Neste Blog você encontrará um conteúdo voltado a história cristã, enfatizando homens que tiveram uma "Causa" para lutar marcando assim a história. Você encontrará também um conteúdo voltado aos Profetas de Israel, observando o caminho profético, profecias, dom e escritos bíblicos. Você encontrará também vários artigos teológicos sobre o Antigo Testamento, tratando sobre dons, Anjos, Sobrenatural e o Espiritual.
Os Profetas do AT
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1. A ocupação dos profetas
Através deste texto, tentarei humildemente definir os homens profetas do
Antigo Testamento. Farei uma abordagem nas conclusões dos teólogos e nas suas
explicações e ao mesmo tempo, encontrarei nas passagens bíblicas as instruções
históricas e o posicionamento profético. Notaremos que o levante profético
sempre seguiu um plano Divino para a nação de Israel e a vinda do Messias. Os
profetas não falavam aleatoriamente, eles tinham uma correta direção no que
profetizar e informações precisas que os colocavam numa posição social
diferencial. Suas palavras não foram lançadas ao vento, mas eram focadas
naqueles que possuíam autoridade para mover as nações. Por isso, os profetas
estavam próximos dos reis e sacerdotes, figuras importantes e influentes na
nação. Defini-los conclusivamente pode ser uma tarefa impossível. Entende-los
pode também ser um árduo trabalho. Entretanto, num ponto podemos dar as mãos.
Os profetas são a expressão de YHWH[1].
São seus pensamentos, amor, desejo pelo povo, ira e correção; transmitidos pela
pronuncia dos seus servos. Por suas ações e pelo seus comportamentos. A
sentença profética carrega a definição de YHWH. O Senhor permanece convicto no
que estabelece como plano para a Sua glória. O desvirtuar humano não coopera
para o perfeito plano que Deus precisa manter. Os profetas são agentes
conservadores das exigências da aliança entre YHWH e seu povo. Daniel Juster
comenta:
O profeta bíblico era, antes de tudo, um servo da
aliança cujo objetivo principal era anunciar a palavra de Deus. Anunciar é mais
fundamental do que predizer (JUSTER. 2018. p. 34).
Os profetas são servos fieis as condições da aliança. O objetivo destes,
é muito mais forte anunciando a importância da fidelidade com a aliança, do que
predições do futuro. A mensagem dos profetas ecoava da Torá. Note como a
historia dos reis de Israel é contada. Desde o primeiro rei, Saul (ISm 10), até
o último rei no reino do Sul, Zedequias (2Rs 24). Em todas as descrições dos reis
de Israel, o ponto importante era se este foi fiel a YHWH, segundo as
exigências da aliança ou se foi infiel, entregando seu coração as proibições.
Todos foram avaliados desta forma, fieis ou infiéis (IRs 15.3,14,34). Obedientes
ou rebeldes. Aptos para voltarem do seu erro em arrependimento ou inclinados a
descerem cada vez mais na ignorância dos seus pecados. Foram advertidos
constantemente, receberam inúmeras chances (Os 14.1-8). Mas muitos estavam
obstinados em manter-se no erro, afrontando a santidade de YHWH. Provocaram a
ira do Senhor, negligenciando a própria historia da salvação feita pela mão de
YHWH contra o Egito. Assim, todos os servos da aliança, os profetas conhecidos
ou desconhecidos – foram vozes incansáveis. Dia e noite. Anunciando todas as
exigências da aliança. Denunciando todas as infidelidades. Descrevendo cada
erro cometido de forma convicta. Alertando as consequências de continuarem
insistindo no caminho da rebeldia. Apregoando as chances de voltarem para renovar
a aliança que foi descartada. Informando o paciente coração de YHWH que sempre
esteve aberto para perdoar, ensinar e educar o seu povo. Porém,
incansavelmente, eles persistiram serem injuriadores da santa aliança de YHWH.
O SENHOR advertiu a Israel e a Judá por intermédio
de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai-vos dos vossos
maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, segundo toda a
Lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos meus
servos, os profetas. Porém não deram ouvidos; antes, se tornaram obstinados, de
dura cerviz como seus pais, que não creram no SENHOR, seu Deus. Rejeitaram os
estatutos e a aliança que fizera com seus pais, como também as suas advertências
com que protestara contra eles; seguiram os ídolos, e se tornaram vãos, e
seguiram as nações que estavam em derredor deles, das quais o SENHOR lhes havia
ordenado que não as imitassem. Desprezaram todos os mandamentos do SENHOR, seu
Deus, e fizeram para si imagens de fundição, dois bezerros; fizeram um
poste-ídolo, e adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal. Também
queimaram a seus filhos e a suas filhas como sacrifício, deram-se à prática de
adivinhações e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau perante
o SENHOR, para o provocarem à ira. Pelo que o SENHOR muito se indignou contra
Israel e o afastou da sua presença; e nada mais ficou, senão a tribo de Judá.
Também Judá não guardou os mandamentos do SENHOR, seu Deus; antes, andaram nos
costumes que Israel introduziu. Pelo que o SENHOR rejeitou a toda a
descendência de Israel, e os afligiu, e os entregou nas mãos dos despojadores,
até que os expulsou da sua presença. Pois, quando ele rasgou a Israel da casa
de Davi, e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate, Jeroboão apartou a
Israel de seguir o SENHOR e o fez cometer grande pecado. Assim, andaram os
filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha cometido; nunca se
apartaram deles, até que o SENHOR afastou a Israel da sua presença, como falara
pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim, foi Israel
transportado da sua terra para a Assíria, onde permanece até ao dia de hoje
(2Rs 17.11-24).
Este texto é a descrição da queda do reino do Norte em 722[2].
Note que nele há uma correta descrição de todo investimento de YHWH para que o
povo volte e seja fiel. Mas nele temos sua total rejeição as motivações dos
profetas. Não respeitaram a aliança que seus pais fizeram. Então, houve uma
grande indignação por parte do Senhor; “Os
versículos 13-17 recapitulam o procedimento do Senhor com Israel. O escritor
mostra como Deus, em Sua fidelidade, suplementou as proibições da Lei com
advertências diretas dos profetas, exortando o povo de Israel a se afastar de
sua idolatria” (PFEIFFER. p.48).
Como barreira persistente de suas ações deploráveis, estão os profetas
anunciando e relembrando incansavelmente a obrigação de um povo que tem união a
YHWH. A autoridade destes profetas é explicada por Brueggemann como “indivíduos
específicos e sem credenciais que fizeram pronunciamentos fora do ordinário,
neles havia uma conexão peculiarmente intima com Javé, o que os tornava em
canais efetivos de comunicação entre Javé e Israel” (2014. p.806). Neste
ponto citamos aquilo que o profeta Amós diz: “Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o
seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). A palavra segredo no
hebraico é סוֹד – cowd, a mesma usada
para Jeremias descrevendo um ambiente onde os profetas são convocados para
saber sobre os planos de YHWH: “Porque
quem esteve no conselho (סוֹד – cowd) do
SENHOR, e viu, e ouviu a sua palavra? Quem esteve atento à sua palavra e a ela
atendeu?” (Jr 23.18). Só os verdadeiros profetas podem estar na sala real de
YHWH. Estes homens escolhidos por Deus, estão aptos para ouvir os segredos do
Rei. Smith comenta:
Amós está revelando o plano de ação de Deus que foi
decidido no conselho divino. Esses planos não foram mantidos em segredo, mas
pela graça são comunicados ao povo com um propósito (SMITH. 2008. 165).
