Profeta Joel. O Dia do SENHOR!
“Treme a Terra e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram o seu resplendor” (Joel 2.10).
segue a música:
BANDA: TEMPLO (ICo 3.17) DE FOGO (Hb
12.29)
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CD
- O VIDENTE
MÚSICA: Joel - o Dia do Senhor (Ronaldo
Vicente).
Toquem a Trombeta em Sião (Joel
2.1)
Avisem os povos meu Dia está próximo (Joel 1.15)
Dias escuros, densas trevas (Joel 2.2)
Estão por vir sobre toda a Terra (Ap 17.14)
Avisem os povos meu Dia está próximo (Joel 1.15)
Dias escuros, densas trevas (Joel 2.2)
Estão por vir sobre toda a Terra (Ap 17.14)
Toquem a trombeta em Sião (Joel
2.15)
Reúnam meus filhos e santificai (Joel 2.16)
Chorem os sacerdotes no Altar (Joel 2.17)
Clamem a mim! Poupa o teu povo (Joel 2.17)
Reúnam meus filhos e santificai (Joel 2.16)
Chorem os sacerdotes no Altar (Joel 2.17)
Clamem a mim! Poupa o teu povo (Joel 2.17)
Ele vira! (Ap 1.7)
Grande é este Dia (2Pd 3.10)
A vinda do Senhor (Ap 22.20)
Um Dia mui terrível (Am 5.18)
Quem poderá suportar? (Ml 3.2)
Grande é este Dia (2Pd 3.10)
A vinda do Senhor (Ap 22.20)
Um Dia mui terrível (Am 5.18)
Quem poderá suportar? (Ml 3.2)
Ao soar da última trombeta (Ap 11.15)
Vejo Cristo voltando com seus santos (Ap 19.14)
Sua espada está afiada (Ap 1.16)
Pra ferir todos os rebeldes (Ap 19.15)
Os seus olhos são chamas de fogo (Ap 1.14)
Pra queimar a palha das nações (Mt 3.12)
Em seu manto a mensagem está clara
Reis dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16)
Vejo Cristo voltando com seus santos (Ap 19.14)
Sua espada está afiada (Ap 1.16)
Pra ferir todos os rebeldes (Ap 19.15)
Os seus olhos são chamas de fogo (Ap 1.14)
Pra queimar a palha das nações (Mt 3.12)
Em seu manto a mensagem está clara
Reis dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16)
Joel – O Profeta.
Jl
1.1, “Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel”.
O nome Joel no hebraico é יואל (Yow'el), que significa “Javé é Deus”[1],
filho de Petuel e o segundo dos 12 profetas menores com um livro que recebe o
seu nome. Provavelmente profetizou na época do rei Uzias de Judá. Para Jamieson
o nome significa "aquele para quem o
Senhor é Deus", ou seja, um servo do Senhor (2003, p. 1). Pfeiffer
define o nome do profeta como Yô'el (LXX; Ioél, Vulg.) significa "Yahweh (ou Jeová) é Deus". Por
isso, tal como o nome Miquéias, pode indicar uma confissão de fé da parte dos
pais da criança (PFEIFFER, 1971, p.1). Porém, Calvino levanta uma questão
importante sobre a origem do profeta, sendo no livro chamado de filho de
Petuel:
A palavra de
Jeová que veio a Joel, o filho de Petuel. Ele aqui indica o nome de seu pai;
por isso, é provável que esse fosse um homem bem conhecido e de certa
notoriedade. Porém, quem esse Petuel foi, todos hoje em dia ignoramos. E o que
os hebreus sustentam como regra geral — que um profeta é especificado, sempre
que o nome de seu pai é acrescido — parece-me frívolo; e vemos quão ousados são
eles em inventar tais explicações. Quando nenhuma razão para algo lhes surge,
inventam alguma fábula, asseverando ser verdade divina. Portanto, considerando
que é do seu hábito brincarem assim, não tenho respeito algum pelo que é por
eles estimado como regra. No entanto, é provável que, quando os Profetas são
mencionados como havendo procedido desse ou daquele pai, este seja homem de
alguma reputação (CALVINO. 2008, p. 14).
