Os Puritanos e o viver em Cristo - A Santidade prática.


Introdução

Cristo Senhor [...] envia ao nosso coração seu Espírito Santo, que é a causa eficiente de toda santidade e santificação – despertando, iluminando, purificando a alma de seus santos.

John Owen[1]  

Cristo chama e ordena todos os pecadores que ouvem o evangelho a virem a ele, mas esse chamado não é suficiente porque as pessoas são pecadoras por natureza. Por isso, Cristo estende aos seus eleitos um chamado eficaz. Em vez de erguer uma barreira, a eleição abre uma porta para que os seres humanos pecadores, eleitos por Deus, cheguem a Cristo. Eles podem vir e de fato vêm a Cristo. Os puritanos ensinavam que podemos ter a confiança de vir a Cristo se pela fé, mediante o poder do Espírito Santo, somos levados a Cristo conforme ele é apresentado no evangelho.
Agora examinemos o lado prático do vir a Cristo. Vir a Cristo não é uma decisão tomada uma única vez. Nem é um ato volitivo[2] momentâneo sem implicação alguma para o presente ou para o futuro. Pelo contrário, conforme Thomas Boston (1676-1732) nos lembrou, vir a Cristo é o primeiro e também o último passo que damos na direção de Cristo. Boston escreveu que mediante a união e comunhão com Cristo o crente “se lança num oceano de fidelidade, é levado a um paraíso de prazeres e tem interesse salvador no tesouro escondido na lavoura do evangelho, que são as insondáveis riquezas de Cristo[3]. Por isso, os santos precisam se esforçar o tempo todo por extrair “da fonte novos suprimentos de graça”, que é Cristo, mediante a fé. Precisamos vir a Cristo não apenas uma única vez para justificação da culpa do pecado, mas todos os dias da nossa vida para santificação contínua, Cristo é não somente a porta; também é o caminho para o céu; aliás, é a glória do próprio céu.
Muitas pessoas põem a confiança em sua vinda inicial a Cristo, dizendo: “Eu vim a Cristo quando era criança. Por que preciso vir de novo?”. Jesus não se importa se sua vinda inicial a ele aconteceu há vinte anos ou semana passada. Ele está interessado se você ainda está vindo a ele agora. Precisamos vir a ele diariamente pela fé para crescermos na semelhança de Cristo, para cultivarmos a santidade e para vivermos nele e com ele. A cada momento, devemos buscar a glória de Cristo. Viver para Cristo é uma atividade para a vida inteira.
  
