O Profeta - Navi'






O conceito de um profeta: nome e etimologia.

O termo Hebraico “Nabhi” - נָבִיא

Leonard J. Coppes / Robert D. Culver / Charles L. Feinberg / Laird R. Harris / Geerhardus Vos / Earl S. Kalland

O artigo é um resumo retirado dos autores mencionados na Bibliografia. Porém, tentei pegar os textos Bíblicos, grifar as palavras em hebraico e expor no próprio texto para haver maior compreensão.

A palavra hebraica para profeta é “nabhi”. É duvidoso se a etimologia pode ser de grande ajuda para determinar o conceito fundamental do ofício. Várias propostas têm sido feitas pelos exegetas. Nós mencionamos as seguintes:  

(a) Busca-se a relação com um grupo de raízes nas quais os dois primeiros radicais são Nun e Beth (נָבִיא). O significado escolhido é “brotar”, “jorrar”, ou, passivamente, “ser cuspido, borbulhado ou esguichado contra”. O “nabhi” então pode ser “alguém sobre quem o Espírito jorrou sobre” (Keil). Kuenen procura dar uma ênfase ativa na ideia. Ele pensa que nabhi’ pode ter sido chamado assim porque estava vindo de maneira apressada e como que jorrando em seus gestos e fala. A opinião a favor da passiva é excluída por causa do sentido intransitivo desses verbos, os quais não são capazes de ter um objeto direto. Mas o sentido ativo também não serve ao propósito para o qual Kuenen o colocaria. Ele procura apoio nele para considerar os primeiros profetas como um tipo de homens alucinados, do tipo de uma seita ascética muçulmana, no seu comportamento. “Jorrar” dificilmente é forte o suficiente para isso. No máximo pode se referir ao fluir copioso da fala, mas não há nenhuma reflexão clara a esse respeito onde quer que seja. “Gotejar”, como um sinônimo de profetizar, parece antes descrever a repetição constante da mensagem mas mesmo aqui não há certeza.

Ez 20.46, “Filho do homem, volve o rosto para o Sul e derrama (נָטַף, nataph) as tuas palavras contra ele; profetiza contra o bosque do campo do Sul”.

Ez 21.2, “Filho do homem, volve o rosto contra Jerusalém, derrama (נָטַף, nataph) as tuas palavras contra os santuários e profetiza contra a terra de Israel”.

נָטַף, nataph: pingar, gotejar, destilar, profetizar, pregar, discursar.

Culver comenta que a derivação de Nãbî é assunto controverso. O antigo Lexicon de Gesenius (editado por Tregelles), por exemplo, faz este substantivo derivar do verbo nãba’, “onde o ‘ayin foi abrandado para ‘aleph”, verbo este que significa “borbulhar”, “ferver e derramar” e, conseguinte, “extravasar palavras como aqueles que falam com mente fervorosa ou sob inspiração divina, como os professores e poetas”. A função do Nãbî é expressar revelações vindas do espírito de Deus (expressão vocal em êxtase). Neste caso, a posição do profeta é ativa. Outros, escritores antigos, tomaram por base a mesma derivação e disseram que a atitude é passiva, sendo o sentido o de receber a fala divina e então proclamá-la, enfatizando a recepção da comunicação divina pelo Nãbî (2012. p.905).

(b) Recorre-se ao árabe. Nele, naba’a significa “anunciar”. Mas as ideias de “borbulhar” e “brotar” também estão representadas nesse grupo de radicais, de modo que os aderentes da posição (a) podem encontrar apoio adicional aqui. Uma dificuldade que surge em relação ao “anunciar” é que nabhi’ é restrito ao anunciador da deidade, enquanto que o verbo, a fim de nos ajudar, teria de significar “anunciar” em geral. Suspeita-se que, talvez, o verbo seja derivado de nabhi' no seu sentido técnico religioso, o que mais tarde então pode muito bem ter adquirido outra etimologia. Também não é impossível que a palavra tenha vindo do hebraico para o árabe.

(c) Tem-se advogado a derivação do assírio. Nabu aqui significa “chamar”, “proclamar”, “anunciar”. O elemento de autoridade parece estar regularmente associado com a palavra. As ideias de “jorrar” e “brotar” estão igualmente representadas na raiz: manbau é “uma fonte”; nibhu, “um broto”. A conformidade de opiniões no hebraico, árabe e assírio em expressar essa ideia na mesma raiz à qual nabhi' pertence certamente é notável, mas não somos capazes de indicar a transição desse conceito para o significado específico de nabhi'profeta”.