Para Heber, nós “não sabemos praticamente nada sobre a vida
de Joel, exceto o nome de seu pai, Petuel (Jl 1.1). Ignoramos se ele era um
sacerdote ou um fazendeiro. Certamente era um profeta, mas não sabemos de suas
ocupações secundárias” (HEBER. 2007, p.103).
Provavelmente Joel pertencia
à tribo de Judá pois não faz referência à Israel. Em suas profecias, há uma
conexão de proximidade com os sacerdotes do templo e as cerimônias (Jl 1.14;
2.1,15,32; 3.1,2,6,16,17,20,21). Kaiser coloca que:
(1) Joel está
situado entre Oseias e Amós, no cânon hebraico dos profetas menores; (2) os
inimigos de Judá são nações circunvizinhas, e não os impérios posteriores da
Assíria, Babilônia ou Pérsia; (3) mais da metade dos setenta e três versículos
do livro são citados pelos outros profetas; e (4) o livro não menciona o nome
de nenhum rei que governava em Judá, parece equilibrado datar a redação de Joel
para os dias de Joás, rei de Judá (835-796 a.C.), durante sua minoria, quando a
responsabilidade de governo estava a cargo dos sacerdotes e anciãos (KAISER.
2001, p.167).
Heber menciona:
De acordo com
Joel, o ofício sacerdotal ainda estava em vigor, o que aponta para o período
anterior à destruição do templo. Ainda mais, o silêncio de Joel com respeito ao
Reino do Norte deve nos levar a pensar no tempo ainda mais anterior de sua
profecia (HEBER. 2007, p.103).
O tempo em que atuou como profeta giram em torno do
ano 870-865, nos primeiros dias do rei Joás, porém há divergências:
Para Champlin o profeta...
Joel foi um
profeta do reino de Judá, que alguns pensam ter agido em cerca de 800 A.C.,
enquanto outros imaginam ser dos tempos pós-exílicos. Mas, apesar de suas
profecias terem sido dirigidas especificamente ao reino do sul, Judá, a sua
mensagem é universal. Se aceitarmos a data mais antiga, então o seu ministério
se deu durante o reinado de Joás (II Crô. 22—24) (CHAMPLIN. 2001, p. 3483).
Halley observa:
Não vem
indicada no livro. Comumente se considera que foi um dos primeiros profetas de
Judá, no tempo de Joás, cerca de 830 a.C., ou possi velmente no reinado de
Uzias, mais ou menos em 750 a.C. (HALLEY. 1994, p. 318).
Walton menciona:
Ainda que
alguns estudiosos não deem importância a este fato, muitos outros concluíram
que Joel deve ter profetizado na época em que não havia rei e Israel. A opção
mais obvia é o período após a queda de Jerusalém; outra possibilidade que tem
longa tradição de apoio é a era (835-830 a.C.) da menoridade de Joás, que subiu
ao trono aos sete anos (2Rs 11). O período exílico é eliminado, pois o sistema
sacrificial estava em operação quando Joel testemunhou (1.9), o que torna o
século IX e o período pós exílico os dois candidatos principais (WALTON. 2012, p.525).
Entretanto, Calvino escreve ser difícil estabelecer
uma data exata:
O tempo no
qual ele profetizou é incerto. Alguns dentre os judeus imaginam que ele exerceu
seu ofício na época de Jorão, rei de Israel, porque uma terrível fome grassou então
por toda a terra, como é manifesto pela História Sagrada; e, como o Profeta
registra uma fome, supõem que o ministério dele deva ser atribuído àquele
tempo. Pensam alguns que ele ensinou sob Manassés, mas não aduzem motivos para
tal opinião; por conseguinte, é mera conjectura. Julgam outros que ele
desempenhou seu ofício de mestre não somente debaixo de um rei, mas que ensinou
simultaneamente a Isaías, sob diversos reis. Mas, como não há certeza, é melhor
deixar em aberto o período no qual ele ensinou; e, como veremos, isso não é de
grande importância (CALVINO. 2008, p. 13).