Viver em Cristo pela fé


John Flavel (1628-1691) escreveu: “A alma é a vida do corpo, a fé é a vida da alma, e Cristo é a vida da fé[4]. Atualmente, muitas pessoas se ocupam demais em olhar para sua fé lá no íntimo em vez de olhar para fora, para o objeto de sua fé. A fé é apenas o meio de nos trazer à união com Cristo, pois, conforme Flavel afirmou, “Cristo é a vida da fé”. Sem Cristo a fé não tem sentido; ele é o alvo da fé. Por esse motivo, George Swinnock (c. 1627-1673) escreveu: “Primeiro, a fé precisa olhar externamente para Cristo: em segundo, a fé precisa olhar para Cristo lá em cima para receber graça; em terceiro, a fé precisa trazer Cristo até aqui embaixo, isto é, receber Cristo e sua graça[5].   
Hebreus 12.1,2 nos ordena que eliminemos o pecado e corramos a corrida que está diante de nós, “fixando os olhos em Jesus”. Fixar os olhos em Jesus é o grande meio de graça no qual está a potencialidade de todos os outros meios. Isaac Ambrose (1604-1664) afirmou que esse olhar fixo em Jesus não é um mero conhecimento intelectual, mas um “olhar experiencial e interior para Jesus, olhar que desperta inclinações no coração e provoca efeitos em nossa vida [...] é uma experiência interior de conhecer, considerar, desejar, ter esperança, crer, amar, alegrar-se, clamar a Jesus e ser conforme Jesus”[6]. Ambrose nos instou a olhar para Jesus em cada etapa de sua obra redentora: eleição eterna: promessas históricas, encarnação, nascimento, ministério terreno, morte, ressurreição, intercessão e vinda em glória.
John Owen (1616-1683) nos lembrou que “um dos maiores privilégios dos crentes, bem como um dos mais importantes passos no seu crescimento, tanto neste mundo quanto na eternidade, é contemplar a glória de Cristo[7]. No tempo presente eles fazem isso pela fé nas Escrituras. Owen escreveu: “Pois aqui nesta vida, contemplando a glória de Cristo, são mudados ou transformados na semelhança dela (2Co 3.18)”. É a partir de nossa visão espiritual da glória de Cristo que nossa fé é exercitada “de forma vital e poderosa”, que nosso amor por Cristo “nasce e brota” e que encontramos “descanso, prazer e satisfação”.
Owen afirmou que Cristo é “o tesouro de toda aquela bondade, graça, vida, luz, poder e misericórdia” de que a nova criação precisa. O Espírito Santo habita em Cristo “em toda plenitude” e “sem medida”, e Cristo “dá [esse mesmo Espírito] a todos os crentes para neles habitar e também permanecer (Jo 14.14-20; ICo 6.17; Rm 8.9)”. Thomas Manton (1620-1677) afirmou: “A fé tem duas mãos, uma para se segurar em Cristo e a outra para varrer o coração, que é a habitação de Cristo”[8]. A fé não apenas nos capacita a receber a Cristo e sua justiça para nossa justificação; ela também nos instiga a lançar fora o pecado e nos purificar, para sermos templos onde Cristo habite por seu Espírito. Isso mostra nossa necessidade de santificação diária em Cristo. Viver exclusivamente de Cristo significa viver pela fé, demonstrando os frutos da santificação.
Então, pra nós pela fé em Cristo se destaca entre dez mil, é alvo e rosado e totalmente desejável (Ct 5.10,16). Podemos dizer junto com a rainha de Sabá quando contemplava a pessoa e os benefícios do Salomão mais magnífico: “Não me contaram metade da grandeza da tua sabedoria. Tu ultrapassaste a fama que ouvi” (2Cr 9.6). Com fé exclamamos: “Cristo [...] é tudo em todos” (Cl 3.11). Os puritanos se alegravam em meditar sobre como Deus fez Cristo o “tudo em todos” os crentes. Ralph Robinson (1614-1655) publicou uma série de meditações sobre como Cristo é nossa vida, alimento, manto de justiça, protetor, médico, luz, pastor, videira, trombeta de salvação, orvalho, pedra de esquina, sol da justiça, unguento precioso, consolação, fonte, cordeiro, feixe de mirra, caminho, verdade, glória, dádiva, autor e consumador de nossa fé, rocha, espada, desejo, aliança, esperança, rio, poder, sabedoria, Santo, altar e Páscoa. Swinnock acrescentou: “Convoque primeiro aquele comandante supremo, pois em seguida todos os soldados, as demais graças, virão”. A fé está apaixonada pela pessoa de Cristo. Viver em Cristo é viver de tal maneira que Cristo se torne tudo. 

