Os Misericordiosos
Mt.5.7 - “Bem-aventurados
os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
Iniciamos
essa bem-aventurança chamando a atenção em um ponto extremamente importante. Enquanto as Bem-aventuranças anteriores, já abordadas (veja
artigos anteriores) trabalham no interior dos cristãos, essa bem-aventurança,
irá explicar as reações do crente, ao ser impactado pelo evangelho. Mike Bickle expõe uma importância nesta
bem-aventurança: “Receber e dar misericórdia é essencial para nossa felicidade e
grandeza, pois Deus é igualmente misericordioso, santo e justo. Ele concede
misericórdia para dar ao Seu povo um novo começo, para que possam temê-Lo[1]”.
Quando o evangelho
toca o homem, fortes mudanças ocorrem; uma nova cultura surge, modificando seu pensamento e colocando-o em uma nova direção. O homem descobre que o seu “ser”, fundamentado em uma identidade
correta que Deus lhe designou, é mais importante que suas realizações. O
evangelho desmascara as falsas ações, baseadas em atitudes incorretas, levando
o cristão a uma conscientização de ações corretas e aprovadas pelo Espírito
Santo. Existe uma enorme necessidade de compreendermos que o “ser” é ricamente mais importante do que o "fazer". Somos cristãos em
Cristo e só por Ele, podemos mostrar resultados dessa ação divina. Nossas ações
são reflexo dessa obra do Espírito Santo. Não podemos controlar o
cristianismo, mas ele por si só, com sua força e impacto, desfaz nosso controle humano,
exercendo um novo modelo para que possamos seguir.
Um
posicionamento totalmente errado, que pode exercer uma conduta distorcida sobre
nossas ações cristãs, é pensarmos que podemos observar o ensino cristão - e pelo
nosso esforço, inteligência e resultado - aplicá-lo a nós, alcançando resultados. O impacto do evangelho é o oposto, pois sua força nos destrói,
quebrando nosso controle. O evangelho, alicerçado na vida de
Cristo, nos governará pela verdade. Paulo menciona este ponto, mostrando estar
sendo governado por Cristo:
Gl.2.20 - “logo, já
não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na
carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por
mim”.
Notamos
nosso esforço, ao pensarmos que podemos, por uma motivação correta, sermos
cristãos autênticos pela nossa própria capacidade. Este é um caminho reprovado
pelas Escrituras. Paulo menciona aos
Gálatas que ele não vive mais para si, ou seja, está derrotado por Cristo; agora, só o
Senhor vive na vida do apóstolo. Paulo tem sua vida dirigida pelo Espírito de
Deus.
A fé
cristã não pode ser uma camada de verniz no homem, mudando-o superficialmente, e
escondendo uma realidade interior reprovada, deixando-o numa aparência aparentemente boa. Devemos lembrar da regeneração, pois o evangelho deve afetar
profundamente nossos corações, mudando pensamentos; emoções, intenções e a
consequência disso: cristãos reconhecidos por suas ações. Em João, no capítulo
três, encontramos Jesus falando com Nicodemos sobre essa realidade. Este é o poder do evangelho que deve mudar o homem no seu mais profundo ser.
Misericórdia
A palavra
misericórdia no grego é ελεεω, eleeo
que significa ajudar alguém aflito ou que
busca auxílio, levar ajuda ao miserável[2].
Antes de pensarmos realmente no sentido que Jesus está tratando, devemos
saber que os misericordiosos não são complacentes;
alguém com disposição de atender aos desejos de outros apenas para agradar, ver
o erro e fingir que não está vendo. O homem misericordioso, exercita a virtude
da misericórdia, pois mostra-se misericordioso para os homens.
Mas o que realmente é a misericórdia? Existe uma abordagem interessante do Dwight que diz: “Misericórdia
é a graça amorável de Deus em ação. Misericórdia é a resposta de Deus à
miséria, à necessidade daquele a quem Deus ama. Deus não ama porque o objeto de
sua afeição lhe seja amável e atraente; ele ama Porque amar é inerente à sua
natureza[3]”. Pense um
pouco sobre a graça e você compreenderá a misericórdia. A graça está
especialmente vinculada aos homens em seus pecados, já a misericórdia é
especialmente ligada aos homens em sua miséria[4].