O Contexto do Profeta
Joel
O contexto do profeta está
enraizado na descrição de uma devastação da terra por uma praga: “O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o
gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o
que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor”, (Jl 1.4). O
profeta a descreve comparando-as com um poderoso exército que virá e destruirá
a terra do Senhor: “Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e
inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma
leoa” (Jl 1.6-9). A mensagem do profeta é um alerta, o povo está dormindo
espiritualmente, os líderes são comparados com bêbados – provavelmente festejavam
crendo haver paz. Sem sinal de perigo. Joel os conclama a se arrepender,
chorar, gemer e lamentar diante do “Dia
do Senhor”:
Ébrios, despertai-vos e chorai; uivai,
todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa
boca... Lamenta com a virgem que, pelo marido da sua mocidade, está cingida de
pano de saco... Envergonhai-vos, lavradores, uivai, vinhateiros, sobre o trigo
e sobre a cevada, porque pereceu a messe do campo... Cingi-vos de pano de saco
e lamentai, sacerdotes; uivai, ministros do altar; vinde, ministros de meu
Deus; passai a noite vestidos de panos de saco; porque da casa de vosso Deus
foi cortada a oferta de manjares e a libação (Jl 1.5,8,11,13).
Halley acrescenta:
Fome
aterradora, causada por uma praga de gafanhotos sem prece dente, seguida de
prolongada seca, devastara o país. Os quatro diferentes termos usados em 1:4
indicam diferentes espécies de gafanhotos, ou dife rentes estágios em seu
crescimento. Nuvens enormes deles, que escureciam o sol, enxameavam na terra e
devoravam tudo quanto era verde, fizeram o povo prostrar-se de joelhos. Deus
ouviu os clamores desse povo, afastou os gafanhotos e prometeu uma era de
prosperidade. Essa praga ofereceu ocasião ao profeta para falar de um juízo
mais terrível, ainda por vir. Tais gafanhotos sugerem os mencionados em Ap 9:1-11
e deles podem ser típicos (HALLEY. 1994, p. 318).
Desta forma Heber explica:
Esse dia para
Israel não é um dia de disciplina amorosa de Deus, mas dia de ira, dia de
destruição. Esse dia não vem da mão de alguém fraco e impo- tente, mas das mãos
do Todo-Poderoso. Ele viria com assolação sobre Israel arrasando as suas
plantações e o seu culto, como já estudamos anteriormente. Também Deus viria
com assolação sobre o mundo no dia final, trazendo destruição sobre toda a
terra. No dia final, Deus usará de anjos, dos cavaleiros do apocalipse e de
outros instrumentos para executar a sua assolação sobre o mundo ímpio, como
expressão da sua ira contra os homens ímpios. Será um dia de ação da pestilência,
um dia de ação da espada, e todos os ímpios serão objeto da ira divina (HEBER.
2007, p.107).
Pfeiffer explica este ponto da seguinte forma:
A ocasião
imediata para a criação do livro foi a devastação da terra por uma praga dupla
de locustas e uma seca. Em estilo poético de rara elegância e força, o profeta
descreve a invasão das locustas na figura de um exército, sugerindo que elas
são precursores do ''Dia do Senhor". Ele convoca todas as categorias
sociais ao arrependimento, e files promete que se todos preencherem os
requisitos de obediência a Deus, a terra será restaurada à sua antiga
fertilidade. Também o Espírito de Deus será derramado sobre toda a carne, o
povo da afiança triunfará finalmente sobre todos os seus inimigos, e haverá uma
era de santidade e paz universal (PFEIFFER, 1971, p.3)
Vejamos a cooperação do Champlin:
A grande
praga de gafanhotos e o julgamento divino, ou dia do juízo, simbolizado por
aquela praga, foram o que deu origem a este livro. Grandes pragas de gafanhotos
ocorriam periodicamente, no Oriente Próximo, até onde a história é capaz de
registrar, pelo que é impossível identificar qualquer praga particular, como
aquela mencionada por Joel. Se este livro foi escrito em tempos pré-exílicos,
em antecipação ao castigo das nações de Israel e de Judá pelos assírios e
babilônios, respectivamente, então esse foi um dos motivos da composição do
livro. O motivo imediato dos oráculos de Joel foi o incidente da severa praga
de gafanhotos. Todavia, uma coisa não podemos esquecer: Joel antevia um
julgamento divino final, no dia do Senhor. E alguns eruditos vinculam as
profecias de Joel ao Armagedom, através da invasão da Palestina por parte de
potências gentílicas do norte (Joel 2.1-10). A destruição desses exércitos
invasores aparece em Joel 2.11. O arrependimento da nação de Israel, no fim, é
visto em Joel 2.12-17 (CHAMPLIN. 2001, p. 3484).
