Columba - O Guerreiro de Deus!
Columba - Missionário à Escócia
Noé, após acordar de sua
embriaguez, abençoou seus dois filhos Sem e Jafé. A bênção de Jafé era que
chegaria um dia em que ele habitaria nas tendas de Sem. Com o trabalho do
apóstolo Paulo, e nos séculos subsequentes, Deus trouxe Jafé para as tendas de
Sem enquanto a igreja era estabelecida, primeiramente na Antioquia, Síria,
Grécia e Itália, e então em toda a Europa. O Evangelho foi levado gradualmente
à Europa, onde os cruéis e violentos bárbaros viviam, ela foi cristianizada e a
seu tempo se tornou o centro da igreja.
No tempo da Reforma, quando
Roma tinha se tornado apóstata, a Europa estava dividida entre protestantes e
católicos romanos. Apenas alguns países se tornaram completamente protestantes,
um deles era luterano - Suécia - e três calvinistas - Holanda, Inglaterra e
Escócia.
Alguns dos maiores heróis
da fé seriam encontrados na Escócia, onde os pactuários derramaram o seu sangue
pela causa do Evangelho enquanto corajosamente levantavam suas vozes em
protesto contra todas as formas de papado e prelado. As mais puras Igrejas
Presbiterianas foram lá estabelecidas. A partir delas as grandes verdades do
calvinismo espalharam-se, especialmente para os Estados Unidos. Ninguém lutou
de forma tão árdua e implacável contra todo o tipo de corrupção do puro
Evangelho, quanto os escoceses.
É difícil imaginar, então,
que antes do século VI a Escócia era habitada por alguns dos mais cruéis,
bárbaros, supersticiosos, idólatras e repreensíveis pagãos dentre todas as
tribos bárbaras: os pictos e os escoceses. Foi o Evangelho que os conquistou, e
foi o Evangelho que estabeleceu na Escócia a Igreja de Cristo. A história da
conversão da Escócia é a história do grande missionário Columba.
Início da Sua Vida
Columba nasceu,
provavelmente, no dia sete de dezembro do ano de 521 d.C., no condado de
Donegal, naquela parte da Irlanda que é conhecida hoje como Ulster, ou Irlanda
do Norte. Ele nasceu como um celta de uma família real. Os celtas eram uma
antiga tribo bárbara do oeste da Europa, que foi tomada pelas tribos alemãs e
que, depois de mudar-se para as ilhas britânicas, foram os ancestrais dos
irlandeses, galeses, escoceses e pictos.
Columba
é descrito por biógrafos posteriores como uma criança bem bárbara cheia de
energia e muito travessa, sempre procurando por uma boa luta. Ele era alto e
forte, possuía uma poderosa e agradável voz e tinha um malévolo senso de humor.
Criado desde a infância na fé cristã, ainda cedo ele demonstrou uma promissora
capacidade intelectual. Ele cresceu na companhia de pessoas que eram briguentas
e dadas a luta; que embora fossem cristãs em algum sentido superficial, ainda
assim mantinham muitos costumes e superstições pagãs; pessoas que eram
afeiçoadas a música e cantorias, e caracterizadas por forte individualismo.
Todas estas características nativas estavam entrelaçadas naquilo que Columba
era.
Sob a influência de seu
tutor, um sacerdote chamado Cruithnechan, Columba logo tornou-se inclinado à
religião. Seu hábito de gastar uma parte de cada dia numa pequena igreja, logo
deu a ele o apelido carinhoso de "Columcile" - coluna da igreja. Mais
tarde sob a tutela de dois professores - ambos chamados Finian - ele começou um
estudo sistemático da Escritura e contribuiu grandemente para o estabelecimento
de vários monastérios e igrejas na Irlanda do Norte.
A Obra de Sua Vida
Por volta de 561, dois acontecimentos mudaram a vida
de Columba para sempre.
1. O primeiro surgiu a partir de seu interesse pela
Escritura. Desejoso de ter sua própria cópia da Escritura, ele copiou
secretamente o livro de Salmos e os Evangelhos dos manuscritos que Finian tinha
trazido com ele de Roma. Quando Finian inesperadamente apareceu enquanto
Columba estava copiando, Finian exigiu a cópia. Quando Columba se recusou a
entregá-la, a questão foi levada ao rei, que decidiu em favor de Finian. Mas
Columba foi duro em sua resposta e consequentemente foi taxado de rebelde.
