Os profetas não são manipuladores
Autoridade Profética
“Quando isso acontecer, como de fato acontecerá, saberão que havia um profeta no meio deles” (Ez 33.33).
O intuito deste artigo é observar a atuação dos profetas na oração. De que maneira os profetas percorriam o ambiente da oração. Como os profetas envolviam-se na intercessão? Como estes homens descobriram que a atitude de mediar, trouxe mudanças para a realidade em que estavam vivendo? Algo que precisamos entender é que o profeta luta em um grupo, ou, medeia por um grupo. O profeta faz parte de uma equipe. Em vários artigos anteriores, desenvolvi a submissão dos profetas na missão de Deus na terra. Assim, pesquisei como relacionam-se nesta visão e a forma que se envolvem com as pessoas que fazem parte disso. Desta maneira, caminharemos neste texto, compreendendo que estes homens, vassalos da vontade de Deus e participantes do povo escolhido; lutam através das palavras, para que os planos do grande YHWH1 sejam realizados. Sicre comenta sobre as muitas dificuldades e perseguições que os profetas sofrem ao longo da vida. Mas seria falso pensar que o profeta só encontra a oposição da sociedade: “Encontra nela também, pelo menos em certos grupos, um ponto de apoio que possibilita sua missão. Como realçam os estudos recentes sobre a função social do profeta, para que exista um mediador é preciso haver um grupo, amplo ou reduzido, que aceite sua mediação”. Desta forma podemos começar a explorar o caminho da mediação profética. Ou seja, da oração profética. Essa oração não é aleatória. Ela possui vida e segue um caminho. É a oração do coração de YHWH sendo manifestado através da boca dos profetas. Eugene Merril comenta que os profetas eram instrumentos nas mãos de Deus, sendo assim, não agiriam como adivinhadores e pagãos com suas artes mágicas satisfazendo suas divindades. De certa forma, haveria manipulação para seus próprios planos:
Os profetas de Yahweh não conheciam a mente de seu Deus, a menos que Ele decidisse revelar-se mediante sonhos, visão ou outra maneira. Nem podiam mudar os propósitos de Deus através de encantamentos ou outros meios mecânicos. Entretanto, podiam orar com perseverança e induzir outros a fazer o mesmo; e em resposta poderia acontecer de Deus mudar as suas intenções. Mas tal resposta nunca estava baseada em qualquer habilidade ou simpatia do profeta. Pelo contrário, ela procedia da misericórdia e graça de Deus, e era concedida exclusivamente para a glória de seu santo nome e para o bem do seu povo (MERRIL p.402, 2018)
Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé́. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.
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