O Apocalipse. Ponto de vista - Dispensacionalista Progressivo.
“Para
o dispensacionalista progressivo, a chave hermenêutica ao Apocalipse (e, quanto
a esse assunto, o NT em geral) é a tensão escatológica do “já/ ainda não”. Quer
dizer, com a primeira vinda de Jesus Cristo a era por vir já alvoreceu, mas
ainda não se completou; ela espera a parúsia para sua consumação”.
“O
dispensacionalista progressivo vê as duas perspectivas como viáveis: Há um
cumprimento parcial (o passado) como também a realização final (o futuro)
considerando esses assuntos na história. Assim, o simbolismo do Apocalipse
atesta o cumprimento dual”.
Introdução
C.
Marvin Pate
A Visão do Jesus Ressurreto (Ap 1.1-20)
O capítulo de abertura de Apocalipse consiste de uma introdução (v. 1-8)
e de uma visão do Jesus ressurreto (v. 9-20). A introdução chama atenção ao
gênero mesclado do livro: é um apocalipse (v. 1-3) e uma carta (v. 4-8),
escrita por um profeta (v. 3). Como uma obra apocalíptica, o trabalho de João
revela o plano de Deus para o final dos tempos, especialmente à medida que está
relacionado à Segunda Vinda de Jesus Cristo. Como uma carta, o Apocalipse inicia
com o formato epistolar típico daqueles dias: autor – João (v. 4); destinatário
– as sete igrejas da Ásia (v.4); cumprimento – saudações e bênçãos do pai
(aquele “que é [...] que era [...] e [...] que há de vir”), o Espírito Santo
(os “sete espíritos”), e o Filho (v. 4-8). A visão de Jesus ressurreto (v.
9-20) combina com as descrições do Filho do homem celestial e de Deus, o Ancião
de Dias (Dn 7.13,14 e Ap 7.9,10,13, respectivamente). A implicação de tal
combinação para João é clara: Jesus é Deus.
Para o dispensacionalista progressivo, a chave hermenêutica ao
Apocalipse (e, quanto a esse assunto, o NT em geral) é a tensão escatológica do
“já/ ainda não”. Quer dizer, com a primeira vinda de Jesus Cristo a era por vir
já alvoreceu, mas ainda não se completou; ela espera a parúsia para sua
consumação. Dois versículos chave em Apocalipse 1 indicam este período: 1.1 (v.
3) e 1.19. A seguir, uma breve discussão dessas passagens críticas:
1) Em 1.1, João afirma que Deus revelou a
Jesus Cristo[1],
e, a seguir, para ele, as coisas que “em breve hão de acontecer” (ha dei
genesthai en tachei; Ap 1.3; 4.1; 22.6,7; Dn 2.28,29,45). Há uma pergunta sobre
se as palavras en tachei significam que os eventos do final dos tempos
ocorrerão em breve (na vida de João), ou que, quando realmente começarem,
acontecerão com rapidez. A última destas opções admite um período indeterminado
entre o dia do apóstolo e o cumprimento de suas profecias. Porém, se levarmos
em conta a reivindicação subsequente no versículo 3 quanto a esses eventos,
“porque o tempo está próximo”, a alternativa anterior será a preferida.
Contudo, até aqui, o período da necessidade do cumprimento não está
limitado à época do escritor. Uma pista para o significado de João pode ser
achada na palavra “tempo” no versículo 3 (gr. Kairos), pois, conforme Oscar
Cullmann[2] mostrou,
esse termo indica que a igreja primitiva acreditou que a morte de Jesus e sua
ressurreição inauguraram os últimos dias (ICo 10.11; Hb 1.2; I Jo 2.18). Isto é
o aspecto do “já” de eventos escatológicos. Apesar disso, foram esperados esses
sinais dos tempos para continuar o curso na história (porém curto ou longo que
possa ser) até a parúsia, isto é, até a segunda vinda de Cristo (Mc 13.7; Mt
24.6; Lc 21.9; 2Ts 2.1-12). Isto é o aspecto do “não ainda” de eventos
escatológicos.
