Aqueles que tem Fome e Sede por Justiça
Mat. 5.6, “Bem-
aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”.
Iremos
observar o mesmo versículo, mas capturando algumas palavras chaves e explorando
o sentido no grego, vejamos: “Bem-
aventurados os que têm fome (πειναω, peinao; estar faminto, passar
necessidade, estar paupérrimo, desejar ardentemente, buscar com desejo
impetuoso) e sede (διψαω, dipsao; sofrer de sede, sedento, sentir
dolorosa necessidade, e ansiosamente ansiar aquelas coisas pelas quais a alma é
refrescada, apoiada, e fortalecida) de justiça (δικαιοσυνη, dikaiosune;
estado daquele que é como deve ser, justiça, condição aceitável para Deus,
virtude, pureza de vida; justiça; num sentido restrito, justiça ou virtude que
dá a cada um o que lhe é devido), porque serão fartos (χορταζω,
chortazo; alimentar com ervas, grama, feno; saciar, satisfazer com alimento,
nutrir, engordar[1]).
Explorando
o grego temos uma maior compreensão
das palavras usadas nesta bem-aventurança, vemos a palavra “fome”, e podemos enfatizar um estado de
alguém que está faminto, ao ponto de sofrer dores, uma necessidade humana que
só pode ser suprida com alimentos. Outra palavra é “sede”, que caminha para o mesmo sentido, mas com uma ideia um pouco
diferente, a sede está relacionada a uma ansiedade de se refrescar pela vida,
pois seu sintoma gera um sentimento de necessidade de beber algo para salvar a
própria vida. Mais uma palavra, a “justiça”,
que se relaciona a uma ação contra algo que está injusto, é um sentimento de
incomodo enquanto existe em uma determinada visão, algo que precisa ser feito.
Por último temos a palavra “farto”,
que responde a um descanso às necessidades, essa palavra é um suprir da busca e
desejo por algo.
MUNDO: Se cada homem natural desejasse essa bem-aventurança,
não haveria mais guerras, pois ela nos leva a procurar algo divino. Devemos observar como o mundo
busca e ensina as pessoas sobre um certo tipo de justiça, mas sempre esta forma
de justiça, é direcionada para ferir o próximo e saciar nossos anseios por
direitos. O homem carrega dentro da sua alma, um sentimento de justiça, isso é
fato e incontestável. Observe suas próprias reações, analise como você reage
diante de situações onde vê injustiça ocorrendo; no trabalho, escola, na rua,
no governo ou até na Igreja - um sentimento de justiça te tomará, para punir
aqueles que estão cometendo um crime, segundo nossos padrões. Fazemos isso porque
fomos criados desta forma, este sentimento está em nós.
EVANGELHO: Para o
Cristão o mesmo sentimento está operando, mas a diferença está na visão que
direciona essa justiça. Primeiramente
o cristão, aprende que o maior infrator da lei de Deus é ele mesmo, o impacto
do evangelho quebra todo seu olhar de julgamento para as coisas externas,
injustas, que estão ocorrendo a sua volta. Deve-se notar essa diferença, pois
ela é de extrema importância para compreendermos essa bem-aventurança, como um
cristão age e como o ímpio atua – o mundo irá ensinar os homens a praticarem
essa justiça, primeiro no quadro
exterior, em tudo aquilo que à sua volta há injustiça, segundo os padrões que
essa pessoa idealiza como correto – o Evangelho, irá ensinar o oposto, pois
mudará a visão do cristão, e todo o julgar divino
estará direcionado para a sua vida, é neste aspecto que surge o arrependimento,
pois essa é a reação que ocorre nos filhos de Deus.
Compreendemos
a força do evangelho que impacta primeiramente o cristão e o próprio contexto
do sermão do monte, irá sustentar este ponto, observe o que Cristo falou: “Por que vês tu a palha no olho de teu irmão, porém não reparas na viga
que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa- me tirar a palha do
teu olho, quando tens a viga no teu? Hipócrita! Tira primeiro a viga do teu
olho e, então, verás claramente para tirar a palha do olho de teu irmão[2]”.
Essa bem-aventurança ensina que primeiramente, o cristão deseja justiça para
si.
“A primeira
coisa que Deus faz quando quer tornar alguém em uma nova criatura em Cristo é
iluminar-lhe o coração, mostrando-lhe que ele é um pecador culpado[3]”
(J.C.Ryle)
Santidade
Existe um
caminho que todo cristão deve percorrer, e nunca deve se confundir os termos justificação, regeneração e santificação.
Ryle coloca este ponto da seguinte forma: “Aquele a quem falta qualquer dessas três coisas não é um verdadeiro
crente aos olhos de Deus[4]”,
devemos considerar a regeneração como
o nascimento de uma nova criatura, e a justificação
que declara um pecador justo, é baseada nos méritos de outro homem, Jesus Cristo – mas a santificação, é o desenvolver progressivo
da justiça no interior do homem, mesmo que ocorra muito lentamente.