(d) Uma derivação especial do assírio é aquela que se liga ao nome do deus Nebo. Alguns pensam que Nebo tem seu nome como o orador e arauto dos deuses, mas isso não está provado. Ele não aparece como o deus da sabedoria, inventor da arte da escrita, portador das tábuas do destino. Sayce diz: ele era o intérprete do desejo de Bel-Merodaque; ele lê os oráculos e interpreta os sonhos. Ele pode, contudo, ter todas essas qualidades e, ainda assim, ser possível que não haja nenhuma relação etimológica com seu nome.

Jr 48.1, “A respeito de Moabe. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Ai de Nebo (נְבוֹ, Nebow), porque foi destruída! Envergonhada está Quiriataim, já está tomada; a fortaleza está envergonhada e abatida”.  

נְבוֹ, Nebow; Nebo – Este hapax legomenon (Is 46.1, “Bel se encurva, Nebo (נְבוֹ, Nebow) se abaixa; os ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; as cargas que costumáveis levar são canseira para as bestas já cansadas”) é a grafia hebraica de Nabu, nome de um deus babilônico. Nabu era o protetor das ciências (que ficavam na esfera de Enki-Ea), o padroeiro da arte dos escribas e um deus da sabedoria (como também o eram Ea e Marduk) (COPPES, 2012, p.907).    

(e) Hupfeld propõe identificar as raízes naba'a e na’am, das quais mais tarde vem a frase tão conhecida ne’um Jahveh, “oráculo de Yahweh”. A identificação das duas raízes é precária, porque isso envolve tanto o intercâmbio de Mem e Beth, e a troca de lugar entre os dois radicais. Na opinião de Hupfeld, nabhi’ significaria “oráculo” .

É importante para entendermos o discurso profético, analisar algumas palavras. Assim podemos compreender um pouco mais e se existem nelas, algum grau de importância ou relevância.   


1. נְאֻם, ne’um: oráculo, declaração:

Jr 23.1, “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! – diz (נְאֻם, ne’um) o SENHOR (יְהוָֹה, Javé)

Esta raiz é empregada para referir-se exclusivamente à fala divina. Portanto, o seu uso requer especial atenção para a origem e a autoridade daquilo que é dito. Possivelmente é um verbo denominativo. Muitas outras palavras são usadas de forma semelhante (ãmar, dãbar, etc).

Jr 23.31, “Eis que eu sou contra esses profetas (נָבִיא, nabiy'), diz (נְאֻם) o SENHOR (יְהוָֹה, Javé), que pregam a sua própria palavra e afirmam (נָאַם, na’am): Ele (נְאֻם, ne’um) disse”. 

Nesta passagem Deus declara sua oposição aos falsos profetas que acrescentam נְאֻם, ne’um às suas próprias afirmações, ou seja, afirmam que Deus o disse. Este sentido básico é igualmente claro em:

Ez 13.7, “Não tivestes visões falsas e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O SENHOR (יְהוָֹה, Javé) diz (נְאֻם, ne’um), sendo que eu tal não falei?”

Deus denuncia os falsos profetas, declarando que não tiveram visões autênticas, que pronunciaram adivinhacões mentirosas e que reivindicaram falar em nome de Deus quando ele não havia falado.

Jr 9.22, “Fala (דָּבַר, dabar): Assim diz (נְאֻם, ne’um) o SENHOR (יְהוָֹה, Javé): Os cadáveres dos homens jazerão como esterco sobre o campo e cairão como gavela atrás do segador, e não há quem a recolha”.      

Coppes prossegue que o profeta recebe ordens para iniciar seu oráculo com um “este é um נְאֻם, ne’um de YHWH”. Indicando assim que esta era uma “palavra distinta da parte de Deus para banir qualquer dúvida sobre a verdade da mensagem”.   

Às vezes esta palavra formal é ampliada, sendo-lhe acrescentado um juramento divino que ressalta a seriedade do vai ser dito:

Ez 20.3, “Filho do homem, fala (דָּבַר) aos anciãos de Israel e dize-lhes (אָמַר): Assim diz (אָמַר) o SENHOR Deus: Acaso, viestes consultar-me? Tão certo como eu vivo, diz (נְאֻם) o SENHOR Deus, vós não me consultareis”.  

Ez 33.11, “Dize-lhes (אָמַר): Tão certo como eu vivo, diz (נְאֻם) o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?”

Nos profetas a última metade desta palavra ritual geralmente consiste em alguma designação divina relacionada à aliança, ou seja, Senhor e Rei:  

Is 56.8, “Assim diz (נְאֻם) o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos”.

