeça e a mulher como o corpo. Da mesma forma que Cristo, está sobre os ombros do marido essa responsabilidade, isso não autoriza a dizer os outros o que fazer, pois acreditavam que duas coisas são exigidas do marido, amor e sabedoria. Seu amor pela esposa deve ser como Cristo pela igreja, santo em qualidade e grande em quantidade. Senhorio para os puritanos não era tirania, mas uma liderança baseada no amor.

Esposa e Mãe

A tarefa da mulher era guiar a casa e não o marido, eles entendiam que a mulher deveria reconhecer seu marido e sua liderança. Eles consideram hierarquia no lar como função e não valor, mas no marido está a autoridade final no casamento. Mas acreditavam que submissão era algo que a esposa deve consentir, se o marido tem de forçá-la, a batalha já foi perdida. Eles consideravam marido e mulher espiritualmente iguais, mas na instituição social da família existe uma hierarquia de autoridade.
Eles acreditavam que a mulher era autoridade no lar depois do marido, como um pai aos filhos e os servos da casa, alguns deixavam a administração das finanças do lar a ela. Em geral os puritanos consideravam o marido como o principal governante e a mulher como a assistente não somente em ofício e autoridade, mas também em advertência e conselho a ele.   

 Sexo e o casamento

O puritanismo vivia em um contexto onde a herança católica dizia que o sexo era mau, isso resultou na glorificação católica da virgindade e do celibato. Os comentários católicos medievais sobre o começo de Genesis são um bom índice das atitudes predominantes em relação ao sexo e ao casamento. Crisóstomo dizia que Adão e Eva não poderiam ter tido relações sexuais antes da Queda. Orígenes concordou, e inclinava-se à teoria de que se o pecado não houvesse entrado no mundo, a raça humana ter-se-ia propagada de alguma maneira angélica misteriosa em vez de pela união sexual. O Bispo Gregório de Nissa alegou que Adão e Eva haviam sido originalmente criados sem desejo sexual e se a Queda não tivesse ocorrido, a raça humana ter-se-ia reproduzido por alguma modalidade da vegetação inofensiva.
Os puritanos bateram de frente com essa ideia e William Tyndale dizia que os ministros eram livres para casar conforme Paulo ensinou (1Tm.3.2). os puritanos atribuíam ao diabo a proibição católica do sexo, William Gouge disse: “A proibição do casamento é uma doutrina de demônio”.
No seu tratado sobre casamento o católico Erasmo dito que ideal no casamento é que o marido e mulher aprendiam a viver juntos sem relação sexual, o puritano John Cotton pregou um sermão contrariando essa abordagem chamando a abstinência no casamento de os ditames de uma mente cega. Os católicos haviam declarado que a virgindade é superior ao casamento, e os puritanos levantaram a verdade que o casamento é superior de que uma vida de solteiro.
O puritano Gataker escreveu que: “O casamento é uma das maiores bênçãos exteriores que o homem goza neste mundo” e para Thomas Adams “não há tal fonte na terra como o casamento”. Richard Baxter dizia sobre o casamento como um amigo ao seu lado: “É uma misericórdia ter um amigo fiel que lhe ama inteiramente, a quem você pode abrir sua mente e comunicar suas preocupações. E é uma misericórdia ter tão perto um amigo para ser um ajudador da sua alma e suscitar em você a graça de Deus”.  A tradição católica colocou a mulher como uma tentação, os puritanos colocaram como uma boa esposa, e Henry Smith dizia: “Tal dom que poderíamos considerá-lo de Deus somente, aceitá-lo como se Ele nos enviasse um presente do céu com seu nome – O dom de Deus”. 
Os puritanos colocavam o sexo no casamento como dever matrimonial com devida benevolência, o sexo é afirmado como bom, colocando que a união física é um dos atos mais sublimes no casamento. Tão proximamente ligadas eram as ideias de casamento e sexo que os puritanos geralmente definiam o casamento em termos da união sexual.  Na visão puritana, Deus havia dado o mundo físico, incluindo o sexo, para o bem-estar humano, pois Deus não era um sovina celestial que privava suas criaturas das boas coisas.

