Redescobrindo os Pais da Igreja.


Muitos evangélicos contemporâneos desconhecem ou se sentem incomodados com os pais da igreja. Com certeza isso é por causa da tradição e da luta contra o catolicismo romano e a ortodoxia ocidental, também por casa dos “santos” da igreja antiga, que tem contribuído para este cenário de ignorância e incomodo. Existe também certas tendências de fundamentalismo anti-intelectual que tem desencorajado o interesse nesse “mundo distante” da historia da igreja. A esquisitice também daquela época da igreja antiga se tornou uma barreira para alguns evangélicos em sua leitura sobre os primeiros séculos da igreja.
Mas isso está começando a mudar, os evangélicos, estão começando a compreender novamente que o evangelicalismo é um movimento de renovação dentro do cristianismo histórico ortodoxo. Descobrimos que muitos de nossos antepassados evangélicos e reformados sabiam e valorizavam as pérolas do mundo antigo.
Quem são os pais da igreja? Os pais da igreja são descritos como aqueles autores que escreveram entre o final do século I e o final do século VIII e isso abrange o que e chamado da era Patrística.
Precisamos compreender que ler os pais da igreja irá nos fornecer sabedoria pelo fato desses homens de Deus forem muito sábios, iremos ter uma nova compreensão do novo testamento, iremos descobrir também a verdadeira história do que ocorreu e como viviam naquela época. Os pais da igreja eram ricos na defesa da fé, isso nos ajudará a fortalecer nossa relação com o cristianismo e seremos ricamente abençoados espiritualmente.

MORRENDO POR CRISTO

O Pensamento de Inácio de Antioquia



Havia três preocupações predominantes na mente de Inácio quando ele escreveu suas cartas. Ele anelava ver unidade em cada nível na vida das igrejas locais para as quais escrevia. Em suas próprias palavras, ele era um homem dedicado a causa da unidade. Unidade era unidade no evangelho e na fé cristã. A segunda grande preocupação de Inácio era um desejo ardente de que seus colegas crentes permanecessem firmes na fé comum, para guardarem-se das heresias. Por último, Inácio foi zeloso em recrutar ajuda de seus correspondentes para completarem com êxito a sua própria vocação, que não foi nada mais do que uma chamada ao martírio.
Um estudo cuidadoso do pensamento de Inácio sobre a sua própria morte revela um homem que sabia corretamente que o crer cristão exige um envolvimento fervoroso de toda a pessoa, até o ponto de morte física. O martírio para Inácio era uma poderosa forma de ação que manifestava a verdade, ou seja, a verdade sobre Cristo e sobre o próprio Inácio como cristão.
      Na eclesiologia de Inácio, o bispo é vital para a unidade da igreja local. Assim, por exemplo, a única celebração válida da Ceia do Senhor é aquela que o bispo preside. E somente o casamento que se realiza com o consentimento do bispo pode ser descrito como um casamento cristão. Ao lermos estas afirmações sobre o episcopado, é importante lembrarmos o contexto em que elas são emitidas. As comunidades para as quais Inácio escreve lutam com a presença de heresia, e Inácio está convencido de que um líder ortodoxo na congregação, o bispo, pode assegurar a ortodoxia da congregação.
Sobre a palavra mártir, vemos que ela é derivada do grego mártus, que era, originalmente, um termo jurídico usado sobre uma testemunha em um tribunal. Essa pessoa tem o conhecimento ou a experiência de certas pessoas, eventos ou circunstâncias e por isso esta numa posição de falar abertamente. No Novo Testamento, a palavra e seus cognatos são aplicados frequentemente aos cristãos, que dão testemunho de Cristo, muitas vezes perante as cortes da lei, quando suas afirmações são contestadas, e sua fidelidade é testada pela perseguição. Em Atos 1.8 encontramos Jesus dizer aos discípulos que eles seriam testemunhas, mas até então essa palavra mártir, não tinha relação com a morrer por Cristo. A palavra mártir parece ter adquirido seu significado futuro, primeiramente, nas comunidades cristãs da Ásia Menor, onde o encontro entre a igreja e o império foi especialmente violento.
Quando lemos os comentários de Inácio sobre o martírio, em suas cartas, devemos ter em mente um fato acima de todos. Inácio reflete sobre o seu próprio martírio vindouro, isso explica a natureza fervorosa de algumas de suas afirmações. Também significa que não devemos entender estas cartas como uma teologia sistemática sobre o martírio. Inácio fala para si mesmo e a respeito de si mesmo, o que ele diz, ele o diz sobre si mesmo como alguém que está indo para a morte porque é um cristão.
Ao descrever como desejava que os crentes romanos agissem, Inácio revelou a convicção de que via seu martírio não como um acontecimento isolado, e sim como um acontecimento que envolvia toda a igreja de Roma. Os crentes romanos não eram apenas espectadores que esperavam permitir algo acontecer. Tanto Inácio como os crentes romanos tinham de escolher viver as
implicações do amor a Cristo ou desejar o mundo.
Por que ele estava disposto a morrer? Primeiramente, Inácio estava certo de que seu martírio agradaria a Deus. Ele declarou com confiança sobre o seu desejo de morrer por Cristo: Não estou escrevendo como um mero homem, mas estou ecoando a mente de Deus. O uso dos genitivos em sua descrição de si mesmo como trigo de Deus e pão mais puro para Cristo, revela a sua consciência de que Deus é o autor do martírio. Consequentemente, ele tem de se agradar com aqueles que morrem por causa de sua fé em Cristo. Para Inácio também o martírio era a expressão e a culminação da renuncia do mundo. Todos os confins da terra, todos os reinos do mundo não tinham qualquer proveito, no que diz respeito a mim, morrer em Jesus Cristo é melhor do que ser um monarca das mais amplas fronteiras da terra.
O martírio de Inácio foi uma poderosa defesa da realidade salvífica da encarnação e da crucificação. Em sofrer uma morte violenta, Inácio estava confessando que seu Senhor tinha sofrido realmente uma morte violenta e, por meio dela, trazido salvação a humanidade perdida. A confissão era tão importante, tão central a ortodoxia cristã, que era digna de alguém morrer por ela. E, em nossos dias, quando os cristãos estão sendo martirizados ao redor do mundo, a confissão de Inácio não deve ser esquecida.

