Os Profetas de Israel X Os "profetas" de Mari

 



Os Profetas de Israel X Os "profetas" de Mari 

Os Profetas de Mari e os Profetas de Israel: Um Estudo Comparativo entre a Profecia Mesopotâmica e a Tradição Profética Hebraica


1. Introdução

A figura do profeta é uma das mais fascinantes da história religiosa do Oriente Antigo. Embora o imaginário ocidental tenda a associar o termo “profeta” quase exclusivamente à tradição bíblica hebraica, os achados arqueológicos e os textos cuneiformes da antiga cidade de Mari (século XVIII a.C.), na Mesopotâmia, revelam que experiências de caráter profético existiam muito antes dos profetas de Israel. O estudo dessas fontes permite compreender a continuidade e as rupturas entre os fenômenos proféticos mesopotâmicos e israelitas.

Autores como José Luis Sicre destacam a singularidade da profecia hebraica em termos teológicos e éticos, enquanto Walter Brueggemann sublinha a dimensão de contestação e imaginação social dos profetas de Israel. No entanto, as descobertas de Mari, estudadas por historiadores como Jean-Marie Durand, Jack Lundbom e Jason S. Atkinson, demonstram que as manifestações proféticas eram mais amplas no contexto do Antigo Oriente Próximo.

O presente estudo busca analisar quem eram e como atuavam os profetas da antiga Mari, de que maneira recebiam e comunicavam suas mensagens divinas, e em que sentido diferem — estrutural e teologicamente — dos profetas de Israel.


2. O Contexto Histórico e Religioso de Mari

A cidade-estado de Mari, localizada às margens do rio Eufrates (atual Síria), floresceu entre os séculos XIX e XVIII a.C., tornando-se um centro de poder sob o rei Zimri-Lim. Os arquivos de seu palácio, descobertos em 1933, revelaram cerca de 25 mil tabletes cuneiformes, dos quais várias dezenas contêm mensagens proféticas. Esses textos são os registros mais antigos conhecidos de oráculos e comunicações divinas fora do contexto bíblico.

O ambiente religioso de Mari era politeísta, e o rei era considerado o principal mediador entre os deuses e o povo. No entanto, os “profetas” — identificados nos textos como āpilum, muḫḫûm ou qammatum — também atuavam como mensageiros divinos. Suas mensagens eram dirigidas quase sempre ao rei, confirmando-lhe vitórias militares, exigindo rituais, alertando sobre perigos ou pedindo a restauração de templos.

O historiador Jean-Marie Durand, um dos principais tradutores dos arquivos de Mari, observa que esses profetas estavam estreitamente ligados ao templo e à administração real. Eles não eram marginalizados ou errantes, mas funcionários religiosos reconhecidos. Em muitos casos, suas palavras eram registradas por escribas e enviadas por carta ao rei, o que mostra que a profecia fazia parte do sistema burocrático e cultual da cidade.


3. Como os Profetas de Mari Recebiam e Transmitiam as Profecias

Os textos mariotas descrevem diferentes modos de recepção profética. Alguns profetas afirmavam ouvir diretamente a voz do deus; outros entravam em transe extático durante cerimônias religiosas. Há relatos de atos simbólicos, como o de um profeta que comeu um cordeiro cru diante do portão da cidade, interpretado como sinal de juízo divino sobre os inimigos de Zimri-Lim.

As mensagens eram geralmente curtas, pragmáticas e centradas em assuntos de Estado. Não tratavam de moral, justiça ou comportamento pessoal, mas de decisões políticas e rituais. O profeta dizia algo como: “Assim falou Dagan ao rei: levanta um altar, oferece sacrifícios, e a cidade será poupada”.

O papel desses profetas era legitimar o poder real e garantir o favor dos deuses sobre o reino. Eles não contestavam o rei, mas o aconselhavam ou advertiam em nome das divindades. O conteúdo das profecias reforçava a ordem social e religiosa vigente, ao contrário da função subversiva que caracterizará o profeta israelita séculos mais tarde.