O ponto a ser analisado cuidadosamente, nessa consideração, é que a
igreja primitiva não parecia estar preocupada com o momento específico da
conclusão desses assuntos do final dos tempos. Para isso, a primeira vinda de
Cristo foi inspirada com o significado escatológico que era mais do que
suficiente para sustentar a esperança até a parúsia. Conforme veio a ser, a
Segunda Vinda de Cristo foi obviamente adiada, mas esse adiamento não parecia
desestabilizar a igreja dramaticamente. Para os primeiros cristãos, a parúsia
foi um epílogo, embora importante, para a primeira vinda de Cristo.
Cartas às sete igrejas (Ap 2.1 – 3.22).
Dois assuntos requerem discussão para entender as cartas de João às sete
igrejas na antiga província romana da Ásia: seu gênero e interpretação. A
segunda consideração também menciona a natureza das provações enfrentadas pelas
igrejas em Esmirna, Pérgamo e, especialmente, Filadélfia.
1) Com referência ao gênero das sete cartas,
David E. Aune demonstrou convincentemente que essas correspondências são
essencialmente oráculos de julgamento de salvação rememorativos da tradição
profética do AT[3].
Por conseguinte, a estrutura das cartas de João pode ser esboçada em quatro
componentes:
a) Cada uma começa com a fórmula de
comissionamento – a ordem para escrever para a igreja especifica, com uma
descrição associada ao Filho do homem condizente às respectivas necessidades
das congregações (2.1,8,12,18; 3.1,7,14).
b) O oráculo de salvação-julgamento forma o
cerne de cada uma das cartas. Como o profeta do AT, Jesus ressurreto que, de
forma distinta, exalta e/ ou critica cada uma das sete igrejas de acordo com
suas situações. Elogios e críticas são endereçados às igrejas em Éfeso (2.2-6),
Pérgamo (2.13-16), Tiatira (2.19-25) e Sardes (3.1-4). Somente exaltação é
oferecida às igrejas em Esmirna (2.9,10) e Filadélfia (3.8-11), ao passo que a
igreja em Laodicéia recebe exclusivamente críticas (3.15-20).
c) O próximo elemento requer a atenção, quer
dizer, o desafio para ouvir e obedecer às palavras do Senhor pelo Espírito
(2.7,11,17,29; 3.6,13,22).
d) O componente final exorta as igrejas a
superar suas dificuldades para, desse modo, receberem as bênçãos escatológicas
de Deus (2.7,11,17,26-28; 3.5,12,21).
O dispensacionalista progressivo segue a hermenêutica do “já/ ainda não”
compreendendo o período desses oráculos: há um senso pelo qual o cumprimento
das profecias ocorreu no passado (particularmente com respeito ao culto
imperial romano do sec. I) e continuará sendo cumprido até a parúsia, o apogeu
da história.
A sala do trono de Deus e de Cristo (Ap 4 e 5).
No estilo próprio judaico, João é arrebatado ao céu para receber uma
visão da sala do trono de Deus (Ap 4.1; Ez 1.1; 1Enoque 14; 4Esdras 14;
3Enoque). Apocalipse 4 e 5 é a descrição de João referente ao tribunal divino,
em que usa a imagem de círculos concêntricos:
1) O trono de Deus e Cristo são o círculo do centro (4.3; 5.6).
2) Os quatro seres viventes (Ez 1.5-25)
incluem o círculo seguinte (Ap 4.6-9).
3) Os 24 anciãos e seus tronos (provavelmente
uma classe especial de anjos) formam o próximo (4.4,10,11).
4) Uma hoste divina inumerável compõe o último
círculo ao redor do trono (5.11-13). As doxologias quase idênticas para Deus
(4.7-11) e para Cristo (5.11-14) indicam que os dois são iguais em sua condição
divina.