A ideia puritana de santificação


Atualmente, não corremos o risco de errar por enfatizar demais a questão da santificação, pois muitas pessoas querem a salvação de Cristo, mas não demonstram interesse algum em seu chamado a buscar a santidade. Quer no tempo de Jesus, quer na época dos puritanos, quer em nossos próprios dias, muitas almas estão cegas para a necessidade de santificação. Apesar disso, as Escrituras declaram que sem santidade “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Muitos pressupõe que a justificação pela fé em Cristo elimina a necessidade de serem santificados. A definição puritana clássica de santificação é apresentada no Catecismo Menor de Westminster: “A santificação é a obra da graça gratuita de Deus mediante a qual somos renovados em todo nosso ser segundo a imagem de Deus e somos cada vez mais capacitados a morrer para o pecado e a viver para a justiça”. Em outras palavras, a santificação é um processo contínuo de sermos transformados conforme a imagem de Cristo à medida que a graça de Deus opera em nós.
Viver uma vida de santidade nos ajuda cada vez mais a nos alegrar em Deus e desfrutar a paz com ele. Esse viver nos dá confiança, alegria e perseverança. Como é consolador saber que Deus determinou assim para que a santidade nos permita experimentar esses benefícios. Para ter alegria em Cristo, paz com Deus e certeza do seu amor, devemos buscar ativamente uma vida de santidade. Ao considerar a doutrina puritana da santificação, precisamos ter em mente as seguintes verdades.

A santificação está arraigada na natureza de Deus



Os puritanos viam a santidade como o atributo supremo de Deus, atributo este que lança luz sobre todos os seus outros atributos. Jonathan Edwards (1703-1758) afirmou que “a santidade é, de uma maneira bem peculiar, a beleza da natureza divina [...] isso torna gloriosos e atraentes todos os seus outros atributos. A santidade é a glória da sabedoria de Deus, que é uma sabedoria santa, não uma sabedoria maldosamente sagaz e ardilosa. O fato de ser uma majestade santa torna atraente a sua majestade e não somente aterrorizante e assustadora”[9].        
Na santidade de Deus, vemos duas verdade importantes. Em primeiro lugar, Deus está separado de sua criação e, em especial, do mal. Sua santidade o coloca acima de todas as coisas. Ele é a fonte primeira e última de toda santidade. Em segundo, pelo fato de Deus ser santo, sem a ajuda de sacrifício suas criaturas não conseguem, em sua falta de santidade, se aproximar dele (Lv 17.11; Hb 9.22). No poder da vida inculpável de Cristo e de seu sacrifício perfeito, os pecadores que confiam nele podem agora se aproximar desse Deus santo. Conforme 2 Coríntios 5.21 afirma, “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. Por meio do seu próprio sacrifício, Cristo nos pega pela mão – por assim dizer – e nos leva à presença de seu Pai (IPd 3.18).

A santificação acentua a santidade de Deus


Aqueles que têm uma ideia superficial da santidade de Deus tendem a moldar Deus de acordo com a imagem deles. Precisamos voltar a ideia bíblica da santidade de Deus. Precisamos nos lembrar da visão que Isaías teve de Deus em seu trono, cercado de Serafins que clamavam uns aos outros “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos” (Is 6.3). Stephen Charnock (1628-1680) escreveu: “A santidade é a vida de Deus; ela dura enquanto ele viver. Ele tem necessariamente eterna repugnância pelo pecado, sua vida não pode durar mais do que seu ódio e aversão pelo pecado”.
Embora os crentes estejam num estado de santidade perfeita diante de Deus, ainda não estão numa condição de santidade perfeita. Ainda são pecadores que lutam com sua velha natureza. Paulo orou para que os Tessalonicenses fossem completamente santificados, querendo com isso dizer que a santificação havia começado nos tessalonicenses crentes, mas ainda precisava prosseguir até se completar (ITs 5.23). Não diga: “É que sou humano”. Deus criou o homem à sua imagem perfeita e tem o propósito de renovar toda essa imagem. “Esforcemo-nos por ser perfeitamente conforme a imagem de Deus” – Charnock afirmou. “Uma linha curta pode ser tão reta quanto outra”, embora não tenha “o enorme comprimento” desta. Somos chamados a ser “linhas curtas” tão retas quanto Deus, ainda que infinitamente menores.

