Neste Blog você encontrará um conteúdo voltado a história cristã, enfatizando homens que tiveram uma "Causa" para lutar marcando assim a história. Você encontrará também um conteúdo voltado aos Profetas de Israel, observando o caminho profético, profecias, dom e escritos bíblicos. Você encontrará também vários artigos teológicos sobre o Antigo Testamento, tratando sobre dons, Anjos, Sobrenatural e o Espiritual.
Beije o FILHO! Enquanto há tempo.
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Salmos 2.1-12
“Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:" Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam”.
Introdução.
A Missão de YAHWEH
יְהוָֹה (Javé, Deus).
A exposição do Salmo no capítulo dois, deve levar-nos a um conhecimento profundo da obra específica de Deus. Há uma missão de Deus relatada nas Escrituras que precisa ser desvendada conforme relata Wright:
Um Deus que se revela nas Escrituras é um Deus pessoal, que age com um propósito e tem determinados objetivos...Deus está realizando o seu propósito / de ano em ano e de geração em geração (2014, p. 63-64).
Wright continua resumindo a missão de Deus descrevendo a glória do Ungido: A Bíblia se apresenta a nós, fundamentalmente, como uma narrativa:
üEla começa com o Deus que tem o propósito com a criação.
üPassa ao conflito e ao problema gerados pela rebelião humana contra este propósito divino.
üConcentra a maior parte da jornada narrativa das Escrituras na história em que o propósito redentor de Deus é realizado no palco da história humana;
üE conclui, além do horizonte dessa própria história, com a esperança escatológica de uma nova criação.
Wright finaliza este ponto em uma forma de enxergar a narrativa bíblica dividindo-a em quatro partes: Criação, queda, redenção e esperança futura (2014, p. 64).
Percebemos que existe a compreensão clara da missão de Deus descrita no Salmo. Entretanto, nele percebemos também certa clareza da nossa participação na história de Deus – descobrindo nosso chamado presente. Ao observarmos a estrutura do Salmo, conseguimos extrair a história de Deus com seu Filho Jesus Cristo.
Bickle menciona em seu livro a forma como o pregador Spurgeon adaptou o Salmo 2 - um grande drama com quatro atos[2]:
A cortina sobe, e, na ação dos primeiros três versículos, os reis e governantes rebeldes da Terra desempenham o seu papel na História. Então, a cortina se fecha. O segundo ato se inicia com Deus Pai no palco central respondendo aos líderes iníquos. Acaba o segundo e inicia o terceiro ato. Dessa vez, Jesus tem o papel principal. Davi ocupa o palco no quarto ato e soa um alerta que ecoa e atravessa os corredores do tempo – dos dias desse rei até a segunda vinda do Senhor (BICKLE, 2016, p. 99-100).
1. Os ímpios não irão se submeter.
Vamos observar os três primeiros versículos do Salmo 2 e notarmos como o homem escravo do pecado, está ativamente em rebeldia contra o Santo nos céus:
Sl 2.1-3, “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:" Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas”.
Em primeiro lugar ao ler o Salmo 2, notamos os líderes se levantando contra Deus e contra Jesus. Para entendermos esses primeiros versículos, precisamos compreender com exatidão a doutrina do pecado original. Vejamos o que Hanko menciona:
A Bíblia ensina que, mesmo que nunca tivéssemos pecado – nunca feito algo errado – ainda seríamos contados como pecadores diante de Deus. Essa é a doutrina bíblica do pecado original...Existem duas partes no pecado original. Há, em primeiro lugar, o fato que todos pecaram em Adão e são considerados culpados de seu pecado. Isso é geralmente mencionado como “culpa original” e chega a todo homem porque Adão representava todos os homens diante de Deus. Em segundo lugar, sendo já culpados, mesmo antes de nascer, todos os homens também vêm ao mundo sofrendo a punição do pecado, que é a morte eterna. Eles nascem mortos em delitos e pecados (Ef 2.1). Essa parte do pecado original – a punição que vem sobre eles no nascimento – é mencionada como “poluição original” ou “depravação” (HANKO, 2007, p.1).
