Neste Blog você encontrará um conteúdo voltado a história cristã, enfatizando homens que tiveram uma "Causa" para lutar marcando assim a história. Você encontrará também um conteúdo voltado aos Profetas de Israel, observando o caminho profético, profecias, dom e escritos bíblicos. Você encontrará também vários artigos teológicos sobre o Antigo Testamento, tratando sobre dons, Anjos, Sobrenatural e o Espiritual.
A Igreja perseguida em Atos
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A Igreja perseguida em Atos
Duncan A. Reily
Quando se trata da questão da perseguição, há diversos aspectos que devem
ser considerados, tais como:
Quem perseguiu a Igreja? Por que a perseguiram?
De que consistiu a perseguição; qual a duração e a intensidade das perseguições?
Como os cristãos encaravam a perseguição e como se portaram mediante
ela(s)?
Talvez, para fins de clarificação, devemos fazer algumas breves declarações
sobre as perseguições, a fim de responder, de forma sucinta, o tipo de pergunta
que nos propusemos acima.
A Igreja nasceu sob a nuvem de suspeita; seu fundador fora crucificado
ostensivamente como revolucionário pelo governo romano, instigado a isto pela
liderança judaica de Jerusalém a qual viu Jesus como ameaça a seus privilégios
e à própria religião judaica como eles a entendiam. Aquilo que fora feito com o
líder facilmente aconteceria aos discípulos. Aliás, o próprio Jesus, à medida que
havia advertido seus discípulos sobre sua paixão e morte, não deixava de falar-
lhes sobre o que lhes esperava (cf. Mt 20.17-28; Lc 21.12; Jo. 15.20; Mc 5.11,
12). Então, quando Jesus foi levado preso, ".. .os discípulos todos, deixando-o,
fugiram" (Mt 26.56).
Escondidos e imobilizados pelo medo quando Jesus foi crucificado, os
discípulos foram transformados em testemunhas por seu encontro com o Cristo
redivivo e pela apropriação do Espírito Santo no dia de Pentecoste. O espaço de
tempo mencionado em Atos 2.47 em que os irmãos contavam "com a simpatia
de todo povo" foi de curtíssima duração. Pois imediatamente na narrativa de
Lucas vem o episódio da cura do coxo por Pedro e João. O povo, de fato, aceita
seu testemunho e dois mil se convertem; os sacerdotes e os saduceus,
"ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem em Jesus a ressurreição
dentre os mortos" (os saduceus não admitem a possibilidade da ressurreição),
prenderam os apóstolos* e os proibiram, sob ameaça, a pregar em nome de
Jesus (o que se recusaram a fazer). Mas é apenas o prelúdio de perseguições,
sempre às mãos dos judeus (não o governo romano), em escala cada vez mais
geral e violenta.
Os apóstolos todos são presos, açoitados e ameaçados pelos principais
sacerdotes (5.40). Estevão, pregando Jesus na Sinagoga dos Libertos, irritou os
anciãos, os quais o levaram perante o Sinédrio, onde ele tentou provar que Jesus
fora o profeta prometido por Moisés (7.37), mas eles se enfureceram contra ele
e o apedrejaram. "Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a Igreja
em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da
Judéia e Samaria" (At 8.1).
Saulo (que depois adotará a forma judaica Paulo), o grande perseguidor da
Igreja, se converte a caminho de Damasco onde pretendia prender os cristãos,
homens e mulheres, que se haviam refugiado ali (anos mais tarde na própria
cidade de Damasco, Paulo tentou convencer os judeus que Jesus era o Cristo,
mas o resultado foi que eles deliberaram matá-lo e ele teve que fugir de noite, cf
At 9.22-25).