A responsabilidade do homem está com o
desenvolver dessa santificação, ainda seu interior é uma obra imperfeita,
inacabada; o processo deve ser um caminho consciente do que o Espírito Santo
está realizando. O Justo tem seus olhos abertos para este apontamento de
justiça divina, para sua própria
vida, seu espaço é concordar que Ele está totalmente correto em praticar Sua
justiça, por isso nossos sentimentos aumentam e apoiam, nos levando a ter fome
e sede por essa obra divina. Pentecost Dwight desenvolve este ponto
do cristão estabelecendo que sua função, deve ser crescendo em relação a uma
maior maturidade, sua responsabilidade é ansiar por fome e sede, para progredir
na vida espiritual, observe:
“Ele declarou que o
segredo do crescimento espiritual está no apetite espiritual. Os
que comem pouco, pouco crescerão; os que comem muito, muito crescerão. Os que
têm apetite voraz pela Palavra de Deus e pela Pessoa de Jesus Cristo; que satisfazem
esse apetite alimentando-se da Palavra e comungando com o Senhor, esses
crescerão em maturidade espiritual; tornam-se gigantes espirituais[5]”
O PROCESSO: O Cristão caminha por um processo, onde seus olhos
vão se abrindo neste julgar do mundo (pessoas
ao redor ou situações) incorretamente, ele começa a ver a justiça de Deus
sendo necessária em sua vida. A abordagem de Paulo torna-se mais forte em sua
realidade cristã, “Não há justo, nem um
sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à
uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer[6]”,
todos carecem da glória de Deus. Com os olhos abertos, o cristão passa para o
sintoma de desejar essa carência divina,
agora ele é um culpado consciente, e tem fome e sede por essa justiça contra o
pecado de rebeldia em seu coração.
Este
processo caminha pelos olhos abertos e para uma caminhada de sensações
conscientes, Bickle coloca da
seguinte forma: “Ver nossa grande
necessidade nos leva a lamentar por um avivamento. Estamos tão desesperados que
usamos todos nossos recursos e forças para buscar Deus e servir Seus
propósitos. Nossa fome aumenta pela graça de um zelo constante que busca Deus
por longo prazo, não apenas por uma estação[7]”,
este deve ser o caminho normal de um cristão, da mesma forma que alguém vivo
possui reações que comprovam estar vivo, pois ao deixar de se alimentar,
mostrará fome e sede, o cristão vivo mostrará sintomas de fome e sede por Deus.
Deve
existir o cuidado nessa caminhada espiritual, o conforto de permanecer no
passado e a estagnação disso, de não procurar algo novo no futuro, são sinais
de perigo na saúde cristã – Stott
expõe este temor da seguinte forma:
“Cuidado com aqueles que proclamam estar satisfeitos e
que olham para as experiências do passado mais do que para o desenvolvimento do
futuro! Como todas as qualidades incluídas nas bem-aventuranças, a fome e a
sede são características perpétuas dos discípulos de Jesus[8]”.
O PECADO: Essa fome e desejo por justiça é para estar livre
do pecado. A sede por justiça, é o desejo de estar bem com Deus, de se libertar
desta força aprisionadora do pecado, o cristão deseja ser santo para Deus. O
texto de Pedro é uma ordem
condicionadora, observe: “pelo contrário,
segundo é Santo aquele que vos chamou, tornai- vos santos também vós mesmos em
todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou
Santo[9]”,
não devemos receber este texto como uma ordem de alguém distante, sentado em um
trono no mais alto céus, longe de nossa realidade pecaminosa e só averiguando
se estamos andando em santidade ou não – a ideia do texto, é nos levar a
compreender que hoje o Espírito Santo habita em nossos corações (ICor.3.16), não estamos sozinhos e a
vida de Deus, é transmitida pela vida do Filho (Jo.15.5, “Eu sou a videira,
vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque
sem mim nada podeis fazer”), o justo é como a árvore plantada perto dos
ribeiros, ele vai recebendo vida (santidade)
das águas que passam (Sl.1.3 –“Ele é como árvore plantada junto a corrente
de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e
tudo quanto ele faz será bem sucedido”). Lloyd Jones coloca da seguinte forma: “O anelo pela justiça, a atitude de quem tem fome e sede de justiça, em
última análise aponta para o desejo de receber libertação do pecado, em todas
as suas formas e em sua própria manifestação[10]”.
O JUSTO: Luta primeiramente
com um olhar interior e em segundo, luta
pela visão que vê no mundo (injustiça).
O Justo deseja comunhão com Deus (IJo.1.3
–“o que temos visto e ouvido anunciamos
também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco.
Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”), ele quer
justiça de Deus em sua vida para ser como Jesus. O cristão caminha segundo a
promessa de Deus mencionada por Paulo (Rm.8.29
–“Porquanto aos que de antemão conheceu,
também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que
ele seja o primogênito entre muitos irmãos”). Wesley escreve uma abordagem interessante a esse respeito, vamos
observar:
“O conhecimento de Deus conforme dado em Jesus é o que
ele busca. Ele deseja a vida que é sua com Jesus, em Deus. Anseia por ser unido
ao Senhor em espírito. Precisa ter comunhão com o Pai. Deseja andar na luz,
como Deus está na luz. Precisa ser purificado, assim como Deus é puro. Essa é a
religião, a justiça pela qual ele anseia[11]”
O desejo do Justo nesta
relação de justiça em sua vida, se completa com sua fome e sede por Deus, está em
ordem crescente, como Davi, ansiava por estar na presença do Senhor – o cristão
passa a ter sede pela presença de Deus (Sl.42.1,2
–“Como suspira a corça pelas correntes
das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede
de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”), Dwight coloca essa atitude de Davi da
seguinte forma: “Ele aprofundou-se no conhecimento de Deus, e na experiência com ele,
porque o Senhor lhe satisfazia a fome do coração[12]”.
O Justo também tem fome e sede de justiça pelo mundo, mas agora sua visão
não é mais para satisfazer seu desejo de vingança, o cristão passa a chorar
pelo mundo, pois reconhece a força do pecado que atua na humanidade. Seu clamor
é para que a mesma justiça que o alcançou, toque o mundo, para que seja
restaurado conforme o desejo de Deus. Bickle
coloca este ponto da seguinte forma: “Jesus nos chamou para buscar a Deus
pela liberação de Sua justiça em nossa vida, na vida de outros e na sociedade.
Nós buscamos a Deus por um avivamento de justiça em nosso coração, na vida dos
outros e nas nações[13]”.
Encontramos
inúmeros cristãos que ao chegarem em determinadas regiões, choraram, Jesus lamenta ao ver Jerusalém (Lc.19.41), Paulo sofre revoltas em seu espírito ao chegar em Atenas, vendo a quantidade de ídolos (At.17.16 –“Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em
face da idolatria dominante na cidade”), assim é o Justo, seu olhar de
misericórdia e desejo pela justiça divina no mundo, torna-se essencial em sua
caminhada. Termino este ponto com uma abordagem de John Stott, que relaciona este ponto a justiça social, ele consegue
explorar de maneira mais profunda, vejamos:
“A justiça social, conforme aprendemos na lei e nos
profetas, refere-se à busca pela libertação, do homem da opressão, junto com a
promoção dos direitos civis, da justiça nos tribunais, da integridade nos
negócios, e da honra no lar e nos relacionamentos familiares. Assim, os
cristãos estão, empenhados em sentir fome de justiça em toda comunidade humana
para agradar a um Deus justo[14]”
A Fome e a Sede no Justo
Existe uma
abordagem fascinante de Wesley a este
respeito: “O Justo tem fome e sede de ser
renovado à semelhança do que Deus o criou[15]”.
O caminho do cristão é envolvido por este desejo, seu espírito é impulsionado a
peregrinar no alcance de uma promessa, a restauração da sua identidade na forma
que Deus deseja. Pedro incentiva este
caminho, observe: “desejai ardentemente,
como crianças recém- nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele,
vos seja dado crescimento para salvação[16]”.
O texto nos fornece a ideia de um sentimento contínuo, algo que deve arder em
saudade no coração do crente, um impulso de conquista para adquirir um grau de
intimidade, colaborando para um estágio de graça diante de Deus. Lloyd Jones coloca este caminho
impulsionado por um alvo, note seu comentário: “Ter sede de justiça assemelha-se ao indivíduo que almeja atingir certa
posição. Tal homem não descansa, nem pode ficar quieto, mas está sempre
trabalhando e labutando. Ele pensa a respeito de seu alvo e sonha com o mesmo.
A sua ambição é a paixão controladora de sua vida[17]”.
CAUSADA POR ELE: O caminho do Justo deve ser crescente, para que
chegue em um nível de mudança. Isso o levará a uma consciência desesperadora de
necessidade, a ponto de causar sentimentos e dores. Davi experimentou este sentimento que o tomava por desejar a Deus,
ao ponto de perder a fome por alimentos e chorar pela presença de Deus (Sl.42.3 - “As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me
dizem continuamente: O teu Deus, onde está?”). Neste texto encontramos
reações externas sendo produzidas por um desejo interno, é o caminho do crente
na busca pelo Altíssimo. A fome e a
sede é causada por Deus, para que o desejo por algo (justiça), destrua o pecado que habita em nós, e possamos crescer
com mais sede e intensidade por Ele. Wesley
coloca da seguinte forma: “Começamos a
ter fome e sede de toda a mente que estava em Jesus. Esses apetites espirituais
não cessam. São cada vez mais importunos, clamando por alimento. Não têm
possibilidade de parar até serem satisfeitos, enquanto restar alguma vida
espiritual[18]”.