O plano de Deus é decidido em um conselho (Ef 1.11). Os verdadeiros
profetas participam e por meio deste canal frutífero, podem argumentar a reta
história que vem detalhada segundo as perfeitas obras de YHWH. Os autênticos
profetas não erram naquilo que pronunciam, pois anunciam as determinações de
YHWH do conselho celestial. Por isso Wilson comenta que os profetas são figuras
cruciais na história de Israel:
Foram as primeiras pessoas em quem a divina
centelha de verdadeiro conhecimento se tornou consciente por força do espírito
de Deus. Por esta razão, eles serviram de modelo das altitudes espirituais, que
todas as pessoas poderiam um dia alcançar (WILSON. 2006. p.19).
Desta forma, podemos vê-los como indivíduos escolhidos, funcionando
ativamente como reformadores de todos os aspectos da sociedade humana. Ele são
agentes primários, primeiramente fieis as normas pré-estabelecidas da aliança.
São ágeis no cumprimento imediato, rompendo qualquer quesejam as culturas contrarias. Sem mantem no
plano original de sentinelas zelosos, observando o curso social, direcionando-o
para que sempre o povo mantenha-se fiel a vontade de YHWH.
2. Agentes culturais proféticos
Os profetas podem ser descritos como agentes de mudança social[3].
Eles não são o principio de uma cultura santa estabelecida, através de um zelo
familiar e aprovado por YHWH. São adeptos requisitados pela graça divina,
alcançados pelo favor imerecido, escolhidos desde o ventre (Jr1.5) para
entenderem o coração do Santo de Israel e amarem a Sua santidade. Precisamos
compreender que ao salvar o povo, YHWH não os deixou independentes para
organizarem uma nação cujo meios sociais, fossem livres para optarem serem
fieis ou não. O regime Soberano de Deus que envolvia questões desde a adoração
até as refeições, fora elaborado para que fosse uma nação cujos meios de
vivencia fossem lembrando em detalhes a glória de YHWH. A Lei é perfeita e
santa como YHWH é Perfeito e Santo. A Lei apenas reflete o Autor. A Lei dirige
o povo a viver de uma maneira que suas ações do dia a dia refletem a glória
magnifica do Soberano que os libertou do Egito.
Porém vós que permanecestes fiéis ao SENHOR, vosso
Deus, todos, hoje, estais vivos. Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos,
como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que
passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa
sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos
estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e
inteligente. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o
SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? E que grande nação há que
tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos
proponho? Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não
esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu
coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos
de teus filhos. Não te esqueças do dia em que estiveste perante o SENHOR, teu
Deus, em Horebe, quando o SENHOR me disse: Reúne este povo, e os farei ouvir as
minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra
viver e as ensinará a seus filhos (Dt 4.4-10).
Note toda orientação de YHWH ao povo. Serem fiéis ao Senhor de todo o
coração. Essa fidelidade os faria sábios diante de outras nações. Não deveriam
se esquecer de ensinar os filhos. O Senhor os lembra do dia no monte Horebe (Ex
19.1-25) e quando Suas palavras foram ensinadas. Deveria haver temor por isso.
Um temor sobre os pais sendo passados aos filhos. Daniel Block explica que o livro de Deuteronômio especificamente
não é apenas um livros de leis. Ele é pregação profética na sua melhor forma. A
palavra תּוֹרָה – Torá, não deve ser
compreendida principalmente como lei, mas como instrução. Isso significa ser um
Livro de instrução. Essa expressão é a maneira aplicada a aspectos específicos
da vontade de YHWH revelada a Israel anteriormente (BLOCK. 2017. p.32).
Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao
monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que
escrevi, para os ensinares (Ex 24.12).
YHWH escreveu as leis. YHWH falou o decálogo[4] a todo o
povo; “Então, falou Deus todas estas
palavras...(Ex 20.1). Toda a instrução é detalhista. Ela abrange todos os
aspectos da vida social de Israel. O decálogo fala de adoração e fidelidade a
um único Deus – YHWH (Ex 20.1-7). A instrução fala também para guardar um dia
exclusivamente para YHWH. Seria um descanso que incluía toda a família, os
animais e até os trabalhadores (Ex 20.8-11). A instrução orientava honrar os
pais, exigindo respeito familiar (Ex 20.12). Por fim, orientava o respeito ao
próximo como não assassinar, não roubar, não falar mentiras dos outros e
respeitar os servos e suas propriedades (Ex 20.13-17). A lei continua
abrangente em inúmeros aspectos sociais. Haveria um lugar fixo de adoração para
que houvesse um modelo e unidade no espirito das pessoas (Ex 20.22-26). Ela
também orientava sobre os escravos, dando a eles segurança sobre o tempo de
trabalho, liberdade, opção de eventualmente desejar permanecer e proteção (Ex
21.1-11).
Na verdade, sempre que este documento é
identificado pelo título, ele sempre é aludido como “as Dez Palavras” (Ex
34.28; Dt 4.13), nunca “os Dez Mandamentos”. A essa altura, faremos bem em
seguir a Septuaginta, referindo-nos a esse documento como o Decálogo
(literalmente, Dez Palavras), ou, uma vez que a palavra hebraica דָּבַר é
suscetível a uma grande faixa de significados, “os Dez Princípios” do
relacionamento pactual. Que este documento é compreendido como o registro
escrito fundamental da aliança de YHWH com Israel é demonstrado não apenas no
fato de que duas cópias (uma para cada parte) somente deste documento foram
guardadas na “arca da aliança de YHWH” (Dt 10.1-5), mas também pela referencia
explicita de Moisés a este documento como “sua aliança” (Dt 4.13) (BLOCK. 2017.
p.33).
Devemos ler o pentateuco e ver os detalhes da תּוֹרָה – Torá. YHWH demonstrou seu amor, seu cuidado, seu
zelo, seu carinho paterno aos seus filhos expressados na Sua Lei (orientação).
Podemos dizer que era uma carta zelosa, escrita com cuidado paterno para seus
filhos libertos da tirania de Faraó, mas agora resgatados pelo Autor da
vida.
E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles
disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. Então, tomou Moisés
aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança
que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras. E subiram Moisés,
e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. E viram o Deus de
Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se
parecia com o céu na sua claridade. Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos
dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam (Ex
24.7-11).
O Livro da Aliança é entregue e após isso Moisés o sela com sangue. Era
o sangue da aliança que o SENHOR fez com o povo a respeito de todas as palavras
mencionadas. Após isso eles sobem ao monte e veem o Senhor sob cujos pés havia
uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua
claridade. Eles viram o Senhor e depois comeram e beberam na Sua presença. Eles
viram algo. Não sabemos ao certo se aquilo que eles viram foi a exata forma e
essência de Deus. Mas a descrição do texto mostra que algo foi presenciado. As
Escrituras relatam vários atributos de Deus. Entretanto, Sua santidade é algo
que se nota de forma evidente. No livro de Levíticos essa expressão é usada
constantemente:
YHWH é Santo:
Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou
santo... Ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos
povos, para serdes meus... Ele vos será santo, pois eu, o SENHOR que vos
santifico, sou santo (Lv 19.2; 20.26; 21.8).