O Rei Herodes matou o apóstolo Tiago à espada e prendeu Pedro, o qual
escapou (At 12.2-3). Paulo, após um considerável período, presumivelmente de
retiro espiritual e reflexão (Gl 2.17-18), parte de Antioquia na companhia de
Barnabé na famosa primeira viagem missionária. Eles encontram perseguições
em quase todo lugar que vão; em Antioquia de Psídia, são expulsos (At 13.50);
em Icônio têm que fugir para escapar do apedrejamento (At 14.5, 6); mas são
apedrejados em Listra e arrastados para fora da cidade como mortos (At 14.19:
“Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e
apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto”),
tudo isso instigado pelos judeus. Para encurtar a longa história da perseguição
da Igreja no Novo Testamento, podemos lembrar que Paulo, após sua terceira
viagem missionária, resolveu ir a Jerusalém, onde foi falsamente acusado de
pregar contra a religião judaica e ainda de introduzir um grego (ilegalmente) no
templo. Teria sido linchado pelos judeus se não fosse a pronta ação dos
soldados e centuriões romanos. Ficou preso por muito tempo e, mediante sua
própria escolha, foi levado, ainda preso, à Roma. Mas a real perseguição que
sofreu, sofreu-a nas mãos dos judeus e não dos romanos.
Mas o que a Igreja apostólica sofreu de perseguição às mãos dos judeus ela
sofreu ainda em maior escala em Roma. Mesmo no primeiro século d.C, houve
duas sangrentas perseguições instigadas por Roma. A primeira foi a de Nero,
na década dos 60, em que Nero chegou a iluminar uma corrida de carros com
tochas vivas, os corpos cobertos de piche dos cristãos que preferiram a morte à
renúncia da sua fé em Nome de Jesus. A segunda foi a do Imperador
Domiciano, perto do primeiro século da era cristã. Esta é descrita no livro do
Apocalipse, no qual os cristãos são encorajados com palavras como "Sê fiel até
a morte e dar-te-ei a coroa da vida" (At 2.1). Esses mártires também nutriam a
certeza de que Jesus logo venceria todos os seus inimigos, pois ele era o alfa e
o ômega, o Senhor da história. Só ele era digno de abrir o livro do futuro e desatar
seus selos At (5.1).
Já no segundo século, o cristianismo havia se estabelecido firmemente na
Ásia Menor (moderna Turquia), no Egito (Alexandria), Síria (Antioquia), Roma,
África do Norte e Alhures. Em alguns lugares, como Bitúnia, já no início do
segundo século, o cristianismo de tal forma atraía a população que os templos
pagãos se esvaziavam, o que poderia trazer sobre a cidade a vingança dos
deuses desprezados.
Pelo menos, assim pensavam os não cristãos, especialmente aqueles que se
viam prejudicados pela vitória cristã. Um exemplo destes seriam os açougueiros que funcionavam nos templos (dos animais imolados, só parte era usada nos
sacrifícios, a carne boa era vendida a bom preço!).
Daí o governador Plínio persegue ferrenhamente a Igreja. Qualquer cristão
que persistia na sua fidelidade a Cristo pelo mero fato de ser cristão era
condenado à morte; aliás, até o tempo de Constantino, no início do quarto século
(por volta de 311-313 d.C.), ser cristão era tido como crime digno de morte!
Há muitos exemplos de cristãos que enfrentaram a morte corajosamente,
apesar de ameaças e a mais feroz tortura. Deveras, o martírio como a mais
perfeita imitação de Cristo era o modelo para os cristãos e as cristãs durante o
segundo e terceiro séculos (e começo do quarto, quando desabou a mais cruel
e generalizada perseguição de todos). Vejamos alguns breves trechos que nos
foram preservados deste período heróico:
1) Inácio, Bispo de Antioquia, foi levado para o martírio em Roma no começo do
segundo século. Na própria viagem, ele escreveu 7 cartas. Na carta à Igreja em
Roma, ele implorou à Igreja a não usar sua influência para libertá-lo. Ele escreve:
"Sou trigo de Deus e sou moído pelos dentes das feras, para encontrar-se
como puro pão de Cristo. Acariciai antes as feras, para que se tornem meu
túmulo e não deixem sobrar nada do meu corpo, para que na minha morte não
me torne peso para ninguém. Então de fato serei discípulo de Jesus Cristo."