Ironicamente, Cristo é retratado como o leão-cordeiro. A imagem anterior
o compara ao Messias davídico (5.5; Gn 49.9; Is 11.1,10). O contexto
histórico-cultural é importante para o dispensacionalista progressivo quando
interpreta o texto sagrado. Esse principio hermenêutico é relevante para a
compreensão de Apocalipse 4 e 5 porque, como os mais recentes estudiosos
reconhecem, provavelmente há nesses capítulos um conflito histórico-cultural
entre judeus-cristãos e o culto imperial greco-romano.
O dispensacionalista progressivo percebe a sobreposição das duas épocas
operantes na visão de João em relação à exaltação de Cristo ao trono de Deus.
De um lado, com a morte, ressurreição, e ascensão de Cristo, a era por vir
alvoreceu no céu. Isto não é nada menos que o começo do cumprimento do reinado
do Messias davídico (Ap 5.5-10 com a aplicação de Sl 110.1 em At 2.32-36; ICo
15.25; Hb 1.13). De outro lado, o reino de Cristo davídico ainda não desceu à
terra (Ap 5.10 com 20.1-6). Os capítulos 6-19 detalham o processo pelo qual
esse reino messiânico se manifestará na terra. Assim, na época dos eventos de
Apocalipse 4 e 5, a era por vir ainda não se concluiu.
O período do Apocalipse 6-18
Em bom estilo hermenêutico, a abordagem progressiva dispensacionalista
começa seu acolhimento nos capítulos 6-18 examinando seu contexto
histórico-cultural que inegavelmente será localizado no século I d.C.,
especialmente o conflito entre César e Cristo. Contudo, visualiza a realidade
desse conflito como também operante ao longo da história do povo de Deus. No
fim, porém, os dispensacionalistas progressivos acreditam que o cumprimento final
desses capítulos espera o tempo do retorno de Cristo. Em outras palavras, essa
abordagem interpreta os capítulos 6-18 pela ótica da tensão escatológica do já/
ainda não. A seguir dividiremos essa hermenêutica em duas partes constituintes:
1) O aspecto do já – o cumprimento das
profecias do Apocalipse 6-18 nos dias de João.
2) O aspecto do ainda não – a realidade final
das profecias no período imediatamente antes da Segunda Vinda.
O cumprimento parcial de Apocalipse 6-18 nos dias de João
Para defender a tese de que os eventos descritos nos capítulos 6-18
experimentaram o cumprimento parcial do século I, três exemplos de evidência
podem ser registrados.
a) Os últimos dias e a primeira vinda de
Cristo. O NT afirma claramente estados em que a época por vir ou os últimos
dias alvoreceram com a primeira vinda de Cristo (At 2.16-21; ITm 4.1; Hb 1.2;
IJo 2.18). Uma geração atrás, C. H. Dodd se fundamentou nessa verdade,
mostrando que a igreja primitiva (esp. Como descrito no livro de At) atribuiu
significado escatológico à vida, morte e a ressurreição de Jesus Cristo de
várias maneiras.
1) Por intermédio de Jesus a era messiânica
teve seu início (At 2.16; 3.18,24) pelo seu ministério, morte e ressurreição
(2.23-33).
2) Pela sua ressurreição, Jesus foi exaltado à
destra de Deus como a cabeça messiânica do novo povo de Deus (2.33-36; 3.13).
3) O Espírito Santo é o sinal da presença do
eschaton (a era final) como também a prova de que Jesus reina atualmente no céu
em poder e glória (2.23).
4) A era messiânica alcançará sua consumação
brevemente no retorno de Cristo (3.21).
