A Missão já existe: "A estes doze enviou Jesus..." (Mt 10.5a).



Precisamos compreender que não criamos uma missão no tempo que vivemos. Da mesma forma, nossa igreja também não define uma missão inusitada no tempo presente. Na realidade, quando temos nossa mente iluminada (Ef 1.18) e descobrimos que somos filhos de Deus (Rm 8.16,17); também descobrimos que Deus está em missão desde o início da criação do homem. Podemos entender assim:

Ø  Ele fez a Terra com um propósito: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn 2.1-3).

Ø  Ele fez o homem para uma missão: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento” (Gn 1.27-30).

Após a queda:

Ø  O homem (humanidade) tornou-se inimigo de Deus: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gn 3.1-7).

Ø  Todos estão debaixo do pecado: “pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus” (Rm 3.9,10).

Ø  Deus deseja salvar o homem através do seu Filho: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15)...Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Ø  A missão de Deus através do Filho é: “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4.17)

Ø  A missão dos discípulos no envio foi: “à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus” (Mt 10.7).   

Ø  A nossa missão é: “...Beijai o Filho para que se não irrite” (Sl 2.12).

A Missão de YAHWEH - יְהוָֹה[1] - (Javé, Deus)[2].


         A exposição do Salmo no capítulo dois, deve levar-nos a um conhecimento profundo da obra específica de Deus. Há uma missão de Deus relatada nas Escrituras que precisa ser desvendada conforme relata Wright:

Um Deus que se revela nas Escrituras é um Deus pessoal, que age com um propósito e tem determinados objetivos...Deus está realizando o seu propósito / de ano em ano e de geração em geração (2014, p. 63-64).       

Wright continua resumindo a missão de Deus descrevendo a glória do Ungido: A Bíblia se apresenta a nós, fundamentalmente, como uma narrativa:

ü  Ela começa com o Deus que tem o propósito com a criação.
ü  Passa ao conflito e ao problema gerados pela rebelião humana contra este propósito divino.
ü  Concentra a maior parte da jornada narrativa das Escrituras na história em que o propósito redentor de Deus é realizado no palco da história humana;
ü  E conclui, além do horizonte dessa própria história, com a esperança escatológica de uma nova criação.

         Wright finaliza este ponto em uma forma de enxergar a narrativa bíblica dividindo-a em quatro partes: Criação, queda, redenção e esperança futura (2014, p. 64).
Percebemos que existe a compreensão clara da missão de Deus descrita no Salmo. Entretanto, nele percebemos também certa clareza da nossa participação na história de Deus – descobrindo nosso chamado presente. Ao observarmos a estrutura do Salmo, conseguimos extrair a história de Deus com seu Filho Jesus Cristo. Neste entendimento uma frase de Mak Twain define nossa exploração:

Os dois dias mais importantes da sua vida são: o dia em que você nasceu, e o dia em que você descobre o porquê (Mak Twain)[3].

Usando a frase com uma cosmovisão cristã: o dia mais importante de um cristão é quando pela misericórdia de Deus, é salvo dos seus pecados e livre do inferno, liberto de uma vida de escravidão (Rm 6.1-23). Nascemos de novo (regeneração) através de Cristo para uma nova vida (Jo 3.3-6). Este é o dia mais importante para um cristão. A partir disso, o cristão descobre o porquê foi escolhido por Deus. Em sua última pregação William Booth diz:

Enquanto as mulheres chorarem, como choram agora, eu lutarei; Enquanto criancinhas passarem fome, como passam agora, eu lutarei; Enquanto homens passarem pelas prisões, entrando e saindo, entrando e saindo, Como eles o fazem agora, eu lutarei; Enquanto há um bêbado remanescente, Enquanto há uma pobre menina perdida nas ruas, Enquanto restar uma alma que seja nas trevas, sem a luz de Deus - eu lutarei, Eu lutarei até ao último instante (General William Booth. Junho de 1912).

Descobrindo a base da missão


“A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10.5,6).

Jesus passa a missão para os discípulos com instruções claras. Nela existe uma base que todos precisamos observar. Na missão existe: o que não deve ser feito e aquilo que deve ser realizado.

a) O que não deve ser feito: Jesus disse claramente aos discípulos; “...Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos”. Obviamente havia uma razão para esta ordem. Carson comenta:

Jesus proibiu os Doze de “se diri [girem] aos gentios” – provavelmente de ir em direção a Tiro e Sidom, ao norte, ou da Decápolis, a leste – e de visitarem cidades samaritanas no sul. Eles tinham de permanecer na Galiléia, ministrando para o povo de Israel (v. 6). Os judeus desprezavam os samaritanos não só porque eles preservavam um culto separado (Jo 4.20), mas também porque eram uma raça mista, composta, em parte, de povos gentios transportados para o território e com os quais os judeus remanescentes se misturaram , sucumbindo, assim, a algum sincretismo (2Rs 17.24-28). Os Doze tinham de se restringir “as ovelhas perdidas de Israel” (CARSON, 2010. p.292).     