2) Em 155 a.C, o venerável Policarpo, Bispo de Esmirna, foi levado ao martírio
no estádio da sua própria cidade. Os guardas tentaram persuadi-lo a escapar da
morte por uma renúncia apenas formal da sua fé:
- "Ora, que mal há em dizer — 'César é Senhor!' e em sacrificar aos deuses como
de costume, e assim salvar a SUA vida?"
Após a recusa de Policarpo, os guardas o levaram ao estádio, onde o procônsul
também tentou persuadi-lo a apostatar-se para salvar a vida.
- "Considera tua idade... Jura pelo espírito de César, retrata-te; grita 'Abaixo os
ateus!' (os cristãos, que adoravam um Deus invisível, do qual não faziam
imagens, eram considerados ateus).
Policarpo, muito gravemente olhando para os pagãos que enchiam as
escadarias do estádio e acenando para eles, suspirou e exclamou:
- “Abaixo os ateus!”
O procônsul insistiu:
- “Jura, e eu te soltarei. Insulta a Cristo”. Policarpo respondeu:
- “Oitenta e seis anos há que sirvo a Cristo. Cristo nunca me fez mal. Como
blasfemar contra meu Rei e Salvador?”
Policarpo foi queimado vivo.
Era por causa de testemunhas como Policarpo que Tertuliano declarou:
"O sangue dos mártires é semente".
3) Em Leão e Viena, Gália (atual França), houve uma severa perseguição no ano
de 177. Nessa ocasião, a população, enfurecida pelo falso testemunho de que
cristãos comiam seus próprios filhos e tinham relações sexuais com as próprias
mães, maltrataram e até lincharam cristãos. Estes crimes alegados eram, na
realidade, uma má interpretação dos sacramentos cristãos, ao que só os
batizados assistiam. Na sua Eucaristia, os cristãos comiam o corpo e bebiam o
sangue do seu Senhor". Isto cheirava canibalismo! Também participavam de
"festas de amor" — o que, à imaginação paga, só poderia significar orgias
sexuais! Entre as vítimas da perseguição foi o velho Bispo Potino, com seus 90
anos. Foi preso e torturado.
"... todo o seu corpo estava gasto, mas reconfortava-o o sopro do Espírito e o
desejo do martírio. Então empurrado, sem nenhuma humanidade, foi vítima de
muitos ferimentos. Os que conseguiram aproximar-se, injuriosamente
precipitaram-se sobre ele com pancadas e golpes, sem levar em conta a sua
idade; os que estavam mais longe atiravam nele tudo quanto tinham à mão;
todos se teriam considerados réus de impiedade e de grave delito se não
ultrajassem ao infeliz. Criam que desse modo vingavam a injúria feita a seus
deuses. Daí, apenas respirando, foi levado ao cárcere, onde entregou a alma
dois dias depois.. "
Portanto, em tempos de perseguição, que não eram constantes e nem
aconteciam em todo o lugar, os cristãos e as cristãs — dos quais havia muitos
que não sofriam apenas às mãos dos magistrados, muitos eram virtualmente
linchados, como no caso do velho Potino, pela população irada por causa das
calúnias levantadas sobre os cristãos.
Na mesma perseguição, foi martirizada a jovem escrava Blandina, à qual
os próprios cristãos temiam que lhe faltasse a firmeza para confessar a fé. Mas,
"ela se mostrou tão corajosa, a ponto de cansar e desencorajar os carrascos.
Desde pela manhã tiveram estes que se revezar para torturá-la cada vez mais.
À tarde confessaram-se vencidos, pois não tinham mais nada a fazer-lhe.