Jr 46.18, “Tão certo como vivo eu, diz (נְאֻם) o Rei, cujo nome é SENHOR dos Exércitos, certamente, como o Tabor é entre os montes e o Carmelo junto ao mar, assim ele virá”. 

Muitas passagens não são corretamente traduzidas, trazendo “assim diz o Senhor”, quando deviam interpretar “oráculo do Senhor”. O substantivo deve ser traduzido por algo como:  

“oráculo de” – “sentença contra” – “palavra a cerca”
“proclamação – palavra de Iahweh sobre”.

Zc 12.1, “Sentença pronunciada (דָּבָר) pelo SENHOR contra Israel. Fala (נְאֻם) o SENHOR, o que estendeu o céu, fundou a terra e formou o espírito do homem dentro dele” (COPPES.2012. p.901).


2. דָּבָר, dabar: falar, declarar, conversar, ordenar, prometer, advertir, ameaçar, cantar, mandamento, assunto, ação, evento, história.      

Ex 34.28, “E, ali, esteve com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras (דָּבָר) da aliança, as dez palavras (דָּבָר)

Esse substantivo é traduzido de 85 maneiras diferentes na KJV. Isso é resultado da necessidade de traduzir uma palavra tão rica pelo sentido que ela possui em contextos variados. Como “palavra” dãbãr basicamente significa aquilo que Deus disse ou diz.  

Dt 4.13, “Então, vos anunciou ele a sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos (דָּבָר), e os escreveu em duas tábuas de pedra”.  
Dt 10.4, “Então, escreveu o SENHOR nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos (דָּבָר) que ele vos falara (דָּבָר) no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o SENHOR mas deu a mim”.  

O decálogo “as dez palavras”, são dez declarações ou afirmações que o Senhor falou. As dez palavras são mandamentos por causa da forma sintática como foram enunciadas. As dez palavras são o que Deus disse; são dez mandamentos por causa da maneira como Deus as disse. A obra reveladora de Deus é frequentemente indicada com “a palavra do Senhor veio” a alguém ou sobre alguém e com frequência nos profetas.   

ICr 17.3, “Porém, naquela mesma noite, veio a palavra (דָּבָר) do SENHOR a Natã, dizendo”.  

Acerca de Eliseu, Josafá diz que: “...Está com ele a palavra (דָּבָר) do SENHOR...” (2Rs 3.12). Quando a atividade profética era silenciada, como durante a infância de Samuel: “...Naqueles dias, a palavra (דָּבָר) do SENHOR era mui rara; as visões não eram frequentes” (ISm 3.1). Mas Moisés diz que Israel possui a palavra bem próxima, pois refere-se ao livro da lei que há pouco tempo lhes fora dado, conforme revela o contexto imediatamente anterior.

Certas características da palavra do Senhor são enunciadas nos Salmos:

Sl 33.4, “Porque a palavra (דָּבָר) do SENHOR é reta, e todo o seu proceder é fiel”.     

119.89, “Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra (דָּבָר) no céu”.

119.105, “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra (דָּבָר) e, luz para os meus caminhos”.

119.160, “As tuas palavras (דָּבָר) são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre”.

O cronista diz que o Senhor levantou Ciro “para que se cumprisse a palavra (דָּבָר) do SENHOR, por boca de Jeremias” (2Cr 36.22). Por meio de Isaías o Senhor diz que a sua palavra será como a chuva e a neve que tornam a terra produtiva: “assim será a palavra (דָּבָר) que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Is 55.11). Jeremias também promete que o Espírito e a palavra do Senhor jamais se afastarão de seu povo: “Não é a minha palavra (דָּבָר) fogo, diz (נְאֻם) o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?” (Jr 23.29). (KALLAND. 2012. p.292-297)

3. אָמַר, amar: Dizer, falar, dizer consigo mesmo, pretender, ordenar. 

Gn 1.3, “Disse (אָמַר) Deus: Haja luz; e houve luz”.

3.1, “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse (אָמַר) à mulher: É assim que Deus disse (אָמַר): Não comereis de toda árvore do jardim?”

3.10, “Ele respondeu (אָמַר): Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi”.

O uso mais comum do verbo é visto no discurso direto, seja o sujeito Deus, a serpente no jardim do Éden, Adão, amedrontado, tentando esconder-se de Deus.     

Nm 22.28, “Então, o SENHOR fez falar a jumenta, a qual disse (אָמַר) a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste já três vezes?”

Jó 39.25, “Em cada sonido da trombeta, ele diz (אָמַר): Avante! Cheira de longe a batalha, o trovão dos príncipes e o alarido”.

Jz 9.8, “Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram (אָמַר) à oliveira: Reina sobre nós”.