é YHWH que
santifica Israel:
Eu sou o SENHOR, que vos santifico... Portanto, o
consagrarás, porque oferece o pão do teu Deus. Ele vos será santo, pois eu, o
SENHOR que vos santifico, sou santo... E não profanará a sua descendência entre
o seu povo, porque eu sou o SENHOR, que o santifico...Porém até ao véu não
entrará, nem se chegará ao altar, porque tem defeito, para que não profane os
meus santuários, porque eu sou o SENHOR, que os santifico... Guardarão, pois, a
obrigação que têm para comigo, para que, por isso, não levem sobre si pecado e
morram, havendo-o profanado. Eu sou o SENHOR, que os santifico... pois assim os
fariam levar sobre si a culpa da iniqüidade, comendo as coisas sagradas; porque
eu sou o SENHOR, que os santifico... Não profanareis o meu santo nome, mas
serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o SENHOR, que vos
santifico (Lv 20.8; 21.8,15,23; 22.9,16,32).
Israel é desafiado
a se santificar e ser um povo santo:
Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou
santo... Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso
Deus... Ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos
povos, para serdes meus... Santos serão a seu Deus (Lv 19.2; 20.7,26; 21.6).
Alimentos,
convocações, tempo e lugar são santos a YHWH:
Porém, no quarto ano, todo o seu fruto será santo,
será oferta de louvores ao SENHOR... Comerá o pão do seu Deus, tanto do
santíssimo como do santo... E serão de Arão e de seus filhos, os quais os
comerão no lugar santo, porque são coisa santíssima para eles, das ofertas
queimadas ao SENHOR, como estatuto perpétuo... Ninguém da descendência de Arão
que for leproso ou tiver fluxo comerá das coisas sagradas, até que seja limpo;
como também o que tocar alguma coisa imunda por causa de um morto ou aquele com
quem se der a emissão do sêmen; ou qualquer que tocar algum réptil, com o que
se faz imundo, ou a algum homem, com o que se faz imundo, seja qual for a sua
imundícia. O homem que o tocar será imundo até à tarde e não comerá das coisas
sagradas sem primeiro banhar o seu corpo em água... Fala aos filhos de Israel e
dize-lhes: As festas fixas do SENHOR, que proclamareis, serão santas
convocações; são estas as minhas festas. Seis dias trabalhareis, mas o sétimo
será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é
sábado do SENHOR em todas as vossas moradas. São estas as festas fixas do
SENHOR, as santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado...
Porque é jubileu, santo será para vós outros; o produto do campo comereis.
Neste Ano do Jubileu, tornareis cada um à sua possessão (Lv 19.24; 21.22; 24.9;
22.4-6; 23.2-4; 24.9; 25.12).
Todos estes versículos reforçam o que estamos trabalhando. YHWH é Santo.
Ele santifica o povo e toda a cultura que inclui alimentos, lugares e
convocações. Da mesma forma que YHWH é Santo, Ele deseja que todo o povo seja
santo e mantenha o ambiente social santo. Pois tudo em Israel deveria refletir
a santidade de YHWH. Os profetas são cativados por essa santidade. São zelosos
e estão em alerta, caso o povo não viva desta maneira. Bruce Waltke comenta que
os profetas são assim por terem experimentado uma realidade Divina. Uma
experiência assustadora com esse poder, o que os leva ao abandono radical de
tudo o que até então consideravam bom para eles (2015. p.904). Waltke cita
Eichrodt:
Não há um deles que não tenha recebido essa nova
natureza acerca de Deus, de tal maneira que todo o seu modo de vida anterior –
os pensamentos e planos com que até agora vinha ajustando seu relacionamento
com o mundo – foi esmigalhado e substituído por um poderoso imperativo divino
que o forçou a lançar-se a algo que até então não havia nem mesmo considerado
como possibilidade [...]. Suas predições ameaçadoras sobre o fim da nação e do
povo [...] originam-se todas na mesma convicção dominante de que o irrompimento
de um poder hostil está ameaçando as bases da ordem presente[5].
Desta forma lembramos da citação do próprio Davi que diz: “Tornei-me estranho a meus irmãos e
desconhecido aos filhos de minha mãe. Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as
injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim” (Sl 69.8,9). Este mesmo zelo
santo que fazia dos profetas agentes dispostos a lutar diariamente contra
aqueles que esnobavam a fé em YHWH. É citado também em outro Salmo: “O meu zelo me consome, porque os meus
adversários se esquecem da tua palavra” (119.139).
3. Zelosos pelo ciúmes de YHWH
Ao relembrarmos o primeiro mandamento, notamos a exigência de
exclusividade somente a YHWH (יְהוָֹה).
Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o
SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não
terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem
semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas
águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o
SENHOR, teu Deus, Deus zeloso (qanna - קַנָּא), que visito a iniquidade dos
pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e
faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus
mandamentos (Ex 20.1-6).
Observamos também que Deus não esconde ser ciumento. A palavra zeloso é
“qanna” (קַנָּא), indicando um sentido de emoção muito intensa
onde o sujeito deseja alguma qualidade ou a posse do objeto. Note como Davi usa
o verbo para mostrar um sentimento consumidor em seu coração: “Pois o zelo da tua casa me consumiu...”
(Sl 69.9). O ciúmes de YHWH (יְהוָֹה) requer que os
homens sejam fiéis a aliança feita no Sinai (Ciynay, סִינַי[6]). Os dez
mandamentos são chamados nas Escrituras de; “As Dez Palavras, e eles estão no cerne do código da Aliança. Na sua
raiz, Dez Palavras podem ser vistos como fazer Adonai o ponto fundamental de
referência, o absoluto” (OLIVEIRA. 2012 p.70). Oliveira prossegue: “Sempre verifique que Adonay D`US é seu
absoluto final, o eixo em torno do qual tudo gira, a raiz de todos os seus valores
e decisões”. O propósito da Lei é que o Senhor desejava que seu povo
tivesse uma relação mais íntima com ele. O real motivo de cumprir a Lei deveria
ser motivado pelo o amor e a gratidão a Deus, por havê-los redimido e feito
filhos seus (HOFF. 2007. p.130).
A traição por outros deuses despertaria a ira, pois Deus é descrito como
marido de Israel. Encontramos um episódio no Pentateuco[7] ocorrido
com o sacerdote Finéias. Israel estava se prostituindo com as filhas dos
moabitas. Eles estavam participando dos sacrifícios à outros deuses, comendo
dos rituais e se curvando a eles. A ira de um Deus ciumento se acende contra
Israel. A ordem é enforcar os líderes para que a ira se retire do arraial.
Então Moisés ordena: “...Cada um mate os
homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor” (Nm 25.5). Porém, enquanto
Moisés e toda a congregação chorava diante do Senhor sobre a infidelidade do
povo, um príncipe (Nm 25.14) desafia a todos trazendo uma midianita para
praticar imoralidade junto com seus irmãos diante de YHWH (יְהוָֹה). Neste momento, um homem chamado Finéias pega uma
lança e mata os dois no leito da perversão. Note atentamente o que o texto diz:
Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o
sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava
animado (“qanna”, קַנָּא) com o
meu zelo (“qanna”, קַנָּא) entre
eles; de sorte que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel (Nm 25.11).