A graça trata da questão do pecado como um todo, a misericórdia contempla
especialmente as miseráveis consequências do pecado, ela aponta para um senso
de compaixão, de parceria com o desejo de aliviar os sofrimentos. O cristão se
preocupa com a miséria sofrida do próximo, homens e mulheres. Há no crente um
desejo intenso de aliviá-los.
Para que
haja mais esclarecimento sobre essa questão, iremos pegar uma colocação de John Stott que cita Richard Lenski,
vejamos:
“O substantivo eleos (misericórdia), sempre trata da dor, da miséria e do desespero, que
são resultados do pecado; e charis (graça)
sempre lida com o pecado e com a culpa propriamente ditos. A primeira concede
alívio; a segunda, perdão; a primeira cura e ajuda, a segunda purifica e
reintegra[5]”.
A misericórdia leva o cristão
a ter compaixão pela realidade desesperadora de certas pessoas. O olhar do
crente se envolverá em um sentimento de compaixão, como o de Cristo, que ao
olhar para muitos enfermos, era envolvido por este sentimento: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas,
porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor[6]”. Devemos analisar esse momento de Jesus; Ele se compadeceu, essa palavra no
grego é σπλαγχνιζομαι, splagchnizomai,
que significa ser movido pelas entranhas; movido pela compaixão. É um
sentimento que leva o cristão a agir. John
Wesley explica neste mesmo sentido, porém com uma abordagem um diferente,
um olhar mais ligado nas bem-aventuranças, observe: “Os misericordiosos choram sinceramente por aqueles que não têm fome de
Deus[7]”. Ele relaciona as misérias humanas, um resultado nas pessoas que estão
distantes de Deus.
Somos misericordiosos?
O cristão
que entende a misericórdia e possui um coração que responde aos atos de Deus, encontrar-se-á em situações de direito próprio; porém, são
nestes momentos que precisa observar seu coração, para saber qual reação deve ter que honre a Deus e pratique Suas misericórdias. Lloyd Jones coloca situações como esta da seguinte forma: “A maneira de você saber se é uma pessoa
misericordiosa ou não consiste em considerar como você se está sentindo a
respeito daquele indivíduo que o ofendeu[8]”. Contribuindo para esse mesmo pensamento, John
Stott diz: “Nosso Deus é um
Deus misericordioso e dá provas de misericórdia continuamente; os cidadãos do
seu reino também devem mostrar misericórdia[9]”.
Jesus deu
exemplos sobre a misericórdia, relacionando-a com o perdão. Existe uma parábola
que explica o que Cristo sempre ensinou:
Quantas vezes perdoar – A Parábola do Credor.
Mt.18. 21-35,
“Então, Pedro, aproximando- se, lhe
perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe
perdoe? Até sete vezes? Respondeu- lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes,
mas até setenta vezes sete. Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei
que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo,
trouxeram- lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que
pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo
quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando- se
reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele
servo, compadecendo-se, mandou- o embora e perdoou- lhe a dívida. Saindo,
porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem
denários; e, agarrando- o, o sufocava, dizendo: Paga- me o que me deves. Então,
o seu conservo, caindo- lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te
pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo- se, o lançou na prisão, até
que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado,
entristeceram- se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera.
Então, o seu senhor, chamando- o, lhe disse: Servo malvado, perdoei- te aquela
dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer- te do
teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando- se, o seu
senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também
meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”.
Essa
parábola nos traz a ideia de compreendermos a misericórdia de Deus, e sermos
cidadãos do reino que transmitem uma posição para o próximo. A prática da misericórdia
deve ser constante no cristão e abrangente, tocando em muitas áreas ao redor. Mike Bickle possui uma
abordagem ótima neste ponto, observe:
“Existem várias formas de expressar misericórdia. Nós somos
chamados para sermos suaves com aqueles que nos maltratam, reclamam contra nós,
nos incomodam, que são diferentes, que são menos comprometidos com Deus do que
somos, que erram, que se envolvem em pecados escandalosos, e especialmente
aqueles que sofrem e estão em grande necessidade devido à pobreza, doença,
opressão, perseguição e outras dificuldades. Nós ajudamos as pessoas para
que elas sintam-se aceitas e valorizadas por Deus e por Seu povo (Cl.