Também a jumenta de Balaão na tentativa de advertir o profeta teimoso, o cavalo de guerra pronto para a batalha ou as árvores da floresta na busca por um rei. Torna-se evidente que o verbo serve em contextos literais, de personificação, em alegorias e em narrativas. Uma variedade de substantivos, orações, advérbios, frases preposicionais é empregada após o verbo.  
A palavra אָמַר é usada repetidamente por Deus para introduzir alguma revelação. Alguém poderia supor que tal uso enfatize que a revelação de Deus é algo falado, transmissível, proposicional, assunto definido. A “palavra” não a torna uma revelação. Deus concede a revelação às pessoas assim como uma pessoa transmite conhecimento à outra – pela palavra falada. A palavra דָּבָר, dãbar também é usada em tal contexto: “Então, disse (דָּבָר) Deus a Noé” (Gn 8.15). (FEINBERG. 2012. p.89-91).

A palavra de Deus foi dada aos profetas desde Moisés ate Malaquias. Eles falaram e escreveram tais palavras ao povo. Especialmente os profetas da monarquia citam a palavra com a fórmula: “Assim diz (אָמַר) o Senhor”. Isto tem sido entendido como uma fórmula de mensagem semelhante àquela de uso secular, quando um mensageiro que traz uma carta fala em nome de quem a enviou. A ênfase está na fonte das mensagens proféticas. A mensagem não é uma invenção do profeta. Esta fórmula ocorre mais de 130 vezes apenas em Jeremias. De fato, a fórmula coloca ênfase em Deus, aquele que revela. Deve ser lembrado, porém, que a comissão a Jeremias é dada apenas uma vez no começo do livro. Todo o livro, e não apenas as partes dele introduzidas pela fórmula, eram as palavras de Deus por intermédio de Jeremias enviadas aos seus coevos rebeldes. Observe a falta de fórmula, mas mesmo assim a reivindicação de revelação, no que diz respeito à escrita do rolo:

Jr 36.1,2, “No quarto ano de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, veio esta palavra (דָּבָר) do SENHOR (יְהוָֹה) a Jeremias, dizendo: Toma um rolo, um livro, e escreve nele todas as palavras (דָּבָר) que te falei (דָּבָר) contra Israel, contra Judá e contra todas as nações, desde o dia em que te falei (דָּבָר), desde os dias de Josias até hoje”.             
    
(HARRIS. 2012. p.91)


(f) Certos estudiosos judeus, e , mais recentemente, Land, trazem nabhi’ em relação com o verbo bo’, “entrar”. Ele é empregado por eles como o particípio niphal desse verbo, “alguém em quem se entrou”, ou seja, pela divindade. Porém, nessa opinião, a parte mais importante do conceito teria permanecido oculta ou teria sido perdida por meio do uso tradicional. “Nabhi’ da deidade” ou “nabhi' do Espírito” não ocorre em lugar nenhum.  

Em vista dessa incerteza das várias derivações, é um fato extremamente feliz que, de algumas passagens do Antigo Testamento, possamos chegar com certeza ao sentido da palavra na Escritura na esfera da revelação. Essas passagens são:

Ex 4.16, “Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus (אֱלֹהִים, elohiym)”.

Ex 7.1, “Então, disse o SENHOR a Moisés: Vê que te constituí como Deus (אֱלֹהִים, elohiym) sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta (נָבִיא, nabiy’)”.

Jr 1.5,6, “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta (נָבִיא, nabiy’) às nações. Então, lhe disse eu: ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança”.  