A Escritura diz que Finéias estava enciumado igual ao ciúmes de Deus em
relação a infidelidade do povo. Este homem desempenhou o papel do cônjuge fiel
ao matar o casal que profanava a aliança. Bois
comenta que de modo ágil, avaliando o grau de seriedade da situação, o
sacerdote o resolveu: “por causa da sua
agilidade, zelo (ciúmes), perspicácia espiritual e pronta intervenção a favor
de Israel, Deus recompensou Finéias com o concerto do sacerdócio perpétuo”
(BOIS. 2005, p.381). O sacerdócio de Finéias é entregue porque ele teve ciúmes
igual a Deus:“...porquanto teve ciúmes (“qanna”, קַנָּא), pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de
Israel” (Nm 25.13). Observe o que Lou
Engle diz sobre nosso Deus Zeloso e como devemos queimar de paixão por Ele:
Ó, Eu amo o Deus cujo nome é Zeloso! Os seus olhos
são uma chama ardente, queimando tudo o que tenta competir com as afeições do
meu coração. Aí, no santuário do meu coração, Ele não tolera nenhum rival. É
nesse lugar que o santo amor de Deus se encontra com a minha santa resposta de
nazireu. Aí, um santo ardor ocorre, e o supremo prazer da intimidade com Deus é
vivenciado no altar do meu coração – uma experiência que é muito mais
gratificante do que os prazeres seculares e efêmeros da concupiscência sexual e
dos entretenimentos. Eu fui criado para queimar (ENGLE. p.20)
Da mesma forma um homem chamado João Batista, queimava por Ele através
de sua mensagem: “Arrependei-vos, porque
está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2). Este homem estava ardendo em fidelidade
diante de uma geração infiel: “Ele era a
lâmpada que ardia e alumiava...” (Jo 5.35). A palavra arder no grego é “kaio” (καίω) que significa “queimar, consumir com fogo”; e a palavra
“alumiava” é “phaino” (φαίνω), que significa “brilhar,
tornar visível”. João queimou incessantemente para que a mensagem sobre a
vinda do Messias fosse iluminada. Todos os cristãos devem almejar uma vida
totalmente entregue ao Senhor Jesus. Não deveríamos amar incondicionalmente um
sucesso profissional, ou uma felicidade familiar, ou até uma gratificação
honrosa de reconhecimento por algum trabalho. Nada pode tomar nosso tempo e
dedicação que devem ser exclusivamente ao nosso Deus. Deseje ser o mais
apaixonado nesta geração. Observe Edwards:
Supondo que nunca existiu nenhum indivíduo neste
mundo, em nenhuma época do tempo, que nunca haja vivido uma vida cristã
perfeita em todos os níveis e possibilidades, tendo o Cristianismo sempre
brilhante em todo o seu esplendor, e parecendo excelente e amável, mesmo sendo
essa vida observada de qualquer ângulo possível e sob qualquer pressão, eu
resolvi agir como se pudesse viver essa mesma vida, mesmo que tenha de me
esforçar no máximo de todas as minhas capacidades inerentes e mesmo que fosse o
único em meu tempo (EDWARDS. 14 De Janeiro e 3 de Julho de 1723. Resolução 63).
Podemos definir que devemos alcançar o nível de amar somente à Deus.
Podemos também entender que não há como amar somente à Deus se ainda estivermos
flertando com outros deuses. Assim Josué relembra o povo:
Não podereis servir ao SENHOR, porquanto é Deus
santo, Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos
pecados. Se deixardes o SENHOR e servirdes a deuses estranhos, então, se
voltará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito bem. Então,
disse o povo a Josué: Não; antes, serviremos ao SENHOR (Js 24.19-21).
Para Coppes, Deus espera que o
homem retribua o Seu amor. Pois, amar a Deus é obedecer-lhe. O zelo apaixonado
e ardente por Deus, resulta em fazer a sua vontade e defender a sua honra em
face dos atos ímpios (COPPES. 2012. p.1350). Note como Davi expõe este sentido:
“O meu zelo me consome, porque os meus
adversários se esquecem da tua palavra” (Sl 119.139). YHWH (יְהוָֹה) tem zelo pelo seu nome: “...terei zelo pelo meu santo nome” (Ez 39.25), por isso, vindica
respeito para que assim observem sua Lei no coração: “ninguém que, ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu
íntimo, dizendo: Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração, para
acrescentar à sede a bebedice. O SENHOR não lhe quererá perdoar; antes,
fumegará a ira do SENHOR e o seu zelo sobre tal homem...” (Dt 29.19,20).
Deus é descrito como “marido” de Israel. Ele é um
Deus zeloso (Ex 20.5). Josué reafirmou de que Deus é um Deus zeloso (ciumento)
que não toleraria a idolatria e o povo se colocou debaixo do governo de Deus
(Js 24.19) (OLIVEIRA. 2017. p.11).
YHWH disse que exterminaria a casa de Acabe (IRs 21.19), e para isso, um
homem chamado Jeú[8]
foi levantado. Na cidade de Jezreel, setenta
filhos de Acabe são mortos e suas cabeças colocadas em cestos na entrada da
cidade (IIRs 10.1-17). Ao continuar sua perseguição contra os filhos de Acabe,
Jeú encontra-se com Jonadabe[9],
convida-o e diz o porquê está fazendo isso: “...Vem comigo e verás o meu zelo (qin'ah, קִנְאָה)
para com o SENHOR...” (IIRs 10.16).
Carson comenta que o Zelo de Deus visava ao bem do povo. Pois, se Deus
dissesse: “Vocês podem fazer o que
quiserem”, eles simplesmente cairiam em incessante autojustificação, amor
próprio e egoísmo. Consequentemente, ofereceriam seus filhos ao deus Moloque.
Ele continua: “A insistência na
centralidade em Deus visava o bem dos israelitas. Era um ato de amor e de
grande generosidade” (CARSON. 2013. p.85). Para finalizarmos este ponto, vamos
atentar para um relato de Edwards onde expõe como este grande Deus é
extremamente melhor do que qualquer criação sua.
O gozo de Deus é a única felicidade com a qual
nossa alma pode satisfazer-se. Ir ao céu, desfrutar plenamente de Deus, é
infinitamente melhor do que as mais agradáveis comodidades deste mundo. Pais e
mães, maridos, mulheres, filhos ou a companhia de amigos terrenos são apenas
sombras; mas, Deus é a substância. Eles são apenas raios de luz, Deus é o sol.
Eles são as correntes de água, Deus é a fonte. Eles são gotas, Deus é oceano[10].
Ou
supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o
Espírito, que ele fez habitar em nós? (Tg 4.5).
4. A explosão profética
“Por
meio dos profetas, o Deus invisível torna-se audível”
(WALTKE.
2015, p.899).
O Egito era a nação mais poderosa do mundo na época em que os hebreus
foram escravos. Para libertar o povo, YHWH enviou Moisés e Arão a enfrentarem
Faraó. Na conversa entre eles, o Senhor diz que seria com a boca de Moisés; “Tu, pois, lhe falarás e lhe porás na boca as
palavras; eu serei com a tua boca e com a dele e vos ensinarei o que deveis
fazer. Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por
Deus. Toma, pois, este bordão na mão, com o qual hás de fazer os sinais”
(Ex 4.15-17). Em outra conversa, YHWH diz que Moisés seria como um Deus para
Faraó e Arão como seu profeta: “Vê que te
constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta” (Ex
7.1). Isso nos leva a entender que um verdadeiro profeta é o meio certo que
Deus fala. Em outras palavras, como diz Bruce Waltke; “um profeta é a boca humana de Deus” (2015, p.900). Mesmo outras
nações tendo seus profetas e adivinhos, o nível era totalmente inigualável.
Ninguém estava a altura dos profetas bíblicos. O próprio YHWH os desafia:
Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; alegai as
vossas razões, diz o Rei de Jacó. Trazei e anunciai-nos as coisas que hão de
acontecer; relatai-nos as profecias anteriores, para que atentemos para elas e
saibamos se se cumpriram; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as
coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; fazei bem ou
fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o veremos. Eis que sois menos
do que nada, e menos do que nada é o que fazeis; abominação é quem vos escolhe.