O estudioso Jason S. Atkinson, em seu trabalho Prophecy in Mari, Neo-Assyrian and Hebrew Sources (2015), demonstra que as profecias mariotas são o exemplo mais antigo de um sistema profético institucionalizado. Os profetas de Mari não eram adivinhos privados nem sacerdotes comuns: formavam uma categoria específica dentro do culto. Essa característica indica que a profecia, já no segundo milênio a.C., tinha um lugar fixo nas práticas religiosas mesopotâmicas.


4. Função Social e Política da Profecia em Mari

Em Mari, a profecia tinha uma função sociopolítica clara: preservar a harmonia entre os deuses e o rei. O profeta agia como mensageiro divino para assegurar o cumprimento das obrigações cultuais e proteger o reino. Suas mensagens quase sempre terminavam com uma bênção ou uma promessa de vitória, caso o rei obedecesse à ordem divina.

Algumas mensagens, porém, incluíam advertências — por exemplo, a exigência de que o rei fosse justo com o povo e cuidasse dos pobres. Esses raros casos sugerem que havia, ainda que de modo incipiente, uma preocupação ética. Entretanto, tal ética estava subordinada à manutenção da estabilidade política e religiosa, e não à reforma social ou espiritual.

O teólogo Hendrik L. de Villiers observa que, em Mari, “a profecia servia primariamente à monarquia e ao templo; os profetas eram parte do aparato oficial e não uma voz crítica contra ele”. Essa observação é fundamental para compreender a diferença entre o profetismo mesopotâmico e o israelita.


5. O Profetismo em Israel Segundo José Luis Sicre

Ao contrário de Mari, a profecia em Israel surge num contexto teológico radicalmente distinto: o monoteísmo ético da Aliança. Conforme ensina José Luis Sicre, em Profetismo em Israel: O Profeta, os Profetas, a Mensagem, o profeta israelita é antes de tudo um vocacionado, alguém chamado pessoalmente por YHWH para comunicar sua palavra, mesmo contra sua vontade.

Sicre mostra que o profeta bíblico não se limita a aconselhar reis ou templos: ele é uma consciência crítica da nação, um mensageiro da vontade divina que denuncia injustiças, idolatria e corrupção. Enquanto os profetas de Mari confirmavam o poder, os de Israel frequentemente o desafiavam.

O profeta bíblico, segundo Sicre, é marcado por três características principais:

  1. Vocação pessoal e gratuita — o chamado de YHWH, muitas vezes dramático (como em Isaías 6 ou Jeremias 1);

  2. Mensagem ética e social — defesa do pobre, do órfão, da viúva, e denúncia da opressão;

  3. Esperança escatológica — anúncio do juízo e da restauração, revelando uma teologia da história.

Essa estrutura não aparece em Mari. O profeta hebreu fala em nome de um Deus que exige justiça e fidelidade, e sua palavra transcende o momento político. Para Sicre, a originalidade de Israel está em transformar a profecia em um movimento teológico e literário, capaz de gerar um corpo de textos (Isaías, Jeremias, Amós, Miquéias) que se tornaram patrimônio espiritual duradouro.


6. A Leitura de Walter Brueggemann: A Imaginação Profética

Para Walter Brueggemann, especialmente em The Prophetic Imagination (1978) e Prophetic Leadership, o profeta de Israel é uma figura de resistência espiritual que se opõe à “consciência régia” — o sistema ideológico de poder que legitima a opressão e o conformismo.

Segundo ele, a missão profética consiste em subverter a ordem dominante por meio de uma nova imaginação teológica: o profeta denuncia a realidade injusta, lamenta as perdas da comunidade e anuncia uma alternativa possível pela fé em YHWH.

Brueggemann destaca que essa imaginação profética é única em Israel, porque nasce do encontro entre fé monoteísta e experiência histórica de libertação. Enquanto outras culturas do Antigo Oriente possuíam adivinhos e oráculos, somente Israel desenvolveu uma tradição profética que questionava o poder em nome de um Deus ético e pessoal.

