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Os pobres em espírito
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por Cheung Vincent
"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt 5.3)
Jesus diz que o Reino dos céus pertence aos “pobres” – não aqueles que são pobres nas coisas materiais, mas aqueles que são “pobres em espírito”. Dado que aqueles que são pobres nas coisas materiais frequentemente estão muito cônscios da sua total dependência de Deus para as suas necessidades, e dado que algumas das palavras hebraicas para “pobre” podem também denotar “modesto” e “humilde”, o termo “pobre” passou a ser muito associado àqueles que olham para Deus em reverência e humildade, com um coração contrito e arrependido (Salmos 40.17, 69.32,33; Isaías 41.17, 57.15, 61.1).
Como o “pobre” é identificado assim com aqueles que não estão apenas carentes da ajuda de Deus, mas com aqueles que reconhecem que dela precisam, o “pobre em espírito” não se refere somente àqueles espiritualmente destituídos, o que incluiria a todos, mas também se refere àqueles que reconhecem que são espiritualmente destituídos e, desta sorte, aqueles que clamam a Deus por ajuda e misericórdia. D. A. Carson escreve:
Pobreza de espírito é o reconhecimento pessoal de falência espiritual. É a confissão consciente da indignidade diante de Deus. Como tal, é a forma mais profunda de arrependimento… Dentro de tal contexto, pobreza de espírito se torna uma confissão geral da necessidade que um homem tem de Deus, uma admissão humilde de impotência sem esse.
Jesus está falando sobre aqueles que têm uma consciência aguda da sua necessidade espiritual, mas, mais que isso, eles são aqueles que exercitam dependência consciente e confiança em Deus para satisfazer essas necessidades. A essas pessoas pertence o Reino dos céus.
Visto que o Reino dos céus pertence aos pobres em espírito, e visto que os pobres em espírito são aqueles que reconhecem que não têm nada de si pelo que possam recomendar a si mesmos a Deus para sua aprovação, essa beatitude exclui a salvação pelas obras, e só é consistente com a justificação pela fé. Os pobres em espírito são aqueles que conhecem e admitem sua depravação, clamando a Deus por misericórdia, sabendo que em si mesmos não há esperança para conquistar a aprovação divina. A sua confiança é em Deus somente, não em si próprios.
Isso é contrário ao que os não cristãos pensam. De um jeito ou de outro, os não cristãos têm confiança em sua própria bondade e suficiência. Eles não reconhecem nem a santidade de Deus nem a depravação do homem; antes, julgam que o padrão de Deus é relativamente baixo, e que a natureza do homem é essencialmente boa. Alguns até mesmo alegam terem sido cristãos por muitos anos, apesar de nunca terem reconhecido a completa pecaminosidade deles. Outros falam sobre a depravação do homem, mas se ofendem caso você aplique o conceito a eles; estão prontos a reconhecer que todos os homens são pecaminosos, conquanto não seja apontado que isso os inclui. Para outros, ainda, o máximo que eles estão dispostos a admitir quando diz respeito à depravação do homem é que “ninguém é perfeito”. Essa gente toda nem sequer começou a entrar no Reino do céu.
Hoje muitos pecadores endurecidos e impenitentes pensam que Jesus está do seu lado. Jesus não salva até assassinos e prostitutas, como as Escrituras ensinam? Sem dúvida ele o faz, mas que tipo de assassinos e prostitutas ele salva? Ele não salva os assassinos e prostitutas que insistem em permanecer assassinos e prostitutas, mas salva somente aqueles que, pela graça soberana de Deus, reconhecem sua pecaminosidade e resolvem parar de ser assassinos e prostitutas. Ele não salva assassinos que pensam que é moralmente correto assassinar, e não salva as prostitutas que acham que estão cheias de mérito. Em vez disso, ele salva apenas aqueles que são “pobres em espírito” - aqueles que reconhecem que não têm nada, e imploram por sua misericórdia.