Nelas, aprendemos que nabhi’ era entendido como sendo um orador regular nomeado por uma divindade superior, cuja fala traz a autoridade desse último. Na primeira passagem, o termo nabhi, é verdade, não é usado explicitamente. Não obstante, uma visão definitiva do que um profeta deve ser com relação a Deus forma a base dela. Arão servirá para Moisés como uma boca, e Moisés será para Arão como um deus. Isso não é uma questão da relação entre alguém que envia e seu embaixador, em geral, mas uma questão sobre um embaixador de Deus. Arão deve ser a voz substituta para o deus-Moisés. É somente porque Moisés, por assim dizer, ocupa o lugar de Deus que Arão pode ser um porta-voz nesse sentido absoluto. E nos termos da representação, a infalibilidade do resultado está salvaguardada, porque Yahweh diz: “eu serei com a tua boca e com a dele” [Êx 4.15]. A segunda passagem é ainda mais convincente. Moisés é posto como um deus para faraó e Arão age como o nabhi’ de Moisés. Arão pode ser nabhi’ somente porque um deus está por trás dele. O mesmo, sem o uso de figuras, segue-se na relação entre Yahweh e Jeremias definida na terceira passagem. Deus diz que ele tem ordenado Jeremias como um profeta. Jeremias responde: “Eu sou uma criança; eu não posso falar”. Então Yahweh declara que ele tem colocado suas palavras na boca de Jeremias ao tocá-la com sua mão. Por causa disso, as palavras se tornaram divinamente poderosas: Jeremias se posta diante das nações para arrancar e derribar, para edificar e plantar.  
Notaremos que, em todas as três passagens, é uma questão de fala. Isso por si introduz a segunda figura do nabhi’. A desqualificação pleiteada em cada caso é uma inabilidade de falar. O trabalho do profeta está na esfera da fala. E essa não é uma fala ordinária, como no curso normal da vida um homem pode falar representativamente em nome de outro. Ela é uma representação sem paralelo carregada de autoridade divina e, em certa medida, onipotência divina, e essas estão baseadas na comunicação divina. Yahweh toca a boca e põe palavras lá, e elas adquirem o efeito de palavras divinas.  

Culver comenta:

O primeiro texto clássico segue-se à ultima das famosas objeções que Moisés levanta para não ser o porta-voz nomeado por Deus junto aos filhos de Israel e a Faraó. Portanto, qualquer que seja a origem da palavra, um Nãbî é alguém autorizado a falar em nome de outrem, pois Arão, falando em lugar de Moisés a Faraó, é o Nãbî de Moisés (2012. p.905).   

O ponto está, portanto, claramente estabelecido, de que mesmo na consciência hebréia pré-mosaica, um nabhi' é um porta-voz autorizado da deidade, e que em sua palavra reside um poder divinamente comunicado. Yahweh não se empenha em ensinar para Moisés o que um profeta é. Ele toma como certo que Moisés sabe e, nessa suposição, ele constrói a analogia, em que Moisés figura como um deus e Arão como um profeta. Qualquer que seja a etimologia do nome na sua origem, para a mente do Antigo Testamento, o profeta estava do começo ao fim como aquele que fala por Yahweh. Quais são as implicações dessa conclusão geral nós investigaremos no momento quando lidarmos com o modo da revelação profética. Mas a conclusão geral é em si mesma da mais alta importância. Ela identifica a religião do Antigo Testamento como uma religião de intercurso consciente entre Yahweh e Israel, uma religião de revelação, de autoridade, uma religião na qual Deus domina e na qual o homem é colocado na atitude de ouvinte e submisso (VOS. 2010. p.234)

Culver comenta que o segundo texto clássico vem logo após o incidente em que Arão e Miriã se atreveram a tomar o lugar de Moisés como mediador da revelação divina:  

Nm 12.1-8, “Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita que tomara; pois tinha tomado a mulher cuxita. E disseram: Porventura, tem falado o SENHOR somente por Moisés? Não tem falado (דָּבַר, dabar) também por nós? O SENHOR o ouviu (שָׁמַע, shamar). Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. Logo o SENHOR disse a Moisés, e a Arão, e a Miriã: Vós três, saí à tenda da congregação. E saíram eles três. Então, o SENHOR desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e eles se apresentaram. Então, disse: Ouvi (שָׁמַע, shamar), agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta (נָבִיא, nabiy'), eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do SENHOR; como, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés?”.

O próprio Senhor veio, então, a intervir, declarando que somente Moisés teria conversa direta com o Todo-Poderoso e que ele, no entanto, se comunicaria com profetas através de sonhos e visões. O que fica sem ser dito, mas que é pressuposto e claramente afirmado em outras passagens (Jr 23), é que um Nãbî de verdade poderia ser porta-voz divino somente se Deus lhe tivesse verdadeiramente dado uma mensagem (ainda que de forma obscura) para anunciar (2012. p.905).     
Dentro do processo de trazer a mensagem divina nabhi’ denomina o fator ativo. O nabhi' é aquele que faz algo — ele fala. É verdade que, a fim de estar apto para fazer isso, ele deve ter sido passivo primeiro; ele deve ter recebido ou experimentado alguma coisa primeiro. Mas isso não é expresso no nome; ele apenas pressupõe isso. De fato, a recepção de uma mensagem divina não implica necessariamente que ela deve ser comunicada. Ela pode ser somente para o recipiente, ou tem a intenção de não ser mencionada. Somente quando com a mensagem vem, explícita ou implicitamente, a ordem para transmiti-la, é que então é um caso de profecia. O profeta é aquele que fala aos outros. Em outros nomes, o lado reverso e passivo do processo, que é a recepção da mensagem, pode estar em primeiro plano. Em “profeta” isso não é assim. E nabhi se tornou predominante. Não os mistérios dos bastidores, mas a questão em aberto, em que ela atinge a mente do homem, é a consideração principal. O termo é totalmente prático tal qual a religião do Antigo Testamento amplamente colorida por ele (VOS. 2010. p.234).
Culver prossegue dizendo que o terceiro texto clássico ocorre logo antes da morte do grande legislador. Tendo em vista o fim das comunicações “face a face” de Deus através de Moisés, houve um anúncio formal da existência do ofício da nãbî de uma forma contínua.