Do Norte suscito a um, e ele vem, a um desde o nascimento do sol, e ele
invocará o meu nome; pisará magistrados como lodo e como o oleiro pisa o barro.
Quem anunciou isto desde o princípio, a fim que o possamos saber,
antecipadamente, para que digamos: É isso mesmo? Mas não há quem anuncie, nem
tampouco quem manifeste, nem ainda quem ouça as vossas palavras. Eu sou o que
primeiro disse a Sião: Eis! Ei-los aí! E a Jerusalém dou um mensageiro de
boas-novas. Quando eu olho, não há ninguém; nem mesmo entre eles há conselheiro
a quem eu pergunte, e me responda. Eis que todos são nada; as suas obras são
coisa nenhuma; as suas imagens de fundição, vento e vácuo (Is 41.21-29).
Note que este texto é desafiador. YHWH está dizendo para todos os falsos
profetas, tanto em Israel como em outros povos para trazerem suas profecias.
Ele os instiga para mostrar o futuro. Então, YHWH os humilha dizendo que na
verdade não são nada e sim homens abominadores. Precisamos entender que os
profetas Bíblicos do Senhor são únicos. Jeremias predisse a queda de Jerusalém
mesmo estando em tempos de paz. Foi desafiado pelo profeta Hananias. Um falso
profeta que no tempo era reconhecido pelo rei e pelo povo como um profeta
verdadeiro. Jeremias apanha deste homem em publico por causa da mensagem de
YHWH. Mesmo assim, permanece firme (Jr 28.1-17). Após isso, o profeta profetiza
a morte de Hananias e isso realmente ocorre (28.16,17). Outros relatos dos
profetas podem ser observados. Vamos notar o comentário do Paul Imschoot:
A especialidade e o cumprimento notáveis dessas
profecias e, quando vistas em sequência, sua magnifica e abrangente compreensão
da história são de uma glória incomparável com qualquer outra literatura. Em
termos claros e precisos, predizem, de um lado, a queda de Samaria diante de
Nínive e de Jerusalém diante da Babilônia e, de outro, a queda de Nínive e da
Babilônia e a reconstrução de Jerusalém. Com frequência, suas profecias de
condenação são apresentadas no momento em que a nação se encontra no auge do
seu poder, e suas profecias de salvação, quando a situação parece mais
desesperadora. Por exemplo, contra todas as probabilidades, Miquéias e Isaias
predisseram a derrota miraculosa do exercito de Senaqueribe às portas de
Jerusalém quando seu exercito havia inundado o Oriente Próximo como um dilúvio
(Mq 2.12,13; Is 37.21-38). Para além desse futuro mais imediato, os dois
profetas, que eram contemporâneos, predisseram o nascimento de Cristo em Belém,
sua morte expiatória, ressurreição, ascensão e glorificação (Mq 5.2; Is 7.14;
52.13-53.12) (IMSCHOOT. 1965.p.169).
Assim podemos descrever os profetas; Homens com grande conhecimento,
adquiridos de informações que fonte humana nenhuma poderia saber. Pois, os
profetas, tinham apenas uma fonte de saber – YHWH. O profeta Eliseu tinha
conhecimento do que o rei da Síria tramava em sua câmara de dormir:
O rei da Síria fez guerra a Israel e, em conselho
com os seus oficiais, disse: Em tal e tal lugar, estará o meu acampamento. Mas
o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel: Guarda-te de passares por tal
lugar, porque os siros estão descendo para ali. O rei de Israel enviou tropas
ao lugar de que o homem de Deus lhe falara e de que o tinha avisado, e, assim,
se salvou, não uma nem duas vezes. Então, tendo-se turbado com este incidente o
coração do rei da Síria, chamou ele os seus servos e lhes disse: Não me fareis
saber quem dos nossos é pelo rei de Israel? Respondeu um dos seus servos:
Ninguém, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber
ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir (2Rs 6.8-12).
Naquele tempo não havia escutas, telefone ou informações rápidas como
hoje. Não havia um espião na Síria e mesmo que houvesse, a passagem da
informação seria muito lenta. O profeta Eliseu tinha noticias rápidas para
avisar o rei de Israel sobre as armadilhas do exercito da Síria. Champlin
comenta que “os poderes de Eliseu eram
tão grandes que até aquilo que Ben-Hadade falava em seu dormitório era
conhecido por ele” (2001. p.1491). Charles Pfeiffer comenta: “O Senhor contava a Eliseu. E os sírios
souberam por intermédio de seus próprios espias que Eliseu tinha esta
excepcional capacidade de prever o futuro” (Comentário Moody). Da mesma
forma podemos lembrar do profeta Natã. O Rei Davi havia adulterado com
Bate-Seba e para esconder sua gravidez, tentou manipular seu fiel soldado
Urias. Vendo que não haveria sucesso, escreveu uma carta ao seu general Joabe
para colocá-lo em frente a batalha e deixa-lo sozinho. Urias morreu abandonado
em uma batalha. Davi acreditou que isso ficaria encoberto, mas apenas dois
versículos mostram como os profetas de YHWH são realmente Sua boca:
Porém isto que Davi fizera foi mau aos olhos do
SENHOR... O SENHOR enviou Natã a Davi (2Sm 11.27; 12.1).
Na verdade YHWH estava vindo até o rei Davi através dos seus profetas.
Ele sempre esteve corrigindo os reis de Israel. Os profetas foram homens
incansáveis divulgando, repreendendo, corrigindo, alertando, encorajando,
direcionando segundo os planos do Senhor. O rei Davi reconhece seu erro e se
submete a correção de YHWH. Por que agiu assim? Davi sabia que não estava sendo
repreendido por um profeta que se simpatizava com Urias ou com o povo que
estava indignado por aquilo que fizera. Davi sabia que não estava sendo
repreendido por um homem que apenas desejava impedi-lo de causar uma certa
difamação com o nome de Israel. Na verdade, Davi entendia que aquele profeta
expressava o sentimento de YHWH. Ele compreendeu que havia magoado o coração do
Seu Senhor que tanto amava. Note a resposta de Davi:
...Pequei contra o SENHOR... (2Sm 12.13).
Da mesma forma, podemos lembrar do episódio em que a rainha Jezabel
trama um meio de matar Nabote com testemunhas malignas, que levantam mentiras.
Ao ter êxito, Acabe consegue tomar posse da vinha: “Tendo Acabe ouvido que Nabote era morto, levantou-se para descer para
a vinha de Nabote, o jezreelita, para tomar posse dela” (IRs 21.16). Na
mente do rei tudo estava bem. Acreditava estar fazendo o certo como rei tomando
posse daquilo que desejava, sem se preocupar com o que é justo aos olhos de
YHWH. Entretanto, o Senhor da justiça não ficaria em silêncio. Novamente seu
profeta é enviado com informações corretas da situação e com uma palavra
definitiva ao rei de Israel:
Então, veio a palavra do SENHOR a Elias, o tesbita,
dizendo: Dispõe-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que
habita em Samaria; eis que está na vinha de Nabote, aonde desceu para tomar
posse dela. Falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o SENHOR: Mataste e, ainda por
cima, tomaste a herança? Dir-lhe-ás mais: Assim diz o SENHOR: No lugar em que
os cães lamberam o sangue de Nabote, cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo.