A santificação é abrangente e moral


Todas as coisas são destinadas a serem santificadas: ITm 4.4,5, “pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado”. A santidade precisa ser visível em nossa vida a sós com Deus, na intimidade de nosso lar, na competitividade do nosso trabalho, nas alegrias da amizade e no empenho do nosso culto no dia do Senhor. Todos os momentos e de todas as coisas (com exceção daquilo que é pecaminoso) são destinados à santidade tanto no exterior quanto no interior. Conforme afirmou Boston, “A santidade [...] é uma constelação de graças”. Watson escreveu: “O arrependimento opera uma mudança no homem todo, assim como quando se coloca vinho num copo com água, o vinho penetra por toda a água e muda sua cor e sabor”.
A santificação também é moral. A santificação impulsiona o crente na direção da excelência moral e da justiça prática. Conforme mostra a pergunta 36 do Catecismo Menor, os puritanos ressaltavam que não se pode esperar que o Espírito Santo de Deus lhe dê uma segurança firme e alegre a menos que você se esforce diariamente por viver uma vida santa.

A santificação é uma batalha contínua


Os puritanos viam esse esforço árduo pela santificação como uma batalha espiritual (Rm 7.14-25). William Gurnal (1616-1679) afirmou que o conflito entre os santos e as forças de Satanás era uma guerra que fazia todas as batalhas sangrentas da humanidade parecerem “esporte e brincadeira de criança”. Obedecer aos dez mandamentos não é tão fácil como alguns pensam porque envolve tanto a atitude interior quanto ao ato exterior.
A santificação é o Espírito guerreando contra a carne. É uma necessidade espiritual para que o pecado não mate o crente. Os puritanos afirmavam que em cada etapa da batalha pela santidade precisamos lutar na força de Cristo, caso contrário fracassaremos (Ef 6.10-12). Boston escreveu: “é uma luta difícil, mas, por mais difícil que seja, a fé te ajudará nela [...] O sangue de Cristo tem valor infinito, o Espírito de Cristo tem eficácia infinita, e a fé precisa depender deles”. O crente não pode se dar ao luxo de ficar parado, afirmou Andrew Gray, pois “é como o sol da manhã, que vai brilhando cada vez mais, até ficar completamente claro (Pv 4.18). Ele cresce na graça até chegar ao apogeu na glória eterna”.

A santificação envolve tanto arrependimento quanto justiça


Arrependimento é dar as costas ao pecado, os puritanos afirmavam. O catecismo Menor de Westminster afirma: “O arrependimento para a vida é uma graça salvadora mediante a qual o pecador está verdadeiramente ciente do seu pecado e tem uma percepção da misericórdia de Deus em Cristo, com tristeza e ódio pelo seu pecado dá as costas para ele e se volta para Deus com o propósito absoluto de uma nova obediência e o empenho para isso”. É um trabalho diário de fé (Is 1.16,17). No entanto, o arrependimento é mais do que remorso. Embora o arrependimento verdadeiro possa começar aí, o remorso por si só não mudará uma vida. O arrependimento é, em essência, uma vida transformada. O arrependimento verdadeiro é mais do que sentir pesar; é dar as costas ao pecado e voltar-se para a justiça. Desviamo-nos da morte para a vida. Em Cristo e por meio dele nos desviamos das obras más para as obras justas.
  
A santificação precisa ser vista num contexto de aliança


Os puritanos diziam que ser santificado é receber a benção pactual de um Deus de aliança que nos fez nascer de novo para nos conduzir à glória. Depois de escrever que a aliança da graça traz os benefícios tanto de ter Deus como nosso Deus quanto o perdão dos pecados, Peter Bulkeley (1583-1659) escreveu: “O terceiro benefício da aliança é a renovação e a santificação de nossa natureza pelas graças do Espírito”. Ele descreveu o Senhor como alguém dizendo a seu povo da aliança: “Renovarei, transformarei e mudarei aquela natureza pecaminosa e preserva que está em vós. Transformarei vosso coração em um novo coração, de maneira que serei capacitados a fazer minha vontade e andar em meus caminhos. Eu vos santificarei para que sejais um povo santo e precioso para mim”.
A santificação está arraigada na aliança de Deus com os crentes em Cristo. Assim, de acordo com a promessa da aliança o crente é o objeto da obra santificadora de Deus em Cristo por meio do Espírito Santo. Nosso relacionamento pactual com Deus incluem tanto promessas feitas ao crente quanto obrigações impostas ao crente. A obra do Espírito é nos regenerar, mas o nosso chamado é para produzir em nossa vida os frutos da regeneração. No contexto da aliança da graça que Deus estabelece com seu povo, precisa nos tornar conformes à imagem de Cristo.

