O Profeta e o Vidente






        Abordou-se, neste primeiro capítulo, a figura do profeta, o significado da origem da palavra, as duas frentes proféticas que se desenvolveram em Israel e a sua atuação. O profeta se relaciona com a profecia, e os aspectos exigidos em sua atuação. Abraão foi considerado profeta pelo próprio Yahweh. Contudo, não temos, hoje, quaisquer palavras escritas de sua parte. O profeta possui uma ligação  com a Torá: seu caminho de atuação será fundamentado nas exigências da lei, pois compreende o valor dela para a sobrevivência do povo de Israel. Há um marco na origem deste povo: a libertação da opressão do Egito que impulsionava, o profeta, a sempre lembrar à Israel. As emoções proféticas foram necessárias para o pronunciar das palavras e, através delas, desmistificar a criação de profetas irados, ou revoltados em todo o tempo; abordaremos como os profetas cresceram em ambientes festivos, alegres e como essa felicidade cooperava para o desenvolver das palavras proféticas à nação.


Nabiy’, Chozeh e Ra’ah são os termos designados, para os profetas, em Israel, no Antigo Testamento[1]. São também conhecidos como Mal'ak[2], que significa “mensageiros" ou, em alguns casos, rotulados pela Bíblia como “servos de Yahweh” (IIRs 9:7), “homem de Deus” (Dt 33:1; ISm 9:6). Em outro momento, com pessoas específicas, o termo Chozeh (vidente) é designado de maneira mais incisiva, como Samuel, sendo chamado de Chozeh, por sete vezes (ISm 9:9,11,18,19; ICr 9:22; 26:28; 29:29). O termo Ra’ah significa literalmente “ver, contemplar, perceber" e Chozeh significa “o observador de uma visão". Jim Goll (2007, p. 22) defende que havia duas correntes proféticas em Israel, estabelecendo que todos os verdadeiros videntes são profetas, mas nem todos os profetas são videntes.

Com essas definições, a distinção entre o profeta (Nabiy’) e o vidente (Chozeh e Ra’ah), torna-se um pouco mais clara. Quando se trata da revelação profética, o profeta é basicamente um ouvinte inspirado e depois um orador, ao passo que o vidente tem basicamente uma experiência visual. Em outras palavras, o profeta está na dimensão comunicativa, e o vidente, na dimensão receptiva. Enquanto Nabiy enfatiza a obra ativa do profeta em falar a mensagem de Deus, Ra`ah e Chozeh focam a experiência em que o profeta “vê ou percebe” a mensagem, ou o meio pelo qual ele tem essa visão.                 

Alguns preferem o termo visionário como Robert Wilson (2006), focando a atuação profética como aquele que tem visão. Outros, como Wayne Grudem, propõe que a principal função dos profetas é serem mensageiros de Deus, enviados para falar a homens e mulheres as palavras do próprio Deus. O verdadeiro Nabiy’ era considerado enviado pelo próprio Yahweh (Jr 28:9), sendo um mensageiro da aliança, enviado para lembrar Israel dos termos estabelecidos com o Senhor, chamando-os à obediência e ao arrependimento; advertindo-os que as penalidades pela desobediência logo seriam aplicadas (GRUDEM, 2001, p. 24).
Os profetas eram considerados na nação de Israel com muito temor, pois possuíam absoluta autoridade divina em suas palavras. Desobedecer essa palavra era o mesmo que desobedecer ao próprio Deus (Dt 18:19; ISm 15:3,18,23; IRs 20:36; IICr 25:16; Is 30:12-14; Jr 6:10,11,16-19). Os verdadeiros profetas, na nação de Israel, eram mantidos pelo Senhor que os guardava em aprovação para que suas palavras se cumprissem, como no caso do profeta Samuel (ISm 3:19; 9:6).


Culver (1998, p. 906) infere que o profeta deveria ser Israelita (Dt 18:15,18) e seu conhecimento sobrenatural do futuro deveria ser um sinal de que era realmente designado por Deus (IRs 22; Jr 28). O teste derradeiro é a estrita conformidade com às revelações bíblicas confirmadas e que vieram por intermédio de Moisés (Dt 13.1-18).
O “candidato a Profeta” deveria ser fisicamente apto, irrepreensível, do ponto de vista moral, e um erudito do ponto de vista intelectual. O mais importante: deveria ser escolhido por Deus. Portanto, não é qualquer um que pode se denominar um profeta, pois, deve ser, obrigatoriamente, uma pessoa justa e piedosa (MAIMÔNIDES, 2003).


Obs; Este texto é do livro "O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576






[1] Gn 20:7; Ex 7:1; Nm 11:29; 12:6; Dt:13:1-5; 18:15-22; 34:10; Jz 6:8; ISm 3:20; 9:9; 22:5; IISm 7:2; 12:25; 24:11; IRs 1:8-45; 11:29; 13:2-29; 14:2,18; 16:7,12; 18:36; 19:16; 20:13-38; 22:7; IIRs 1:9; 3:11; 4:12-36; 5:3-13; 6:12; 7:2,19; 9:1,4; 14:25; 19:2,20; 20:1,11,14; 23:18
[2] מלאךְ, Mal'ak procedente de uma raiz não utilizada, significando despachar como um representante; mensageiro, representante ou um anjo teofânico (IICr 36:15,16; Is:44.26; Ag 1:13; Ml 3:1)

Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé́. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.


@ze.ronaldo.templodefogo @osprofetas_ @lagrimasportuacausa @templodefogo @igrejaportuacasa







    
Este é um projeto envolvendo todos os irmãos da Igreja PorTuaCasa (@igrejaportuacasa). O objetivo é unir duas coisas. As Escrituras e um bom Rock N Roll. Atualmente temos muitas músicas que se dizem "gospel", porém, encontramos muitas frases que exaltam mais o homem do que à Deus. Essa é a primeira música, temos o objetivo de fazer o sermão do monte por completo (Mateus 5.1-7.29).

Nesta música, fizemos o texto das Bem-aventuranças (Mateus 5.3-12). 


Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. 
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. 
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. 
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 
Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.  


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