3:12-13)[10]”.
Misericórdia e o próximo
Encontramos grandes confrontos com a nossa realidade. Ser
misericordiosos com aqueles que estão próximos de nossa aprovação social é fácil, porém, ser misericordioso com aqueles que estão reprovados pela nosso senso de justiça, ou até odiados - é a conduta esperada pelo Pai. Assim deve ser a
prática do cristão com a misericórdia; por aqueles que desejávamos entregar justiça.
Observe a parábola do Samaritano. Jesus está mostrando quem realmente é o nosso próximo.
Lc.10.25-37,
“E eis que certo homem, intérprete da
Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse- lhe: Mestre, que
farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito
na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de
todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu
entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe
disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. Ele, porém, querendo
justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus
prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair
em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem
muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um
sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo- o, passou de largo.
Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de
largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o,
compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes
óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma
hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao
hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu
to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do
homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O
que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de
igual modo”.
O próximo
é alguém além do sangue natural, alguém além da amizade, alguém além da mesma
religião, alguém além do mesmo trabalho em uma missão. Pois, aquele que padecia na
rua não tinha vínculo algum com o Samaritano. Porém, ele parou sua viagem, cuidou do homem em sua miséria e ainda pagou para que
o homem fosse hospedado e cuidado. A prática deste Samaritano
é a mesma de Deus para conosco.
O homem
misericordioso está além de ter apenas um sentimento com o próximo – o cristão caminha por um amplo comportamento diante da sociedade. Wesley comenta:
“O misericordioso se alegra em encontrar a verdade
mesmo naqueles que se opõem a ele. Sabe que alguns que amam a Deus podem opor-se
as sua opiniões em alguns pontos práticos. É grato por ouvir o bem a respeito
deles e fala tudo o que é coerente com a verdade e a justiça. Aliás, o bem em
geral é sua glória e alegria. Ele se alegra no bem, onde quer que este seja
encontrado na humanidade. Como cidadão do mundo, participa da felicidade de
todos os seus habitantes. Por ser homem, interessa-se pelo bem-estar de todo e
qualquer homem. Alegra-se em tudo o que dá glória a Deus e promove a paz e a
boa vontade entre os homens[11]”
Precisamos compreender este
ponto da maneira bíblica. A misericórdia está em Deus. Ao tocar-nos, somos impactados por este sentimento – Então, retribuímos ao mundo o que
Deus entregou. Devemos ser agentes transmissores da misericórdia que nos alcançou. Só
um cristão pode passar misericórdia ao mundo, porque ele foi alcançado por ela. O ímpio não pode agir desta maneira, pois não provou desta misericórdia. Dwight fala da seguinte forma: “Se pudéssemos medir a
distância entre a presença de Deus e o homem pecaminoso, poderíamos medir a misericórdia
de Deus. Ela não tem limites. Porém o salmista ressaltou que a misericórdia não
se origina no coração humano e se encaminha para Deus; ela se origina em Deus e
é derramada sobre os homens[12]”.
Realizar, Fazer, Obedecer e ser Recompensado
Devemos estar em alerta sobre o modo que obedecemos, pois não devemos faze-lo na base da
troca. O diabo sempre tentou destruir a relação do homem, fazendo-o obedecer
por algo melhor. Isso se chama interesse, e destrói um relacionamento
amável com Deus. O livro de Deuteronômio
explica essa relação de obediência e recompensa.
Dt.28.1,2 –“Se
atentamente ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos
os seus mandamentos que hoje te ordeno, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre
todas as nações da terra. Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, virão sobre ti
e te alcançarão todas estas bênçãos”.
Eu não posso obedecer pelo desejo de receber, focando minhas ações apenas na recompensa. – eu devo obedecer pelo desejo de agradar ao Amado,
crescendo em uma relação madura. Com essa atitude, sou abençoado por obedecer. Assim compreendemos aqueles que alcançam misericórdia. Essa deve ser a interpretação nesta bem-aventurança. Observe:
Mt.5.7 - “Bem-aventurados
os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
Aqueles
que são misericordiosos alcançarão misericórdia, ou seja, nossas ações de
obediência para com os mandamentos do Pai - feitos em amor - irão gerar uma
consequência; a compreensão das misericórdias de Deus. John Wesley expõe da seguinte forma: “Eles obtêm misericórdia quando Deus retribui
mil vezes mais no coração o amor que rendem aos irmãos. Isso lhes é dado agora,
neste mundo. Assim também, lhes será dado no Reino preparado para eles desde o
princípio do mundo[13]”.