A prática puritana da santificação

Os puritanos destacavam que a santificação em Cristo envolve deveres comuns na vida diária. Diziam que andar cada dia pela fé em Cristo e com Cristo produz uma vida de muita santidade. Por isso, convém examinar alguns elementos do enfoque puritano de viver em Cristo pela fé.

Os crentes precisam buscar uma semelhança 
trinitária com o Deus triúno

Cada pessoa da Trindade molda a vida de santidade do crente. Em primeiro lugar, mediante o andar em amor, os crentes devem imitar o caráter de Deus Pai (Ef 5.1; IJo 4.16). Charnock afirmou: “Quando almejamos conversar com Deus com um espírito puro e viver para ele ao viver como ele, nós o glorificamos muito mais do que quando temos uma admiração sublime por ele ou dizemos algo eloquente acerca dele ou lhe prestamos um culto pomposo”.
Em segundo, os crentes devem se amoldar à imagem de Cristo, vivendo com obediência à vontade do Pai. Buscar ser como Cristo não é uma condição para a salvação, mas um fruto dela. Em Cristo temos não apenas um exemplo perfeito de uma vida completa de verdadeira santidade, mas ele também é a fonte de nossa santidade. Ele torna santos os crentes. Nas palavras de Martinho Lutero: “Cristo em nós equivale a santificação”.      
Em terceiro, os crentes devem se submeter à mente do Espírito conforme revelada nas Escrituras, pois é o Espírito que nos santificará. Os puritanos diziam que o Espírito realiza isso mostrando-nos que precisamos de santidade, convencendo-nos do pecado, implantando o desejo de santidade, operando em nossa inteira natureza para que resista ao pecado e nos ajudando a preservar na santidade. Edwards afirmou que o Espírito Santo é o princípio de nossa santidade que habita em nós, pois o Espírito “se une à mente de um santo, apropria-se dele como seu templo, atua nele e influencia-o como um princípio novo e sobrenatural de vida e ação”. A santidade de Deus deve ser nosso motivo básico para cultivar um viver santo.

Os crentes devem praticar a santidade
em suas ocupações diárias


A Reforma devolveu aos cristãos a ideia da santidade de todo tipo de atividade. O catolicismo medieval confinava a devoção em grande parte ao mosteiro; os reformadores a libertaram para a esfera pública. Antes, a pureza sexual se limitava ao celibato; os puritanos festejaram a pureza da sexualidade humana no casamento. Os puritanos tinham o objetivo de levar a totalidade da vida  para debaixo de todo conselho de Deus e, desse modo, atribuíram importância espiritual a todos os esforços humanos. Para eles, uma “vocação” não era apenas um emprego, um meio de ganhar a vida; era um chamada da parte do Deus Criador. Cada pessoa deve ser na colmeia da sociedade humana uma abelha operária ocupada e não um zangão inútil. William Perkins (1558-1602) escreveu que cada um deve ter uma vocação específica para se “tornar servo do seu irmão em todos os deveres de amor” com toda diligência e contentamento.
Assim, a santidade não significa abandonar o mundo atarefado em favor de uma vida de isolamento, mas envolver-se em negócios deste mundo, tendo sabedoria cristã, diligência, justiça, verdade, contentamento e constante devoção a Deus.