5) Um convite será sempre estendido às pessoas
que receberem Cristo e a vida da era por vir (2.38,39)[4].
b) A estrutura paralela em Apocalipse 6 e o
Discurso do Monte das Oliveiras. O fato de os últimos dias se iniciaram com a
primeira vinda de Cristo nos permite ver os eventos proféticos descritos em
Apocalipse 6-18 como algo que sucedeu, parcialmente, no século I d.C. Isto é
confirmado pela estrutura paralela que existe entre os sinais dos tempos
conforme retratado na primeira parte do Discurso do Monte das Oliveiras e os
julgamentos dos selos em Apocalipse 6[5]. Esse
exemplo serve para retratar a geração de Jesus – que se estende da época de sua
vida à queda de Jerusalém em 70 d.C. – como o contexto para a Segunda Vinda. De
fato, de acordo com o Discurso do Monte das Oliveiras, a queda de Jerusalém
(embora em forma de julgamento) é uma parte do aspecto do “já” da era por vir
ao passo que o retorno de Cristo constitui seu aspecto do “ainda não”.
Prosseguiremos agora com uma discussão do aspecto já, especialmente relativo à
queda de Jerusalém, como apresentado no Discurso do Monte das Oliveiras em
Apocalipse 6.
Duas das frases fundamentais no discurso do Monte das Oliveiras que
destacam a conexão entre a queda de Jerusalém e a Segunda Vinda são “o início
das dores” e “ainda não é o fim” (Mt 24.6-8/ Mc 13.7,8; Lc 21.9). Essas frases
transmitem a ideia de que os sinais dos tempos começaram com Jesus e sua
geração, especialmente a queda de Jerusalém, mas não estarão completos até o
retorno de Cristo.
Para contrapor esse ponto de vista, alguns podem desejar dizer que a declaração
de Jesus “Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas estas
coisas aconteçam” (Mt 24.34/ Mc 13.30/ Lc 21.32), se adapta melhor à Segunda
Vinda do que à queda de Jerusalém em 70 d.C. Porém, A. L. Moore refuta essa
contenção plausível, especialmente com referência a Marcos 13.30, ao recorrer a
dois pontos, gramatical e o outro contextual[6]. Gramaticalmente,
as palavras “todas estas coisas” mencionadas no versículo 29, uma atribuição
aos eventos que precedem o fim, não o próprio fim. De fato, os versículos 29 e
30 falam dos sinais dos tempos que precederão à queda de Jerusalém em 70 d.C.
(14-23), não à Segunda Vinda. Esse argumento é confirmado pela evidência
contextual, quer dizer, a estrutura do Discurso do Monte das Oliveiras de Marcos
(Mc 13).
A culminação de Apocalipse 6-18 à Segunda Vinda
Embora alusões históricas possam ser descobertas nos dias de João nos
julgamentos do selo de Apocalipse 6, como também ao longo dos capítulos 6-18, o
dispensacionalista progressivo acredita que o último cumprimento dos eventos
proféticos contidos nesses capítulos espera o tempo da Segunda Vinda. A
evidência mais significativa que apoia essa perspectiva é a relação que existe
entre as três séries de julgamento delineado em Apocalipse 6-18: selos (cap 6),
trombetas (cap 8 e 9), e taças (caps 15 e 16).
1) O sexto selo se desdobra no período de ira
lançada sobre os adoradores da besta, mas não favorece de fato o evento da
Segunda Vinda (6.12-17).
2) O sétimo selo introduz os julgamentos da
trombeta que segue seu curso e a sétima trombeta parece trazer-nos ao reino de
Cristo (11.15-18).
3) A sétima taça nos traz também ao ponto de
culminação no retorno de Cristo (caps 16 e 17).
4) Interlúdios se colocam entre o sexto e o
sétimo selo e entre a sexta e a sétima trombeta, mas não entre a sexta e a
sétima taça o que era de esperar se as trombetas fossem estritamente paralelas
às taças.
Tudo isso para dizer que a natureza sequente dos julgamentos parece
reconhecer seu cumprimento na história (o julgamento dos selos), mas somente ao
término da história serão realizados completamente (os julgamentos da trombeta
e das taças).