As
Escrituras demonstram como Deus atua em nossas vidas, Ele nos desperta o prazer, a vontade, o desejo e o
atuar, concretizando Sua graciosa obra (Fp.2.13 –“porque Deus é quem
efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade[19]”).
Lloyd Jones coloca da seguinte forma:
“Cristo virá a você, passando a viver a
Sua vida em você; e na medida em que Ele estiver vivendo em você, você será
crescentemente libertado do poder do pecado e de sua polução[20]”.
Ao mesmo tempo em que temos fome e sede, também estamos sendo satisfeitos por
Ele, mas quanto mais nos satisfazemos n`Ele
, tanto mais temos fome e sede por Sua presença, isso é algo eterno, sempre
iremos desejá-lo cada vez mais e mais. Lloyd
Jones prossegue:
“Essa benção tem prosseguimento; perfeitos, mas ainda
não completamente perfeitos; tendo fome e sede, e, no entanto, recebendo
satisfação. No entanto, sempre anelando por algo mais, nunca tendo o bastante,
porquanto tudo é tão glorioso e admirável; plenamente satisfeitos em Cristo,
mas sem embargo, impelidos pelo supremo desejo de “...o conhecer e o poder da
sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na
sua morte; para de algum modo alcançar a ressurreição dentro os mortos (Fp.3.10,11)”.
Fartos n`Ele e por Ele
Na medida
em que Cristo estiver vivendo em mim, a vida de d`Ele me encherá e fartará minha fome, então; minhas ações serão
como as atitudes de Jesus. Todo cristão almeja viver essa realidade, saber que
agora, Cristo está por completo em seu coração e suas atitudes, são apenas
resposta dessa verdade habitada em seu interior. Rios de águas vivas brotam de
onde havia escuridão, sujeira, ódio, rebeldia e pecado (Jo.7.38, “Quem crer em mim,
como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”). Agora o
crente é saciado, alimentado na esperança de um renovo e na expectativa dos
desejos pelo Amado. É o amor da Amada
(igreja) sendo suprida pelo Noivo, as descrições no livro de Cantares são surpreendentes ao mostrar o
desejo da mulher pelo seu Amado – Ela
desfalece de amor (2.5), deseja a volta do Amado com saudades (2.17), procura o
Amado pelo desejo de estar ao seu lado (3.1), está atenta ao som de sua voz
(5.2), fica enferma de amor e saudades (5.8) e declara ser totalmente só do
Amado (7.9-13, “Os teus beijos são como o bom vinho, que se
escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre seus lábios e dentes. Eu
sou do meu amado, e ele tem saudades de mim. Vem, ó meu amado, saiamos ao
campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos cedo de manhã para ir às
vinhas; vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as
romeiras; dar- te- ei ali o meu amor. As mandrágoras exalam o seu perfume, e às
nossas portas há toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; eu tos
reservei, ó meu amado”).
Lloyd Jones
coloca este sentido da seguinte forma: “Também
poderíamos comparar esse anelar às saudades que alguém sente por outrem. No
amor sempre há grande fome e sede. O desejo mais forte daquele que ama não terá
descanso enquanto não se verificar novamente a união[21]”.
Wesley coloca a satisfação como algo
que será realizado por Deus, posicionando elas em tudo o que existe em Deus,
observe:
“Serão satisfeitos das coisas que buscam. Serão
satisfeitos da justiça e santidade verdadeiras. Deus os satisfará com as
bênçãos de sua bondade. Ele os fartará de pão do céu, com o maná de seu amor.
Ele lhes dará de beber de seus prazeres, como que de um rio. Os que bebem de
seu Espírito jamais terão sede, exceto de mais e mais dessa água da vida. Essa
sede de mais de seu Espírito durará para sempre[22]”.
Encerramos este artigo
motivados pelo desejo de buscar mais de Deus, lembre-se! Sempre em sua
caminhada como cristão, a fome e a sede devem ser sentimentos necessários para
seu crescimento – todo cristão precisa ter essa realidade como um nível normal de
espiritualidade cristã.
Pr. Ronaldo José Vicente - ronjvicente@gmail.com
[19] Bible Oliver
Tree, Strong – Querer (εθελω; ethelo) – gostar, ter prazer, satisfação /
Realizar (ενεργεω, energeo) atuar, produzir, trabalhar para alguém










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