COMPARTILHANDO A VERDADE

A Epístola a Diogneto



Uma das apologias mais atraentes do século II é a Epístola a Diogneto, que é uma defesa vigorosa e estimulante da verdade da cosmovisão cristã. De fato mostra uma fé jubilosa, era um homem com a revelação do amor de Deus em seu Filho e que procura persuadir um pagão greco-romano chamado
Diogneto a fazer um compromisso com a fé crista.
Não sabemos quem escreveu este maravilhoso tratado cristão, o autor era um cristão bem instruído, tinha treinamento clássico e considerável habilidade e estilo literário. A identidade de Diogneto, o destinatário, também não é conhecida, embora alguns tenham especulado que ele pode ter sido um dos tutores do imperador Marco Aurélio e além do fato de que esta excelente apologia foi escrita dentro dos limites do Império Romano, talvez na parte oeste do império, a localização geográfica exata de seu autor também é desconhecida. No entanto, temos alguma ideia a respeito de sua data. No texto há evidência interna que a colocaria no final do século II.
No primeiro capítulo do tratado, o autor nota que Diogneto está interessado em aprender sobre a fé cristã, ele tem três perguntas específicas que deseja responder: A primeira pergunta é basicamente, uma inquirição sobre o Deus cristão, arraigada no fato de que os gregos e os romanos acusavam os primeiros cristãos de serem ateístas, porque se recusavam adorar os deuses gregos e romanos. A segunda pergunta era por que os cristãos amam uns aos outros do modo como o fazem, pois muitos pagãos foram impressionados pela maneira como a igreja antiga era uma comunidade de amor, e a pergunta final tem sua base na reverência dos gregos e dos romanos para com a antiguidade, pois se algo era recente, era suspeito, se o cristianismo era verdadeiro, por que as culturas antigas não o conheceram?
As primeiras três seções da epístola, depois do capítulo de abertura, contém um ataque vigoroso contra o paganismo greco-romano e o judaísmo. O paganismo greco-romano é atacado por estar envolvido na tolice de adoração de produtos da imaginação e tecnologia humana e o judaísmo, o autor admite, adora o Deus verdadeiro, mas com um entendimento errado, pois os judeus acham que Deus precisa dos sacrifícios deles.
Sobre a ideia de convicção de uma fé genuína o autor diz inequivocamente que a verdade cristã é em última análise, não uma questão de mero raciocínio humano ou especulação religiosa. Pelo contrário, ela está arraigada na revelação do próprio Deus. Aqui, o autor admite um princípio-chave para os teólogos patrísticos: somente Deus pode revelar Deus, e não podemos saber nada sobre Deus, se ele não revelar-se a si mesmo e a revelação de Deus a respeito de si mesmo, o autor do tratado admite, foi feita por meio da encarnação de seu Filho, ou seja, Deus que falou no passado e se revelou por meio de seus servos, os profetas, fala agora por meio de seu Filho.
Portanto, o cristianismo é, em última análise, não uma tentativa humana de achar Deus, quer por especulação filosófica, ou por ritual religioso. Antes, o cristianismo esta fundamentado na revelação de Deus quanto a si mesmo, e esta revelação em uma pessoa, o seu Filho. E sobre a antiguidade, a resposta padrão entre os apologistas cristãos era que a época do Antigo Testamento predizia a vinda de Cristo.
Sobre o amor entre os irmãos o autor disse que os cristãos amam uns aos outros porque Deus os amou primeiro e mostrou este amor por meio do dom sacrificial de seu Filho amado.
Que aspectos centrais da apologética patrística encontramos? Primeiro, há o reconhecimento da importância vital da oração. O autor menciona bem no início de seu tratado que está orando pela conversão de Diogneto. O autor enfatiza, assim, a provisão que Deus fez para ser achado por meio da revelação de si mesmo em seu Filho, Jesus Cristo, a morte de Cristo por pecadores também cumpre um papel proeminente em seu testemunho sobre o verdadeiro Deus.