Calvino firma seu ponto inicial do livro:
No princípio,
ele censura a estupidez do povo, o qual, apesar de severamente castigado por
Deus, não sentiu seus males, mas, ao invés disso, endureceu-se debaixo deles:
isso é uma coisa. Depois, ele ameaça com males muito mais dolorosos; como o
povo ficou tão insensível debaixo de todos os castigos que não se humilhou, o
Profeta declara que havia males próximos muito piores do que aqueles que até
aqui haviam experimentado: essa é a segunda coisa (CALVINO. 2008, p. 13).
O Dia do Senhor é o tema
central do livro. Este dia será cheio de grandes manifestações terrenas, como;
prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, colunas de fumaça, o sol se
convertendo em trevas e a lua em sangue (Jl 2.30,31); o sol e a lua escurecem,
as estrelas perdem o resplendor, céus e terra tremem (Jl 1.10; 3.15).
O Dia do Senhor é
mencionado como algo terrível que há de vir sobre a Terra; um Dia que vem como
assolação por parte do Todo-Poderoso. Estando a frente de um exército poderoso,
será um Dia terrível que ninguém poderá suportar.
Ah! Que dia! Porque o Dia do SENHOR
está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso... O SENHOR levanta a voz
diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque é
poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o Dia do SENHOR e mui
terrível! Quem o poderá suportar? (1.15; 2.11).
Heber explica:
O “Dia do
Senhor” em Joel, assim como em outros profetas do Antigo Testamento e nos
escritores do Novo Testamento, é um dia da visitação de Deus, quando Deus
intervém com ira diretamente na história de um povo específico ou do mundo.
Portanto, é salutar que ao lermos sobre esta expressão “Dia do Senhor” em
muitos textos, tenhamos em mente que cada visitação do dia do Senhor no Antigo
Testamento pode ser uma precursora do julgamento final desta presente era.
Portanto, o dia do Senhor pode ser próximo e remoto, parcial e total (HEBER.
2007, p.102).
Calvino comenta:
O Profeta diz
aqui: “Virá ali uma desolação do Todo-Poderoso”, ou seja, “Deus é
Todo-Poderoso, mas estais grandemente enganados ao imaginarem que vossa
segurança está assegurada pelo poder dele; pois, ao invés disso, ele vos será
contrário, visto como tendes provocado a sua ira”... Pois grande será o dia de
Jeová, e terrível: quem o suportará? Nesta oração ele mostra que a desforra
seria tal que reduziria a nada os judeus, e que agora era o tempo para se
arrependerem, e que, se eles ainda se fizessem de surdo ao que o Profeta
anuncia, Deus castigaria a perversidade deles. (CALVINO. 2008, p. 28, 38).
Pfeiffer contribui:
Quem o poderá
suportar? Por trás e além da destruição dos gafanhotos, do terremoto e da
tempestade, espreita o Dia do Senhor, trazendo um exército ainda mais
inconquistável, uma hoste ainda mais irresistível e um castigo ainda maior e
mais terrível. Quem poderá suportá-lo? Aparentemente ninguém! Mas ainda há
esperanças. A porta da misericórdia está aberta! Se o povo se voltar para Deus
em verdadeiro espírito de arrependimento, Ele pode perdoar! (PFEIFFER, 1971,
p.11).
Tocai a Trombeta em
Sião!
Chorai!