O puritano e o trabalho

Os puritanos rejeitavam a ideia de dividir sagrado e secular, eles foram unânimes em seguir a direção de Lutero e Calvino. William Tyndale disse que se olharmos externamente há uma diferença entre lavar louças e pregar a palavra de Deus; mas no tocante a agradar a Deus, nenhuma em absoluto.
William Perkins dizia que a ação de um pastor guardando ovelhas, é um trabalho tão bom diante de Deus como a ação de um juiz ao sentenciar, ou de um magistrado ao regulamentar, ou de um ministro ao pregar. Ele também dizia que as pessoas podem servir a Deus em qualquer espécie de chamado, mesmo que seja o de varrer a casa ou guardar as ovelhas, pois a graça de Deus espiritualiza toda a ação, mesmo o mais simples ato, como um homem amar sua mulher e filho. Para os puritanos toda a vida era de Deus. O objetivo era entregar seu trabalho diário como sua devoção religiosa a Deus. Richard Steele dizia que é na oficina que se pode esperar a presença e benção de Deus. Os puritanos revolucionaram as atitudes em relação ao trabalho diário quando levantaram a possibilidade de que cada passo e aspecto do seu ofício é santificado.

Os puritanos e o chamado

Os puritanos acreditavam que Deus chama cada pessoa para sua vocação. Todo cristão possui um chamado e segui-lo é obedecer a Deus, e isso pode estar relacionado ao trabalho que se exerce em qualquer área do mundo, Richard Steele diz: “Deus chama todo homem e mulher, para servi-Lo em algum emprego peculiar neste mundo, tanto para o seu próprio bem como para o bem comum. O Grande Governador do mundo determinou para todo o homem seu próprio posto e província”. William Perkins dizia que “uma vocação ou chamado é um certo tipo de vida, ordenado e imposto ao homem por Deus, para o bem comum. Toda pessoa de todo grau, estado, sexo ou condição, sem exceção, deve ter algum chamado pessoal e particular em que caminhar”.   

Dinheiro

Os puritanos não consideravam o dinheiro ruim, consideravam que o dinheiro em si é bom, pois Baxter dizia que “todo o amor da criatura, o mundo ou as riquezas não são pecado. Pois todas as obras de Deus são boas, como tais”. Samuel Willard teorizou que “as riquezas são consistentes com a santidade, e quanto mais um homem tem, mais condição tem de fazer o bem, se Deus lhe dá um coração para isso”. William Adams dizia que “um cristão tem muito negócio a fazer no mundo, e envolvendo o mundo, a que deve atender vigorosamente”. Os puritanos não sentiam culpa a ganhar dinheiro, ganhar dinheiro era uma forma de mordomia.  Richard Sibbes dizia que “as coisas do mundo são em si boas e dadas para adoçar nossa passagem ao céu”. Os puritanos viam a propriedade como um presente de Deus e dissociavam da ideia de mérito humano, “em nossa ocupações, estendemos nossas redes, mas é Deus quem põe nas nossas redes tudo o que vem nelas”. A ética puritana é de graça de não de mérito. Os puritanos defendiam a propriedade privada, William Ames dizia que “a propriedade privada fundamenta-se não apenas no direito humano mas também no direito natural e divino”.

A pobreza

Os puritanos diziam que não é algo mau ou vergonhoso, Ames escreveu que “não é um crime em si, ou uma falha de que se envergonhar, mas é várias vezes enviada por Deus aos santos, ou como correção, ou provação, ou sondagem, ou ambos”. Baxter dizia, “Ninguém é excluído da igreja por carência de dinheiro, nem é a pobreza ofensiva a Cristo. Um coração vazio pode barrá-los, mas não uma bolsa vazia. Seu reino de graça sempre foi mais consistente com a desprezada pobreza do que com a riqueza e com a honra”. Os puritanos alegavam que a pobreza pode muito bem ser o modo de Deus abençoar ou ensinar espiritualmente uma pessoa, eles não idealizaram a pobreza como algo a ser buscado, julgaram que a pobreza não é um meio seguro para se evitar a tentação, diziam que “a pobreza também tem suas tentações, pois mesmo os pobres podem angustiar-se com o amor àquela riqueza e abundância que nunca alcançam; e podem parecer por amar demasiadamente o mundo os que ainda não prosperaram no mundo”.       