Perguntou Acabe a Elias: Já me achaste, inimigo meu? Respondeu ele: Achei-te,
porquanto já te vendeste para fazeres o que é mau perante o SENHOR. Eis que
trarei o mal sobre ti, arrancarei a tua posteridade e exterminarei de Acabe a
todo do sexo masculino, quer escravo quer livre, em Israel. Farei a tua casa
como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de
Aías, por causa da provocação com que me irritaste e fizeste pecar a Israel.
Também de Jezabel falou o SENHOR: Os cães devorarão Jezabel dentro dos muros de
Jezreel. Quem morrer de Acabe na cidade, os cães o comerão, e quem morrer no
campo, as aves do céu o comerão. Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu
para fazer o que era mau perante o SENHOR, porque Jezabel, sua mulher, o
instigava; que fez grandes abominações, seguindo os ídolos, segundo tudo o que
fizeram os amorreus, os quais o SENHOR lançou de diante dos filhos de Israel
(IRs 21.17-26).
Waltke comente: “representando EU
SOU e sua aliança, Elias confronta Acabe com a presença de que os cães comerão
os cadáveres dos parentes de Acabe” (2015.p.809). O silêncio de YHWH só
ocorre quando Sua palavra já foi ordenada e Ele apenas espera um tempo para ver
se as nações reconheceram aquilo que foi estabelecido. O silêncio de YHWH é
preocupante e a pior forma de Juízo:
Observe o que YHWH
diz através do seu profeta Amós:
Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que
enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as
palavras do SENHOR. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão
por toda parte, procurando a palavra do SENHOR, e não a acharão. Naquele dia,
as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede, os que, agora, juram pelo
ídolo de Samaria e dizem: Como é certo viver o teu deus, ó Dã! E: Como é certo
viver o culto de Berseba! Esses mesmos cairão e não se levantarão jamais (Am
8.11-14).
Veja o que YHWH
diz através do seu profeta Ezequiel:
Vem a destruição; eles buscarão paz, mas não há
nenhuma. Virá miséria sobre miséria, e se levantará rumor sobre rumor; buscarão
visões de profetas; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos anciãos, o conselho
(Ez 7.25,26).
Os profetas sabem que o silencio de YHWH é preocupante. Passaram-se
inúmeros reis em Israel. Alguns cometeram pecados piores que Acabe. Em alguns
casos, o Senhor os corrigiu para mostrar Sua vontade, relembrar a aliança com a
Santidade e servir de exemplos a outros reis. Sempre YHWH agia desta forma
usando seus profetas. Mas a história mostra que os reis e o povo, ignoraram
todas as investidas do Santo de Israel. Mesmo assim, seus profetas eram agentes
incessantes e incansáveis, revelando a autoridade Suprema de YHWH. Assim são
eles:
A palavra do profeta é um grito na noite. Enquanto
o mundo dorme despreocupado, o profeta sente o golpe vindo do céu (HESCHEL. 1969.
p.906).
O autor continua dizendo que na mente dos profetas fica implícito que EU
SOU nos céus está inseparavelmente ligado à história humana na terra. Os
profetas não conseguem isolar os dois mundos. A realidade de YHWH passada aos
profetas os leva a ver isso em primeiro lugar, algo inegociável. A tarefa é
viver compatível com sua presença. Para os profetas viver é um desafio e uma
exigência incessante. YHWH é compaixão e não concessão; justiça, embora não
inclemência (HESCHEL. 1969. p.905).
Os profetas não
são de maneira alguma apáticos.
O tipo de crime e até mesmo o nível de delinquência
que deixam atônicos os profetas de Israel não são mais graves que aquilo que
consideramos ingredientes normais e típicos da dinâmica social. Para nós, um
ato isolado de injustiça – desonestidade nos negócios, exploração dos pobres –
é insignificante; para os profetas, é uma catástrofe. Para nós, a injustiça prejudica
o bem-estar dos pobres; para os profetas, um desastre mortal na existência:
para nós, um incidente; para eles, uma catástrofe, uma ameaça ao mundo [...]. O
tempo todo somos testemunhas de injustiças, manifestações de hipocrisia,
falsidade, ofensas, situações de penúria, porém raramente isso nos deixa
indignados ou afeta de modo significativo nossas emoções (HESCHEL. 1969.
p.906).
Ao lermos a citação de Heschel percebemos que os profetas são a
representação Santa de YHWH na terra. Enquanto conseguimos dormir crendo que
tal erro não é tão grave assim, os profetas calculam a gravidade segundo o
padrão Santo daquele que está assentado no Trono. Isso os leva a sentir como o
mínimo pecado é altamente perigoso. Então entendemos como os profetas explodem
em ira e zelo pela aliança a YHWH.
Vós que imaginais estar longe o dia mau e fazeis
chegar o trono da violência; que dormis em camas de marfim, e vos espreguiçais
sobre o vosso leito, e comeis os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro;
que cantais à toa ao som da lira e inventais, como Davi, instrumentos músicos
para vós mesmos; que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente
óleo, mas não vos afligis com a ruína de José (Am 6.3-6).
Os profetas captam o pecado. Assim como os odores são percebidos apenas
por aquele que não está acostumado a eles, os profetas, que tem experiência com
a santidade de Deus, percebem o pecado. Os profetas dão importância as pequenas
coisas. Nada é tão digno de consideração quanto as dificuldades do órfão, da
viúva e do estrangeiro (WALTKE. 2015, p.906).
Os profetas
questionam a justiça dissimulada:
Ai daqueles que, no seu leito, imaginam a
iniqüidade e maquinam o mal! À luz da alva, o praticam, porque o poder está em
suas mãos. Se cobiçam campos, os arrebatam; se casas, as tomam; assim, fazem
violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança. Portanto,
assim diz o SENHOR: Eis que projeto mal contra esta família, do qual não
tirareis a vossa cerviz; e não andareis altivamente, porque o tempo será mau.
Naquele dia, se criará contra vós outros um provérbio, se levantará pranto
lastimoso e se dirá: Estamos inteiramente desolados! A porção do meu povo, Deus
a troca! Como me despoja! Reparte os nossos campos aos rebeldes! Portanto, não
terás, na congregação do SENHOR, quem, pela sorte, lançando o cordel, meça
possessões (Mq 2.1-5).
Os profetas
questionam a conversação enganosa:
Porque os ricos da cidade estão cheios de
violência, e os seus habitantes falam mentiras, e a língua deles é enganosa na
sua boca (Mq 6.12)
Os profetas
questionam os valores distorcidos:
Diz ainda mais o SENHOR: Visto que são altivas as
filhas de Sião e andam de pescoço emproado, de olhares impudentes, andam a
passos curtos, fazendo tinir os ornamentos de seus pés, o Senhor fará tinhosa a
cabeça das filhas de Sião, o SENHOR porá a descoberto as suas vergonhas.
Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite dos anéis dos tornozelos, e as toucas, e
os ornamentos em forma de meia-lua; os pendentes, e os braceletes, e os véus
esvoaçantes; os turbantes, as cadeiazinhas para os passos, as cintas, as
caixinhas de perfumes e os amuletos; os sinetes e as jóias pendentes do nariz;
os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas; os espelhos, as camisas
finíssimas, os atavios de cabeça e os véus grandes. Será que em lugar de
perfume haverá podridão, e por cinta, corda; em lugar de encrespadura de
cabelos, calvície; e em lugar de veste suntuosa, cilício; e marca de fogo, em
lugar de formosura. Os teus homens cairão à espada, e os teus valentes, na
guerra. As suas portas chorarão e estarão de luto; Sião, desolada, se assentará
em terra (Is 3.16-26).