O nosso Deus é
misericordioso. Um Pai presente. A disciplina do Senhor para com seus filhos
está baseado no amor, no crescimento, amadurecimento e no desejo de vê-los
caminhar em santidade (Hb 12.5-8).
O Senhor trouxe Israel para
o deserto, para limpar seus corações de toda impureza humana e lhes fazer um
povo exclusivamente Seu (Dt 8.2). Esteve com eles como um Pai, guiando-os
através de uma coluna de fogo a noite e uma nuvem de dia (Dt 1.31-33). O Senhor
não permitirá que nenhum filho escolhido o troque por deuses estranhos (Os
2.13). Israel e a Igreja são um povo escolhido exclusivamente para amar ao
Senhor (IPd 2.9-10).
Essa é a mensagem do
profeta Joel. A trombeta do profeta está para alertar Israel que são um povo
escolhido. Eles precisam se arrepender dos seus maus caminhos, voltar ao Senhor
que os livrou da escravidão do Egito - Despertem do sono, lamentem como a
virgem, chorem sacerdotes, passem a noite vestido de saco lamentando; Convoquem
toda a nação e jejuem pedindo misericórdia ao Senhor – lideres! Chorem
incansavelmente pedindo ao Senhor que poupe o povo escolhido.
Cingi-vos de pano de saco e lamentai,
sacerdotes; uivai, ministros do altar; vinde, ministros de meu Deus; passai a
noite vestidos de panos de saco; porque da casa de vosso Deus foi cortada a
oferta de manjares e a libação. Promulgai um santo jejum, convocai uma
assembléia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a
Casa do SENHOR, vosso Deus, e clamai ao SENHOR... Chorem os sacerdotes,
ministros do SENHOR, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó
SENHOR, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam
escárnio dele. Por que hão de dizer entre os povos: Onde está o seu Deus? (Jl
1.13,14; 2.17)
Champlin comenta:
Os sacerdotes
de Israel foram orientados a soprar a trombeta de aviso em Sião, o
quartel-general do yahwismo. As colinas em derredor deveriam ouvir o alarma e a
palavra soaria por todo o país. Os habitantes estremeceriam diante da mensagem
trazida pelos ventos. A trombeta como que dizia, claramente: “O dia do Senhor
está chegando. Está próximo”. Os gafanhotos eram apenas indicadores
preliminares de coisas piores que viriam. A idolatria-adultério-apostasia do
povo clamava por uma justa retribuição, e isso não demoraria a acontecer. Por
conseguinte, haveria um golpe com três socos: a praga, o ataque do exército
babilónico e o Dia do Senhor, o golpe divino escatológico contra toda a
humanidade. A visão do profeta condensou todas as três coisas em um único
pacote, como se acontecessem todas quase juntas (CHAMPLIN. 2001, p. 3490).
Calvino expõe:
Fazei soar a
trombeta, diz, em Sião; clamai em minha montanha santa; que todos os habitantes
da terra tremam. O Profeta inicia com uma exortação. Sabemos, de fato, que ele
alude ao costume aceito, sancionado pela lei: pois, assim como nas festas as
trombetas eram tocadas para chamar o povo, também isso era feito quando algo
extraordinário se sucedia. Destarte, o Profeta não se dirige a cada um
individualmente; mas, como todos haviam agido impiamente, do menor ao maior,
ordena que toda a assembléia seja chamada, para que eles publicamente
reconhecessem-se serem culpados diante de Deus e orassem por livramento de sua
vingança. É o mesmo que se o Profeta houvesse dito que não havia ninguém entre
o povo que pudesse se isentar de culpa, pois a iniquidade havia grassado no
grêmio inteiro. Porém, essa passagem mostra que, quando paira algum juízo de
Deus e sinais dele aparecem, deve ser utilizado este remédio, a saber: que
todos coletivamente se congreguem e se confessem dignos de castigos e, simultaneamente,
corram para o refúgio da clemência divina. Sabemos que isso, como eu já disse,
foi outrora determinado ao povo; e tal prática não foi abolida pelo evangelho.
E daí transparece quanto haviam eles se afastado da reta e legítima ordem de
coisas, pois nesse dia seria estranho e singular proclamar um jejum. Por quê?