A identificação dos santos na tribulação
A pergunta sobre quem experimentará a grande tribulação, conforme
detalhado em Apocalipse 6-18, depende basicamente da identificação dos 144 000
servos de Deus que foram selados (7.1-8). Foram propostas duas interpretações
principais. A primeira é que o número e a identificação tribal serão
considerados literalmente com referência à nação de Israel. Por conseguinte, é
Israel que sofre a grande tribulação, não a igreja (o ponto de vista
pré-tribulacional). O outro ponto de vista sugere que a linguagem deva ser
interpretada simbolicamente, de forma que João está recorrendo à igreja, o novo
Israel. Assim, a igreja passará pela grande tribulação (o ponto de vista
pós-tribulacional).
Um assunto relacionado a essa discussão é a pergunta da relação entre os
144 000 (7.1-8) e a multidão inumerável
que resiste à grande tribulação (7.9-17). Será que eles são o mesmo grupo de
pessoas? Compreendendo a interpretação simbólica dos 144 000, os
pós-tribulacionistas comparam os dois grupos com a igreja. Porém, os
pré-tribulacionistas veem diferenças significativas entre os grupos. O primeiro
é numerado, o segundo é inumerável; o primeiro é limitado a judeus, o segundo
recorre a cada nação; o primeiro é preservado do martírio por um período mais
longo de tempo (12.13; 14.1-5) do que o segundo. Estas diferenças pareciam ser
mais importantes do que as semelhanças entre os dois grupos. Dada esta
distinção, é possível ver os 144 000 como um grupo seleto de Judeus que são
convertidos a Cristo durante a grande tribulação que, em troca, evangeliza as
nações gentílicas – a multidão inumerável.
O comentário final pelo que oferecemos em relação à resistência da grande
tribulação dos santos é que a superposição das duas épocas deixa sua impressão
em relação a esse assunto em Apocalipse. Especificamente, João adota a noção
apocalíptica judaica prevalecente de que o sofrimento justo nesse época de
tribulação assegura a glória divina na era por vir (4Esdras 4.27; 7.12;
2Baruque 15.8; 48.50). A perspectiva dos judeus das duas épocas, porém, foi
sucessiva em natureza: Quando o Messias vier, esta era cederá à época por vir.
Mas como um todo, de acordo com João e o NT, essas duas eras se sobrepõem agora
por causa da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Por conseguinte, os
cristãos, por estarem em Jesus, atual, e simultaneamente participam no
sofrimento da cruz de Cristo como também na glória da sua ressurreição (Ap
1.5-9; 12; Rm 8.17-25; 1Pd 1.4-9). Para João, o fato de os santos da tribulação
experimentam a glória de Cristo é um sinal que vivem a superposição das duas
épocas. Em outras palavras, a sua experiência presente de glória é a prova de
que eles, por fim, superarão as aflições messiânicas (ainda em vida ou na
morte). Após esse período, suas aflições serão completamente substituídas pela
glória divina.
O milênio (Ap 20)
Muita tinta foi derramada sobre a interpretação em Apocalipse 20.1-6,
com três pontos de vista básicos que emergem na discussão: a pré-milenar,
amilenar, e pós-milenar. A abordagem dispensacionalista progressiva desse texto
será claramente identificada com a primeira destas opções. Embora os crentes
sejam espiritualmente levantados com Cristo na conversão e atualmente reinam
com ele do céu (Ef 2.1-10; C; 3.1-4), mas a plenitude do reino de Cristo só se
dará por ocasião do segundo advento de Cristo. Duas objeções para esta
interpretação podem ser respondidas aqui, embora resumidamente: que somente os
mártires da grande tribulação são mencionados como os que reinarão com Cristo
(Ap 20.4), e que a ressurreição mencionada é espiritual, não física, em
natureza (v. 4-6).
1) Referente à primeira objeção, às vezes se
diz que aqueles que serão arrebatados para governar com Cristo na terra durante
o milênio são exclusivamente os crentes martirizados durante a grande
tribulação (v. 4). Mas, como Robert L. Thomas observou, há dois problemas
insuperáveis com essa opinião: a) A ressurreição dos mártires não acontece até
tempos depois, distinguindo assim da multidão de cristãos que também reinam com
Cristo (v. 4); b) Em outros trechos, João promete que os fieis, não somente os
mártires, compartilharão o reino futuro de Cristo (2.26-28; 3.12,21; 5.10; ICo
6.2,3).
