APOCALIPSE. Métodos de interpretação: Preterista, Histórico, Idealista e Futurista. Por George Ladd.
O Método
Preterista
O ponto de vista
predominante nos meios críticos e eruditos é que o Apocalipse faz parte de um
gênero distinto de escritos judaico-cristãos chamado “apocalíptico”, que são “panfletos
para tempos difíceis”. O judaísmo produziu tais livros, como Enoque, A
Assunção de Moisés, O Apocalipse de Esdras e Baruque, que têm diversas
características literárias em comum com o Apocalipse, principalmente no uso de
símbolos e num tipo semelhante de esperança escatológica. Estes escritores estavam
desanimados por causa das más experiências históricas e a perseguição do povo
de Deus por nações pagãs. Apesar de desesperarem da história, eles continuavam
esperando em Deus e aguardando sua salvação. Acreditam que em breve Deus se
ergueria do seu trono para abalar o governo das nações perversas, destruir todo
o mal e estabelecer o seu Reino na terra. Isto se daria em uma catastrófica
aparição cósmica que substituiria totalmente o sistema mau, caído, pelo
glorioso Reino de Deus. Os autores apocalípticos viam seus dias como os piores
e os últimos, já que o fim dos tempos viria imediatamente. Mas suas predições
apocalípticas não foram cumpridas; e como profecias genuínas de eventos futuros
os apocalipses judaicos são sem valor. Sua importância reside somente na
compreensão das esperanças religiosas do povo cuja cultura os produziu.
Interpretado
nesta linha, o Apocalipse expressa as esperanças dos cristãos primitivos da Ásia:
que eles em breve seriam libertados dos seus sofrimentos sob o domínio dos
romanos. Do ponto de vista preterista a Roma imperial era a besta do capítulo
13 e a classe sacerdotal asiática que incentivava o culto a Roma era o falso
profeta. A igreja estaria ameaçada de extinção virtual, em face das
perseguições que estavam às portas, e João escreveu para fortalecer a fé dos
crentes pois mesmo com a perseguição iminente Deus interviria, Cristo voltaria,
Roma seria destruída e o Reino de Deus seria logo estabelecido. Claro que
Cristo não veio, Roma não foi derrubada e o Reino de Deus não foi estabelecido.
Mas predições proféticas não fazem parte da literatura apocalíptica. O livro
cumpriu seu propósito de fortalecer e encorajar a igreja do primeiro século.
Para os que querem defender o Apocalipse como um livro profético este ponto de
vista é inadequado.
O Método
Histórico
Este método
encara o Apocalipse como uma profecia simbólica de toda a história da igreja
até a volta de Cristo e o fim dos tempos. Os muitos símbolos do livro
identificam diversos acontecimentos e tendências da história do mundo ocidental
e da igreja. Obviamente uma interpretação como esta pode levar a confusão,
porque não há diretrizes claras quanto a quais eventos históricos estariam
sendo abordados. Uma das linhas dominantes desta interpretação é que a besta é
o papado romano e o falso profeta a Igreja Romana. Este ponto de vista foi tão
popular que durante muito tempo foi chamado de o ponto de vista protestante.
Pouco há a comentar sobre este ponto de vista, porque no caso o Apocalipse teria
pouco a dizer às igrejas da Ásia a que foi endereçado.
O Método
Idealista
Este método
evita o problema de ter de encontrar cumprimento histórico para os símbolos do
Apocalipse, e vê somente um quadro simbólico do conflito cósmico espiritual
entre o Reino de Deus e os poderes satânicos maus. A besta é o mal satânico em
qualquer forma que ele tome para oprimir a igreja. O capítulo 12 ilustra que há
alguma verdade neste método, porque retrata um pesado conflito no céu entre
Satanás e os anjos. Mas o Apocalipse não deixa de pertencer ao gênero apocalíptico,
e o simbolismo apocalíptico se preocupa primeiramente com os acontecimentos da
história que levam ao fim dos tempos e à vinda do Reino de Deus. Por isso temos
de procurar adiante.
O Método
Futurista
Este método
interpreta o Apocalipse em grande parte como uma profecia de acontecimentos
futuros, colocada em termos simbólicos, que levam ao fim do mundo e o acompanham.
O ponto de vista futurista tomou duas formas principais, que podemos chamar de
moderada e extrema ou dispensacionalista. Esta última entende as sete cartas
como sete épocas sucessivas da história da igreja, expressas em símbolos. O
caráter das sete igrejas ilustra as principais características dos sete períodos
de declínio e apostasia (Laodicéia). O arrebatamento de João simboliza o
arrebatamento da igreja no fim dos tempos.
Os capítulos
6-18 retratam o período da grande tribulação — o último período, curto mas
terrível, da história da igreja, quando o Anticristo praticamente destruirá o
povo de Deus. No ponto de vista dispensacionalista o povo de Deus é Israel, de
volta a Jerusalém, protegido por um selo divino (7:1-8), com o templo
reconstruído (11:1-3); que sofre a ira do Anticristo. A igreja não está mais na
terra, porque foi reunida ao Senhor nos ares.
O ponto de vista
futurista moderado difere do extremo em diversos pontos. Ele não vê razão, como
o ponto de vista extremo, de fazer uma diferença tão definida entre Israel e a
igreja. O povo de Deus que sofre a perseguição feroz é a igreja. Também não vê razão
para reconhecer nas sete cartas uma predição de sete períodos da história da
igreja. Não há qualquer evidência interna para tal interpretação, há apenas
sete cartas para sete igrejas históricas. Mas concorda quanto a que o propósito
do livro é descrever a consumação do propósito redentor de Deus no fim dos
tempos.
Retirado
do livro: Apocalipse. Introdução e Comentário. George Ladd. Mundo Cristão.
1986. p. 11,12
Ronaldo José Vicente. É casado com Clarissa Alster Vicente e tem uma filha chamada Esther Alster Vicente. É Pastor da Igreja PorTuaCasa, localizada em São Paulo. É teólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente, faz mestrado em Antigo Testamento pelo Andrew Jumper. Escritor, lançou um livro que se chama: “O Profeta em Israel e a Justiça Social”, lançado pela Editora Reflexão. Desenvolve seus artigos no blog:www.lagrimasportuacausa.blogspot.com.br. É músico (baterista), autor de várias composições. Exerce seu trabalho com sua banda chamada Templo de Fogo.
Igreja PorTuaCasa. Localizada na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha).
Facebook: https://www.facebook.com/groups/374908422689555/
"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com) - Adquira o livro clicando: http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576
Banda Templo (ICor 3.17) de Fogo (Hb 12.29)
CD – O VIDENTE
Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!
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Você também pode adquirir o livro “o Profeta em Israel e a Justiça Social”. Este livro é do Pr Ronaldo José Vicente, baterista da banda. O livro foi a ideia inicial para o trabalho que se desenvolveu no CD (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-pr…)
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