Naturalmente, muitos daqueles que apelam ao tratamento gracioso de Jesus para com os pecadores não têm nenhum interesse em se tornar cristãos, porém, dizem o que dizem somente para silenciar os cristãos que lhes dizem que se arrependam. Só que eles não guardam semelhança alguma com os pecadores que Jesus aceita na Escritura. Por exemplo, os homossexuais de hoje não apelam à misericórdia de Deus para perdoá-los do pecado de homossexualidade, para regenerá-los e livrá-los do seu estilo de vida perverso. Antes, afirmam que Deus os aceita como homossexuais, que Deus aprova o seu estilo de vida, que a homossexualidade não é em absoluto pecaminosa, e exigem que os cristãos honrem seus desejos e relacionamentos depravados como bons e legítimos. Como Paulo escreve:
Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam(Romanos 1.32).
Esse povo todo está longe do Reino do céu e no caminho para o sofrimento sem fim no inferno.
As pessoas que Jesus descreve nas Beatitudes são bem diferentes das pessoas deste mundo. Os dois grupos são tão diferentes quanto a luz o é das trevas, quanto o Reino do céu o é do reino do inferno, e quanto Cristo o é de Satanás. No lugar de chamar toda a humanidade a se tornar uma só, Jesus diz aos seus discípulos: “Não sejam iguais a eles” (Mateus 6.8). Assim como é estúpido e perigoso imitar o pensamento e o comportamento dos doidos, é ainda mais estúpido e perigoso imitar o pensamento e o comportamento dos não cristãos. Não há nada admirável acerca deles; não há nada bom a respeito deles. Todo não cristão é imundo e desprezível, assim como éramos imundos e desprezíveis antes de Deus soberanamente nos converter. Assim, Jesus não chama a sua igreja a pensar e se comportar como o mundo. Como Stott escreve:
Não há um parágrafo no Sermão do Monte em que não se trace este contraste entre o padrão cristão e o não cristão. É o tema subjacente e unificador do Sermão; tudo o mais é uma variação dele.” Antes, Jesus chama a sua igreja a ser a “contracultura” – a usar todos os meios biblicamente aprovados para distinguir nós mesmos dos não cristãos, opor à sua agenda, e destruir sua cultura antiescriturística (2 Coríntios 10.3-5).
Em nosso ensino e evangelismo, por um lado, devemos incentivar a pobreza de espírito, a consciência e reconhecimento da indigência espiritual fora da misericórdia e riquezas de Deus; por outro lado, devemos subverter o pensamento e comportamento não cristãos. E, quando pregamos o evangelho, devemos conscientemente desafiar os padrões morais, etiquetas sociais e teorias psicológicas antibíblicas.
Atualmente muitos crentes professos abordam os pecadores com um evangelho egocêntrico. Eles lhes dizem: “Deus tem um grande plano para a sua vida”, “Você é alguém especial”, “Você é valioso para Deus”, e mesmo “Deus precisa de você”. Alguém pensaria que esses cristãos professos são os head-hunters da corporação de Deus, não obstante o retrato bíblico do nosso trabalho evangelístico parecer-se mais com o ato de catar o lixo e tirá-lo do caminho, para que Deus possa, por sua misericórdia e poder soberanos, transformá-lo em objetos úteis. Paulo escreve que os inconversos são “inúteis”, que nenhum deles é bom, “nem um sequer” (Romanos 3.12). Dessa maneira, embora Onésimo fosse “inútil” antes de sua conversão, ele se tornou “útil” após se converter (Filemon 11).
Por conseguinte, os pregadores bíblicos não proclamam uma mensagem de autoestima e autossuficiência, mas uma mensagem de urgente arrependimento. Ambos João e Jesus dizem ao povo: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mateus 3.2, 4.17). De modo similar, Pedro prega: “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados” (Atos 3.19), e Paulo declara aos filósofos: “agora [Deus] ordena que todos, em todo lugar, se arrependam” (Atos 17.30).
Um dos mitos mais tolos e danosos atualmente é o de que Jesus ensina tolerância para com várias religiões e estilos de vida. Contudo, o fato de Jesus dizer aos seus ouvintes para se “arrependerem” significa que há algo errado com eles, e ele não hesita em lhes dizer que há algo errado com eles. Inquestionavelmente Jesus se associa com pecadores e rejeitados, mas nunca prega uma mensagem de “eu aceito você como você é — não mude jamais”. Antes, veio até eles com uma mensagem que diz: “Não volte a pecar, para que algo pior não lhe aconteça” (João 5.14), e “Agora vá e abandone sua vida de pecado” (João 8.11).