Os profetas
questionam a sexualidade pervertida:
Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de
Israel e por quatro, não sustarei o castigo, porque os juízes vendem o justo
por dinheiro e condenam o necessitado por causa de um par de sandálias.
Suspiram pelo pó da terra sobre a cabeça dos pobres e pervertem o caminho dos
mansos; um homem e seu pai coabitam com a mesma jovem e, assim, profanam o meu
santo nome. E se deitam ao pé de qualquer altar sobre roupas empenhadas e, na
casa do seu deus, bebem o vinho dos que foram multados (Am 2.6-8).
Os profetas
questionam a religião falsa:
Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os
seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por
dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de
nós? Nenhum mal nos sobrevirá. Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada
como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de ruínas, e o monte do
templo, numa colina coberta de mato (Mq 3.11,12).
Assim expressam os profetas na forma do seu linguajar. De forma radiante
e explosiva. São caracterizados por um espírito agitado, aflito e de não
aceitação. Seu linguajar é imaginativo, concreto e direto. Trovões e relâmpagos
pairam sobre suas palavras, e só às vezes as nuvens se afastam para mostrar a
eternidade de amor pronta a ajudar em momentos de aflição. Em suma, a retórica
dos profetas é inspirada (WALTKE. 2015, p.907). Heschel comenta:
O linguajar é radiante e explosivo, firme e
contingente, duro e compassivo, uma fusão de apostos. [O profeta] faz mais que
traduzir a realidade numa chave poética: é um pregador cujo propósito não é se
expressar ou “purificar as emoções”, e sim comunicar. As imagens que emprega
não devem brilhar: devem arder (1969 p.907).
O profeta sabe que em seus ombros cai a responsabilidade do sangue das
pessoas. O profeta sabe que em seus ombros pousa o destino das pessoas. O
profeta sabe, em outras palavras, que não possui a opção de não falar:
Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do
homem, fala aos filhos de teu povo e dize-lhes: Quando eu fizer vir a espada
sobre a terra, e o povo da terra tomar um homem dos seus limites, e o
constituir por seu atalaia; e, vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar
a trombeta e avisar o povo; se aquele que ouvir o som da trombeta não se der por
avisado, e vier a espada e o abater, o seu sangue será sobre a sua cabeça. Ele
ouviu o som da trombeta e não se deu por avisado; o seu sangue será sobre ele;
mas o que se dá por avisado salvará a sua vida. Mas, se o atalaia vir que vem a
espada e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo; se a espada vier e
abater uma vida dentre eles, este foi abatido na sua iniqüidade, mas o seu
sangue demandarei do atalaia. A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por
atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe
darás aviso da minha parte (Ez 33.1-7).
O verdadeiro profeta é movido pela a vontade Divina. Miqueias tinha zelo
pela Lei de YHWH e isso o consumia:
Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do
SENHOR, cheio de juízo e de força, para declarar a Jacó a sua transgressão e a
Israel, o seu pecado (Mq 3.8).
Os profetas não são apenas megafones de YHWH e sim pessoas cheias do poder,
santidade, amor, compaixão e zelo pelo Senhor. Miqueias entrega suas mensagens
com um zelo sincero (Mq 6.1-8). Amós prega de maneira apaixonada contra a
injustiça, e Oseias, com um coração amoroso. Até mesmo suas profecias de juízo,
proferidas com os relâmpagos e os trovões dos céus, devem ser consideradas
dádivas do EU SOU ao seu povo.
O profeta não é enviado apenas para repreender, mas
também para “fortalecer” as mãos fracas e [firmar] os joelhos vacilantes (Is
35.3). Com a censura e a crítica, quase todos os profetas apresentam alguma
consolação, promessa ou esperança de reconciliação. Ele começa com uma mensagem
de condenação e termina com uma mensagem de esperança (HESCHEL. 1969. p.908).
Nenhum profeta parece fascinado em ser profeta ou orgulhoso de suas
realizações. O mundo odeia os que denunciam o seu pecado e a sua incredulidade.
Depois que o publico de Miqueias o rejeitou (Mq 6.6-11) sua voz esteve quase
solitária, entretanto, ainda ousada.
“Maldito seja o dia em que nasci...Por que ele não
me matou no ventre materno? Assim o ventre de minha mãe teria sido a minha
sepultura”(Jr 20.14,17). Na vida de um profeta havia palavras inscritas de
forma invisível: “Abandonai toda lisonja vós que entrais aqui”. Ser um profeta
era ao mesmo tempo uma distinção e uma aflição. A missão que realiza é
desagradável para ele e repulsiva para os outros; nenhuma recompensa lhe é
prometida e nenhuma recompensa poderia atenuar sua amargura. O profeta
suportava zombaria e desprezo. Seus contemporâneos o estigmatizavam como louco,
e alguns estudiosos modernos, como anormal. O dever do profeta era falar ao povo,
quer ouvissem, quer se recusassem a ouvir (HESCHEL. 1969. p.908).
Mesmo assim são considerados santos do Senhor. Constituem propriedade
divina, e tocar neles expõe à ira de YHWH:
Ferirás a casa de Acabe, teu senhor, para que eu
vingue da mão de Jezabel o sangue de meus servos, os profetas, e o sangue de
todos os servos do SENHOR (2Rs 9.7).
São
desprezados, reconhecem isso, mas continuam fieis:
Levar-te-ei com os teus inimigos para a terra que
não conheces; porque o fogo se acendeu em minha ira e sobre vós arderá. Tu, ó
SENHOR, o sabes; lembra-te de mim, ampara-me e vinga-me dos meus perseguidores;
não me deixes ser arrebatado, por causa da tua longanimidade; sabe que por amor
de ti tenho sofrido afrontas. Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas
palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou
chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos (Jr 15.14-16).
A palavra de
YHWH explode em seus corações, não há como retê-la:
Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em
dores. Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar-me,
porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra (Jr 4.19)
Por fim, os
profetas são vencidos pelo próprio YHWH:
Persuadiste-me, ó SENHOR, e persuadido fiquei; mais
forte foste do que eu e prevaleceste; sirvo de escárnio todo o dia; cada um
deles zomba de mim. Porque, sempre que falo, tenho de gritar e clamar: Violência
e destruição! Porque a palavra do SENHOR se me tornou um opróbrio e ludíbrio
todo o dia. Quando pensei: não me lembrarei dele e já não falarei no seu nome,
então, isso me foi no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; já
desfaleço de sofrer e não posso mais (Jr 20.7-9).
“Por meio dos profetas, o
Deus invisível torna-se audível".
Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.
CHAMPLIN. R.N.
O Antigo Testamento Interpretado. Hagnos. São Paulo: 2001.
BLOCK. Daniel.
O Evangelho segundo Moisés. Cultura Cristã. São Paulo: 2017.
BOIS. Lauriston
J. Du. Comentário Bíblico Beacon. CPAD. Rj: 2005
BRUEGGEMANN.
Walter. Teologia do Antigo Testamento. Paulus. São Paulo: 2014.
CARSON. D.A. O
Deus presente. Fiel. São Paulo: 2013.
COPPES.
Leonard. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Vida Nova.
São Paulo: 2012.
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Jonathan. Setenta Resoluções. 1722-1723.
ENGLE. Lou. O
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HESCHEL.
Abraham. The prophets. Harper e Row. New York: 1969.
HOFF. Paul. O
Pentateuco. Vida Acadêmica. São Paulo: 2007.