Dt 18.9-22, “Quando entrares na terra que o SENHOR (יְהוָֹה), teu Deus (אֱלֹהִים), te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações (תּוֹעֵבָה, tow`ebah) daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus. Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa. O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta (נָבִיא) do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás (שָׁמַע), segundo tudo o que pediste ao SENHOR, teu Deus, em Horebe, quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. Então, o SENHOR me disse: Falaram bem aquilo que disseram. Suscitar-lhes-ei um profeta (נָבִיא) do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras (דָּבָר), e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas. Porém o profeta (נָבִיא) que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta (נָבִיא) será morto. Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Sabe que, quando esse profeta (נָבִיא) falar (דָּבָר) em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta (נָבִיא); não tenhas temor dele.

Nesta passagem Yahweh formalmente proibiu qualquer envolvimento com as falsas práticas divinatório-pagãs de Canaã. Depois disto, tendo afirmado que uma linhagem de profetas falaria (ou escreveria) com a mesma autoridade com que Moisés havia falado (e escrito), Deus deu ordens aos israelitas para prestarem aos profetas a mesma obediência que ele havia determinado que dessem a Moisés (2012. p.906).     
Algumas das etimologias revisadas aqui diferem dessa conclusão. Elas colocariam a ênfase no lado passivo da experiência profética. Colocando-se a etimologia de lado, dois motivos são a base dessa preferência antibíblica. Ao representar o profeta como principalmente passivo, prepara-se o caminho para concebê-lo de um modo rude e primitivo, como alguém que não está em controle de si mesmo, sendo poderosamente afetado por uma estranha compulsão externa. Por outro lado, essa forma passiva serve ao desejo moderno de assimilar a experiência profética, tanto quanto possível, à experiência comum da religião, pois isso só pode ser feito ao se salientar o aspecto subjetivo e experiencial.  
Os dois argumentos linguísticos fornecidos para o entendimento passivo são, em primeiro lugar, que nabhi', conforme o padrão de qatil, deve ser intencionado como passivo, e, em segundo lugar, que as únicas formas verbais que ocorrem em relação com a palavra são o niphal e hithpael. Deve-se conceder que a forma qatil frequentemente tem um sentido passivo. Por exemplo, mashiach não é aquele que unge, mas o ungido. No entanto, isso de maneira alguma é uniforme. Há um número considerável de nomes ativos com essa mesma forma, como paqid, “supervisor”. Nas línguas árabe, etíope e assíria, qatil é a forma regular do qal particípio ativo. Quanto às formas verbais, devemos nos lembrar de que, enquanto que niphal é tanto passivo como reflexivo, o hithpael nunca é passivo, mas sempre reflexivo. O fato de que ambos são reflexivos, sendo derivados da palavra nabhi’, dão o sentido simplesmente de “conduzir a si mesmo como nabhi" (VOS. 2010. p.234)

Cinco sinais de confirmação de um profeta.


Sl 74.9, “Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta (נָבִיא); nem, entre nós, quem saiba até quando”.

1. O profeta deve ser israelita, “do meio de teus irmãos”:

Dt 18.15-18, “O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta (נָבִיא) do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, segundo tudo o que pediste ao SENHOR, teu Deus, em Horebe, quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. Então, o SENHOR me disse: Falaram bem aquilo que disseram. Suscitar-lhes-ei um profeta (נָבִיא) do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar”.

2. Ele fala em nome de Yahweh:

É “a voz do Senhor” e “fala em meu nome”, incorrendo em pena de morte no caso de falsamente alegar que fala em nome de Deus. 

19,20, “De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas. Porém o profeta (נָבִיא) que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto”.  

IRs 18.20-22, “Então, enviou Acabe mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas (נָבִיא) no monte Carmelo. Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR (יְהוָֹה) é Deus (אֱלֹהִים), segui-o; se é Baal (בַּעַל), segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. Então, disse Elias ao povo: Só eu fiquei dos profetas (נָבִיא) do SENHOR (יְהוָֹה), e os profetas (נָבִיא) de Baal (בַּעַל) são quatrocentos e cinqüenta homens”.