As definições de Hanko direciona-nos para o entendimento do estado humano perante Deus. Porém, desejo enfatizar que este estado não se comporta passivamente – o homem caído é ativamente rebelde contra Deus (Gn 6.5, “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”). Observe a palavra “continuamente” que no hebraico é הַיּוֹם-כָּל (Kal Hayom)[3] que significa “todo o dia”, “um trabalho contínuo”. O homem escravo do pecado se mantém ativamente contra toda força e domínio de Deus na Terra.
Do ponto de vista de Deus, que é o único ponto de vista verdadeiro, o homem natural é incapaz de fazer o bem, em pensamentos, palavras ou atos, e, por isso, não pode contribuir em nada para sua salvação. Ele está em rebelião total contra Deus (BEEKE, 2010, p. 69).
David Platt explora de maneira explicativa o início da rebelião humana:
Tudo começa quando a ordem de Deus é reduzida a questionamentos sobre ele. Deus é santo mesmo? Ele sabe realmente o que é certo? Deus é bom de verdade? Ele quer mesmo o que é melhor para mim? Em meio a esses questionamentos, o homem e a mulher sutilmente se colocam não como aqueles que devem ser julgados por Deus, mas sim como aqueles que o julgam (PLATT. 2016, p. 22).
Este homem quer libertar-se da ideia de submissão às ordens estabelecidas por Deus (Ex 5.2); libertar-se da ideia de prestar contas a este Deus (2Co 5.10); libertar-se da ideia de reconhecer em Cristo toda autoridade dos céus e da Terra (Jo 14.3; Mt 28.18).
David Platt prossegue:
O Autor de toda criação tem autoridade sobre tudo que criou, inclusive sobre mim e você. Temos de prestar contas a ele como nosso Juiz. Uma das verdades fundamentais do evangelho é que Deus julgará todas as pessoas, e o fará com justiça. Isso nos coloca numa posição em que precisamos desesperadamente de sua graça (PLATT. 2016, p. 21).
Os primeiros versículos do Salmo 2 diz que estes homens ímpios conspiram contra o Ungido de Deus – querem se libertar das supostas “algemas” que os prendem. A mensagem do mundo atual é: “Seja feliz, independente se suas decisões irão contra a vontade estabelecida por Deus – você é autônomo da própria vida, não há ninguém acima de sua cabeça para determinar o certo ou o errado”.
Waltke comenta a interpretação de Orígenes da seguinte forma:
Orígenes responde o “porque” do Salmo 2.2 ao aludir a 1Coríntios 2.6-8; como pecadores, eles estão em intrínseca revolta contra Deus, exercendo “a sabedoria deste mundo, pecaminosa e corrompida com ela é. Ele também indica que a declaração “príncipes” do profeta é provável que não se refira a reis históricos específicos, mas aos poderes demoníacos e cósmicos das trevas (WALTKE. 2015, p. 159).
Podemos definir, como um homem rebelde aos desígnios e propósitos de Deus. Da mesma forma, tomando um pouco do pensamento de Orígenes que relata as ações de Satanás. O diabo é o mais interessado para criar um levante de obstinação nestes últimos dias contra a reverência ao Ungido de Deus – Jesus Cristo. O maligno tentará de todas as formas, incentivando os homens a viverem na iniquidade (Mt 7.23). A palavra “iniquidade” no grego é “ανομια” (anomia), significa: “aquele que vive transgredindo o que a lei determina”. O inimigo quer gerar uma cultura contra a cultura do Reino de Jesus – homens praticando a perversidade como estilo de vida.
Bickle expõe:
Ciente do propósito do Pai de encher a Igreja de paixão pelo Filho, o diabo põe em prática seus objetivos. Para realizá-los, o maligno está levantando líderes iníquos e envolvidos com o pecado. Essas pessoas se oporão violentamente à ideia de um povo apaixonado por Jesus e resistirão às coisas santas. Esse extremismo se tornará uma fúria infernal contra Cristo pouco antes da Sua vinda. Conflitos enfurecidos serão travados em diferentes campos da batalha: religioso, social e político-ideológico, bem como na Economia, Medicina, Filosofia (moral e ética), Educação, Música e Arte (BICKLE. 2016, p. 101).