Na realidade, Jesus é a menos tolerante dentre as pessoas todas. Em virtude de nossa própria pecaminosidade, muitas vezes queremos escusar alguns dos pecados em nós mesmos e nos outros, ou pelo menos vê-los com certa leniência. Quanto a Jesus, ele diz: “Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado” (Mateus 12.36). Quantas milhares de palavras inúteis você falou esta semana, para não dizer toda a sua vida? Se os não cristãos consideram este Jesus tolerante, então com certeza os cristãos já são bem tolerantes. Todavia, a igreja deve ser uma “contracultura”, de sorte que, em vez de se conformar ao padrão de moralidade e decoro do mundo, devemos imitar a intolerância de Cristo.
Em dias nos quais até os supostamente versados eruditos bíblicos lutam para afirmar que o cristianismo é tolerante, eu não tenho interesse em fazer o mesmo — a Bíblia nunca ensina tolerância segundo a definição dada pelos não cristãos. Pelo contrário, as Escrituras exigem que imitemos a intolerância de Cristo contra o pecado, a incredulidade e as falsas religiões, e usemos todos os meios biblicamente aprovados para se opor, minar, depreciar e destruir todas as ideias e agendas antibíblicas.
As pessoas ficam aterrorizadas com tal ensino, e os menos inteligentes têm sugerido a mim que isso é o mesmo tipo de pensamento que leva ao terrorismo islâmico. A isso, podemos oferecer pelo menos duas réplicas.
Primeiro, essa é uma objeção irracional. Mesmo que a crença X leve a um Y indesejável (isto é, indesejável de acordo com quem faz a objeção, tal como a de terrorismo), não se segue daí que a crença X seja automaticamente falsa. A objeção parte do princípio de que qualquer crença que leve ao terrorismo deve ser falsa — mas de acordo com quem? Antes, o raciocínio apropriado deve afirmar que, se o islamismo é verdadeiro (isto é, se ele é genuinamente uma revelação da parte de Deus), e se ele leva ao terrorismo, então o terrorismo deve ser bom, correto e justificado.
Em que pese o islã deveras promover o terrorismo, seria irracional rejeitá-lo por esse motivo. Antes, eu o rejeito porque ele é uma falsa religião, e por ser uma falsa religião, ele não pode justificar o terrorismo como sendo bom e correto. O islã não é errado porque o terrorismo é errado; ao revés, o terrorismo é errado porque o islã é errado. Muita gente julga se algo é ou não verdadeiro se pensa que o resultado é ou não bom, porém, isso inverte a ordem própria de raciocínio — deveria julgar se o resultado é bom ou não analisando se o que leva a ele é verdadeiro ou não.
Em segundo lugar, eu não disse que deveríamos usar todos os meios possíveis ou disponíveis para promover o cristianismo; antes, declarei que deveríamos usar todos os meios biblicamente aprovados para promover o evangelho e minar a incredulidade. Isso efetivamente exclui a violência e o terrorismo como meios legítimos de promover a causa cristã, como Paulo escreve:
Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo (2 Coríntios 10.3-5).
A intolerância bíblica produz vigilância espiritual e agressão intelectual nos crentes, e não violência ou terrorismo. Para fazer progredir o Reino de Cristo e demolir o reino de Satanás, usamos meios biblicamente aprovados e métodos divinamente autorizados, não armas e bombas. Dessa forma, enquanto a intolerância cristã promove verdade e justiça, a intolerância islâmica produz terror e destruição. Nosso evangelho tem o poder espiritual para fazer o que nenhuma arma física pode fazer — transformar autenticamente os corações e mentes das pessoas. O islã é impotente para realizar o mesmo, de modo que precisa recorrer a meios brutais, mas, mesmo assim, isso somente pode mudar um tipo de pecadores em outro tipo de pecadores, ambos condenados ao inferno.
A verdade é que aqueles que defendem a tolerância com frequência são intolerantes. Sua definição de tolerância só permite o que eles arbitrariamente reputam como tolerável, de maneira que, com efeito, não respeitam todas as opiniões, mas desprezam o que eles consideram ideias intolerantes e odiosas. Embora eu admita livremente que desprezo todas as ideias não cristãs e recuso fingir que respeito todas as opiniões, eles também não respeitam todas as opiniões, mas a diferença é que eles mentem sobre isso, fingindo serem pessoas tolerantes.