3. O conhecimento sobrenatural do futuro próximo deveria ser um sinal de que fora realmente designado por Deus:

Dt 19.21,22, “Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta (נָבִיא); não tenhas temor dele

O נָבָא Micaías X o נָבָא Zedequias


IRs 22.13-28, “O mensageiro (מַלְאָךְ) que fora chamar a Micaías falou-lhe, dizendo (אָמַר): Eis que as palavras (דָּבָר) dos profetas (נָבִיא) a uma voz predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra (דָּבָר) como a palavra (דָּבָר) de um deles e fala (דָּבָר) o que é bom (טוֹב). Respondeu (אָמַר) Micaías: Tão certo como vive o SENHOR (יְהוָֹה), o que o SENHOR (יְהוָֹה) me disser (אָמַר), isso falarei (דָּבָר). E, vindo ele ao rei, este lhe perguntou (אָמַר): Micaías, iremos a Ramote-Gileade à peleja ou deixaremos de ir? Ele lhe respondeu (אָמַר): Sobe e triunfarás, porque o SENHOR a entregará nas mãos do rei. O rei lhe disse (אָמַר): Quantas vezes te conjurarei, que não me fales (דָּבָר) senão a verdade em nome do SENHOR? Então, disse (אָמַר) ele: Vi (רָאָה) todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse (אָמַר) o SENHOR: Estes não têm dono; torne cada um em paz para a sua casa. Então, o rei de Israel disse (אָמַר) a Josafá: Não te disse (אָמַר) eu que ele não profetiza (נָבָא) a meu respeito o que é bom, mas somente o que é mau? Micaías prosseguiu (אָמַר): Ouve (שָׁמַע), pois, a palavra (דָּבָר) do SENHOR (יְהוָֹה): Vi (רָאָה) o SENHOR assentado no seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua direita e à sua esquerda. Perguntou (אָמַר) o SENHOR: Quem enganará a Acabe, para que suba e caia em Ramote-Gileade? Um dizia (אָמַר) desta maneira, e outro, de outra. Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse (אָמַר): Eu o enganarei. Perguntou-lhe (אָמַר) o SENHOR: Com quê? Respondeu (אָמַר) ele: Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas (נָבִיא). Disse (אָמַר) o SENHOR: Tu o enganarás e ainda prevalecerás; sai e faze-o assim. Eis que o SENHOR pôs o espírito (רוּחַ) mentiroso na boca de todos estes teus profetas (נָבִיא) e o SENHOR falou (דָּבָר) o que é mau contra ti. Então, Zedequias, filho de Quenaana, chegou, deu uma bofetada em Micaías e disse (אָמַר): Por onde saiu de mim o Espírito do SENHOR para falar (דָּבָר) a ti? Disse (אָמַר) Micaías: Eis que o verás naquele mesmo dia, quando entrares de câmara em câmara, para te esconderes. Então, disse o rei de Israel: Tomai Micaías e devolvei-o a Amom, governador da cidade, e a Joás, filho do rei; e direis: Assim diz o rei: Metei este homem na casa do cárcere e angustiai-o, com escassez de pão e de água, até que eu volte em paz. Disse Micaías: Se voltares em paz, não falou o SENHOR, na verdade, por mim. Disse mais: Ouvi isto, vós, todos os povos!”.