b) Aquilo que deve ser realizado: “...procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 5.6). Quando lemos a ordem clara de Jesus, conseguimos concordar haver uma conexão, entre as obras do Filho e a vontade do Pai; “Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz”(Jo 5.19). O Filho realizava aquilo que o Pai direcionava segundo Sua missão. Da mesma forma, Jesus direcionou seus discípulos a realizarem a missão segundo aquilo que o Pai desejava.
Através desta base precisamos compreender que a realização de uma missão, dever ser diretiva de Deus, fundamentada na ideia de estar seguindo aquilo que o próprio Senhor determina (Ef 2.10). Haviam milhares de doentes, porém Ele curou aqueles que o Pai desejava (Mt 9.1-8, 18-34). Haviam mais que doze discípulos (Lc 10), porém Ele escolheu doze (Lc 6.12-16).
Aqueles que entendem essa base, descobrem que a realização de uma missão, deve estar ligada inteiramente, no caminho que Cristo está realizando nestes últimos dias na Terra. Este nível de conexão é mais profunda que ordens ditas, direcionamentos claros ou diretrizes em determinados acontecimentos. É a profundidade da relação entre um Pai e um filho. Entre um marido e sua esposa. É a conexão do olhar, do sentimento, do conhecer e do descobrir o anseio e desejo do próximo. Observe a história relatada por Lucas dos dez leprosos:

De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e da Galiléia. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou (Lc 7.11-19).         
      
Lucas declara que dez leprosos são curados quando obedecem a ordem de Jesus em irem até o sacerdote. Esses doentes, creram na ordem de Cristo, pois ninguém se apresentaria ao sacerdote para receber autenticação da cura se ainda estivesse enfermo. Eles tiveram fé na palavra de Jesus e foram curados. Porém, observe o foco da história; ela centraliza-se em um dos dez leprosos que volta para estar perto de Jesus, adorá-lO e reconhece-lO. O texto transmite a ideia que aqueles nove homens, agora curados, desejavam serem limpos mas não tinham intenção de ter uma conexão profunda com Jesus. Apenas um voltou, porque sabia que estava indo na direção errada, pois Cristo estava em outra direção.     



[1] יהוה - divindade Javé = "Aquele que existe", o nome próprio do único Deus verdadeiro, nome impronunciável.
[2] Veja todo o artigo: “Beije o Filho! Enquanto há tempo”, no blog: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/2017/07/beije-o-filho-enquanto-ha-tempo.html 
[3]Samuel Langhorne Clemens (FloridaMissouri30 de novembro de 1835 — ReddingConnecticut21 de abril de 1910), mais conhecido pelo pseudônimo Mark Twain, foi um escritor e humorista norte-americano. É mais conhecido pelos romances The Adventures of Tom Sawyer (1876) e sua sequência Adventures of Huckleberry Finn (1885), este último frequentemente chamado de "O Maior Romance Americano".





Ronaldo José Vicente. É casado com Clarissa Alster Vicente e tem uma filha chamada Esther Alster Vicente. É Pastor da Igreja PorTuaCasa, localizada em São Paulo. É teólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente, faz mestrado em Antigo Testamento pelo Andrew Jumper. Escritor, lançou um livro que se chama: “O Profeta em Israel e a Justiça Social”, lançado pela Editora Reflexão. Desenvolve seus artigos no blog:www.lagrimasportuacausa.blogspot.com.br. É músico (baterista), autor de várias composições. Exerce seu trabalho com sua banda chamada Templo de Fogo.





Igreja PorTuaCasa. Localizada na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha).
Facebook: https://www.facebook.com/groups/374908422689555/ 


 "O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576 


Banda Templo (ICor 3.17) de Fogo (Hb 12.29)


CD – O VIDENTE


Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!

I. Você pode adquirir o CD no valor de 20,00 + custo de correios 8,00, total = 28,00
Você também pode adquirir o livro “o Profeta em Israel e a Justiça Social”. Este livro é do Pr Ronaldo José Vicente, baterista da banda. O livro foi a ideia inicial para o trabalho que se desenvolveu no CD (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-pr…)
II. Você pode adquirir o livro no valor de 30,00 + custo de correios 8,00, total = 38,00
III. Você pode adquirir o livro e + CD no valor de 50,00 + custo de correios 8,00, total = 58,00
Transferindo ou fazendo o depósito nas contas:

Banco Itaú. Ag 1664 Conta Corrente 28767-7 /Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
Banco Santander: Ag 0201 Conta Corrente 01062968-1/ Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
(envie o comprovante em in box para enviarmos o pedido).
https://www.youtube.com/channel/UC6Ssw2z7AFZrC8yFSevLtTg/featured   

Breve lançamento para 2018. Um CD temático que seguirá a linha teológica pré-milenismo histórico pós-tribulacionista. 




Bibliografia

RIENECKER, Fritz. Comentário Esperança. Evangelho de Mateus. Ed Esperança, Curitiba, 1997.   
JOHNSON, Bill. Quando o céu invade a terra. Ed Vida, São Paulo: 2003.
CALVINO, João. Hebreus. Ed Fiel, São Paulo: 2012.
CARSON, D.A. Comentário de Mateus. Shed, São Paulo: 2010
CHAMPLIN, R.N. Comentário, o Novo Testamento Interpretado. Candeia, São Paulo, 2000.
WRIGHT, Christopher J. H. A Missão de Deus. Vida Nova: São Paulo, 2014.

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