Retornando ao nosso ponto inicial, nossa mensagem não deve se conformar às visões antibíblicas sobre a natureza humana, porém, em vez disso, devemos dizer aos nossos ouvintes: “Há de fato algo errado com você, e você deve abandonar os seus pecados e vir a Cristo para salvação. De outra forma, não existe nenhuma esperança para você, e você sofrerá o tormento sem fim no inferno.” Mesmo muitos cristãos professos têm perdido a “pobreza de espírito”, de modo que dizem “estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada”, ao que Cristo replica, “não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu” (Apocalipse 3.17). Qual é então a solução? Você deve vir a Cristo, para que ele possa lhe dar as verdadeiras riquezas, a verdadeira vestimenta e a verdadeira sabedoria (v. 18); isto é, você deve se “arrepender” (v. 19). Até aí, você provavelmente ainda está fora do Reino dos céus, mesmo que seja membro de uma igreja na terra.
Retirado do livro: O Sermão do Monte: Cheung, Vincent. Edições Calcedônia. Edição do Kindle.
Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.
Quem foi o primeiro profeta na Bíblia? Em primeiro lugar precisamos compreender a palavra profeta na Bíblia, pois ela é descrita como נָ ִביא (Navi). A partir desta compreensão iremos ver quando e para quem ela foi usada pela primeira vez. Isso irá ocorrer em Genesis: “Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por ti, e viverás” (20.7). Note que essa é a primeira vez que a palavra “profeta” é mencionada nas Escrituras. E ela é direcionada a um homem chamado Abraão. Essa palavra não veio de uma outra pessoa ou de lideres, mas especificamente por DEUS. “Se lêssemos a Bíblia sem o menor sentido crítico, deveríamos afirmar que Israel tem profetas desde suas origens, já que seu pai de sangue e de fé, Abraão, é agraciado com esse título de profeta. Mais tarde, Moisés aparecerá como o grande mediador entre Deus e o povo, aquele que transmite a Palavra do Senhor e se transforma em modelo de todo autêntico profeta” ...
Fiji é um país constituído por 322 ilhas no Oceano Pacífico Sul, 18 graus ao sul do equador e 1.100 milhas ao norte da Nova Zelândia. Há duas ilhas principais e pouco mais de 100 outras ilhas habitadas. As maiores ilhas contem montanhas que se elevam até 4.000 pés. A chuva forte, até 120 "anualmente, cai no lado do sudeste do país, cobrindo essas partes das ilhas de floresta tropical densa, enquanto planícies nas partes ocidentais das ilhas têm estações secas favoráveis para culturas como a cana de açúcar. Os britânicos tomaram as ilhas em 1874, (cedida a eles pelos chefes) e permaneceram no controle até a independência em 1970. Desde então a história das ilhas ficou turbulenta, devido à desarmonia racial impasse político e violência militar. Nas ruas, ouvia saques, vandalismo, tumultos e violência, com muitos estabelecimentos comerciais destruídos. A economia entrou em colapso. Houve um motim no exército. A pe...
" O avivamento é nem mais nem menos que o impacto da personalidade de Jesus Cristo sobre uma igreja ou comunidade. A área inteira se torna consciente de Deus ". - Duncan Campbell As Ilhas Hébridas são pequenas ilhas que ficam a noroeste da Escócia, a maior das quais se chama "Lewis e Harris". O avivamento começou em 1949 quando duas irmãs, senhores de idade, Peggy e Christine Smith, começaram a orar por um avivamento. Elas acreditaram que Deus as deu a promessa de Isaías 44:3 : " Porque derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca. " No mesmo tempo, sem saber das irmãs Smith, setes homens tinham se comprometido a reunuir-se três vezes na semana para orar por um avivamento. No seu livro "Bright and Shining Revival ( Avivamento Brilhante e Reluzente) , Kathie Walters descreva o que acontece uma noite, depois de mêses de oração: Finalmente, uma noite, um jovem diácono se levantou dos seus joelhos e ...
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