A colaboração de Platt:
O evangelho é a força vital do cristianismo e proporciona o fundamento para confrontar a cultura, pois, quando cremos de verdade no evangelho, começamos perceber que ele não só constrange o cristão a confrontar as questões à sua volta, mas também cria de fato uma confrontação com a cultura ao seu redor – e dentro de nós (PLATT. 2016, p. 20).
1.2 Uma cultura rebelde contra o Santo Ungido de Deus.
O próprio desenvolvimento do pensamento humano prova como Satanás está atuando para ir contra a autoridade de Jesus Cristo. Vamos observar alguns pensamentos que evoluíram nos séculos e compará-los com as afirmações de Cristo:
O relativismo é o conceito de que os pontos de vista não têm uma verdade absoluta ou validade intrínsecas, mas eles têm apenas um valor relativo, subjetivo, de acordo com diferenças na percepção e consideração. Este pensamento está enraizado em nossa sociedade. Emitir qualquer juízo de valor, opinião fundamentada em verdades e estabelecer uma verdade absoluta, está cada vez mais aboleto nos âmbitos sociais. Cada pessoa está criando um modelo estrutural de visão de vida.
O secularismo é o princípio da separação entre instituições governamentais e as pessoas mandatadas para representar o Estado a partir de instituições religiosas e dignitários religiosos. Em certo sentido, o secularismo pode afirmar o direito de ser livre do jugo e ensinamento religioso, bem como o direito à liberdade da imposição governamental de uma religião sobre o povo dentro de um estado que é neutro em matéria de crença. Em outro sentido, refere-se à visão de que as atividades humanas e as decisões, especialmente as políticas, devem ser imparciais em relação à influência religiosa.
O pluralismo é um conceito que tem aplicações em diversos âmbitos e que está associado à pluralidade e à convivência de coisas bastante diferentes umas das outras. Um sistema plural é aquele que aceita, reconhece e tolera a existência de diferentes posições, opiniões ou pensamentos. O pluralismo teológico é a noção segundo a qual todas as religiões são caminhos úteis para chegar a Deus.
Sincretismo é a fusão de diferentes doutrinas para a formação de uma nova, seja de caráter filosófico, cultural ou religioso. O sincretismo mantém características típicas de todas as suas doutrinas-base, sejam rituais, superstições, processos, ideologias e etc. Etimologicamente, a palavra "sincretismo" se originou a partir do grego sygkretismós, que significa "reunião das ilhas de Creta contra um adversário em comum", que por sua vez foi traduzido para o francês syncrètisme, dando origem, consequentemente, à variante na língua portuguesa.
Observação:
Note que todos esses pensamentos tem uma única finalidade: tentar destituir todo poder e autoridade que está nas mãos do Filho de Deus. Em Cristo está todo o poder de decisão e de julgamento no último grande Dia (Rm 14.10; 2 Co 5.10). Deus julgará a Terra através do Cordeiro que foi morto e ressuscitou[8]
Agora, vamos comparar todos estes pensamentos de afronta a autoridade de Cristo com as próprias palavras absolutas de nosso Senhor:
1.3 Cristo e sua total Autoridade concedida pelo Pai.
Jo 14.6, “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Cristo estabelece a Verdade Absoluta ao dizer:
·Ser o único Caminho para o qual devemos seguir.
·Cristo também fundamenta-se em ser a única Verdade pela qual devemos crer, por fim;
·Cristo também enfatiza ao mundo ser o único que pode dar Vida aos homens.
Em outra menção absoluta de nosso Senhor – estabelece-se que Ele é o único que pode saciar toda sede humana. Dentro do homem há um vazio insaciável; nada ou ninguém pode preenchê-lo; porém, o Ungido assume a postura de declarar que Ele – somente Ele – têm através do Pai, capacidade para saciar a sede humana:
Jo 6.35, “Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”.