INTERPRETANDO AS ESCRITURAS

A Exegese de Orígenes





Orígenes, apelidado de Adamâncio que quer dizer “Homem de Aço”, nasceu em um lar cristão, era muito rico, seu pai, Leonidas, reconheceu a grande inteligência de Orígenes quando este ainda era criança e lhe deu, subsequentemente, uma educação excelente na literatura grega e nas Escrituras. Houve muitas perseguições contra os cristãos, mas depois que cessou este surto de violência contra a igreja, embora Orígenes fosse jovem, ele foi designado o chefe da escola em Alexandria, onde Clemente de Alexandria parece ter servido antes dele. Logo, a fama de Orígenes como interprete começou a se espalhar no Egito e no Mediterrâneo oriental. Ele também se tomou famoso por sua santidade, embora precisemos notar que a historia de ele tomar Mateus 19.12 no sentido literal e castrar a si mesmo e quase definitivamente apócrifa.
Quanto ao Espírito Santo, Orígenes escreveu a primeira consideração sistemática sobre o Espirito e estabelece como base na Escritura, a existência pessoal do Espirito e, depois, prossegue para abordar o assunto da sua divindade. A fórmula batismal de Mateus 28.19-20 aponta o caminho para Orígenes, visto que ela une o nome do Espirito Santo ao do Deus não gerado, o Pai, e ao do seu Filho unigênito. Estas palavras refletem uma convicção clara de excluir o Espirito Santo do âmbito das coisas criadas. De fato, neste ponto, Orígenes afirma que foi incapaz de achar qualquer passagem nas Escrituras Sagradas que nos garantiriam dizer que o Espirito Santo é um ser feito ou criado. Quanto à origem do Espírito, Orígenes imagina três possibilidades: Primeiro o Espírito é criado do Filho; Segundo o Espírito é não gerado como o Pai e terceiro o Espírito não tem ser em si mesmo, mas é idêntico ao Pai.
No entanto outros textos indicam definitivamente que Orígenes entende que o Espirito (e o Filho) é radicalmente diferente do domínio das coisas criadas, visto que ele (juntamente com o Filho) possui substancialmente todas as qualidades da vida divina, enquanto as criaturas possuem-nas apenas acidentalmente. Além disso, Orígenes considera a posse substancial dessas qualidades, por parte do Espirito, como eterna e de acordo com isso, a “criação” do Espirito, pelo Pai, mediante o Filho, tem de ser considerada eterna. Como Orígenes diz em seu Comentário sobre Romanos, "O próprio Espírito esta na lei e no evangelho; ele esta sempre com o Pai e com o Filho; como o Pai e o Filho, ele sempre é, era e será”.
Orígenes precisa ser lembrado como um comentador da Bíblia interessado primeiramente em uma exegese cristológica das Escrituras. Antes de Orígenes, houve poucos cristãos que tentaram compor comentários sobre os livros do Antigo ou do Novo Testamento. Ele era um homem de vigor prodigioso no que se referia aos estudos bíblicos. Ele preparou a enorme Hexapla, um conjunto de livros em que o hebraico do Antigo Testamento, sua transliteração grega e várias traduções gregas do Antigo Testamento conhecidas por Orígenes foram escritas em colunas paralelas.
Orígenes também usou amplamente a exegese, no entanto, ele nunca o usou ignorando os outros métodos. Ele usou o argumento cristão primitivo familiar que tinha como base a profecia, ou seja: os vários textos do Antigo Testamento que tem um cumprimento profético em Cristo, um método de interpretação achado extensivamente. Orígenes descobre três princípios de interpretação. O primeiro, a Escritura precisa ter um significado ou aplicação presente. Segundo, Orígenes procurava interpretar a Escritura de acordo com a regra de fé e nenhum interprete pode dar-se ao luxo de ignorar o entendimento universal da fé, tampouco pode ignorar a obra de interpretes anteriores da Bíblia. Terceiro, o exegeta tem de ser uma pessoa do Espirito. Somente alguém que vive e anda no Espírito pode esperar entender as verdades profundas que o Espírito implantou no texto da Escritura.
Embora o estudante moderno da Bíblia não concorde com todas as interpretações de Orígenes, este último ponto parece ser vital pois a exegese tem um importante componente espiritual. O interprete da Bíblia procura entender o texto, mas esta tarefa de interpretação não pode acontecer em um vácuo existencial. Enquanto ele lê o texto e labuta para entender seu significado e aplicação, o texto tem sua própria obra a cumprir em moldar o caráter do exegeta.

