Sinais e maravilhas expõem o pecado
Bill Johnson
“Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (Lc 5.8).
Pedro pescara a noite toda, sem sucesso. Jesus lhe disse para lançar as redes do outro lado do barco, algo que, sem dúvida, ele provavelmente já fizera muitas vezes. Quando efetuou isso em obediência ao Mestre, a pesca foi tão volumosa que o barco quase afundou. Pedro pediu ajuda aos outros barcos. A resposta do pecador a esse milagre foi: “Sou um homem pecador”.
Quem lhe disse que era pecador? Não há registro de sermões, nem de admoestações, nem de nada similar feito no barco naquele dia – apenas a grande quantidade de peixes! Portanto, como Pedro chegou à convicção do pecado? Foi por intermédio de um milagre. O poder expõe. Ele desenha uma linha na areia e força as pessoas a tomar uma decisão.
A demonstração de poder não é garantia de que as pessoas se arrependerão. Basta observar Moises para perceber que, algumas vezes, os milagres só fazem nossos faraós ficarem mais determinados a nos destruir quando eles veem o poder. Sem os atos de poder, os fariseus poderiam esquecer os fatos sobre a Igreja que nasceu com o sangue de Jesus derramado na cruz. O poder estimula o zelo da oposição existente neles. Precisamos ter um pensamento sereno sobre o assunto: o poder, com frequência, leva as pessoas a decidir o que elas aceitam e a que se opõem. Ele remove o terreno intermediário entre esses dois polos.
Ministérios de misericórdia são absolutamente necessários no ministério do evangelho. Representam uma das formas por meio das quais o amor de Deus pode e deve ser visto. E só de completam com as demonstrações de poder. Por quê? A realidade é esta: o mundo, em geral, aplaude esses esforços porque sabe que deveríamos fazer isso. Temos, porém, de perceber a triste realidade: é comum que as pessoas reconheçam a gentileza da igreja e, mesmo assim, não se arrependam. No entanto, o poder força essa questão, por causa de sua habilidade inerente de humilhar a humanidade.
Jesus disse: “Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai” (Jo 15.24).
Será que Jesus está dizendo que o pecado não existia no coração dos judeus até ele fazer milagres? Duvido muito. Ele apenas está explicando o princípio revelado no arrependimento de Pedro. O poder expõe o pecado e leva as pessoas a tomar uma decisão. A razão de o poder não estar presente consiste no fato de não usarmos as armas que estavam no arsenal de Jesus na ocasião em que ele ministrou ao perdido. O resultado? A maioria continua perdida. O poder força as pessoas a tomar consciência de Deus, e a natureza do poder é muito exigente.
Quando o céu invade a Terra. Bill Johnson. Editora Vida. São Paulo: 2010. p.144,145
Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé́. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.


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