Espantavam-se que ela tivesse ainda um sopro de vida, tanto seu corpo estava
despedaçado e transpassado; e afirmavam que um só destes suplícios seria
suficiente para causar-lhe a morte. Mas a bem-aventurada, como uma valorosa atleta, renovava as forças ao confessar a fé. Esta lhe era um conforto em seus
sofrimentos, era-lhe um alívio o dizer: 'eu sou cristã e entre nós não há nada de
mal'".
A História da Igreja. Duncan A. Reily. Imprensa Metodista. 1993. p.-21,25
Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé́. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.
Este é um projeto envolvendo todos os irmãos da Igreja PorTuaCasa (@igrejaportuacasa). O objetivo é unir duas coisas. As Escrituras e um bom Rock N Roll. Atualmente temos muitas músicas que se dizem "gospel", porém, encontramos muitas frases que exaltam mais o homem do que à Deus. Esta é a segunda música: Sal da terra e Luz do mundo:
Mat 5.13-16, "Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus".
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Você pode adquirir o livro. Entre no site: https://www.revistaimpacto.com.br/produto/o-profeta-em-israel-e-a-justica-social/
Ouça também o ultimo trabalho da Banda Templo de Fogo:
Quem foi o primeiro profeta na Bíblia? Em primeiro lugar precisamos compreender a palavra profeta na Bíblia, pois ela é descrita como נָ ִביא (Navi). A partir desta compreensão iremos ver quando e para quem ela foi usada pela primeira vez. Isso irá ocorrer em Genesis: “Agora, pois, restitui a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por ti, e viverás” (20.7). Note que essa é a primeira vez que a palavra “profeta” é mencionada nas Escrituras. E ela é direcionada a um homem chamado Abraão. Essa palavra não veio de uma outra pessoa ou de lideres, mas especificamente por DEUS. “Se lêssemos a Bíblia sem o menor sentido crítico, deveríamos afirmar que Israel tem profetas desde suas origens, já que seu pai de sangue e de fé, Abraão, é agraciado com esse título de profeta. Mais tarde, Moisés aparecerá como o grande mediador entre Deus e o povo, aquele que transmite a Palavra do Senhor e se transforma em modelo de todo autêntico profeta” ...
Fiji é um país constituído por 322 ilhas no Oceano Pacífico Sul, 18 graus ao sul do equador e 1.100 milhas ao norte da Nova Zelândia. Há duas ilhas principais e pouco mais de 100 outras ilhas habitadas. As maiores ilhas contem montanhas que se elevam até 4.000 pés. A chuva forte, até 120 "anualmente, cai no lado do sudeste do país, cobrindo essas partes das ilhas de floresta tropical densa, enquanto planícies nas partes ocidentais das ilhas têm estações secas favoráveis para culturas como a cana de açúcar. Os britânicos tomaram as ilhas em 1874, (cedida a eles pelos chefes) e permaneceram no controle até a independência em 1970. Desde então a história das ilhas ficou turbulenta, devido à desarmonia racial impasse político e violência militar. Nas ruas, ouvia saques, vandalismo, tumultos e violência, com muitos estabelecimentos comerciais destruídos. A economia entrou em colapso. Houve um motim no exército. A pe...
" O avivamento é nem mais nem menos que o impacto da personalidade de Jesus Cristo sobre uma igreja ou comunidade. A área inteira se torna consciente de Deus ". - Duncan Campbell As Ilhas Hébridas são pequenas ilhas que ficam a noroeste da Escócia, a maior das quais se chama "Lewis e Harris". O avivamento começou em 1949 quando duas irmãs, senhores de idade, Peggy e Christine Smith, começaram a orar por um avivamento. Elas acreditaram que Deus as deu a promessa de Isaías 44:3 : " Porque derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca. " No mesmo tempo, sem saber das irmãs Smith, setes homens tinham se comprometido a reunuir-se três vezes na semana para orar por um avivamento. No seu livro "Bright and Shining Revival ( Avivamento Brilhante e Reluzente) , Kathie Walters descreva o que acontece uma noite, depois de mêses de oração: Finalmente, uma noite, um jovem diácono se levantou dos seus joelhos e ...
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