SENDO BEIJADO

A Piedade Eucarística de Cipriano e de Ambrósio





Cipriano julgava que os atos e o caráter de um homem de Deus não deviam ser discutidos a partir de nenhum outro momento, senão a partir do momento em que ele foi convertido. Sobre a ceia Cipriano começa com o princípio básico de que os cristãos não tem a liberdade de mudar “o que o Senhor Jesus Cristo fez e ensinou”, a menos que queiram ofender seu Senhor. No que diz respeito ao cálice da ceia, isto significa especificamente que o cálice que é oferecido em memória dele deve ser oferecido misturado com vinho. Sobre Ambrósio ele está entre os principais defensores da ortodoxia Nicena contra a perseguição instigada por arianos, Ambrósio, um aristocrata como Cipriano e um governador da província antes de ser designado bispo de Milão em 374. Com pouca educação teológica e nem mesmo batizado, Ambrósio foi chamado pela congregação em Milão para ser o seu bispo depois da morte de seu antecessor ariano. Como Cipriano, Ambrósio via prefigurações da Ceia no Antigo Testamento, como o relato de Gênesis sobre a oferta de Melquisedeque de pão e vinho a Abraão.
Outra vez, como Cipriano e outros autores precedentes, Ambrósio usou linguagem realística sobre o pão e o vinho: quando consumidos na Ceia do Senhor, eles são o corpo e o sangue de Cristo, mas ele foi além dos autores precedentes, por identificar as palavras de Cristo na instituição da Ceia como os meios pelos quais uma mudança é realizada nos elementos de pão e vinho.

A Experiência de Basílio de Cesaréia



Basílio nasceu em Cesaréia, na época da capital da Capadócia, as famílias tanto de seu pai como de sua mãe, haviam sofrido por causa da fé cristã durante a perseguição desencadeada por Diocleciano. O avo materno de Basílio fora martirizado, enquanto seus avos paternos passaram sete anos se escondendo nas florestas do Ponto, durante a mais cruel das perseguições imperiais. Pouco depois de sua conversão, Basílio teve uma experiência profundamente marcante e que gerou profundas mudanças em sua teologia, Basílio saiu para uma viagem as comunidades ascéticas da Mesopotâmia, Síria, Palestina e Egito, muitas das quais, em princípio, parecem tê-lo impressionado grandemente.
Durante os anos Basílio fundou ou reformou diversos monastérios. Suas Regras Longas e Regras Breves foram escritas para regular a vida nestas comunidades. É crucial observarmos que Basílio via estas regras como algo que expressava conselho espiritual que estava em harmonia com as Escrituras.
Para Basílio, somente a Escritura representava a verdadeira regra ou lei para a vida. Um área importante no pensamento de Basílio sobre a liderança monástica e episcopal era a responsabilidade que o líder monástico e o bispo tinham para ser um homem caracterizado por humildade. Basílio recomendava atenção a todos os detalhes da vida, para desarraigarmos o orgulho de cada fresta de nosso ser. Em outras palavras, humildade tem de ser uma pratica e um esforço diário.

Conclusão

Sem dúvida os pais da Igreja foram homens com enormes contribuições sobre assuntos tão ricos para a fé cristã, ler esses pensadores, nos faz refletir, analisar, averiguar e ao mesmo tempo fortalecer nossa fé. Precisamos a cada dia criar espaços em nossas vidas para meditar nas riquezas que suas obras nos trazem e ao mesmo tempo, criar um espaço entre nossas Igrejas para que esse conteúdo possa ser transmitido.
Os pais da Igreja e seus escritos representam uma raiz profunda de como o pensamento atual se originou, muito do seu conteúdo pode nos ajudar a entender mais naquilo que hoje cremos e também pode nos ajudar a discernir determinados pensamentos que podem ser repensados para uma mudança.
Cada cristão necessita conhecer essas obras e seus recursos, meditar na vida desses homens e reconhecer a importância que tiveram em sua época e hoje para nós – esses realmente são os verdadeiros heróis da fé cristã que estão escondidos, e sendo necessários serem resgatados pela Igreja.  

Ronaldo José Vicente (ronjvicente@gmail.com)


Ronaldo José Vicente, pastor e marido da Clarissa Alster Vicente. A Igreja se reune na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha). 

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O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576













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