Os crentes devem se lembrar de que Deus usa a santidade
 para prepará-los para o céu


A santidade nos prepara para encontrarmos Deus em justiça e paz, para que “no último dia nos apresentemos sem pavor perante o tribunal de Cristo” (Ap 21.27, “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro”). Esse tipo de encontro é impossível para aqueles que não produzem frutos de santidade, pois, conforme Hebreus 12.14 afirma, devemos “procurar [...] a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Brooks escreveu: “O caminho da santidade que conduz à felicidade é um caminho estreito. Aí só há espaço para um Deus santo e uma alma santa caminharem juntos”. Se Deus tem tanto interesse na santidade e se nós temos tanta necessidade dela, então, prezados amigos, vocês não se sentirão à vontade num céu santo se não tiverem se esforçado pela santidade na terra. Conforme lembrou Edwards, todo crente verdadeiro anseia por um “céu de santidade”. Se vocês não demonstram nenhum interesse por uma vida santa agora, não demonstrarão interesse algum por ela na vida vindoura.


Bibliografia

Teologia Puritana. Joel R. Beeke e Mark Jones. Vida Nova. São Paulo: 2016. p. 749-764                                                          



Ronaldo José Vicente. É casado com Clarissa Alster Vicente e tem uma filha chamada Esther Alster Vicente. É Pastor da Igreja PorTuaCasa, localizada em São Paulo. É teólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente, faz mestrado em Antigo Testamento pelo Andrew Jumper. Escritor, lançou um livro que se chama: “O Profeta em Israel e a Justiça Social”, lançado pela Editora Reflexão. Desenvolve seus artigos no blog:www.lagrimasportuacausa.blogspot.com.br. É músico (baterista), autor de várias composições. Exerce seu trabalho com sua banda chamada Templo de Fogo. 


Igreja PorTuaCasa. Localizada na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha).
Facebook: https://www.facebook.com/groups/374908422689555/ 


 "O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576 


Banda Templo (ICor 3.17) de Fogo (Hb 12.29)


CD – O VIDENTE


Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!

I. Você pode adquirir o CD no valor de 20,00 + custo de correios 8,00, total = 28,00
Você também pode adquirir o livro “o Profeta em Israel e a Justiça Social”. Este livro é do Pr Ronaldo José Vicente, baterista da banda. O livro foi a ideia inicial para o trabalho que se desenvolveu no CD (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-pr…)
II. Você pode adquirir o livro no valor de 30,00 + custo de correios 8,00, total = 38,00
III. Você pode adquirir o livro e + CD no valor de 50,00 + custo de correios 8,00, total = 58,00
Transferindo ou fazendo o depósito nas contas:

Banco Itaú. Ag 1664 Conta Corrente 28767-7 /Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
Banco Santander: Ag 0201 Conta Corrente 01062968-1/ Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
(envie o comprovante em in box para enviarmos o pedido).


[1] John Owen, Of communion with God the Father, Son, and Holy Ghost, in: The Works of John Owen (Edinburgh: Banner of Truth, 1965), 2:199. Trechos deste capítulo são adaptação de dois capítulos que tratam da ideia puritana sobre a santificação extraído de Joel R. Beeke, Living for God’s glory: an introduction to Calvinism (Orlando: Reformation Trust, 2008). 
[2] Que determina a vontade.
[3] Thomas Boston, Human nature in its fourfold state (reimpr., Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1964), p. 285.
[4] John Flavel, The method of grace, in: The works of JohnFlavel (Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1968), 2:104.  
[5] George Swinnock, The Christian man`s calling, in: The works of George Swinnock (Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1992), 1:203.
[6] Isaac Ambrose, Looking unto Jesus (reimpr., Harrisonburg: Sprinkle, 1986), p. 28.
[7] Owen, The Glory of Christ, in: The works of John Owen (Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1965), 1:286.  
[8] Thomas Manton, The Works of Thomas Manton (Reimpr., Vestavia Hils: Solid Ground Christian Books, 2009), 2:455.
[9] Jonathan Edwards, The Works of Jonathan Edwards, vol 2. 1959, p.257

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