Porque a maior parte se tornou endurecida; e assim como eles em geral não
conhecem o que é o arrependimento, também não compreendem o que a profissão de
arrependimento significa; pois não entendem o que o pecado é, o que a ira de
Deus é, o que a graça é. Então não é de admirar que estejam tão confiantes e
que, quando é feita referência a rogar por perdão, isso seja algo inteiramente
desconhecido no presente. Mas, conquanto o povo em geral seja tão estúpido, é,
todavia, nosso dever aprender dos Profetas qual tem sido sempre o real modo de
proceder entre o povo de Deus, e labutar o tanto quanto pudermos para que tal
seja conhecido, de forma que, quando houver ocasião para uma penitência pública,
até o mais ignorante possa compreender que essa prática sempre predominou na
Igreja de Deus, e que isso não prevaleceu pelo zelo temerário dos homens, mas
pela vontade do próprio Deus. Contudo, ele ordena que os moradores da terra
tremam. Por estas palavras ele dá a entender que não devemos brincar com Deus
mediante vãs cerimônias, mas tratar com ele a sério. Portanto, quando as
trombetas soam, nossos corações devem tremer; e, assim, a realidade deve estar
ligada com os sinais exteriores. E isso deve ser cuidadosamente observado: pois
o mundo está sempre disposto a ter um olho para algum serviço visível, e pensam
que uma satisfação é dada a Deus quando algum rito externo é observado.
Contudo, nada fazemos senão zombar de Deus quando o presenteamos com cerimônias,
embora não haja nenhum sentimento sincero correspondente no coração; e isso é o
que acharemos tratado em outro lugar (CALVINO. 2008, p. 33, 34).
Pfeiffer conclui:
Um aviso de
perigo (veja Jr. 6:17; Ez. 33:3; Os. 8:1). Perturbem-se. Está passando da hora
e é preciso despertar da indiferença descuidada. A convocação é para atos de
penitência diante do flagelo (PFEIFFER, 1971, p.9).
Pr. Ronaldo
José Vicente/ronjvicente@gmail.com
Bibliografia
JAMIESON, Fausset. Comentário de Joel. Rio de
Janeiro: Casa Batista, 2003.
CALVINO, João. Comentário sobre Joel. São Paulo:
Monergismo, 2008.
CHAMPLIN, R.N. O Antigo Testamento Interpretado. São
Paulo: Hagnos, 2001.
HEBER, Carlos de Campos. O Cumprimento Próximo do
“Dia do Senhor” na Profecia de Joel. São Paulo: Andrew Jumper, 2007.
PFEIFFER, F. Charles. Comentário Bíblico Moody. São
Paulo, 1971.
HALLEY, H. Henry. Manual Bíblico. São Paulo: Vida
Nova, 1994.
KAISER, Walter C. Jr. O Plano da Promessa de Deus.
São Paulo: Vida Nova, 2001.
WALTON, H.J. HILL, Andrew, E. Panorama do Antigo
Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2012.
[2]. A expressão “Dia do
Senhor” ocorre cerca de dezenove vezes no Antigo Testamento (Is 2.12; 13.6; Ez
13.5; 30.3; Jl 1.15; 2.1; 2.11; 2.31; 3.14; Am 5.18; 5.20) e quatro vezes no
Novo Testamento (At 2.20; 2Ts 2.2; 2Pe 3.10). Ela também aparece em outras
passagens, como Apocalipse 6.17 e 16.14.
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"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com) - Adquira o livro clicando: http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576
Banda Templo (ICor 3.17) de Fogo (Hb 12.29)
CD – O VIDENTE
Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!
I. Você pode adquirir o CD no valor de 20,00 + custo de correios 8,00, total = 28,00
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II. Você pode adquirir o livro no valor de 30,00 + custo de correios 8,00, total = 38,00
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Transferindo ou fazendo o depósito nas contas:
Banco Itaú. Ag 1664 Conta Corrente 28767-7 /Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
Banco Santander: Ag 0201 Conta Corrente 01062968-1/ Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
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muito edificante
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