A Igreja visível de Cristo



 

A Igreja visível de Cristo 

James Bannerman 


Westminster: 1643-1649 Inglaterra. II. A Igreja Visível, que também é católica ou universal sob o Evangelho (não sendo restrita a uma nação, como antes sob a Lei) consta de todos aqueles que pelo mundo inteiro professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos; é o Reino do Senhor Jesus, a casa e família de Deus, fora da qual não há possibilidade ordinária de salvação.

I Cor. 1:2, e 12:12-13,; Sal .2:8; I Cor. 7 :14; At. 2:39; Gen. 17:7; Rom. 9:16; Mat. 13:3 Col. 1:13; Ef. 2:19, e 3:15; Mat. 10:32-33; At. 2:47.


    O termo igreja é usado nas Escrituras para indicar o grupo todo, em todas as partes do mundo, daqueles que professam visivelmente a fé em Cristo. Além dessa associação invisível, composta de todos os eleitos que estão espiritualmente unidos a Cristo, nos é apresentado nas Escrituras um outro grupo, exteriormente ligado a Cristo, e que se apresenta de forma visível à vista do mundo. Essa é a igreja visível de Cristo, conhecida pelos homens pela sua profissão externa da fé nele, e pela prática das ordenanças da igreja e das práticas que ele ordenou aos seus adoradores. Ela não pode ser confundida com a igreja invisível, pois é possível pertencer a um desses grupos, e não pertencer de fato ao outro; e a relação de um grupo com Cristo é diferente da relação que o outro mantém com ele. Também não se pode colocar um grupo em completa oposição ao outro; pois formam, não tanto duas igrejas separadas, como se fosse uma igreja com duas características ou dois aspectos distintos e diferentes – a igreja invisível, espiritualmente unida a Cristo, e a igreja visível, externamente unida a ele por causa da igreja invisível. A Escritura com frequência menciona esse grupo visível de cristãos professos e o descreve com a palavra igreja. Ele é citado no livro dos Atos dos Apóstolos, quando se diz: 


“Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.47). 


    Fala-se desse grupo na Epístola aos Coríntios, quando Paulo faz menção da provisão visível que Deus fez para a ordem, o governo e a edificação da igreja: 


“A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (ICo 12.18).


    Ele é mencionado outra vez, com respeito ao mesmo assunto, na Epístola aos Efésios, quando o mesmo escritor inspirado diz que Cristo “concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11,12). Nessas passagens bíblicas, percebe-se claramente que é a associação visível dos cristãos professos que está sendo mencionada, conhecida e percebida pelos homens por meio de certas ordenanças visíveis e práticas peculiares a eles, o que não se deve confundir com a igreja invisível composta pelos eleitos. Sob a forma exterior da igreja visível pode estar oculta em grande parte a associação invisível dos crentes verdadeiros; mas sob essa forma visível também pode haver multidões de falsos membros do corpo de Cristo, que se unem a ele unicamente por meio da profissão exterior e das ordenanças visíveis.

    Se fizermos um cuidadoso exame das varias acepções em que se usa a palavra igreja no Novo Testamento, poderemos confirmar de modo inconfundível que nas Escrituras se reconhece e se descreve a igreja visível e exterior, conhecida e identificada pela profissão da fé em Cristo e pela administração das ordenanças de Cristo, mas que não é considerada como sendo igual à associação invisível dos crentes verdadeiros. Mas se forem necessárias evidencias adicionais sobre o assunto, tais serão encontradas nas várias parábolas de nosso Senhor, nas quais ele descreve de forma mais específica a igreja visível com o expressivo nome de “o reino dos céus”. “O reino dos céus”, disse o nosso Senhor em certa ocasião, “é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora” (Mt 13.47-49). Essa separação dos bons e dos maus no reino ou igreja visível acontecerá, como ele claramente diz, “na consumação do século”, quando “os anjos separarão os maus dentre os justos” – sendo a igreja visível neste mundo composta, provisoriamente, de uma multidão de crentes verdadeiros e de crentes só de aparência, sob uma profissão comum, mas reconhecidos por Cristo como a sua igreja. “O reino dos céus”, disse nosso Senhor em outra parábola, “é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio”.

    Terá sido essa infiltração do joio na igreja visível inconsistente com as suas características como igreja, levando a imediatas providências para removê- lo? “Não!”, prossegue a parábola, “para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita”. Nesse mesmo e exato sentido vemos a extraordinária comparação que nosso Senhor estabelece entre o relacionamento entre si e a sua igreja, quando o compara com a ligação que existe entre a videira e os ramos. “Eu sou a videira verdadeira”, disse ele, “e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”. Eu sou a videira, vós, os ramos”. “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará”.

    Com essas palavras fica evidente que nosso Senhor reconheceu dois tipos de união com ele – a primeira, uma união viva, como a mantida pelo ramo cheio de fruto da videira; a segunda, uma união sem vida, meramente exterior, como o ramo da videira que não apresenta nenhum fruto, que foi lançado fora e secou; e são exatamente assim as duas ligações que existem para com Cristo, exemplificadas no caso, respectivamente, pela igreja invisível e pela igreja visível. Aqueles que estão unidos ao Salvador por meio de uma ligação viva – na verdade invisível aos olhos humanos, mas conhecida por ele – constituem aquela associação de crentes de que falam as Escrituras como a igreja de Cristo espiritual ou invisível. Por outro lado, aqueles que estão unidos ao Salvador por uma ligação externa de profissão exterior e por privilégios externos, conhecidos e vistos pelos homens, que estão entre os verdadeiros crentes em Cristo, mas que não são crentes verdadeiros, constituem a igreja visível. “A igreja visível”, diz a Confissão de Fé, “que também é católica ou universal, sob o Evangelho (não sendo restrita a uma nação, como antes sob a lei), consiste de todos aqueles que, pelo mundo inteiro, professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos; é o reino do Senhor Jesus Cristo, a casa e família de Deus, fora da qual não há possibilidade ordinária de salvação”.

James Bannerman. A igreja de Cristo. p.31-33. Puritanos, 2014.


Pr. Ronaldo José Vicente. Formado em Teologia pela faculdade Mackenzie. Autor do livro “O profeta em Israel e a Justiça Social”. Faz parte de uma banda chamada “Templo de Fogo”, autor de diversas músicas sobre os profetas. Atualmente exerce o pastorado na Igreja “PorTuaCasa” localizada em São Paulo/Tatuapé́. Autor de vários artigos sendo disponibilizados sempre no site “Lagrimasportuacausa”.


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BÍBLIA FALADA METAL 





Este é um projeto envolvendo todos os irmãos da Igreja PorTuaCasa (@igrejaportuacasa). O objetivo é unir duas coisas. As Escrituras e um bom Rock N Roll. Atualmente temos muitas músicas que se dizem "gospel", porém, encontramos muitas frases que exaltam mais o homem do que à Deus. Esta é a segunda música: Sal da terra e Luz do mundo: 


Mat 5.13-16, "Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus". 

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