Alguns intérpretes entenderam essa posição como uma afirmação de que os profetas existiram exclusivamente em Israel. Contudo, uma leitura cuidadosa dos escritos de Brueggemann mostra que sua intenção é ressaltar a originalidade teológica, não negar o fenômeno profético fora de Israel. Ele reconhece que outras culturas tinham mediadores religiosos, mas considera que apenas em Israel o profeta assume função crítica e libertadora.

Assim, enquanto as mensagens de Mari reforçam o trono, as de Amós ou Isaías o questionam; enquanto em Mari o profeta assegura o status quo, em Israel o profeta o destrói para abrir espaço à renovação divina.


7. Comparação Estrutural entre Mari e Israel

AspectoProfetas de MariProfetas de Israel
Origem e vocaçãoLigados ao templo e à corte; função institucional.Vocação pessoal divina; muitas vezes à margem do poder.
MensagemPragmática, política e ritual; centrada no rei.Ética, social, escatológica; centrada no povo e na Aliança.
Função socialLegitimar o poder e garantir o favor dos deuses.Contestar o poder e restaurar a fidelidade a Deus.
Relação com o EstadoDe cooperação; profeta serve ao rei.De tensão e crítica; profeta denuncia o rei.
TransmissãoMensagens registradas em cartas e relatórios.Oráculos preservados em livros proféticos.
Visão de DeusPoliteísta e territorial.Monoteísta e universal.
Impacto históricoLocal e limitado.Duradouro e universal; formador da ética ocidental.

Essa tabela sintetiza a principal diferença teológica: em Mari, a profecia é instrumento do Estado; em Israel, é voz de Deus contra o Estado.


8. A Originalidade do Profetismo Hebraico

Tanto Sicre quanto Brueggemann concordam que o profetismo de Israel representa uma inovação espiritual sem precedentes. Ele rompe com o padrão oriental de legitimação do poder e introduz um discurso de crítica social fundamentado em um Deus justo e transcendente.

A ética profética israelita nasce da experiência do Êxodo e da Aliança: Deus liberta o povo e exige justiça. Assim, o profeta se torna guardião da memória libertadora. Brueggemann afirma que “a imaginação profética mantém viva a alternativa ao império”, enquanto Sicre vê no profeta “a voz que devolve sentido à história de um povo chamado à fidelidade”.

O profetismo hebraico não é apenas uma função religiosa, mas um movimento histórico, capaz de moldar a identidade de Israel e, por extensão, influenciar a tradição cristã e islâmica.


9. Síntese das Diferenças Fundamentais

Em suma, podemos destacar quatro diferenças centrais entre os profetas de Mari e os de Israel:

  1. Natureza da mensagem: Em Mari, a profecia é utilitária e política; em Israel, é ética e teológica.

  2. Papel social: Em Mari, o profeta serve à monarquia; em Israel, o profeta frequentemente a desafia.

  3. Concepção de divindade: Em Mari, cada profeta fala em nome de um deus local; em Israel, há um único Deus que governa toda a história.

  4. Legado literário: Em Mari, as profecias são registros administrativos; em Israel, tornam-se Escritura Sagrada.

Essas diferenças explicam por que autores como Brueggemann enfatizam a originalidade do profetismo israelita sem negar as manifestações semelhantes em outras culturas.


10. Conclusão

Os profetas da antiga cidade de Mari representam um estágio importante na história das religiões: demonstram que a experiência de “falar em nome de uma divindade” era um fenômeno difundido na Mesopotâmia muito antes do surgimento de Israel. No entanto, as mensagens de Mari estavam ligadas ao poder político e careciam de dimensão ética universal.

Já os profetas de Israel — conforme analisam José Luis Sicre e Walter Brueggemann — transformaram a profecia em instrumento de crítica social, memória histórica e esperança escatológica. Eles não legitimavam reis, mas julgavam-nos em nome de um Deus único que exige justiça e misericórdia.

Em Mari, o profeta servia ao trono; em Israel, o profeta servia a Deus — mesmo que isso custasse o trono. Essa diferença é o que torna o profetismo hebraico, nas palavras de Brueggemann, “uma alternativa radical à consciência imperial”.