Jo 4.14, “aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”.
Jo 7.37,38 “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”.
A Verdade Absoluta nas Escrituras sobre Cristo:
Ele é o único que pode sustentar a humanidade: Jo 6.48, “Eu sou o pão da vida”.
Ele é o único que pode clarear o mundo: Jo 8.12, “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”.
Ele é o único que pode guardar a humanidade com segurança: Jo 10.7, “Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas”.
Ele é o único Pastor perfeito, ou seja, um Pai corretíssimo: Jo 10.11, “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”.
Ele é a nossa garantia e paz para quando enfrentarmos a morte: Jo 11.25, “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”.
Ele é o único que nos fortalece diariamente: Jo 15.1, “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor”.
Com todas essas verdade absolutas ditas pelo próprio Senhor, entendemos a explicação de Bahnsen:
Os governantes deste mundo são hostis contra toda afirmação de que Deus escolheu Alguém para exercer autoridade sobre eles. Essa antipatia, característica de todos os reis incrédulos, foi clara e definitivamente expressa durante o ministério terreno de Jesus Cristo e na fundação de sua igreja (At 4.23-31)...Os juízes civis que condenaram Cristo à morte estavam unidos com o povo de Deus, que em apostasia exigiram à crucificação do Filho de Deus por meio da afirmação: “Não temos rei, senão César” (Jo 19.12,15). Da mesma forma, quando a igreja de Cristo pregou que ele é Salvador e Senhor, a resposta do mundo foi (e continua a ser) que eles “estão agindo contra os decretos de César, dizendo que existe um outro rei, chamado Jesus” (At 17.7). O aspecto contra os quais os governantes deste mundo se rebelam é a reivindicação de que Cristo, o Ungido de Deus, é o Rei supremo ao qual todos os magistrados terrenos precisam se submeter obedientemente...Eles decidem “quebrar as suas correntes” com Deus, assim desprezando e transgredindoa lei de Deus (Jr 5.5) (BAHNSEN. 1996, p. 132-133).
Bickle conclui:
Esses enganadores desafiam ousadamente o direito que o Pai tem de dar a Jesus a Sua herança: “Os reinos deste mundo pertencem a nós”, vociferam eles. “Nós não daremos nossa obediência a afeição a Cristo. As paixões dos homens pertencem aos reis e líderes da Terra! Nós – e não o Teu Filho – temos direito ao afeto deles! A energia cinética da paixão profana tem aumentado. Os líderes de todas as áreas da sociedade – legisladores, educadores, empresários, profissionais do entretenimento, publicitários, líderes religiosos, magnatas da mídia e outros – que possuem pensamentos tenebrosos arquitetam planos para atacar os santos mandamentos de Deus. Em primeiro lugar, eles buscam enfraquecê-los e, então, eliminá-los da sociedade. (BICKLE. 2016, p. 102, 103).
2. Aquele que está assentado no Trono:
Zomba e Estabelece!
Sl 2.4-6, “Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião”.
Acredito que todo cristão desejaria muito ouvir Deus rindo daqueles que pensam que podem ir contra o Seu poder. Entretanto, neste riso não há um fundamento feliz e sim uma atitude de desprezo, zombaria e desafio - para aqueles que pensam poder enfrentar o estabelecimento de Deus.
Quando lembramos dos profetas, entendemos como suas ações expressavam a indignação de Deus com certas atitudes do povo. Existia uma relação intrínseca entre o profeta e a profecia. Para Grudem (2001, p. 362): “acreditar em Deus era acreditar em seus profetas (2Cr 20:20; 29:25; Ag 1:12), pois as palavras dos profetas eram as próprias palavras de Deus” (2Cr 29:25). Portanto, desobedecer ou não acreditar no verdadeiro profeta era desobedecer ou não acreditar no próprio Deus, fazendo com que o ouvinte fosse responsabilizado (ISm 8:7; IRs 20:36; 2Cr 25:16; Is 30:12-14; Dt 18:19)[9].