IMSCHOOT. Paulo
Van. Theology of the Old Testament. Fidelis Buck. New York: 1965.
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Raízes Judaicas. Impacto. São Paulo: 2018.
OLIVEIRA.
Marcelo. A Fascinante Cultura Judaica. 2012.
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Teologia do Antigo Testamento. Vida Nova. São Paulo: 2015.
WILSON. Robert.
Profecia e Sociedade no Antigo Israel. Paulus. São Paulo: 2006.
[1]
YHWH – יְהוָֹה – JAVÉ. O nome próprio do único Deus verdadeiro. Nome
impronunciável.
[2]
Os três mais significativos acontecimentos dessa era do reino dividido, são os
seguintes: A) 931 – divisão do reino. B) 722 – a queda de Samaria (reino do
norte). C) 586 – A queda de Jerusalém (reino do Sul). SCHULTZ. Samuel. 2007. p.
154
[3]
WILSON. Robert. Profecia e Sociedade no Antigo Israel. Paulus. São Paulo: 2006.
p.19.
[5]Citado por Bruce Waltke no livro Teologia
do Antigo Testamento. Vida Nova. São Paulo: 2015. p.905. Walther Eichrodt.
Theology of the Old Testament. Vol 1. p.345.
[6]
A montanha onde Moisés recebeu a lei de Javé; localizada no extremo sul da
península do Sinai, entre as pontas do mar Vermelho; localização exata
desconhecida.
[7]
O nome Pentateuco vem da versão grega que remonta ao século III antes de
Cristo. Significa “O livro em cinco volumes”. Os judeus lhe chamavam “A lei” ou
“A lei de Moisés”, porque a legislação de Moisés constitui parte importante do
Pentateuco (HOFF. 2007. p.15,16).
[8]
יֵהוּא. Sig. Javé é Ele. O monarca do reino do norte, Israel, que destronou a
dinastia de Onri.
[9]
יְהוֹנָדָב. Sig. Javé está disposto. Um filho de Recabe, líder dos recabitas,
na época de Jeú e Acabe.
[10]Jonathan Edwards, “The Christian Pilgrim”, em
Edwards Hickman (ed), The works of Jonathan Edwards, vol.2 (Edinburgh: Banner of Truth Trust,
1974), p. 244.
Igreja PorTuaCasa. Localizada na Rua Almeria, 58 - Vila Granada - SP - CEP 03654-000 (Perto do metro Guilhermina - Esperança - Linha Vermelha).
Este CD tem como característica fundamental a vida e a mensagem dos profetas do AT. Todas as músicas estão baseadas em textos das Escrituras. A música “o Vidente” baseia-se em uma linha de profetas do Antigo Israel chamados de Nabiy’, Chozeh e Ra’ah, Is 6.1-3; ISm 9.9; 16.1-13; Dn 7.1-8; Zc 3.1-10. (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-o-…). A música “Terra Especial” e “Alguém” conta a trajetória de Moisés com o povo de Israel rumo a Terra prometida (Ex 12.1-51; 14.1-31). A música “Jeremias 7” baseia-se nas advertências do profeta contra as perversidades dos religiosos (Jr 7.1-34). “Oséias, o profeta do amor” é poetizado com o intenso amor de Javé pelo seu povo (Os 1.2,9; 2.1; 11.1; 14.1,4). A música “Elias”, retratará o episódio no monte Carmelo, onde Javé responde com fogo no desafio entre Elias e os profetas de Baal (IRs 18.1-40). A música “Teu Querer” é uma balada baseada na doutrina da Eleição Incondicional – homens como (Paulo) e outros, impactados pela escolha soberana de Deus (At 9.3; Rm 8.29,30). A música “Confiar nos profetas” baseia-se neste texto das Escrituras: “...Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis...” – A música relata o contexto deste pronunciamento contando a história do Rei Josafá (2Cr 20.20). Por fim, temos a música do profeta “Joel”, especificamente com uma mensagem sobre “O Dia do Senhor”. Essa música fecha o CD com a profecia da volta de JESUS!
I. Você pode adquirir o CD no valor de 20,00 + custo de correios 8,00, total = 28,00
Você também pode adquirir o livro “o Profeta em Israel e a Justiça Social”. Este livro é do Pr Ronaldo José Vicente, baterista da banda. O livro foi a ideia inicial para o trabalho que se desenvolveu no CD (ver: http://lagrimasportuacausa.blogspot.com.br/…/o-profeta-e-pr…)
II. Você pode adquirir o livro no valor de 30,00 + custo de correios 8,00, total = 38,00
III. Você pode adquirir o livro e + CD no valor de 50,00 + custo de correios 8,00, total = 58,00
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Quem foi o primeiro profeta na Bíblia? Em primeiro lugar precisamos compreender a palavra profeta na Bíblia, pois ela é descrita como נָ ִביא (Navi). A partir desta compreensão iremos ver quando e para quem ela foi usada pela primeira vez. Isso irá ocorrer em Genesis: “Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por ti, e viverás” (20.7). Note que essa é a primeira vez que a palavra “profeta” é mencionada nas Escrituras. E ela é direcionada a um homem chamado Abraão. Essa palavra não veio de uma outra pessoa ou de lideres, mas especificamente por DEUS. “Se lêssemos a Bíblia sem o menor sentido crítico, deveríamos afirmar que Israel tem profetas desde suas origens, já que seu pai de sangue e de fé, Abraão, é agraciado com esse título de profeta. Mais tarde, Moisés aparecerá como o grande mediador entre Deus e o povo, aquele que transmite a Palavra do Senhor e se transforma em modelo de todo autêntico profeta” ...
Fiji é um país constituído por 322 ilhas no Oceano Pacífico Sul, 18 graus ao sul do equador e 1.100 milhas ao norte da Nova Zelândia. Há duas ilhas principais e pouco mais de 100 outras ilhas habitadas. As maiores ilhas contem montanhas que se elevam até 4.000 pés. A chuva forte, até 120 "anualmente, cai no lado do sudeste do país, cobrindo essas partes das ilhas de floresta tropical densa, enquanto planícies nas partes ocidentais das ilhas têm estações secas favoráveis para culturas como a cana de açúcar. Os britânicos tomaram as ilhas em 1874, (cedida a eles pelos chefes) e permaneceram no controle até a independência em 1970. Desde então a história das ilhas ficou turbulenta, devido à desarmonia racial impasse político e violência militar. Nas ruas, ouvia saques, vandalismo, tumultos e violência, com muitos estabelecimentos comerciais destruídos. A economia entrou em colapso. Houve um motim no exército. A pe...
" O avivamento é nem mais nem menos que o impacto da personalidade de Jesus Cristo sobre uma igreja ou comunidade. A área inteira se torna consciente de Deus ". - Duncan Campbell As Ilhas Hébridas são pequenas ilhas que ficam a noroeste da Escócia, a maior das quais se chama "Lewis e Harris". O avivamento começou em 1949 quando duas irmãs, senhores de idade, Peggy e Christine Smith, começaram a orar por um avivamento. Elas acreditaram que Deus as deu a promessa de Isaías 44:3 : " Porque derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca. " No mesmo tempo, sem saber das irmãs Smith, setes homens tinham se comprometido a reunuir-se três vezes na semana para orar por um avivamento. No seu livro "Bright and Shining Revival ( Avivamento Brilhante e Reluzente) , Kathie Walters descreva o que acontece uma noite, depois de mêses de oração: Finalmente, uma noite, um jovem diácono se levantou dos seus joelhos e ...
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