A leitura não deve ser feita pelo olhar do interesse ou da troca, mas na
compreensão. Meu caminho de obediência, me faz ter uma revelação profunda das promessas de Deus. Observe alguns textos:
Mt.6.12 –“perdoa-nos
as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”
Lc.11.4 –“perdoa-nos
os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos
deixes cair em tentação”.
Relacione
estes textos com a parábola do credor incompassivo. Ele não quis perdoar o
outro pela dívida. Devemos compreender que esta situação não era uma troca, e sim uma justiça.
É justo o Pai não perdoar se há comportamento mal – Porém, o perdão
de Deus, nos livra de uma justiça particular e nos faz imitar a Deus.
Se eu não perdoo o transgressor, é porque não estou imitando a Deus. Estou apelando
para a minha justiça contra o meu próximo, esquecendo que Deus me olhou com suas misericórdias.
Não
alcançaremos misericórdia pelo fato de não praticarmos misericórdia pelo nosso próximo. Pois, o fato de não praticá-la é porque não temos compreendido totalmente como ela nos salvou.
Observe o que Mike Bickle fala: “Normalmente, a medida da
misericórdia que damos está relacionada ao entendimento de que também nós
recebemos misericórdia de Deus. Quando nos falta misericórdia, isto é um sinal
de que ainda não vemos a misericórdia que Deus nos deu[14]”.
Observando toda a bem aventurança
“Bem-aventurados
os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os
que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão
a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão
fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia[15]”
Obviamente
seguindo todo o caminho das bem-aventuranças, (Leia artigos anteriores que tratam de cada versículo) seguindo este processo - serei misericordioso. Fui alcançado pelas misericórdias de Deus, agora, devo olhar o
mudo pelo olhar de Deus. Vejo vítimas e escravos de satanás. Lamento pela ganância
dos homens que estão presos, pois aprendo com Jesus e com aqueles que praticaram misericórdia nas Escrituras:
Lc.23.34 –“Contudo,
Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo
as vestes dele, lançaram sortes”.
Cristo
olhou para aqueles que o batiam, zombavam, o machucavam e teve misericórdia.
Este é um olhar que não exige direitos. Abre-se mão da justiça, da exigência,
da vingança e se observa o mundo através do olhar das misericórdias de Deus. Podemos
lembrar de Estevam, sendo apedrejado; intercedeu por aqueles que o maltratavam:
At.7.60 –“Então,
ajoelhando- se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com
estas palavras, adormeceu”.
O que é isso exatamente? É alguém que entendeu o perdão e através disso pode
perdoar, porque agora, imita a Deus – este alguém, lembra-se quando era escravo do
pecado, por isso, cessa seu direito de acusar usando a justiça. Então, perdoa. Encerramos este
artigo com uma abordagem de John Stott
que define essa bem-aventurança de forma significativa:
“Não que
possamos merecer a misericórdia através da misericórdia, ou o perdão através do
perdão, mas porque não podemos receber a misericórdia e o perdão de Deus se não
nos arrependermos, e não podemos proclamar que nos arrependemos de nossos
pecados se não formos misericordiosos para com o pecado dos outros. Nada nos
impulsiona mais ao perdão do que o maravilhoso conhecimento de que nós mesmos
fomos perdoados. Nada prova mais claramente que fomos perdoados do que a nossa
própria prontidão em perdoar. Perdoar e ser perdoado, demonstrar misericórdia e
receber misericórdia andam indissoluvelmente juntos[16]”.
Ronaldo José Vicente – ronjvicente@gmail.com
[1] BICKLE, Mike, Perseguindo o estilo
de vida do Reino – Misericórdia,
Pureza, Pacificação e Perseguição
[10] BICKLE, Mike, Perseguindo o estilo
de vida do Reino – Misericórdia,
Pureza, Pacificação e Perseguição
[14] BICKLE, Mike, Perseguindo o estilo
de vida do Reino – Misericórdia,
Pureza, Pacificação e Perseguição








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