A partir deste ponto podemos lembrar da postura do profeta Elias quando há em nível público o confronto entre YAHWEH - יְהוָֹה[10], (Javé, Deus) e os profetas de Acabe. Elias zomba daqueles que desafiavam o verdadeiro Deus (IRS 18.27, “Ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará”).
Não há como o homem enfrentar o Todo-Poderoso; por isso o Salmista desafia a humanidade:
Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?... Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu. Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? (Sl 15.1; 24.1-3).
Wiersbe comenta:
A cena tranquila no céu é um contraste e tanto com a cena turbulenta na terra, pois Deus não está preocupado nem com medo dos homens insignificantes que se enfurecem contra ele. Simplesmente ri deles com menosprezo (37:8-13; 59:1-9). Afinal, para Deus, até os maiores governantes não passam de grama a ser cortada; as nações mais poderosas são apenas gotas num balde (Is 40:6-8, 12-1 7), (WIERSBE. 2006, p. 90).
Deus diz: “...Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião”. Em toda a Escritura o Senhor faz questão de declamar seu estabelecimento e através do seu próprio poder; o cumprimento: Ex 13.14, “Quando teu filho amanhã te perguntar: Que é isso? Responder-lhe-ás: O SENHOR com mão forte nos tirou da casa da servidão”. Da mesma maneira fala a Davi: ICr 17.7, “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tomei-te da malhada e de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo de Israel”. Assim Deus estabelece o Senhorio de Cristo em toda a Terra. O Senhor está emitindo um decreto no qual todos devem se curvar.
“Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é o Rei da Glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é esse Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória”. (Sl 24.7-10).
Waltke comenta a posição de Lutero a esse respeito:
Ninguém irá privar Cristo de seu trono, porque Deus Pai o colocou ali para sempre; desta forma, a luta é realmente sobre o Primeiro Mandamento – reconhecer que Deus é Deus. Assim, é o Espírito Santo que “sorri” sobre a tolice da revolta do mundo contra Deus. Deste modo, em nossas adversidades, podemos “sorrir” também (WALTKE. 2015, p. 168).
Concluindo com Bahnsen:
Ninguém pode escapar do fato objetivo de que, por direito divino, Jesus Cristo é o rei estabelecido por Deus (2.6), figuradamente descrito como entronizado sobre o monte santo de Deus (o templo) na “cidade do grande Rei” (Sl 48.1,2). Deus o ungiu com o “óleo de alegria” e o distinguiu de todos os seus companheiros e o colocou sobre um trono eterno, em que o cetro desse reino é um “cetro de justiça” (Sl 45.6,7). Por conseguinte, o salmo 2 retrata Deus honrando seu Filho, o Cristo, ao entronizá-lo como o Rei supremo, o que ocorreu de forma especial na ascensão, apesar da rebelião autônoma contra ele por parte dos reis e governantes da terra (BAHNSEN. 1996, p. 133-134).
3. O Filho despedaçará os reis da Terra.
Sl 2.7-9, “Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro”.
A Escritura indica na história que todas as vezes que um rei exaltava-se com o seu poder, Deus fazia questão de humilhá-lo. Faraó é um exemplo claro que prefigura as afrontas destes reis mencionados no Salmo 2, observe o texto:
“Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel...Então, disse o SENHOR a Moisés: Vê que te constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta. Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixe ir da sua terra os filhos de Israel. Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas” (Ex.5.2; 7.1-3)[11].
Duas nomenclaturas são usadas neste texto e que reforçam nosso ponto de vista. Moisés é tido como um “Deus” diante de Faraó, ou seja, um representante legal enviado pelo Senhor. A palavra usada no texto é Elohiym[12], a mesma utilizada em Genesis (1.1, “No princípio, criou Deus (Elohiym, אלהימּ) os céus e a terra”). A guerra no Egito era entre YAHWEH e os deuses - óbvio que o inimigo não chegaria aos pés do Senhor. Na terceira praga, dos piolhos,[13] os magos desesperados dizem a Faraó: -“...Isto é o dedo de Deus...”[14], a palavra dedo é אצבע (etsba), refere-se a um dedo do pé. De maneira simbólica: um dedo do pé de YAHWEH causou a catástrofe no grande Império do Egito. Os deuses egípcios estavam no tribunal de Deus (Gn 12.12 –“... executarei juízo sobre todos os deuses do Egito...).