O נָבָא Jeremias X o נָבָא Hananias


Jr 28.1-16, “No mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, isto é, no ano quarto, no quinto mês, Hananias, filho de Azur e profeta (נָבִיא) de Gibeão, me falou (אָמַר) na Casa do SENHOR (יְהוָֹה), na presença dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo (אָמַר): Assim fala (אָמַר) o SENHOR (יְהוָֹה) dos Exércitos, o Deus (אֱלֹהִים) de Israel, dizendo (אָמַר): Quebrei o jugo do rei da Babilônia. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do SENHOR, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia. Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os exilados de Judá, que entraram na Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz (נְאֻם, ne’um) o SENHOR (יְהוָֹה); porque quebrei o jugo do rei da Babilônia. Então, respondeu (אָמַר) Jeremias, o profeta (נָבִיא), ao profeta (נָבִיא) Hananias, na presença dos sacerdotes e perante todo o povo que estava na Casa do SENHOR. Disse (אָמַר), pois, Jeremias, o profeta (נָבִיא): Amém! Assim faça o SENHOR; confirme o SENHOR as tuas palavras (דָּבָר), com que profetizaste, e torne ele a trazer da Babilônia a este lugar os utensílios da Casa do SENHOR e todos os exilados. Mas ouve (שָׁמַע) agora esta palavra (דָּבָר), que eu falo (דָּבָר) a ti e a todo o povo para que ouçais: Os profetas (נָבִיא) que houve antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, profetizaram guerra, mal e peste contra muitas terras e grandes reinos. O profeta (נָבִיא) que profetizar paz (שָׁלוֹם), só ao cumprir-se a sua palavra (דָּבָר), será conhecido como profeta (נָבִיא), de fato, enviado do SENHOR. Então, o profeta (נָבִיא) Hananias tomou os canzis do pescoço de Jeremias, o profeta (נָבִיא), e os quebrou; e falou (אָמַר) na presença de todo o povo: Assim diz (אָמַר) o SENHOR: Deste modo, dentro de dois anos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta (נָבִיא), se foi, tomando o seu caminho. Mas depois que Hananias, o profeta (נָבִיא), quebrou os canzis de sobre o pescoço do profeta (נָבִיא) Jeremias, veio a este a palavra (דָּבָר) do SENHOR, dizendo (אָמַר): Vai e fala (אָמַר) a Hananias, dizendo (אָמַר): Assim diz (אָמַר) o SENHOR: Canzis de madeira quebraste. Mas, em vez deles, farei canzis de ferro. Porque assim diz (אָמַר) o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Jugo de ferro pus sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei da Babilônia; e o servirão. Também lhe dei os animais do campo. Disse (אָמַר) Jeremias, o profeta (נָבִיא), ao profeta (נָבִיא) Hananias: Ouve (שָׁמַע) agora, Hananias: O SENHOR não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo que assim diz (אָמַר) o SENHOR: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; morrerás este ano, porque pregaste rebeldia contra o SENHOR. Morreu, pois, o profeta Hananias, no mesmo ano, no sétimo mês”.


4. O profeta poderia realizar algum outro sinal miraculoso:

Dt 13.1-5, “Quando profeta (נָבִיא) ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado (דָּבַר), e disser (אָמַר): Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás (שָׁמַע) as palavras (דָּבַר) desse profeta (נָבִיא) ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis. Esse profeta (נָבִיא) ou sonhador será morto, pois pregou rebeldia contra o SENHOR, vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR, vosso Deus, para andardes nele. Assim, eliminarás o mal do meio de ti”.   

IRs 18.24,36-40 “Então, invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. E todo o povo respondeu e disse (אָמַר): É boa esta palavra (דָּבָר)... No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta (נָבִיא) Elias e disse (אָמַר): Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra (דָּבָר), fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo (רָאָה) todo o povo, caiu de rosto em terra e disse (אָמַר): O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus! Disse-lhes (אָמַר) Elias: Lançai mão dos profetas (נָבִיא) de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou”

5. O teste derradeiro é a estrita conformidade (anuência) às revelações anteriormente confirmadas e que vieram por intermédio primeiramente de Moisés e posteriormente pelos profetas que o seguiram. A quinta exigência é enfática, pois todo o capitulo 13 de Deuteronômio lhe é dedicado.    

 Bibliografia

·      COPPES. Leonard J. Th.D. Pastor, Harrisville, Pensilvânia, Estados Unidos.  Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Vida Nova. São Paulo: 2012
·      CULVER. Robert. D. Th.D, Professor de Antigo Testamento e Hebraico, Winnipeg Theological Seminary, Otterbrune, Manitoba, Canadá. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Vida Nova. São Paulo: 2012  
·      FEINBERG. Charles L. Th.D.,Ph.D.,Ex-Deão r Professor Emérito de Estudos Semíticos e Antigo Testamento, Talbot Theological Seminary, La Mirada, Califórnia, Estados Unidos.  
·      HARRIS. R. Laird. Ph.D., Professor de Antigo Testamento, Covenant Theological Seminary, St. Louis, Missouri, Estados Unidos.     
·      VOS. Geerhardus. Teologia Bíblica Antigo e Novo Testamentos. Cultura. São Paulo: 2010. p.234-239
·      KALLAND. Earl. S, Th.D. Professor Emérito de Antigo Testamento e Ex-Deão do Conservative Baptist Seminary, Denver, Colorado, Estados Unidos. 


Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.

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 "O Profeta em Israel e a Justiça Social", lançado pela editora Reflexão. Pr. Ronaldo José Vicente. (ronjvicente@gmail.com)   - Adquira o livro clicando:  http://www.editorareflexao.com.br/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/p/576 

Lançamento 2020 - CD da banda Templo de Fogo. Ouça no youtube: 


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