2. O segundo acontecimento surgiu a partir do
primeiro. O rei que decidiu contra Columba, era primo de Columba. Um cisma se
desenvolveu entre os dois a ponto de levá-los ao campo de batalha. Columba, que
era o líder de seu clã, foi à batalha contra o rei e derrotou-o completamente.
O massacre foi grande, e pelo menos dois mil seguidores do rei foram mortos.
Depois do massacre, Columba
estava tão ferido com remorso, ainda no campo de batalha cheio de corpos
espalhados, que decidiu viver o resto de sua vida em penitência. Se ele foi
forçado a fugir da Irlanda por causa destes dois eventos, ou se a escolha de
deixar o país foi dele, ninguém sabe. Mas logo após estes eventos, entre 562 e
563, quando Columba tinha pouco mais de quarenta anos de idade, ele tomou
consigo doze companheiros e navegou para a costa da Escócia. Depois de uma dura
e arriscada viagem, e uma longa procura por um bom lugar para se estabelecer,
ele encontrou a pequena ilha de Hy, agora conhecida como Iona, onde decidiu
viver. A ilha não possuía árvores, era um estéril pedaço de terra medindo em
torno de cinco quilômetros de comprimento por um e meio de largura, com uma
vista para o mar e para a costa da Escócia de tirar o fôlego.
Ali, nesta pequena ilha,
Columba construiu um monastério. Não era uma estrutura majestosa, mas um
pequeno conjunto de cômodos que incluíam um refeitório, uma livraria, uma
pousada, uma estufa, um moinho, dois celeiros e uma pequena igreja. Ali, foi
organizada uma vida monástica em torno de Columba, a qual consistia em três
grupos de residentes: os anciãos, que eram responsáveis pela adoração,
preservar manuscritos e ensinar outros residentes; os trabalhadores, que faziam
o trabalho manual necessário para manter o monastério funcionando; e os
aprendizes que eram responsáveis por tarefas variadas. Havia ali muita
atividade, mas eles eram especialmente devotos ao treinamento de missionários,
os quais seriam enviados aos habitantes das terras que hoje compõe a Escócia.
Columba, nas suas próprias palavras, tinha agora dedicado sua vida a trazer
tantos pagãos para Cristo quanto os que ele havia matado na batalha contra seu
primo, o rei.
O trabalho missionário
naqueles dias era difícil. Requeria que os monges fossem treinados em Iona e
que o próprio Columba fosse para o continente, onde estavam em constante perigo
por causa de pessoas cruéis, animais selvagens, terreno acidentado, um clima
imperdoável e a hostilidade dos druidas - os sacerdotes da religião pagã, que
odiavam com toda a sua alma a chegada do cristianismo. Ali também viviam os
pictos e os escoceses, que - embora o cristianismo tenha feito algumas estradas
para dentro de suas terras - basicamente permaneciam a raça de bárbaros que
eram muito antes do nosso Senhor nascer em Belém.
As histórias que são
contadas do trabalho de Columba são, em muitos casos, legendárias. Seus
biógrafos relatam como ele combateu a mágica dos druidas com milagres de cura,
como ele abafou as vozes entoadas pelos sacerdotes druidas com canções de
louvor a Deus cantadas em sua própria voz poderosa, como ganhou o respeito de
Brude, o rei dos pictos, que vivia em um castelo as margens do lago Ness, e
como trabalhou com um zelo incansável pela causa do Evangelho. Despojado de
todas as histórias legendárias, o trabalho de Columba brilha como a luz no meio
das trevas do paganismo. Seu labor missionário foi abençoado por Deus na
Escócia de tal forma que o verdadeiro Evangelho foi proclamado lá, e a Igreja
de Jesus Cristo foi reunida. Seu zelo missionário é um exemplo para todos a
quem Deus, através dos anos, chama para este árduo trabalho.
Columba retornou brevemente
para a Irlanda, sua terra natal, por conta de várias reuniões da igreja. O
prestígio e respeito que ele possuía, fizeram com que todos os seus problemas
do passado, na Irlanda, parecessem irrelevantes. Ele aproveitou a oportunidade
para resolver várias intrigas que havia começado a causar problemas na igreja
da Irlanda, e sua influência frequentemente levava uma solução eficaz para
estas dificuldades.
