Poder de Deus



por J. I. Packer

Em primeiro lugar, algumas pessoas consideram que a doutrina do Espírito é essencialmente acerca do poder, no sentido de uma capacidade dada por Deus para fazer o que você sabe que deve fazer e na verdade quer fazer, mas sente que não tem forças para tal. Os exemplos disso são dizer “não” para os desejos (de sexo, bebidas alcoólicas, drogas, fumo, dinheiro, emoções, luxo, promoção, poder, reputação, adulação, ou seja, do que for), ser pacientes com indivíduos que testam sua paciência, amar a quem é difícil amar, controlar o seu temperamento, ficar firme diante de pressões, falar ousadamente de Cristo, confiar em Deus nas atribulações. O poder capacitador do Espírito para ações deste tipo, em pensamento e palavras, pregação e oração, é o tema que essas pessoas constantemente retomam.
O que devemos dizer a respeito da ênfase que essas pessoas dão? É errada? Não, muito pelo contrário. Em si mesma, ela é magnificamente correta. Pois poder (geralmente em grego é dunamis, da qual vem a palavra dinamite, e algumas vezes kratos e ischus) é uma importante palavra neotestamentária, e o revestimento com o poder de Cristo por meio do Espírito é, de fato, um acontecimento neotestamentário importante, uma das glórias do evangelho e uma característica dos verdadeiros seguidores de Cristo em toda parte. Se ainda tem alguma dúvida, observe os textos-chaves a seguir:

Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49).

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra (At 1.8).

Jesus disse aos apóstolos, a quem ele havia comissionado para evangelizar o mundo. Quando o Espírito foi derramado por ocasião do Pentecostes, “com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus” (At 4.33); e Estevão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais”. Veja também a declaração semelhante de Pedro a respeito de Jesus:

Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (At 10.38).

Nesses versículos, Lucas nos fala que desde o princípio o evangelho foi disseminado pelo poder do Espírito. Paulo ora pelos Romanos para que “transbordeis na esperança pelo poder do Espírito Santo” (Rm 15.13). Então ele fala “daquilo que Cristo tem feito [seu] intermédio [...] e palavra e ação, pelo poder de sinais e prodígios, no poder do Espírito Santo” (Rm 15.18,19). Ele leva os coríntios a se lembrarem de que ele pregara a Cristo crucificado:

A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (ICo 2.4,5).

Na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo (2Co 6.6-10).

Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós (ITs 1.5).


Com respeito ao seu espinho na carne, ele escreve que Cristo lhe “disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade [...]”, continua ele, “mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2Co 12.9; 4.7). Ele enfatiza para Timóteo o fato de que Deus deu aos cristãos um “espírito de poder” e censura os que são amigos dos prazeres, negando-lhe o poder:  

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação... homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder (2Tm 1.7; 3.2-5).

Cristo, diz ele, dá forças de forma que o cristão se torna capaz de fazer o que ele jamais poderia fazer por conta própria:

Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior... Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder (Ef 3.16; 6.10).
              
E qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas (Ef 1.19-23).

Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria (Cl 1.11).

E o grito que ele desferiu na prisão, ao enfrentar uma possível execução, foi: “Tudo posso (dando a entender, tudo o que Deus me chamar para fazer) naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Não há como não sentir o ímpeto de tudo isto. O que nos é dito é que uma vida sobrenatural, mediante o poder sobrenatural, está no cerne do cristianismo do Novo Testamento, de forma que, embora professando fé, aqueles que não experimentam nem demonstram esse poder são suspeitos, segundo os padrões neotestamentários. Esse poder é sempre a obra do Espírito Santo, mesmo quando apenas Cristo é citado como sua fonte, pois Cristo é quem dá o Espírito (Jo 1.33; 20.22; At 2.33). Assim, o poder que vem de Cristo por meio do Espírito é um tema que deve sempre merecer proeminência, onde quer que o cristianismo seja ensinado (PACKER. 2018. p. 28-30).     

Retirado do Livro / Caminhando no Poder do Espírito. J. I. Packer. Vida Nova, São Paulo: 2018.  



Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.

@ze.ronaldo.templodefogo @osprofetas_ @lagrimasportuacausa @templodefogo @portuacasa









 "O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576 

Banda Templo (ICor 3.17) de Fogo (Hb 12.29)

CD – O VIDENTE

Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!
I. Você pode adquirir o CD no valor de 20,00 + custo de correios 8,00, total = 28,00
Você também pode adquirir o livro “o Profeta em Israel e a Justiça Social”. Este livro é do Pr Ronaldo José Vicente, baterista da banda. O livro foi a ideia inicial para o trabalho que se desenvolveu no CD (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-pr…)
II. Você pode adquirir o livro no valor de 30,00 + custo de correios 8,00, total = 38,00
III. Você pode adquirir o livro e + CD no valor de 50,00 + custo de correios 8,00, total = 58,00
Transferindo ou fazendo o depósito nas contas:
Banco Itaú. Ag 1664 Conta Corrente 28767-7 /Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente. Banco Santander: Ag 0201 Conta Corrente 01062968-1/ Ronaldo José Vicente ou Clarissa Alster Vicente.
(envie o comprovante em in box para enviarmos o pedido).

https://www.youtube.com/channel/UC6Ssw2z7AFZrC8yFSevLtTg/featured   

Breve lançamento para 2018. Um CD temático que seguirá a linha teológica pré-milenismo histórico pós-tribulacionista. 


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