2) Relativo a segunda objeção – de que a
natureza da ressurreição em 20.4-6 é espiritual, não física – dois fatores
chave militam contra essa percepção da passagem: a) Uma ressurreição espiritual
pode, poucas vezes, explicar a compensação provida para os mártires mencionados
no versículo 4. Da perspectiva de João eles estão fisicamente mortos, mas
espiritualmente vivos. O que precisam é de uma ressurreição corporal; b) O
melhor entendimento do verbo ezesan (“eles viveram”) no versículo 4 é que
recorre a uma ressurreição corporal.
Conclusão
Resumimos nossa contribuição relatando a hermenêutica do já/ ainda não
das três marcas escatológicas do dispensacionalismo.
1) Referente à separação entre a igreja e
Israel, os progressistas acreditam que os gentios já foram incluídos como um
povo de Deus, por sua fé em Cristo; mas Deus ainda não pôs fim a Israel, porque
um dia restabelecerá aquela nação para ele e Jesus, o Messias.
2) Referente a posição pré-milenar do
dispensacionalismo progressivo, de acordo com o Apocalipse, o Reino de Deus (a
era por vir) alvoreceu no céu, mas ainda não apareceu na terra pois, está no
aguardo do retorno de Cristo, cuja Segunda Vinda estabelecerá o seu reinado de
mil anos em Jerusalém.
3) De acordo com os dispensacionalistas
progressivos, embora os sinais do tempo (as aflições messiânicas) tiveram
inicio durante a primeira geração de cristãos (com relação à queda de
Jerusalém), a grande tribulação ainda não ocorreu; ela está no futuro, e a
igreja (mas não Israel) estará isenta dela.
Retirado do livro As interpretações do Apocalipse. Organizado
por C. Marvin Pate. Editora Vida Acadêmica. São Paulo: 2001. p. 139-181 (resumo
das páginas).
Ronaldo José Vicente. É casado com Clarissa Alster Vicente e tem uma filha chamada Esther Alster Vicente. É Pastor da Igreja PorTuaCasa, localizada em São Paulo. É teólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente, faz mestrado em Antigo Testamento pelo Andrew Jumper. Escritor, lançou um livro que se chama: “O Profeta em Israel e a Justiça Social”, lançado pela Editora Reflexão. Desenvolve seus artigos no blog:www.lagrimasportuacausa.blogspot.com.br. É músico (baterista), autor de várias composições. Exerce seu trabalho com sua banda chamada Templo de Fogo.
Igreja PorTuaCasa. Localizada na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha).
Facebook: https://www.facebook.com/groups/374908422689555/
"O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com) - Adquira o livro clicando: http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576
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Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!
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Banco Santander: Ag 0201 Conta Corrente 01062968-1/ Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
Banco Santander: Ag 0201 Conta Corrente 01062968-1/ Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
(envie o comprovante em in box para enviarmos o pedido).
https://www.youtube.com/channel/UC6Ssw2z7AFZrC8yFSevLtTg/featured
[1] A
frase “a revelação de Jesus Cristo”, provavelmente é um genitivo subjetivo.
Quer dizer, a revelação em que Deus se revela a Cristo é o que o Cristo revela
a João.
[2] Christ and time: The primitive Christian conception of
time and history, tradução para o ingles de Floyd V. Filson, Philadelphia:
Westminster, 1950 [publicado em português com o título Cristo e o tempo, São
Paulo: Custom, 2003].
[3] Prophecy in early Christianity and the ancient
mediterranean world, grand rapids: Eerdmans, 1983, p. 274-9.
[5] A seção seguinte é extraída de Pate e Haines, Doomsday
delusions, p. 34-57. Usado com permissão de InterVarsity Press.











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