Merril comenta:
Não podemos deixar de lado o fato fundamental de que o conflito no Egito, na realidade, não era entre Javé e o Faraó, muito menos entre Javé e o Egito, e sim entre Javé e os deuses do Egito (MERRIL. 2006, p.84).
Deus estabeleceu Jesus como Senhor sobre toda a Terra; o nosso Senhor irá despedaçar a rebeldia dos reis que pensam poder enfrentá-lo. A segunda vinda do nosso Senhor será uma guerra destruindo e aniquilando todo levante destes reis contra a autoridade do Filho. João descreve em apocalipse que Ele virá montado em um cavalo branco para julgar com justiça; os seus olhos são chamas de fogo; em seu manto há sangue por causa da guerra e há uma espada que sai da sua boca no qual ferirá as nações. Elas serão regidas com muito rigor – pois através do Filho a ira de Deus será liberada no mundo.
“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes” (Ap 19.11-18).
Loyd Jones comenta:
A causa do problema é que os homens e mulheres não sabem que estão num universo moral, cujo rei é Deus, e que Deus é o Juiz de todo o mundo e o julgará com justiça (2004, p.72)[15]
Concluindo este ponto através Hermisten Maia:
Jesus veio a primeira vez para salvar o perdido (Lc 19.10; Jo 12.47). Na segunda vez, ele virá pessoalmente julgar a todos os homens (Mt 5.21,22; 25.31-33; Jo 5.22,27; At 10.42; 17.31; Rm 2.16; 2Co 5.10; 2Tm 4.1). O juízo de Cristo é o juízo do Trino Deus: O tribunal de Cristo é o tribunal de Deus (Rm 14.10; 2Co 5.10). A Bíblia nos diz que na tarefa de julgar a todos os homens e os anjos rebeldes, Cristo será auxiliado pelos anjos (Mt 13.41-43; 24.31; 25.31; 2Ts 1.7,8; Ap 14.17) e pelos eleitos glorificados (Mt 12.41,42; 19.28; ICo 6.2,3; Ap 20.4). O tipo de participação que teremos nesse juízo, é difícil de determinar. “De alguma forma, sua participação será no sentido de glorificar a Cristo por causa de seus justos juízos”. Seja qual for a nossa atividade, o fato bíblico que devemos ressaltar, é que o Soberano Juiz compartilhará conosco de alguma forma, esta responsabilidade. Este compartilhar de Deus será feito com seus filhos. Por sermos filhos, e não simplesmente anjos, é que Deus nos incumbirá deste privilégio e responsabilidade (MAIA. 2013, 419).
4. A Mensagem dos últimos dias:
Beije o Filho! – porque a ira vem!
Sl 2.10-12, “Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam”.
Quando pensamos na mensagem exata do evangelho para essa geração descobrimos a resposta através de Davi. Ele estava alertando os líderes de sua época para se submeterem ao Senhor com temor e se alegrar n`Ele com tremor. Davi ainda usa a linguagem que os reis entendiam, subjugação – “Beijem o Filho”. Em outras palavras, ajoelhem-se perante o Rei dos reis. Tirem suas coroas na frente do Único que pode ter uma Coroa de Autoridade.