Sua Morte
O coração de Columba
permaneceu na Escócia. Para a Escócia ele retornou, na Escócia ele morreu. No
último ano de sua vida, com a idade de setenta e cinco anos, ele gastou seu
tempo transcrevendo um saltério. Tarde da noite, a meia-noite, ele levantou com
dificuldade de sua cama desconfortável para participar do tradicional culto da
meia-noite. Ele chegou um pouco mais cedo do que seus companheiros monges, para
ajoelhar-se em oração diante de Deus. Enfraquecido por anos de trabalho árduo,
sobrecarregado com os cuidados da igreja, suportando a desolação de muitos
anos, ele subitamente desmaiou. Ele acordou brevemente quando seus companheiros
monges chegaram, e tomou uns poucos momentos que lhe haviam restado, para conceder
a eles sua bênção final, e morreu pacificamente nas primeiras horas do domingo
dia nove de junho do ano 597.
O caráter de Columba nunca
mudou durante toda a sua vida, pois Deus dá a cada homem o seu caráter e
características pessoais no nascimento. Seu amor pela luta, sua constituição
robusta, e sua tendência de entrar em cada controvérsia eram temperados,
todavia, pela graça do Espírito Santo, e sob o poder da serenidade da
santificação, ele se tornou o poderoso missionário que ele era.
Columba possuía grandes
habilidades de liderança. Ele era um homem de aparência atrativa e
impressionante. Deus tinha o abençoado com uma poderosa voz. Seu canto -
excepcionalmente belo - poderia ser ouvido além de qualquer reunião. Sua voz
melódica era eloquente enquanto ele trazia o Evangelho para os pagãos pictos e
escoceses. Ele era também decidido e firme na causa do Evangelho. Uma antiga
eulogia gaélica fala dele como "um herói descortês".
Ele não tinha nenhuma
paciência com os malfeitores e não podia suportar a hipocrisia. Ele era, e
sempre foi, rápido em repreender pecadores e não tolerava nenhuma vergonha para
com o Evangelho que ele amava e pregava.
Havia também um outro lado da privilegiada
personalidade de Columba. Ele era um homem que mostrou grande amor pelo pobre e
oprimido. Suas obras de misericórdia e compaixão eram conhecidas por toda a
parte. Ele possuía um amor profundo pelas belezas de Deus na criação, reveladas
na glória do trabalho das mãos de Deus nas árvores e vales, flores e nos raios
de sol, plantas e animais selvagens. Tudo isto era possível porque ele possuía
uma alma poética. Algumas de suas poesias permanecem, e a leitura deste
material ainda é proveitoso.
É verdade que Columba viveu
em uma era quando a igreja papista já havia se desviado da pura adoração a
Deus, mas Columba era mais dono de si do que um filho da igreja. Isto é, ele
era mais um homem de Cristo do que um homem fiel a fé papista em todas as
coisas. Isto é especialmente evidente na sua profunda devoção as Escrituras.
Embora ele amasse a poesia da Escritura mais do que as outras partes, ele era
fiel ao todo da Escritura. Ele a carregava consigo onde quer que fosse. Ele
ensinou seus companheiros monges e outros do povo de Deus a honrar e estudar a
Escritura e a meditar sobre ela. Sua pregação era simples, direta, e acima de
tudo, bíblica. Ele sempre expôs o grande glorioso tema da Escritura: Cristo
crucificado. Se isto podia ser dito de Patrick, missionário à Irlanda, que ele
"viveu com a Bíblia" o mesmo pode ser dito de Columba.
Através dos labores de
Columba e outros que desafiaram os perigos das terras pagãs para levar o
Evangelho aos bárbaros - pois Columba é apenas um exemplo dentre muitos - Deus
se agradou em começar a trazer Jafé para as tendas de Sem.
Retirado do
livro: Retratos de Santos Fiéis, Herman Hanko, Fireland, 2013.



QUANDO A GENTE VER HOMEM MERRER POR UM INDEAL , E VER OS HOMEM D HJ MORRER POR DINHEIRO ISSO DA NOJO NA GENTE
ResponderExcluirMuito bom esse evangelho foi homem escolhido de Deus
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