Portanto, embora a profecia mesopotâmica e a israelita compartilhem elementos formais, a originalidade espiritual e ética de Israel reside em sua capacidade de transformar a palavra divina em força de libertação e consciência crítica. É nesse ponto que a tradição profética bíblica se distingue e se perpetua como uma das expressões mais elevadas da fé e da justiça na história humana.


1. Durand, Jean-Marie. Les documents épistolaires du palais de Mari. Paris: Éditions du Cerf, 1997–2000.

Jean-Marie Durand é o principal editor e tradutor dos textos descobertos nos arquivos reais de Mari. Sua monumental coleção, em três volumes, apresenta traduções e comentários das cartas e oráculos enviados ao rei Zimri-Lim. É a fonte primária indispensável para compreender o contexto social, religioso e político da profecia mariota. Durand demonstra que os profetas (muḫḫûm, āpilum) atuavam como mensageiros divinos reconhecidos oficialmente pelo Estado.


2. Durand, Jean-Marie. “Les prophètes du Proche-Orient ancien.” Revue d’Assyriologie et d’Archéologie Orientale, vol. 92, 1998, p. 3–47.

Neste artigo, Durand analisa especificamente os textos proféticos de Mari e os compara com os de Assur e Ninrude. Ele identifica padrões de linguagem profética, formas oraculares e rituais de recepção de mensagens divinas. Serve como base metodológica para comparar o profetismo mesopotâmico ao israelita.


3. Atkinson, Jason S. Prophecy in Mari, Neo-Assyrian, and Hebrew Sources. Oxford: Archaeopress Publishing, 2015.

Obra recente que faz uma análise comparativa entre as manifestações proféticas da Mesopotâmia e de Israel. Atkinson destaca como Mari representa o primeiro exemplo de “profetismo institucionalizado” e argumenta que Israel herdou certas formas oraculares, mas transformou completamente sua função e teologia. É uma das melhores sínteses modernas sobre o tema.


4. de Villiers, Hendrik L. “Prophecy as Institution: A Comparative Study of Mari and Israel.” Old Testament Essays, vol. 18, no. 2, 2005, p. 301–322.

O teólogo de Villiers analisa a função social da profecia em Mari e Israel, concluindo que a primeira servia à monarquia e ao culto, enquanto a segunda era um instrumento de crítica profética e renovação ética. Sua leitura fundamenta a ideia central do texto — de que em Mari o profeta reforça o poder, e em Israel o desafia.


5. Sicre, José Luis. Profetismo em Israel: O Profeta, os Profetas, a Mensagem. Petrópolis: Vozes, 1988.

Este é o estudo clássico do teólogo espanhol sobre o fenômeno profético israelita. Sicre aborda a vocação, a mensagem e o impacto histórico dos profetas bíblicos. A partir dele deriva a análise da tríplice função profética (vocação pessoal, denúncia ética e esperança escatológica) usada no texto. Sicre considera o profetismo a alma ética e teológica de Israel.


6. Sicre, José Luis. Los Profetas de Israel y su Mensaje. Madrid: Cristiandad, 1996.

Versão revisada e expandida da obra anterior, com foco na leitura literária e teológica dos livros proféticos. Sicre analisa as escolas proféticas e as diferentes fases da profecia em Israel (pré-clássica, clássica e pós-exílica). Utilizado para sustentar a distinção entre o profeta institucional de Mari e o profeta vocacionado de Israel.


7. Brueggemann, Walter. The Prophetic Imagination. Philadelphia: Fortress Press, 1978. (Edição revisada: Minneapolis: Fortress Press, 2001).

Obra seminal de Brueggemann, na qual ele define o profeta como portador de uma “imaginação alternativa” capaz de contestar a consciência imperial. É a principal fonte da interpretação de que o profeta israelita não legitima o poder, mas o subverte por meio da palavra inspirada por Deus.


8. Brueggemann, Walter. Prophetic Leadership: The Use of Power in the Church Today. Minneapolis: Fortress Press, 2018.

Nesta obra mais recente, Brueggemann aprofunda a ideia de liderança profética e destaca que o modelo bíblico de profeta é singular e não encontra paralelo completo fora de Israel. Sua leitura apoia a tese de que o profetismo israelita é teologicamente exclusivo por nascer do monoteísmo ético e da Aliança.


