Como identificar o Falso Profeta
Como identificar o Falso Profeta
Por Eugene Merrill
@osprofetas_
Deuteronômio 13:1-5, “Se aparecer no meio de vocês um profeta ou alguém que explique sonhos, dizendo que vai acontecer um milagre ou outra coisa espantosa, e, se acontecer aquilo que ele disse, então ele vai procurar levá-los a adorar e servir deuses que vocês não conheciam.
Mas não deem atenção a esse profeta ou a essa pessoa que explica sonhos. Pois é assim que o Senhor, nosso Deus, vai pôr vocês à prova, para ver se, de fato, o amam com todo o coração e com toda a alma. Sigam as leis do Senhor, nosso Deus; temam a Deus, obedeçam aos seus mandamentos e deem atenção a tudo o que ele diz. Adorem somente a Deus e fiquem ligados com ele.
E o profeta ou o explicador de sonhos que procurou levá-los a se revoltarem contra Deus será morto. Pois ele procurou desviá-los do caminho indicado pelo Senhor, o Deus que livrou vocês do Egito, onde eram escravos. Matem esse falso profeta e assim tirarão o mal do meio do povo”.
A Bíblia ensina que se um profeta fosse capaz de realizar obras milagrosas, mas insistisse na deserção do Senhor e na adesão a outros deuses, esse profeta precisava ser rejeitado, pois ele tinha recebido poder sobrenatural apenas para testar a lealdade do povo de Deus à aliança. Ou seja, ele se tornou um instrumento na mão soberana do Senhor, pelo qual o povo de Israel podia ser medido exatamente no que diz respeito ao relacionamento da aliança.
Deuteronômio 18:20-22, “O Senhor disse também: "Se um profeta tiver o atrevimento de dar uma mensagem em meu nome, quando eu não lhe tiver dito nada, ou se ele falar em nome de outros deuses, deverá ser morto.
Mas vocês vão ficar pensando assim: "Como é que vamos saber que aquilo que o profeta diz não é mensagem de Deus, o Senhor?
Fiquem sabendo que, se um profeta falar em nome de Deus, mas se o que disser não acontecer, então o que disse não foi mensagem de Deus. Esse profeta foi atrevido, e vocês não precisam ter medo dele”.
A Bíblia mostra a função profética explicitada agora com muita clareza. Os porta-vozes semelhantes a Moisés, chamados por Deus dentre o povo de Israel, receberiam e falariam somente aquilo que lhes fosse confiado pelo Senhor. A autoridade deles seria tão imensa que qualquer um que desobedecesse à sua palavra teria desobedecido à palavra do Senhor e, consequentemente, seria responsabilizado por isso. Além disso, qualquer pessoa que professe falar em nome do Senhor, mas na verdade não o faça, ou que fale em nome de outros deuses, deve ser executada. Por isso, existem, portanto, pelo menos dois tipos de falsos profetas: Primeiro, os profetas do Senhor que proclamam uma mensagem falsa e segundo, os profetas de falsos deuses.
Entretanto, quais seriam os critérios quando alguém pronunciasse uma palavra em nome do Senhor?
A resposta no texto vai direto ao ponto: o cumprimento da mensagem profetizada. Qualquer coisa abaixo disso marcaria o profeta como falso e não confiável. Ele não havia falado da parte de Deus e, portanto, não precisava ser temido como um enviado do Senhor.
É claro que esse teste decisivo deve ter algumas nuances. Ele insinua predição, antes de tudo, não uma palavra de natureza moral ou teológica em geral. Em segundo lugar, o período de tempo precisaria ser tal que a palavra predita se cumprisse durante a vida do próprio profeta, se a sua autenticidade devia ser julgada pelos seus contemporâneos.
Um falso profeta poderia falar de um dia num futuro distante, muito depois de sua própria morte, e assim evitar ser detectado como falso apenas com base nisso.
Pareceria provável que alguém que falasse apenas de tempos remotos e nunca de um futuro próximo fosse suspeito de qualquer forma. O verdadeiro profeta, então, precisaria validar seu chamado falando de modo infalível sobre acontecimentos do futuro tanto próximo quanto distante.
Somente no final da história, ele poderia ser totalmente vindicado, mas o cumprimento infalível de sua palavra preditiva, em situações que pudesse ser testada, certamente lhe daria o benefício da dúvida.
Merrill, Eugene H.. Deuteronômio: comentário exegético (Portuguese Edition) (pp. 483- 484). Vida Nova. Edição do Kindle.

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