Champlin comenta a esse respeito:
Aqui se recomenda a obediência ao filho, pelo que “com tremor, beijai o Filho”. O hebraico dos vss. 11 e 12 é incerto, pelo que a Revised Standard Version diz “beijai os pés do Filho", como uma tradução possível, que se adapta ao espírito desses versículos. “Beijar os pés era um ato de reverência requerida da parte dos príncipes subjugados a seus senhores (cf. Sal. 72.9; Isa. 49.23 e Miq. 7.17)” (CHAMPLIN. 2001, p.2067)
Através deste texto podemos definir qual deve ser nossa mensagem nestes últimos dias:
“Para todos! Raças, povos, nações, línguas e todo ser que respira; submeta-se ao Senhorio de Cristo. Reconheça seu Poder e Autoridade enquanto há tempo! Apresse-se! Pois Aquele que é Fiel e Verdadeiro está vindo para julgar as nações! Beijem a mão do Filho!”
Observe o Salmista que nos diz para tremer diante do Santo de Israel:
“Reina o SENHOR; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a terra. O SENHOR é grande em Sião e sobremodo elevado acima de todos os povos. Celebrem eles o teu nome grande e tremendo, porque é santo. És rei poderoso que ama a justiça; tu firmas a equidade, executas o juízo e a justiça em Jacó. Exaltai ao SENHOR, nosso Deus, e prostrai-vos ante o escabelo de seus pés, porque ele é santo” (Sl 99.1-5).
Henry comenta algo importantíssimo. A ira do Pai está sobre o mundo e o único que pode trazer a paz é Cristo (Lc 2.14). Se rejeitarmos Aquele que pode nos salvar da ira vindoura, não resta mais nada a fazer:
A ruína certa a que nós vamos chegar se recusarmos e rejeitarmos a Cristo: “Beijai o Filho, senão tu correrás perigo”. [1] “Será uma grande provocação para ele. Faze-o, para que se não ire”. O Pai já está irado; o Filho é o Mediador responsável por promover a paz; se nós o ofendemos, “a ira de Deus sobre nós 'permanece” (Jo 3.36), e não somente isso, mas há uma adição também na ira do Filho, a quem nada é mais desagradável do que ter as ofertas da sua graça desprezadas e os seus desígnios frustrados. O Filho pode estar irado, mesmo sendo um Cordeiro; ele é o leão da tribo de Judá e a fúria do seu rei, esse Rei dos reis, será como o rugido de um leão e levará até os homens poderosos e chefes dos capitães a buscarem em vão abrigo nas rochas e montanhas (Ap 6.16). Se o Filho se irar, quem intercederá por nós? Aí não resta mais sacrifício, nenhum outro nome pelo qual nós podemos ser salvos (HENRY. 2010, p.222)
Conclusão
Muitos chorarão.
os Escolhidos se alegrarão!
Lc 6.25, “...Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar”.
Enquanto o mundo chorará em desespero diante da glória manifesta do Filho, os santos de Deus se vislumbrarão admirados com toda a glória e beleza do nosso Senhor Jesus. Nós o veremos em total brilho, elegância, magnificência, esplendor, riqueza, poder, autoridade e justiça. Será a recompensa dos justos. O privilégio de admirarmos toda amplitude perfeita que compõe nosso Salvador – nós o veremos, o amaremos mais e o adoraremos por toda a eternidade.
Bickle explica:
Deus é maravilhoso em esplendor e inigualável em Sua grandeza. Não existe ninguém superior nem igual a Ele. Quando tivermos um pequeno vislumbre do Seu poder eterno e da Sua beleza majestosa, seremos cheios de temor reverencial. Nós nos abalaremos diante da Sua grandeza (BICKLE. 2016, p. 107).
Beije o Filho com um beijo de amor e fidelidade. Henry comenta:
Beijai o Filho, não com um beijo traidor, como Judas o beijou, e como todos os hipócritas, que pretendem honrá-lo, mas acabam insultando-o; e sim com um beijo fiel. Com um beijo de consenso e reconciliação…Vamos estudar como honrar o Senhor Jesus e dar a ele a glória devida ao seu nome. “Pois ele é teu senhor, obedece-lhe” (SI 45.11). Nós devemos adorar o Cordeiro, bem como o que está assentado no trono (Ap 5.9-13). Com um beijo de afeição e amor sincero: “Beijai o Filho; entra em um pacto de amizade com ele e deixa que ele seja muito querido e precioso para ti; ame-o acima de tudo, ame-o com sinceridade, ame-o muito, como ele fez com quem já tinha perdoado, e logo, beijado seus pés” (Lc 7.38). (4) Com um beijo de fidelidade e lealdade, como Samuel beijou Saul (1 Sm 10.1). Jure lealdade e respeito a ele, submeta-se ao seu governo, tome o seu jugo sobre si e não desista de ser governado pelas leis dele, disposto pela sua providência e inteiramente devotado aos seus interesses. (HENRY. 2010, p.222)
Irmãos!