9. Brueggemann, Walter. An Introduction to the Old Testament: The Canon and Christian Imagination. Louisville: Westminster John Knox Press, 2003.

Neste volume introdutório, Brueggemann revisa criticamente o papel dos profetas no cânon hebraico e defende que a literatura profética é o coração da teologia social de Israel. A obra fornece o quadro conceitual da “imaginação profética” usada no texto comparativo.


10. Malamat, Abraham. “Prophecy in the Mari Documents.” Biblica, vol. 44, 1963, p. 1–13.

Um dos primeiros estudos acadêmicos sobre o tema. Malamat examina as mensagens proféticas de Mari e argumenta que elas têm valor histórico e religioso, mas diferem substancialmente das profecias bíblicas pela ausência de uma dimensão ética universal. Fundamental como fonte historiográfica clássica.


11. Nissinen, Martti. Prophets and Prophecy in the Ancient Near East. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2003.

Nissinen oferece a mais abrangente coleção de textos proféticos do Antigo Oriente, traduzidos e comentados. Inclui exemplos de Mari, Assíria e Babilônia. Sua obra é essencial para qualquer estudo comparativo e foi usada para sustentar as diferenças estruturais (institucionalidade, relação com o poder, natureza da mensagem).


12. Nissinen, Martti. Ancient Prophecy: Near Eastern, Biblical, and Greek Perspectives. Oxford: Oxford University Press, 2017.

Nesta obra, Nissinen amplia o estudo comparativo da profecia em diferentes culturas, confirmando que o profetismo israelita é único por unir teologia ética, monoteísmo e crítica social. Ele reconhece Mari como o antecedente mais antigo, mas mostra a transformação radical operada em Israel.


13. Lundbom, Jack R. The Hebrew Prophets: An Introduction. Minneapolis: Fortress Press, 2010.

Lundbom sintetiza o desenvolvimento histórico da profecia hebraica, destacando o contraste com os profetas do Antigo Oriente. Foi utilizado para a caracterização da profecia como movimento literário e teológico — algo inexistente em Mari.


14. Hallo, William W., e Younger, K. Lawson (eds.). The Context of Scripture, Volume 1: Canonical Compositions from the Biblical World. Leiden: Brill, 1997.

Contém traduções de textos proféticos e oraculares de Mari, Assur e outras cidades mesopotâmicas. É a principal fonte de referência acadêmica para textos extrabíblicos comparados com a Bíblia Hebraica.


15. Charpin, Dominique. Writing, Law, and Kingship in Old Babylonian Mesopotamia. Chicago: University of Chicago Press, 2010.

Charpin explora o papel da escrita e da burocracia na administração dos reinos mesopotâmicos, explicando o contexto em que os oráculos eram registrados nos arquivos de Mari. Utilizado para compreender o caráter institucional da profecia mariota.


16. Fleming, Daniel E. The Installation of Baal’s High Priestess at Emar: A Window on Ancient Syrian Religion. Atlanta: Scholars Press, 1992.

Fleming, um dos principais estudiosos da religião sírio-mesopotâmica, descreve rituais de comunicação divina semelhantes aos de Mari. Sua análise ajuda a entender o caráter extático e ritual dos profetas mariotas.


17. Barton, John. Oracles of God: Perceptions of Ancient Prophecy in Israel after the Exile. Oxford: Oxford University Press, 1986.

Barton examina como Israel reinterpretou suas tradições proféticas após o exílio, transformando o profeta histórico em figura canônica. A comparação com Mari ilustra a diferença entre tradição oral administrativa e tradição literária teológica.


18. Bíblia Sagrada (Tradução Almeida Revista e Atualizada / Bíblia Hebraica Stuttgartensia).

Utilizada para as citações e fundamentos teológicos da tradição profética israelita, especialmente os livros de Amós, Isaías e Jeremias, que exemplificam o caráter crítico e ético do profetismo hebraico.



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