Mediadores proféticos



 

por José Luiz Sicre Díaz 


    Na nossa mentalidade, e na de Israel, o grande intermediário para conhecer o futuro é o profeta. O texto do Deuteronômio que proíbe consultar agoureiros e adivinhos de todo tipo continua com estas palavras:

“Estes povos que vais espoliar consultam astrólogos e vaticinadores, mas a ti o Senhor teu Deus não o permite. O Senhor teu Deus suscitará para ti dentre teus irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis. Foi o que pediste ao Senhor teu Deus, no Horeb, no dia da assembleia: Não quero voltar a ouvir a voz do Senhor meu Deus, nem quero ver mais este terrível fogo para não morrer. O Senhor me respondeu: Eles têm razão. Suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos. Porei minhas palavras em sua boca e ele lhes dirá o que eu lhe mandar” (Dt 18,14-18).

    Embora este texto tenha sido usado posteriormente para justificar a esperança na vinda de um profeta definitivo, semelhante a Moisés, originariamente se referia a toda a série dos profetas como transmissores da palavra de Deus.
    Mas encontramos de saída um problema terminológico. Nós usamos uma só palavra, de origem grega, profeta, para referir-nos a alguns personagens que a Bíblia designa com títulos muito diferentes. Como ponto de partida, podemos recordar a tradição de Saul em busca das jumentas. Depois de três dias sem encontrá-las, seu criado lhe diz: “Precisamente neste povoado existe um homem de Deus (’îsh ’elohîm) de grande reputação; tudo o que ele diz acontece infalivelmente” (1Sm 9,6). E, continua o narrador, “caminharam até o povoado onde estava o homem de Deus” (v. 10). Quando chegam, ao encontrar algumas moças, não lhes perguntam onde está o homem de Deus, mas onde está o vidente (ro’eh). E, para complicar ainda mais as coisas, encontramos esta glosa: “Em Israel [...] chama-se hoje profeta (nabî’) o que antes se chamava vidente” (v. 9). Temos, portanto, três termos – homem de Deus, vidente e profeta – que são considerados sinônimos.
    No entanto, outros textos parecem expressar-se com tanta precisão sobre cada um destes personagens que não ousamos identificá-los. Por exemplo, 1Cr 29,29 informa que as façanhas de Davi estão escritas “nos livros de Samuel, o vidente (ro’eh), na história do profeta (nabî’) Natã e na história do visionário (hozeh) Gad”. Três personagens que nós consideramos típicos representantes da profecia em suas origens – Samuel, Natã e Gad – designados com três termos diferentes. E não passemos por alto que à lista anterior foi acrescentado um novo título, o de visionário. Não causa estranheza que os autores tendam, ao menos em princípio, a estudar cada termo separadamente. Assim o faremos, em ordem crescente de aparição.



Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.

@osprofetas_ @lagrimasportuacausa @templodefogo @portuacasa




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