Nós o veremos, o admiraremos e o amaremos por toda a eternidade!
“Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado... Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido” (ICo 13.10,12).
“Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap 22.1-5).
Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.
[1] יהוה - divindade Javé =
"Aquele que existe", o nome
próprio do único Deus verdadeiro, nome impronunciável.
[2]SPURGEON, C. H. The treasure of David: an expository and devotional
commentary on the Psalms, vol 1 [O tesouro de Davi: um comentário expositivo e
devocional dos Salmos]. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1983, p.11.
Quem foi o primeiro profeta na Bíblia? Em primeiro lugar precisamos compreender a palavra profeta na Bíblia, pois ela é descrita como נָ ִביא (Navi). A partir desta compreensão iremos ver quando e para quem ela foi usada pela primeira vez. Isso irá ocorrer em Genesis: “Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por ti, e viverás” (20.7). Note que essa é a primeira vez que a palavra “profeta” é mencionada nas Escrituras. E ela é direcionada a um homem chamado Abraão. Essa palavra não veio de uma outra pessoa ou de lideres, mas especificamente por DEUS. “Se lêssemos a Bíblia sem o menor sentido crítico, deveríamos afirmar que Israel tem profetas desde suas origens, já que seu pai de sangue e de fé, Abraão, é agraciado com esse título de profeta. Mais tarde, Moisés aparecerá como o grande mediador entre Deus e o povo, aquele que transmite a Palavra do Senhor e se transforma em modelo de todo autêntico profeta” ...
Fiji é um país constituído por 322 ilhas no Oceano Pacífico Sul, 18 graus ao sul do equador e 1.100 milhas ao norte da Nova Zelândia. Há duas ilhas principais e pouco mais de 100 outras ilhas habitadas. As maiores ilhas contem montanhas que se elevam até 4.000 pés. A chuva forte, até 120 "anualmente, cai no lado do sudeste do país, cobrindo essas partes das ilhas de floresta tropical densa, enquanto planícies nas partes ocidentais das ilhas têm estações secas favoráveis para culturas como a cana de açúcar. Os britânicos tomaram as ilhas em 1874, (cedida a eles pelos chefes) e permaneceram no controle até a independência em 1970. Desde então a história das ilhas ficou turbulenta, devido à desarmonia racial impasse político e violência militar. Nas ruas, ouvia saques, vandalismo, tumultos e violência, com muitos estabelecimentos comerciais destruídos. A economia entrou em colapso. Houve um motim no exército. A pe...
" O avivamento é nem mais nem menos que o impacto da personalidade de Jesus Cristo sobre uma igreja ou comunidade. A área inteira se torna consciente de Deus ". - Duncan Campbell As Ilhas Hébridas são pequenas ilhas que ficam a noroeste da Escócia, a maior das quais se chama "Lewis e Harris". O avivamento começou em 1949 quando duas irmãs, senhores de idade, Peggy e Christine Smith, começaram a orar por um avivamento. Elas acreditaram que Deus as deu a promessa de Isaías 44:3 : " Porque derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca. " No mesmo tempo, sem saber das irmãs Smith, setes homens tinham se comprometido a reunuir-se três vezes na semana para orar por um avivamento. No seu livro "Bright and Shining Revival ( Avivamento Brilhante e Reluzente) , Kathie Walters descreva o que acontece uma noite, depois de mêses de oração: Finalmente, uma noite, um jovem diácono se levantou dos seus joelhos e ...
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