Pregação Puritana

Aquilo que os inimigos mais temiam nos puritanos era o púlpito, porque os puritanos marcaram a nação inglesa no início do século XVII. Eles descreviam que um pastor deve pregar, ministrar os sacramentos e orar. William Perkins diz que “todo verdadeiro ministro é um duplo intérprete – o intérprete de Deus para as pessoas ao pregar para elas, e o intérprete das pessoas para Deus, expondo em aberto suas vontades, confessando seus pecados, rogando por perdão”. Eles consideravam o ministro com o dever de ser santo. Por que? Era em parte contra os abusos da Igreja Anglicana, onde muitos clérigos mantinham suas posições como uma forma de apadrinhamento. Os puritanos rejeitavam aqueles que tinham posições na igreja, mas não possuía qualificações para tal cargo. Os clérigos sacavam dinheiro das paróquias que não congregavam, o estilo de vida desses homens eram um escândalo para os puritanos, pois frequentavam cervejaria, jogos, beberrões. Os puritanos acreditavam que as pessoas respeitavam mais um estilo de vida do que uma pregação.

Igreja e Culto

Na américa onde o puritanismo era livre, eles não conseguiram fixar uma denominação especifica. A maioria dos puritanos ingleses não saíram da Igreja Anglicana, e muitos foram expulsos. Como os puritanos enfrentavam toda herança católica de cerimônia, eles recorreram a Bíblia para a formação de culto e Igreja. Eles usavam a Igreja primitiva como modelo para essa expressão na terra, isso lhes deu força para ir contra os modelos de roupa de vestimentas que a Igreja Católica adaptou segundo o Antigo Testamento. Basicamente os puritanos usavam o Novo Testamento para conduzir a reunião da igreja (ICor.10.32/14.40,26/Rm.14.6-7).

Domingo Puritano

Os puritanos guardavam o domingo como o Dia do Senhor, para eles descansar em um dia da semana era um memorial à criação do mundo por Deus e o Dia do Senhor no Novo Testamento era o domingo, em memorial a ressurreição de Cristo, e parte deste descanso era sobre o trabalho. Mas os puritanos enfatizavam que o domingo era exclusivamente voltado a Cristo.

Bíblia

Os puritanos tiveram grande evidência e contribuição com as Escrituras, porque combatiam a herança Católica que negava a leitura e interpretação particular, por isso houve a primeira tradução de William Tyndale, traduziu o Novo Testamento para o Inglês mas morto antes de publicar o Velho Testamento e orou a famosa oração – “Senhor abra os olhos do rei da Inglaterra”. Outra tradução da Bíblia foi a de Genebra de 1560, produzida por uma colônia de fala inglesa na Genebra de Calvino, tornou-se a Bíblia favorita dos puritanos usada por Spenser. Foi impressa com notas Puritanas e Calvinistas. Essa Bíblia foi usada por Cromwell como Bíblia de bolso para o soldado e contribuiu para a tradução da King James de 1611, que foi também proposta puritana, na conferência de Hampton Court em 1604, onde os puritanos fizeram propostas ao rei Tiago de uma nova tradução.


 Educação

Nenhum movimento histórico estabeleceu a educação universitária tão cedo e tão forte como os puritanos, apenas seis anos em Massachusetts eles já implantaram uma Universidade. Fundar escolas se tornou a marca do puritanismo americano. Oliver Cromwell foi pessoalmente responsável por estabelecer uma faculdade em Durham. Para eles a fé é baseada no conhecimento, pois a fé puritana na autoridade da Bíblia não os levou a menosprezar a razão como irrelevante. Os puritanos repudiavam a ignorância, eles diziam que “onde a ignorância reina, aí reina o pecado”.

Ação Social

Aceitavam a sociedade como algo ordenado por Deus e como a arena dentro da qual deles se esperava que fizessem prevalecer os princípios cristãos. Os puritanos pensavam em ser uma cidade sobre o monte e todos os olhos estarão sobre ela. Eles procuravam o bem comum, e proibiam pessoas de viverem sozinhas, 70 pessoas em Massachusetts foram processadas por isso.

Algumas faltas puritanas

Eles eram contra a celebração do natal, porque havia muita farra e bagunça nas festas, removeram tudo das igrejas, desenho, pinturas, arte. Eles não conseguiam ter um tempo de descanso, ou passar tempo, colocavam regras demais e isso pode ter gerado um legalismo, um vício nas regras. Essas regras rígidas e cobradas acabaram gerando um sentimento de culpa.

Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)












    

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